Friday, September 18, 2020

Cookies com gotas de chocolate e cranberries e sentimentos negativos

Cookies com gotas de chocolate e cranberries

Todo mundo diz que não devemos alimentar sentimentos ruins, mas eu não consigo evitar o  ódio diário que sinto por quem defecou 17 nas urnas: nosso país indo para o buraco, literalmente pegando fogo, me deixa ainda mais revoltada.

Além de estarem acabando com a nossa natureza, nossas plantas e animais, exterminando índios, temos também a crise econômica e os preços dos alimentos: a cada dia em que vamos ao mercado voltamos com menos produtos gastando mais dinheiro. A situação está crítica e piora constantemente. Muito se fala do preço do arroz, mas tudo está caríssimo: feijão, óleo, carne. Um tablete de manteiga, por exemplo, está custando 10 reais ou mais.

Mais do que nunca, tenho escolhido com cuidado o que preparar em casa, para não arriscar perder ingredientes. João queria cookies com chocolate e os biscoitos da Anna me pareceram maravilhosos no vídeo do Youtube – é gostoso vê-la cozinhar. A receita é, de fato, ótima, mas mudei um nadinha, já que não tinha nozes em casa. Congelei parte dos cookies já assados e garanti café da tarde gostoso por muitos dias.

 

Cookies com gotas de chocolate e cranberries

um nadinha adaptado dos lindos cookies da Anna Olson

 

- xícara medidora de 240ml

 

1 ¼ xícaras + 1 colher (sopa) - 185g – de farinha de trigo

1 colher (sopa) de amido de milho

½ colher (chá) de bicarbonato de sódio

1 pitada de noz-moscada ralada na hora

¼ colher (chá) de sal

½ cup (113g) de manteiga sem sal, temperatura ambiente

½ cup (88g) de açúcar mascavo claro – aperte na xícara na hora de medir

½ cup (100g) de açúcar cristal

1 colher (chá) de extrato de baunilha

1 ovo grande, temperatura ambiente

1 ½ xícaras (240g) de gotas de chocolate amargo ou meio-amargo

½ xícara (70g) de cranberries secas – se forem muito grandes, corte ao meio

 

Em uma tigela média, misture com um batedor de arame a farinha, o amido de milho, o bicarbonato, a noz-moscada e o sal. Reserve.

Na tigela da batedeira, bata a manteiga e os açúcares até obter um creme claro – raspe as laterais da tigela algumas vezes durante todo o preparo da receita. Junte a baunilha e o ovo e bata bem.

Com a batedeira desligada, acrescente os ingredientes secos reservados. Ligue a batedeira em velocidade baixa e misture apenas até obter uma massa. Acrescente as gotas de chocolate e asa cranberries e misture bem com uma espátula de silicone.

Faça bolinhas de massa usando 2 colheres (sopa) por biscoito e arrume em uma assadeira forrada com papel manteiga, colocando as bolinhas próximas umas das outras. Leve à geladeira por 2 horas – se não quiser assar todos os cookies, congele as bolinhas desta forma e quando estiverem bem durinhas transfira para um saco plástico.

Preaqueça o forno a 180°C. Forre duas assadeiras grandes e rasas com papel manteiga.

Arrume as bolinhas de massa nas assadeiras preparadas deixando 5cm de distância entre elas. Asse por aproximadamente 18 minutos ou até que os biscoitos dourem nas extremidades. Deixe esfriar nas assadeiras por 5 minutos e então deslize o papel com os biscoitos para uma gradinha e deixe esfriar completamente.

Rend.: cerca de 26 cookies

Monday, September 14, 2020

Waffles integrais sabor pizza e férias bem diferentes

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Waffles integrais sabor pizza


Tirei alguns dias de férias em julho e foram férias muito diferentes de tantas outras que já tirei: de quarentena, fiquei em casa o tempo todo. Planejava voltar a Nova York esse ano, mas a pandemia não deixou. Não teve viagem, não teve passeio. Vi um filme por dia, alguns seriados, e cozinhei bastante. Fiz algumas arrumações nos meus livros, nos armários, tirei cochilos depois do almoço. Descansei.

Em uma das tardes vendo filmes me deu uma vontade doida de beliscar alguma coisinha, e eu tinha até feito bolo, mas queria mesmo algo salgado. Adaptei a minha receita de waffles de laranja e azeite e a transformei em waffles sabor pizza – adicionei um pouquinho de farinha integral para deixar a massa mais interessante e os waffles ficaram realmente muito gostosos. Divido com vocês hoje a receita.


Waffles integrais sabor pizza

receita minha, adaptada dos meus waffles de laranja e azeite de oliva

 

- xícara medidora de 240ml

 

100g farinha de trigo comum

75g de farinha de trigo integral

2 colheres (chá) de fermento em pó

1 pitada de sal

2 colheres (chá) de orégano seco

1 ovo grande

¼ xícara (60ml) de azeite de oliva extra virgem

¾ xícara (180ml) de leite integral, temperatura ambiente

1 xícara (70g) de mozarela ralada grosseiramente

2 colheres (sopa) de parmesão ralado fininho

 

Em uma tigela média, misture as farinhas, o fermento, o orégano e o sal com um batedor de arame. Reserve.

Em uma tigela pequena, misture com um batedor de arame o ovo, o azeite e o leite. Verta os líquidos sobre os ingredientes secos e misture somente até incorporar – não misture demais. Incorpore os queijos.

Preaqueça a máquina de waffle. Cozinhe porções de massa por vez, até que cada waffle doure - siga as instruções do fabricante. Sirva imediatamente.

 

Rend.: 5-6 waffles

Friday, September 11, 2020

Bolo de iogurte e chocolate para o final de semana

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Bolo de iogurte e chocolate

A semana foi corrida (ainda está sendo) e o tempo bem escasso, mas queria dividir com vocês este bolo delicioso antes do final de semana: já deixo uma ideia para o sábado – quem me segue no Instagram sabe que sábado é dia de bolo! :)

Espero que vocês não se cansem de ver a receita do bolo de iogurte do Epicurious por aqui: já são diversas versões dele, todas deliciosas, e ainda quero inventar outras. O de chocolate não é exceção: fica muito gostoso, úmido e macio.

Confesso que o bolo de maçã continua sendo o meu favorito e acho que de muitos de vocês também – tem sido tão bom vê-lo reproduzido em tantos perfis das redes sociais! Entretanto, o bolo que lhes trago hoje também é ótimo e vai agradar os chocólatras que me leem. xx

Bolo de iogurte e chocolate

Bolo de iogurte e chocolate

um nadinha adaptado do Epicurious, de novo!

 

- xícara medidora de 240ml

 

1 ¼ xícaras (175g) de farinha de trigo

1/3 xícara (30g) de cacau em pó alcalino, sem adição de açúcar

2 colheres (chá) de fermento em pó

¼ colher (chá) de sal

½ colher (chá) de canela em pó

1 xícara (200g) de açúcar, cristal ou refinado

¾ xícara (180g) de iogurte natural integral - pode usar o potinho de 170g que dá certo!

½ xícara (120ml) de óleo vegetal – usei de canola

2 ovos grandes, temperatura ambiente

1 colher (chá) extrato de baunilha

 

Preaqueça o forno a 180°C. Pincele levemente com óleo uma forma de bolo inglês com capacidade para 6 xícaras de massa (1 litro e meio), forre com papel manteiga deixando sobras nos dois lados mais longos, formando “alças” que vão lhe ajudar a remover o bolo depois de assado. Pincele o papel com óleo também.

Em uma tigela média, peneire a farinha, o cacau, o fermento, o sal e a canela. Reserve.

Em uma tigela grande, junte o açúcar, o iogurte, o óleo, os ovos e a baunilha misture usando um batedor de arame, até obter uma massa homogênea. Com uma espátula de silicone, incorpore os ingredientes secos – se a massa ficar muito engrumada, misture levemente com o batedor de arame, mas não bata demais para não desenvolver o glúten da farinha. Despeje a massa na forma preparada e alise a superfície.

Asse por 50-55 minutos ou até que o bolo cresça e doure (faça o teste do palito). Deixe esfriar na forma sobre uma gradinha por 15 minutos, e então remova com cuidado da forma, usando o papel como guia. Transfira para a gradinha e deixe esfriar completamente.

O bolo pode ser guardado em um recipiente hermético por até 3 dias.

 

Tuesday, September 08, 2020

Barquinhas de abobrinha com bacon e alho-poró e um assunto nada a ver

Barquinhas de abobrinha com bacon e alho-poró

Estava pensando aqui em um assunto que nada tem a ver com comida: quanto tempo vocês demoram para desistir de um seriado?

Já faz algum tempo que não me encanto com nada novo, mas como meus preciosos “Ozark” e “Better Call Saul” vão demorar muito para voltar, andei tentando outros seriados. Vi a primeira temporada de “The Leftovers” e desisti – confesso que só terminei mesmo a temporada por causa do João, se fosse por mim já teria largado lá pelo terceiro, quarto episódio. Achei confusa, rocambolesca demais – doida. E olhem que adoro Terry Gilliam, Cronenberg, Michel Gondry, estou acostumada com loucura. :)

“I May Destroy You” foi a mesma coisa: vi três episódios e larguei. Achei chato de ver, me causou agonia em muitos momentos, fiquei incomodada com a romantização do uso de drogas. Vejo tanta gente enaltecendo a série nas redes sociais, me pergunto se estávamos vendo a mesma coisa.

Por outro lado, comecei a ver “The Boys” no final de semana prolongado e estou adorando! Logo no primeiro episódio eu já senti que iria gostar. Sempre penso no piloto de “Breaking Bad” e em como acho que as séries tem que nos ganhar logo de cara – se demora demais para gostar, eu já desconfio.

Algo de que não desisto jamais é dos legumes: a cada semana tento fazer algo novo com eles, experimentar novas receitas. Abobrinha aqui em casa nunca falta, faço assada em rodelas com bastante frequência (receita ótima da Rita Lobo), mas desta vez quis variar um pouco: acabei fazendo barquinhas, mas diferentes das que postei aqui tempos atrás, com carne moída – apenas um pouquinho de bacon para dar um toque salgadinho a mais.

 

Barquinhas de abobrinha com bacon e alho-poró

receita minha

 

- xícara medidora de 240ml

 

2 abobrinhas médias (280g cada), cortadas ao meio no sentido do comprimento

2 colheres (chá) de azeite de oliva, para pincelar as abobrinhas

sal e pimenta do reino moída na hora

2 fatias de bacon, picadas

1 alho-poró grande, somente a parte mais clara, em fatias finas

1 dente de alho grande, amassado e picadinho

1 colher (chá) de orégano seco

algumas folhinhas de manjericão fresco

1 xícara (70g) de mozarela passada no ralador grosso – rale, depois meça

2 colheres (sopa) de parmesão ralado fininho

 

Preaqueça o forno a 200°C. Forre uma assadeira média e rasa com papel alumínio e pincele o papel com azeite.

Com cuidado, usando uma colher, remova a polpa das abobrinhas, formando as barquinhas – não cave demais, para que não fiquem muito frágeis. Pique a polpa e reserve. Pincele a parte de dentro das barquinhas com o azeite, salpique com sal e pimenta do reino e arrume na forma preparada, com o lado cortado virado para baixo. Asse por 20 minutos.

Enquanto isso, faça o recheio: aqueça uma frigideira antiaderente grande em fogo alto. Junte o bacon e frite até dourar e começar a ficar crocante. Acrescente o alho-poró e refogue, mexendo algumas vezes, até que ele fique macio. Junte o alho e refogue por 1 minuto apenas – não deixe queimar, para não amargar. Acrescente a polpa de abobrinha, misture bem, tempere com sal e pimenta do reino (cuidado com o sal, porque o bacon e o queijo já são salgadinhos). Adicione o orégano e o manjericão, misture bem, cozinhe por 1 minuto e desligue. Deixe esfriar por alguns minutos, junte a mozarela e misture bem.

Retire as abobrinhas do forno e, com cuidado para não se queimar, acomode o recheio dentro das barquinhas (deixe o forno ligado). Salpique com o parmesão e volte ao forno por mais 20 minutos. Sirva em seguida.

Rend.: 2 porções (servi com arroz branco e salada de rúcula)

Thursday, September 03, 2020

Bolo de tangerina e creme azedo (sour cream)

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Bolo de tangerina e creme azedo / Tangerine sour cream cake

Depois que comecei a adaptar a receita de bolo de iogurte do Epicurious para fazer bolos de diferentes sabores demorei muito a fazer novamente uma receita com manteiga – sempre que pensava nisso tinha que abandonar a ideia, já que não teria tempo de esperar a manteiga amolecer (não tenho microondas).

Cozinhar é também planejamento, e nem sempre a gente tem tempo de fazer o que tem vontade. O desejo por um bolinho para o café da tarde e manteiga gelada me faziam recorrer à receita perfeita que eu já tinha feito de várias maneiras, sempre com resultados deliciosos. Há horas em que me cobro muito, querendo sempre fazer coisas novas, inclusive para dividir com vocês, mas em certos momentos nada como uma receita já batida, que a gente tem certeza de que funciona. Em hora de aperto, ou de pressa, receita já testada é a solução.

Só que chegou o dia em que precisei usar um restinho de creme de leite fresco antes que estragasse na geladeira, e acabei fazendo um bolo de creme azedo que também pedia manteiga. Ficou macio, perfumado de tangerina – tanto com as raspas da casca quanto com o suco – e saboroso. Meu marido adorou o glacê sobre o bolo.

O bolo é todo pincelado com suco de tangerina logo após ser desenformado, o que o torna deliciosamente úmido. Caso não tenha tangerinas em casa, faça o bolo com laranjas (a receita original é com limão siciliano).

Bolo de tangerina e creme azedo / Tangerine sour cream cake

Bolo de tangerina e creme azedo (sour cream)

adaptado desta receita

 

- xícara medidora de 240ml

 

Bolo:

2 xícaras (280g) de farinha de trigo

1 ½ colheres (chá) de fermento em pó

¼ colher (chá) de sal

1 ¼ xícaras (250g) de açúcar cristal ou refinado

raspas da casca de 2 tangerinas médias

180g de manteiga sem sal, amolecida

3 ovos grandes, temperatura ambiente

½ colher (chá) de extrato de baunilha

2 colheres (chá) de Cointreau - opcional

1 xícara de creme azedo (sour cream)*

 

Para pincelar o bolo:

3 colheres (sopa) de suco de tangerina

 

Glacê:

½ xícara (70g) de açúcar de confeiteiro

2 colheres (sopa) de suco de tangerina

 

Comece com o bolo: preaqueça o forno a 180°C. Unte com manteiga e enfarinhe uma forma de furo central com capacidade para 8 xícaras de massa.

Em uma tigela média, misture com um batedor de arame a farinha, o fermento e o sal. Reserve.

Na tigela da batedeira, junte o açúcar e as raspas de tangerina e esfregue com as pontas dos dedos até o açúcar ficar aromatizado. Junte a manteiga e bata até obter um creme claro e fofo – raspe as laterais da tigela com uma espátula de silicone algumas vezes durante todo o preparo da receita. Junte os ovos, um a um, batendo bem a cada adição. Junte a baunilha e o Cointreau (se for usar) e bata para misturar.

Em velocidade baixa, adicione os ingredientes secos em três adições, alternando com o creme azedo em duas adições. Bata somente até incorporar – não bata demais para não desenvolver o glúten da farinha e deixar o bolo duro.

Despeje a massa na forma preparada e alise a superfície. Asse por 45-55 minutos ou até que o bolo cresça e doure (faça o teste do palito). Deixe esfriar na forma, sobre uma gradinha, por 20 minutos, e então desenforme com cuidado sobre a gradinha. Pincele todo o bolo com o suco de tangerina, até que o bolo absorva todo o suco.

Glacê: acrescente o suco de tangerina aos poucos ao açúcar de confeiteiro, e vá misturando até obter a consistência desejada. Despeje sobre o bolo já frio.

* creme azedo (sour cream) caseiro: para preparar 1 xícara de creme azedo, misture 1 xícara (240ml) de creme de leite fresco com 2-3 colheres (chá) de suco de limão ou limão siciliano em uma tigela. Vá mexendo até que comece a engrossar. Cubra com filme plástico e deixe em temperatura ambiente por 1 hora ou até que engrosse um pouco mais (geralmente faço o meu na noite anterior e deixo sobre a pia – com exceção de noites extremamente quentes – coberto com filme plástico; na manhã seguinte o creme fica bem espesso – leve à geladeira para ficar mais espesso ainda)

Rend.: 10-12 fatias

Monday, August 31, 2020

Macarrão com berinjela assada e bacon

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Macarrão com berinjela assada e bacon / Roasted eggplant bacon pasta

Apesar de eu e João não sermos veganos ou vegetarianos, a maioria das nossas refeições se baseiam em vegetais, e há várias ocasiões em que comemos almoços e jantares veganos ou vegetarianos – tem sido assim por muitos anos e aconteceu naturalmente. Nós amamos legumes e verduras e sempre procuro novas maneiras de prepará-los.

Gosto basicamente de todos os vegetais, com exceção de batata doce, e João não gosta de couve-flor, mas amou os bolinhos que fiz outro dia – acho que se trata mesmo da maneira de preparar os vegetais, tornando-os sempre interessantes, ao invés de simplesmente cozinhar na água. Assar é um dos métodos de cozimento que mais uso e acho que deixa todos os legumes muito gostosos – e até mesmo algumas folhas, como couve.

Ainda faço carne bovina e de frango às vezes – uma vez por semana, no máximo – e gosto de usar bacon aqui e ali, ocasionalmente, para dar mais sabor ou um toque diferente a um prato que seja baseado em vegetais. Este macarrão tem uma textura bem carnuda, por causa da berinjela, e o bacon deixa tudo mais interessante – o salgadinho dele combina bem demais com a berinjela assada, e o tomate deixa tudo mais molhadinho.

Fiz esta receita para um almoço de sábado e nós devoramos, acompanhada de pão cascudo – é uma receita simples e que não pede por muitos ingredientes, mas o resultado é bastante saboroso.

 

Macarrão com berinjela assada e bacon

receita minha

 

1 berinjela média (380g), em cubos de aproximadamente 2,5cm

2 colheres (sopa) de azeite de oliva extra virgem

sal e pimenta do reino moída na hora

180g de macarrão parafuso ou a massa curta da sua preferência

4 fatias de bacon

1 dente de alho grande, amassado e picadinho

1 tomate grande maduro, sem as sementes, em cubinhos

2 colheres (sopa) de vinho branco seco

 

Preaqueça o forno a 200°C. Forre uma assadeira grande e rasa com papel alumínio.

Coloque a berinjela sobre o papel e regue com o azeite. Tempere com sal e pimenta, espalhe na assadeira e leve ao forno por 15 minutos. Dê uma boa misturada novamente na berinjela, espalhe na assadeira e asse por mais 15 minutos.

Enquanto isso, cozinhe o macarrão em uma panela grande de água fervente com sal, até que o macarrão fique al dente.

Aqueça uma frigideira grande e antiaderente em fogo alto e junte o bacon – vá fritando até que fique crocante e solte sua gordura. Acrescente o alho e refogue por 1 minuto – não deixe queimar ou vai ficar amargo. Junte o tomate, tempere com sal e pimenta (cuidado com o sal, por causa do bacon) e refogue, mexendo algumas vezes, até que o tomate solte seus sucos, 2-3 minutos. Junte o vinho e cozinhe por 1 minuto. Acrescente a berinjela assada e misture bem.

Escorra o macarrão, reservando ½ xícara da água do cozimento. Acrescente o macarrão ao molho e misture bem, cozinhando por 1 minuto – se o molho estiver muito seco, junte um pouco da água reservada. Eu não tinha ervas frescas em casa, mas se tiver manjericão use, ficaria muito bom.

Sirva imediatamente.

Rend.: 2 porções

Wednesday, August 26, 2020

Amanteigado formigueiro

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Amanteigado formigueiro / Anthill shortbread

Por causa do amor do Pingo pelo bolo formigueiro com farinha integral, acabei comprando um pacotão de chocolate granulado no final do ano passado, pois o meu pequeno vinha me visitar toda semana e fazíamos juntos o bolo.

Veio a pandemia, a necessidade do distanciamento social, e os bolos formigueiros foram deixados de lado. Vira e mexe dou de cara com o vidro de granulado no armário, me dá uma saudade danada dos sábados na cozinha com o Pingo. Queria arrumar um jeito de usar o ingrediente dias desses, e adicioná-los à massa de biscoito foi uma ideia.

Estes amanteigados são simples, mas deliciosos: ficam crocantes e desmancham na boca. Assei o primeiro cilindro de massa no dia em que a preparei, que foi também o dia em que fiz as fotos, e congelei a outra porção. Domingo passado meu marido estava querendo algo gostoso para acompanhar o seu cafezinho e não tinha mais bolo: liguei o forno a assei o outro cilindro de massa - biscoitos fresquinhos e gostosos para um domingo gelado em São Paulo. 

Amanteigado formigueiro / Anthill shortbread

Amanteigado formigueiro

um tiquinho adaptados dos amanteigados de açúcar mascavo da Annie Bell

 

200g de manteiga sem sal, gelada e cortada em cubos

50g de açúcar mascavo claro

50g de açúcar cristal

300g de farinha de trigo

1/8 colher (chá) de sal

6 colheres (sopa) de chocolate granulado

3 ½ colheres (sopa) de leite integral, gelado


Para polvilhar os cilindros de massa:

1 ½ colheres (sopa) de açúcar cristal ou demerara

 

Coloque a manteiga e os açúcares na tigela da batedeira e bata até que a mistura lembre uma farofa grossa – neste ponto, ainda haverá pedaços grandes de manteiga. Junte a farinha, o sal e o chocolate granulado e bata novamente, até que a mistura pareça areia molhada. Com a batedeira em velocidade baixa, vá juntando o leite, aos pouquinhos, até que uma massa comece a se formar – você pode nem precisar usar todo o leite.

Divida a massa em duas partes iguais e coloque cada metade em um pedaço grande de papel manteiga; forme um cilindro de aproximadamente 3,5cm de diâmetro com a massa, fechando-a dentro do papel manteiga usando uma régua – como a Martha faz aqui. Feche as pontas e leve à geladeira até firmar bem, cerca de 4 horas ou de um dia para o outro – os cilindros de massa podem ser congelados por até 2 meses: apenas embrulhe-os com papel alumínio por cima do papel manteiga para proteger a massa de umidade.

Pré-aqueça o forno a 180°C; forre duas assadeiras grandes com papel manteiga. Desembrulhe um dos cilindros de massa (mantenha o outro na geladeira), pincele-o levemente com água e salpique com metade do açúcar, espalhando de maneira uniforme. Em seguida, corte em fatias de 1cm e coloque-as nas assadeiras preparadas deixando um espaço de 2cm entre uma e outra.

Asse por 15-18 minutos ou até que os biscoitos dourem nas extremidades. Deixe esfriar nas assadeiras sobre gradinhas por 5 minutos e então deslize o papel com os biscoitos para a gradinha e deixe esfriar completamente. Repita o processo com o outro cilindro de massa e o açúcar restante.

Os biscoitos podem ser guardados em um recipiente hermético em temperatura ambiente por até 5 dias.

Rend.: 40 unidades

Monday, August 24, 2020

Bolinhos de couve-flor e me sentindo nostálgica

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Bolinhos de couve-flor / Cauliflower balls

Ando nostálgica ultimamente – quem recebeu minha newsletter da última sexta-feira sabe – e pensando muito em minha mãe. Alguns ingredientes e comidinhas me lembram demais a dona Tereza, é impossível não pensar nela e em alguns momentos da minha infância. Couve-flor, por exemplo, é algo que me transporta imediatamente para o passado, é como se eu ouvisse minha mãe dizendo “coma as arvorezinhas, filha, que elas são boas para a saúde”. Couve-flor, para mim, sempre será arvorezinha. <3

Por mais que eu adore as arvorezinhas, admito que elas precisam de um empurrãozinho no quesito sabor: couve-flor, dependendo do jeito que é preparada, pode ficar sem graça. Não é mesmo o caso destes bolinhos: modéstia à parte, eles ficaram incríveis! Muito saborosos, crocantes por fora e úmidos por dentro.

Servi com arroz, feijão e couve refogada, mas podem muito bem funcionar como belisquetes acompanhando uma cervejinha gelada. Aliás, recomendo algumas gotinhas de Tabasco na hora de comer os bolinhos – ficam ainda mais gostosos.

 

Bolinhos de couve-flor

receita minha, inspirada nestes bolinhos de lentilha

 

- xícara medidora de 240ml

 

400g de couve-flor, sem as folhas e cortada em floretes – pouco mais da metade de uma couve-flor orgânica pequena

sal

½ cebola pequena, picadinha

1 ovo, temperatura ambiente

2 colheres (sopa) de salsinha picada – pique, depois meça

½ colher (sopa) de azeite de oliva

¼ xícara de parmesão ralado fininho – rale, depois meça

¾ xícara de farinha de rosca – usei caseira, pão torrado no forno e batido no liquidificador

pimenta do reino moída na hora


Coloque a couve-flor em uma panela grande e cubra com água fria. Leve ao fogo alto e, quando começar a ferver, junte 1 pitada de sal e cozinhe até os floretes ficarem macios, cerca de 10 minutos (comece a contar quando começar a ferver). Escorra e enxague com água corrente para esfriar a couve-flor. Escorra bem, transfira para uma tábua e pique bem com a faca. Transfira para uma tigela grande.

Preaqueça o forno a 200°C. Forre uma assadeira grande e rasa com papel alumínio e pincele o papel com azeite.

Acrescente o restante dos ingredientes e misture bem. Tempere com sal e pimenta. Com um mixer, processe metade da mistura, diretamente na tigela mesmo, até virar um purê rústico – se não tiver mixer, transfira metade da mistura para um processador de alimentos e pulse algumas vezes. Misture bem novamente. Com as mãos, modele bolinhas usando 1 ½ colheres (sopa) niveladas por porção. Arrume as bolinhas na assadeira preparada, deixando 3cm entre uma e outra. Leve ao forno por 15 minutos, e então, com cuidado, vire os bolinhos. Asse por mais 15 minutos e sirva.

Rend.: cerca de 22 unidades – eu assei metade no dia em que preparei e congelei metade para outro dia; congelei em aberto e quando as bolinhas estavam bem firmes transferi para um saquinho.

Thursday, August 20, 2020

Bolo de iogurte e maçã – o bolo que zerou o joguinho

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Bolo de iogurte e maçã

Como vocês já perceberam, eu ando apaixonada por esta receita de bolo de iogurte: versátil e deliciosa,  prática – não precisamos esperar a manteiga amolecer para fazer bolo! Já adaptei de tantas maneiras e todas ficaram incríveis: bolo mármore, de laranja com chocolate granulado, limão taiti com papoula, limão cravo com coco...

Quando dei de cara com as maçãzinhas franzidas indo para o espaço na minha geladeira soube exatamente que faria bolo com elas, e nem pensei duas vezes em qual receita usar. Um pouco de canela, parceira clássica da maçã, e o bolo perfumou a casa toda. Ficou úmido, muito macio, e saborosíssimo.

Eu sou do time dos cítricos, como vocês bem sabem, mas este bolo de maçã ganhou o meu coração – de todas as versões que fiz, foi a que ficou mais gostosa: tirou a medalha de ouro do bolo de laranja. João viu o bolo esfriando sobre a bancada e me pediu um pedaço, quente mesmo – segundo ele, o cheiro estava irresistível. Naquele momento eu soube que a receita era um sucesso e merecia ser guardada no caderninho. <3

 

Bolo de iogurte e maçã

um nadinha adaptado do Epicurious, de novo!

 

- xícara medidora de 240ml

 

1 ½ xícaras (210g) de farinha de trigo

2 colheres (chá) de fermento em pó

¼ colher (chá) de sal

¾ colher (chá) de canela em pó

1 xícara (200g) de açúcar, cristal ou refinado

¾ xícara (180g) de iogurte natural integral

½ xícara (120ml) de óleo vegetal – usei de canola

2 ovos grandes, temperatura ambiente

1 colher (chá) extrato de baunilha

2 maçãs pequenas (100g cada pesadas ainda com a casca), descascadas, miolos removidos, cortadas em cubinhos de 1cm – usei 2 maçãs Gala que estavam fazendo aniversário na geladeira 

Preaqueça o forno a 180°C. Pincele levemente com óleo uma forma de bolo inglês com capacidade para 6 xícaras de massa (1 litro e meio), forre com papel manteiga deixando sobras nos dois lados mais longos, formando “alças” que vão lhe ajudar a remover o bolo depois de assado. Pincele o papel com óleo também.

Em uma tigela média, peneire a farinha, o fermento, o sal e a canela. Reserve. 

Em uma tigela grande, junte o açúcar, o iogurte, o óleo, os ovos e a baunilha misture usando um batedor de arame, até obter uma massa homogênea. Com uma espátula de silicone, incorpore os ingredientes secos – se a massa ficar muito engrumada, misture levemente com o batedor de arame, mas não bata demais para não desenvolver o glúten da farinha. Acrescente as maçãs e misture.

Despeje a massa na forma preparada e alise a superfície.

Asse por 50-55 minutos ou até que o bolo cresça e doure (faça o teste do palito). Deixe esfriar na forma sobre uma gradinha por 15 minutos, e então remova com cuidado da forma, usando o papel como guia. Transfira para a gradinha e deixe esfriar completamente.

O bolo pode ser guardado em um recipiente hermético por até 3 dias. 

Rend.: 8 porções

Monday, August 17, 2020

Risoto de espinafre e mozarela - almoço na mesa, mesmo com a geladeira pelada

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Risoto de espinafre e mozarela / Spinach and mozzarella risotto


Tempos atrás fiz um risoto com vários vegetais diferentes, usando quase que tudo o que havia no meu gavetão de legumes: ficou uma delícia e super nutritivo, cheio de coisas boas para a saúde. Desta vez, foi o completo oposto: a geladeira estava bem vazia, então fui ao freezer e fiz um risoto usando espinafre congelado, e joguei um pouco de queijo na equação para melhorar tudo. Nunca uso alho em risotos, mas no de hoje usei porque alho e espinafre ficam ótimos juntos.

Fiquei bem surpresa com o resultado do risoto, não imaginei que ficaria tão gostoso! João não é fã de risotos e repetiu – fiquei impressionada, porque isso nunca acontece. Sempre tenho espinafre congelado no freezer, uso muito em sopas, como esta, mas em risoto foi a primeira vez que usei. O resultado me deixou animada e mais ainda por colocar o almoço na mesa em menos de meia hora, o que é ótimo nos dias de faxina do apartamento. :D


Risoto de espinafre e mozarela

receita minha

- xícara medidora de 240ml

3 colheres (sopa) de manteiga sem sal

½ colher (sopa) de azeite de oliva

1/3 xícara de salsão picadinho – pique, depois meça; usei congelado, direto do freezer

½ cebola pequena, picadinha

1 dente alho pequeno, picadinhos

¾ xícara (165g) de arroz arbóreo ou Carnaroli

¼ xícara (60ml) de vinho branco seco

sal e pimenta do reino moída na hora

3 bolinhas (100g) de espinafre congelado, já descongelado

3 xícaras (720ml) de caldo de legumes fervente

1 xícara (70g) de mozarela ralada grosseiramente – rale, depois meça

2 colheres (sopa) de parmesão ralado grosseiramente – rale, depois meça

Em uma panela média, junte metade da manteiga e o azeite e quando aquecer adicione o salsão e a cebola, refogando até que fiquem macios, 3-4 minutos. Acrescente o alho e refogue por 1 minuto apenas – não deixe queimar para não amargar a receita.

Junte o arroz e refogue por 2 minutos, mexendo, até que todos os grãos fiquem cobertos de gordura. Junte o vinho e refogue até que evapore. Tempere com um pouco de sal e pimenta. Acrescente o espinafre e misture. Acrescente 1 concha do caldo quente por vez e vá mexendo até que o caldo quase seque. Acrescente outra concha de caldo mexa novamente até que ele quase seque – repita o processo até que o arroz fique al dente, o que vai levar cerca de 20 minutos. Adicione a manteiga restante e os queijos, misturando bem. Prove, acerte o sal e a pimenta se necessário, tampe a panela e aguarde 5 minutos. Sirva imediatamente.

Rend.: 2 porções 

Thursday, August 13, 2020

Bolo de buttermilk, ou bolo de nada

English version

Bolo de buttermilk, ou bolo de nada

Por causa dos cafés da tarde aqui em casa, ando buscando receitas de bolo gostosas em livros e pela Internet – nem me lembro mais quando tinha sido a última vez que havia ficado horas procurando e marcando receita de bolo para fazer: por bastante tempo, meu foco foi mesmo somente receitas salgadas, com alguns eventuais cookies ou brownies para adoçar o dia do pessoal do escritório.

Estava com vontade de comer um bolo simples, ou bolo de nada, mas que ficasse com uma textura bem macia. Quando vi as fotos do bolo da Sydney fiquei com água na boca: era exatamente o que eu queria! Já fui logo para a cozinha tirar o tablete de manteiga da geladeira.

A receita dela não especifica tamanho de forma, mas eu sabia que com 3 xícaras de farinha a massa não caberia mesmo na forma que uso geralmente. Adaptei a receita para um bolo menor e fiquei bem feliz com o resultado. João disse que a casquinha açucarada de cima é a melhor parte do bolo, já eu fiquei doida mesmo com o miolo branquinho e incrivelmente macio.

Usei Frangelico para perfumar – adoro uma desculpa para usar bebidinhas em receitas, sou dessas – mas use extrato de baunilha se preferir (a Sydney não usa nada no bolo dela). Já ando pensando em fazer esta receita novamente usando raspas de laranja e Cointreau no bolo – delícia!

Bolo de buttermilk, ou bolo de nada

Bolo de buttermilk, ou bolo de nada

um tiquinho adaptado deste blog lindo

 

- xícara medidora de 240ml

 

2/3 xícara (150g) de manteiga sem sal, temperatura ambiente

1 xícara (200g) de açúcar cristal ou refinado

2 ovos grandes, temperatura ambiente

2 xícaras (280g) de farinha de trigo

1 ½ colheres (chá) de fermento em pó

¼ colher (chá) de sal

½ xícara (120ml) de buttermilk*, temperatura ambiente

1 ½ colheres (sopa) de Frangelico – opcional; Amaretto também ficaria ótimo. Se não quiser usar bebida alcoólica, substitua por 1 ½ colheres (chá) de extrato de baunilha

 

Para polvilhar o bolo antes de assar:

1 colher (sopa) de açúcar cristal ou demerara – aqui, o refinado não funciona, pois é muito fininho. Se não tiver os outros açúcares em casa, pule esta etapa da receita

 

Preaqueça o forno a 180°C. Unte com manteiga uma forma de bolo inglês com capacidade para 6 xícaras de massa (1 litro e meio), forre com papel manteiga deixando sobrar nos dois lados mais longos, formando “alças” de papel, e unte o papel também. 

Em uma tigela média, misture com um batedor de arame a farinha, o fermento e o sal. Reserve.

Na batedeira, bata a manteiga e o açúcar até obter uma mistura bem clara e fofinha – bata por pelo menos 4-5 minutos; quanto mais você bater a mistura nesta etapa da receita, melhor vai ficar a textura do seu bolo.

Junte os ovos, um a um, batendo bem a cada adição – raspe as laterais da tigela algumas vezes durante todo o preparo. Junte o Frangelico (se for usar – ou a baunilha).

Em velocidade baixa, junte os ingredientes secos em três adições, alternando com o buttermilk em duas adições (comece e termine com os ingredientes secos). Misture até a massa ficar homogênea, mas não bata demais para não desenvolver o glúten da farinha (o bolo ficará duro e embatumado).

Transfira a massa para a forma preparada e alise a superfície. Salpique com o açúcar e asse por 50-60 minutos, ou até que o bolo cresça e doure (faça o teste do palito).

Deixe esfriar na forma, sobre uma gradinha, por 30 minutos, e então remova o bolo com cuidado da forma, usando as alças de papel, e transfira para a gradinha. Deixe esfriar completamente. 

O bolo pode ser guardado em um recipiente hermético por até 5 dias, entretanto achei que depois do terceiro dia ele começou a ficar mais sequinho (mas comemos mesmo assim). :D

* buttermilk caseiro: coloque ½ xícara de leite integral em um potinho e misture ½ colher (sopa) de suco de limão. Aguarde 10 minutos e use na receita 

Rend.: 8-10 fatias

Monday, August 10, 2020

Macarrão com abobrinha, alho-poró e gorgonzola e a fadiga de cozinhar todos os dias

Macarrão com abobrinha, alho-poró e gorgonzola

Final de semana passado a minha querida amiga Raquel postou stories muito interessantes no Instagram dela, sobre o cansaço de termos que cozinhar todos os dias durante a quarentena. Aproveitei o assunto e também comentei com os meus seguidores sobreisso, pois concordo que a obrigação de fazer comida todo dia realmente cansa demais, e dá desânimo às vezes – se eu que gosto de cozinhar me sinto assim, imagina quem não gosta.

O que acho que pode ajudar neste caso são duas coisas completamente diferentes: uma delas é planejamento, sobre o qual a Raq falou. Ter feijão no freezer, arroz pronto e legumes já higienizados na geladeira, usar atalhos como grão-de-bico e tomate pelado em lata: tudo isso pode ser bastante útil e eu tenho usado muito tais recursos. P

Por outro lado, também uso uma estratégia completamente oposta: pelo menos uma vez na semana, tento fazer uma receita completamente nova, algo diferente do arroz e feijão diários, para quebrar a rotina. Eu sinto que dá uma iluminada na semana, alegra o dia e faz com que aquele marasmo vá embora, nem que seja por uma refeição.

Foi assim que fiz o macarrão que lhes trago hoje, com uma abobrinha que eu precisava usar logo: ficou um almoço delicioso, cheio de vegetais, e com um toque diferentão do gorgonzola. Uma receita simples na execução, mas com um resultado incrível no sabor. Deixou a sexta-feira mais saborosa e levantou os ânimos aqui em casa.

 

Macarrão com abobrinha, alho-poró e gorgonzola

receita minha


- xícara medidora de 240ml

 

180g de orecchiette, ou a massa curta da sua preferência

1 colher (sopa) de azeite de oliva

1 colher (sopa) de manteiga sem sal

1 alho-poró (100g já sem as folhas verdes-escuras), somente a parte verde mais clara, em meias-luas finas

1 abobrinha média (250g), em cubinhos de 1cm

sal e pimenta do reino moída na hora

1 colher (sopa) de vinho branco seco

raspas de 1 limão cravo grande – era o que eu tinha em casa; use taiti ou siciliano se preferir

100ml de água

75g de queijo gorgonzola, ralado ou esmigalhado

Em uma panela grande, aqueça água até ferver. Acrescente sal. Quando ferver, adicione o macarrão e cozinhe pelo tempo indicado na embalagem. 

Enquanto a água ferve e o macarrão cozinha, prepare o molho: aqueça o azeite e a manteiga em uma frigideira antiaderente grande em fogo médio-alto. Junte o alho-poró e refogue, mexendo às vezes, até que fique macio. Junte a abobrinha, tempere com sal e pimenta, e vá refogando, mexendo ocasionalmente, por cerca de 5 minutos ou até que a abobrinha comece a ficar macia. Acrescente o vinho, misture bem, e cozinhe até o vinho evaporar. Junte as raspas de limão, a água e o gorgonzola, misture bem, e cozinhe por mais 3-4 minutos, ou até o queijo derreter completamente e o molho ficar mais espesso.

Escorra o macarrão, reservando ¼ xícara (60ml) da água do cozimento. Transfira o macarrão escorrido para a panela com o molho e misture bem – se o molho estiver seco demais, junte a água reservada, aos poucos (eu não precisei usar). Sirva imediatamente.

Rend.: 2 porções

Thursday, August 06, 2020

Bolo de iogurte, limão cravo e coco - uma variação do Bolo da Pandemia

Bolo de iogurte, limão cravo e coco

Sem dúvida alguma posso batizar o bolo de iogurte do Epicurious como o Bolo da Pandemia: já fiz a receita diversas vezes (afinal de conta já são quase cinco meses em isolamento, trabalhando de casa) e variei os sabores de muitas maneiras: todas as vezes consegui um bolo macio e delicioso. 

Quando recebi limão cravo na cesta orgânica imediatamente pensei em usá-los no bolo, seu perfume tão maravilhoso que é. No mesmo dia havia preparado doce de abóbora com coco e quando bati o olho no saquinho de coco ralado imaginei logo a combinação com o limão cravo – fiquei aguada só de pensar! 

Substituí parte da farinha de trigo pelo coco, portanto o topo do bolo não ficou altinho como das outras vezes, por causa da diminuição do glúten da receita. A maciez do bolo foi algo que me surpreendeu demais, além do sabor: por isso, quis fazer as fotos com fatias já cortadas, para que vocês pudessem ver a textura da receita. 

 O cheiro do limão cravo me traz lembranças da infância: uma de minhas tias morava em um sítio e havia um pé deste limão em seu quintal. Na época, usávamos os limõezinhos para fazer guerrinhas uns contra os outros, e minha mãe ficava brava demais com o desperdício. Mal sabia a dona Tereza que limão se tornaria o meu sabor favorito de bolos e doces – vai ver, as guerrinhas de limão foram mesmo um sinal. :)

Bolo de iogurte, limão cravo e coco

Bolo de iogurte, limão cravo e coco

um nadinha adaptado do Epicurious, de novo!

 

- xícara medidora de 240ml

 

1 ¼ xícaras (175g) de farinha de trigo

2 colheres (chá) de fermento em pó

¼ colher (chá) de sal

½ xícara (50g) de coco ralado sem adição de açúcar – reserve 1 colher (sopa) para polvilhar sobre a massa antes de assar

1 xícara (200g) de açúcar, cristal ou refinado

raspas da casca de 3 limões cravos pequenos

¾ xícara (180g) de iogurte natural integral – usei de ovelha, por causa da lactose

½ xícara (120ml) de óleo vegetal – usei de canola

2 ovos grandes, temperatura ambiente

1 colher (chá) extrato de baunilha

Preaqueça o forno a 180°C. Pincele levemente com óleo uma forma de bolo inglês com capacidade para 6 xícaras de massa (1 litro e meio), forre com papel manteiga deixando sobras nos dois lados mais longos, formando “alças” que vão lhe ajudar a remover o bolo depois de assado. Pincele o papel com óleo também.

Em uma tigela média, peneire a farinha, o fermento e o sal. Junte o coco e misture – não se esqueça de reservar 1 colher (sopa) do coco para polvilhar a massa. Reserve.

Em uma tigela grande, junte o açúcar e as raspas de limão cravo e esfregue com as pontas dos dedos até o açúcar ficar aromatizado. Acrescente o iogurte, o óleo, os ovos e a baunilha misture usando um batedor de arame, até obter uma massa homogênea. Com uma espátula de silicone, incorpore os ingredientes secos – se a massa ficar muito engrumada, misture levemente com o batedor de arame, mas não bata demais para não desenvolver o glúten da farinha.

Despeje a massa na forma preparada e alise a superfície. Salpique o topo da massa com o coco ralado reservado.

Asse por 50-55 minutos ou até que o bolo cresça e doure (faça o teste do palito). Deixe esfriar na forma sobre uma gradinha por 15 minutos, e então remova com cuidado da forma, usando o papel como guia. Transfira para a gradinha e deixe esfriar completamente.

O bolo pode ser guardado em um recipiente hermético por até 3 dias.

Rend.: 8 porções

Monday, August 03, 2020

Barquinhas de berinjela com tomate e queijo e as receitas do blog

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Barquinhas de berinjela com tomate e queijo


Dias atrás, perguntei para os meus seguidores no Instagram quais eram as receitas que eles mais curtiam ver no blog, aquelas receitas que logo de cara despertam a vontade de ir para a cozinhar e preparar. Os bolos e cookies ganharam disparados, seguidos por brownies e pães. Algumas seguidores me disseram que gostam das receitas salgadas, para variar o dia-a-dia, e sopas também foram mencionadas.

Eu confesso a vocês que adoro fazer e fotografar (e comer!) bolos e cookies, mas não dá pra viver só de doces, né, meus amores? :D Ainda mais em quarentena, sem fazer exercícios físicos com a regularidade que eu fazia antes... Por isso, vou continuar postando sim as receitas doces que vocês adoram – e que amo ver nas redes sociais, quando vocês me marcam nas suas publicações –, mas intercalando com receitas salgadas que preparo para as refeições diárias, como a berinjela recheada que lhes trago hoje: é deliciosa. Espero que gostem. xx

Barquinhas de berinjela com tomate e queijo

Barquinhas de berinjela com tomate e queijo
receita minha

- xícara medidora de 240ml

Barquinhas:
2 berinjelas grandes (cerca de 350g cada)
2 colheres (chá) de azeite

Recheio:
2 colheres (sopa) de azeite
1 cebola pequena, bem picadinha
2 dentes de alho, bem picadinhos
2 tomates maduros, sem as sementes, em cubinhos
sal e pimenta do reino moída na hora
2 colheres (chá) de orégano seco
algumas folhinhas de manjericão fresco
2 xícaras (140g) de mozarela passada no ralador grosso (rale, depois meça) – reserve 3 colheres (sopa) para polvilhar as barquinhas
8 azeitonas pretas grandes, sem os caroços, picadinhas

Preaqueça o forno a 200°C. Forre uma assadeira grande e rasa com papel alumínio.
Corte as berinjelas no sentido do comprimento, formando barquinhas, e então faça cortes quadriculados na polpa, sem cortar até o final (preserve a casca intacta para que as barquinhas não desmontem). Pincele o lado cortado com o azeite e arrume as berinjelas viradas para baixo no papel alumínio. Leve ao forno por 30 minutos.

Enquanto isso, comece a preparar o recheio: aqueça o azeite em uma frigideira grande, de preferência antiaderente, em fogo médio-alto. Junte a cebola e refogue, mexendo algumas vezes, até ficar transparente. Junte o alho e refogue por 1 minuto apenas – não deixe o alho queimar, para não amargar a receita. Acrescente o tomate, tempere com sal e pimenta e refogue, mexendo algumas vezes, até o tomate começar a desmanchar. Acrescente o orégano e cozinhe por mais 2 minutos. Acrescente o manjericão, misture e desligue.

Retire do forno (mantenha-o ligado) e, com cuidado para não se queimar, retire a polpa da berinjela usando uma colher, mas sem cavar demais para que as barquinhas não fiquem muito frágeis. Junte a polpa das berinjelas ao refogado, acrescente a mozarela – não se esqueça de reservar 3 colheres (sopa) para a cobertura – e a azeitona e misture bem. Recheie as barquinhas com a mistura e polvilhe com a mozarela reservada. Volte ao forno por mais 25 minutos.
Sirva imediatamente.

Rend.: 4 porções – aqui servi com arroz e salada de verdes, portanto 1 barquinha (1 metade de berinjela) por pessoa foi suficiente; caso queira servir como prato único, creio que 2 barquinhas (1 berinjela inteira) por pessoa sejam suficientes

Monday, July 27, 2020

Croquetes de batata, ervilha e queijo para desafogar um coração

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Croquetes de batata, ervilha e queijo

Comida é sinônimo de afeto, conforto em vários momentos das nossas vidas. Dias atrás eu estava pensando muito na minha avó, que agora está velhinha e doente e não se lembra mais das pessoas e das coisas. Guardei o pensamento pra mim e segui meu dia.

No dia seguinte recebi uma mensagem da minha prima dizendo que havia colocado os meus vídeos de stories do Instagram para a minha avó ver, e ela se lembrou de mim, comentando o quanto eu era parecida fisicamente com a minha mãe, mas que no fundo eu era mesmo parecida com ela (vó), e por sermos “pimentas ardidas” assim sofríamos muito na vida. Eu chorei muito neste dia, tanto por ela ter se lembrado de mim e de minha mãe, quanto por saber que sim, vó, nós somos parecidas nesse nosso jeitão, a gente se faz de durona, mas no fundo a gente sofre, sim, e se sente só, e chora.

Depois disso fui para a cozinha e fiz uma comidinha que era a cara da minha vó Iza: croquete – toda vez que tinha croquete no almoço era uma felicidade só. A vó fazia croquetes com restinhos de carne de panela ou moída, mas eu optei por uma versão vegetariana, e também decidi assar em vez de fritar. A massa é bem macia, portanto, seja cuidadoso na hora de virar os croquetinhos na assadeira – e fique à vontade para fritar se quiser uma versão mais raiz da receita.

Croquetes de batata, ervilha e queijo
receita minha

2 batatas médias (300g pesadas ainda com a casca), descascadas e cortadas em 4 partes cada
sal
1 colher (sopa) de manteiga sem sal
¼ xícara de ervilhas congeladas, já descongeladas
¾ xícara (50g) de mozarela ralada no ralador grosso – rale, depois meça
pimenta do reino moída na hora

Para empanar:
1 ovo batido com o garfo com 2 colheres (chá) de água fria – tempere com pitada de sal e de pimenta do reino
2/3 xícara de farinha de rosca ou farelo de pão – tempere com pitada de sal e de pimenta do reino

Coloque as batatas em uma panelinha, cubra com água fria e leve ao fogo alto. Quando a água começar a ferver, junte 1 pitada de sal e cozinhe até que as batatas estejam macias – é o mesmo processo para fazer purê. Quando estiverem macias, escorra bem e passe as batatas pelo espremedor. Junte a manteiga, as ervilhas e a mozarela, tempere com sal e pimenta do reino misture bem. Usando 2 colheres (sopa) niveladas de massa por vez, modele os croquetes e transfira para um prato. Leve à geladeira por 40 minutos para que firmem bem.

Enquanto isso, preaqueça o forno a 200°C e forre uma assadeira média com papel alumínio, pincelando bem com azeite – esta etapa é importante, pois quando o queijo derrete ele pode grudar um pouquinho no papel.
Passe os croquetes pelo ovo batido e em seguida pela farinha de rosca. Arrume-os na assadeira preparada deixando 3cm de distância entre um e outro. Leve ao forno por 20 minutos, e então vire os croquetes com bastante cuidado – a massa é macia e pode desmanchar. Asse por mais 20 minutos do outro lado e sirva imediatamente.

Rend. cerca de 1 dúzia de croquetes


Thursday, July 23, 2020

Bolo formigueiro de banana e algo diferente aqui em casa

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Bolo formigueiro de banana

Vivemos tempos insanos – e, no Brasil, por mais motivos do que apenas a pandemia – e muita coisa está diferente. Entretanto, hoje falarei de algo pequeno, porém importante para mim: João descobriu a alegria que é comer uma fatia de bolo no meio da tarde, entre o almoço e o jantar. Meu marido, que nunca ligou para doces e nunca provava as minhas receitas, hoje em dia me pede para fazer um bolo ou assar biscoitos para que ele faça a sua pausa da tarde, acompanhada de uma xícara de café.

Pode parecer tolice, mas para mim foi uma surpresa muito agradável, e um afago nestes meses todos trancada em casa.

Portanto aqui em casa ando fazendo bolos uma vez por semana, ou às vezes faço biscoitos, e ele me pede, com aqueles olhos do Gato de Botas do Shrek, se pode comer uma fatia com o seu espresso. Não só pode, como enche o meu coração de alegria quando faz isso.

Um dos bolos que fiz dias desses foi o de banana que lhes trago hoje: precisei adaptar a receita, porque só tinha uma única banana madurinha em casa, e assei em uma forma de bolo inglês pequenina. Ficou úmido, macio e perfumou a casa toda quando estava no forno.

Bolo formigueiro de banana

Bolo formigueiro de banana
adaptado desta receita

- xícara medidora de 240ml

1 banana grande (150g – pesada ainda com a casca) bem madura
2 ovos, temperatura ambiente
65g de açúcar mascavo claro
100ml de óleo vegetal de sabor neutro – usei canola
1 colher (chá) de extrato de baunilha
185g de farinha de trigo
1 ¾ colheres (chá) de fermento em pó
½ colher (chá) de canela em pó
1 pitada de sal
3 colheres (sopa) de chocolate granulado

Preaqueça o forno a 180°C. Unte com óleo uma forma de bolo inglês de 22x10cm, com capacidade para 4 ½ xícaras de massa. Forre com papel manteiga, deixando sobras nos lados mais longos da forma, formando alças, e unte o papel também.

Em uma tigela média, amasse bem a banana com um garfo. Junte os ovos, o açúcar, o óleo e a baunilha e misture bem com um batedor de arame.
Acrescente a farinha, o fermento, a canela e o sal e misture com uma espátula para incorporar – não bata demais para não deixar o bolo duro. Incorpore o chocolate granulado. Despeje na forma preparada, alise a superfície e leve ao forno por aproximadamente 40 minutos, ou até que o bolo cresça e doure (faça o teste do palito).

Deixe esfriar na forma, sobre uma gradinha, por 20 minutos, e então desenforme, usando as alças de papel, e transfira para a gradinha. Deixe esfriar completamente.

Rend.: 6-7 fatias

Friday, July 17, 2020

Stir-fry de carne com cenoura e alho-poró e o freezer como aliado

Stir fry de carne com cenoura e alho-poró

Que o freezer tem sido um aliado importante nestes tempos nem preciso dizer: ele permite que as idas ao supermercado sejam bem espaçadas. Em uma das vezes em que fui ao mercado, trouxe carne em tirinhas para congelar e fazer um picadinho qualquer hora dessas – esta é a receita que uso e fica realmente deliciosa, recomendo muito a quem ainda não provou.

Mas o tempo foi passando, eu fui preparando outras refeições mais centradas em vegetais e meio que esqueci da carninha no freezer. Ao procurar o salsão congelado para fazer sopa, vi a carne no fundo do freezer e na hora já transferi para a geladeira para descongelar. Estava firme no propósito de fazer o picadinho, mas de repente senti vontade de fazer algo mais para o lado oriental, para comer com arroz – tão bom!

Uma passada de olhos por algumas receitas na internet e o almoço estava decidido: stir-fry com a carne, cenoura e alho-poró. Uma comida tão simples, que preparei em um piscar de olhos, e que ficou uma delícia.
Baby beef já é uma carne macia, mas a marinada a deixa melhor ainda, portanto não pule esta etapa.

Stir-fry de carne com cenoura e alho-poró
receita minha, marinada desta receita da Gourmet Traveller

- xícara medidora de 240ml

Carne e marinada:
400g de baby beef em tiras finas
2 ½ colheres (sopa) de shoyu
2 colheres (chá) de óleo de gergelim torrado
1 ¼ colheres (chá) de açúcar cristal ou refinado
1 ¼ colheres (chá) de amido de milho

Restante da receita:
3 cenouras pequenas ou 2 médias (total de 250g)
1 alho-poró grande ou 2 pequenos, somente a parte clara
2 ½ colheres (sopa) de óleo de canola
2 dentes de alho, bem picadinhos
1 ½ colheres (sopa) de shoyu
1 ½ colheres (chá) de óleo de gergelim torrado
1/3 xícara de castanhas de caju torradas – usei inteiras para deixar a foto mais bonita; se desejar, pique grosseiramente antes de usar

Em uma tigela média, misture o shoyu, o óleo de gergelim, o açúcar e o amido. Junte a carne e misture bem para cobrir todos os pedacinhos com a marinada. Reserve em temperatura ambiente por 15 minutos. Enquanto isso, descasque as cenouras e passe pela mandolina ou corte com a faca em fatias bem fininhas. Corte o alho-poró em fatias finas.

Aqueça uma wok ou uma frigideira antiaderente grande em fogo alto. Junte metade do óleo de canola. Quando estiver bem quente, acrescente a carne sem a marinada (reserve para depois) e deixe selar, mexendo uma vez para virar os pedacinhos – para esta quantidade de carne tive que fazer a selagem em duas etapas, portanto dividi o uso do óleo entre elas. Transfira a carne e qualquer suco que tenha se formado na wok para um prato.
Volte a panela ao fogo alto e junte o restante do óleo de canola. Quando estiver bem quente, acrescente a cenoura e refogue, mexendo algumas vezes, por 2 minutos. Junte o alho-poró e refogue por mais 2 minutos. Abra um espaço no centro da panela e junte o alho. Refogue por 1 minuto – não deixe queimar para não amargar a receita – e então misture-os aos outros vegetais. Volte a carne para a panela, acrescente a marinada reservada e misture tudo muito bem. Regue com o shoyu e o óleo de gergelim, misture bem e cozinhe por 1 minuto. Desligue o fogo, misture as castanhas e sirva imediatamente.

Rend.: 4 porções

Friday, July 10, 2020

Frango ensopado à moda indiana (butter chicken) e uma mudança de ideia

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Frango ensopado à moda indiana / Butter chicken

Uma vez, há muitos anos, conversando com uma amiga, contava para ela sobre as frescurites gastronômicas do João – na época eram várias, pois a conversa foi antes da viagem dele para a China. Ela me disse que eu deveria fazer as comidas que ele não come e servir mesmo assim, e ele deveria comer e pronto – era como ela fazia na casa dela. Expliquei que não faria isso de jeito nenhum, pois quando eu era pequena e vivia com meu pai e a mulher dele, ela deixava comidas prontas na geladeira por muitos dias, até a comida chegar a feder, e eu e meu irmão tínhamos que comer mesmo assim.

Eu jamais seria capaz de forçar alguém a comer algo que não quer. Eu jamais faria a alguém o que havia sido feito comigo.

João sempre odiou frango ensopado, ou “frango molhado”, como ele diz. Como eu estava doida pra fazer a receita de hoje, pois nunca havia preparado butter chicken, falei que assaria almôndegas para ele no almoço. Quando ele sentiu o cheiro do franguinho, mudou de ideia e me disse que provaria. Não só ele provou, como eu já fiz a receita mais duas vezes depois daquela, a pedido dele. Ele ficou surpreso com a maciez do frango, com o sabor e também com a textura do molho, pois não era aguado como ele imaginara: era cremoso, espesso. O poder do iogurte e das especiarias... :)

Frango ensopado à moda indiana (Butter chicken)
um tiquinho adaptado da revista Good Food

- xícara medidora de 240ml

Para marinar o frango:
½ xícara (130g) de iogurte natural integral – em uma das vezes meu iogurte era pouco, completei com buttermilk caseiro (leite + suco de limão)
suco de ½ limão taiti
1 colher (chá) de cominho em pó
1 colher (chá) de páprica doce
¼ colher (chá) de pimenta caiena em pó
sal e pimenta do reino moída na hora
350g de peito de frango, sem pele e sem osso, em pedaços de aproximadamente 3cm

Para o curry:
1 colher (sopa) de óleo vegetal – usei canola
½ cebola grande, picadinha
2 dentes de alho, amassados e picadinhos
1 colher (sopa) de gengibre fresco ralado – rale, depois meça
2 colheres (chá) de garam masala*
2 colheres (sopa) de extrato de tomate
1 xícara (240ml) de água fervente
1 folha de louro
2 colheres (sopa) de folhas de coentro, picadas – meça, depois pique
2 colheres (sopa) de amêndoas em lascas, tostadas

Em uma tigela media, misture o iogurte, o suco de limão, as especiarias, o sal e a pimenta. Junte o frango e misture bem para cobrir todos os pedacinhos com a marinada. Cubra e leve à geladeira por 1 hora, ou de um dia para o outro – das duas vezes em que fiz a receita, marinei o frango por 3 horas.

Aqueça o óleo em uma panela média, em fogo médio-alto. Junte a cebola, o alho e o gengibre e refogue, mexendo algumas vezes, por 5-6 minutos ou até os ingredientes amaciarem. Acrescente as especiarias e o extrato de tomate, refogue por mais 2 minutos, e então acrescente a água, o louro e o frango, junto com a marinada. Misture bem e cozinhe em fogo baixo por 15-20 minutos, mexendo de vez em quando para não grudar no fundo da panela, até o frango estiver cozido e o molho estiver encorpado e cremoso. Junte o coentro e misture.
Sirva em seguida salpicado com as amêndoas.

* em vez de garam masala, usei uma mistura de especiarias chamada “vindaloo” que contém canela, cardamomo, sementes de coentro, cominho, cravo, cúrcuma, feno-grego, gengibre em pó, sementes de mostarda amarela, pimenta do reino e pimenta calabresa. Se quiser seguir a receita original, use 1 colher (chá) de garam masala + 1 colher (chá) de feno-grego em pó

Rend.: 2 porções

Tuesday, July 07, 2020

Torta de liquidificador com sardinha e legumes para uma viagem no tempo

Torta de liquidificador com sardinha e legumes

Dias atrás andávamos meio nostálgicos aqui em casa, e João lembrou da torta de sardinha que sua mãe preparava quando ele era pequeno. Minha mãe também fazia muito aquelas tortas de liquidificador em que quase qualquer coisa pode ser usada como recheio: eu levava os quadradinhos na lancheira para a escola, meu pai os levava na marmita para o trabalho.

Quando o João me mediu para fazer a tal torta, pensando em sua mãe (ela faleceu em 2011), corri para a cozinha para ter certeza de que havia uma lata de sardinha na despensa: quando a encontrei no fundo do armário o almoço do sábado estava decidido. Uma saladinha de verdes para acompanhar e a comida alimentou o corpo e a alma.

Esta receita é super versátil e você pode usar atum, frango desfiado... Ou só vegetais cozidos para uma versão vegetariana. Colocar palmito fica uma delícia também. Na receita de hoje, achei que os tomates deixaram a torta um pouco úmida demais para o meu gosto, portanto, da próxima vez, trocarei por outro vegetal.

Uma dica: não façam como eu e esperem a torta esfriar alguns minutos antes de cortar, para que ela fique mais firme. Aqui a fome estava gigante e a pressa maior ainda. :D

Torta de liquidificador com sardinha e legumes
adaptada de uma torta de palmito da Claudia Cozinha

- xícara medidora de 240ml

Recheio:
1 cenoura média (140g), descascada e em cubinhos de pouco mais de 0,5cm
1 ½ colheres (sopa) de azeite
½ cebola média picadinha
2 tomates maduros, sem as sementes, em cubinhos
sal e pimenta do reino moída na hora
3 colheres (sopa) de azeitona verde picada – pique, depois meça
2 colheres (sopa) de folhas de salsinha picada – pique, depois meça
1/3 xícara de ervilhas congeladas, descongeladas – para fazer isso rapidamente, passe por água quente e escorra bem
1 lata de sardinha (125g) – escorra, retire a espinha central dos peixinhos e desmanche-os em lascas pequenas

Massa:
2 ovos, temperatura ambiente
3 colheres (sopa) de azeite
1 xícara (240ml) de leite
2/3 xícara (93g) de farinha de trigo
3 colheres (sopa) de amido de milho
2 ½ colheres (chá) de fermento em pó
¼ colher (chá) de sal
1 pitada de pimenta do reino moída na hora
1 xícara (75g) de parmesão passado no ralador grosso – rale, depois meça

Para polvilhar:
1 ½ colheres (sopa) de parmesão ralado

Comece pelo recheio: coloque a cenoura em uma panelinha, cubra com água fria, tempere com 1 pitada de sal e leve ao fogo alto. Quando começar a ferver, cozinhe por 12 minutos. Escorra bem e reserve.
Enquanto isso, em uma frigideira média, aqueça o azeite e refogue a cebola, mexendo algumas vezes, até murchar. Junte o tomate, tempere com sal e pimenta e refogue por 5 minutos, mexendo algumas vezes, até o tomate começar a desmanchar. Desligue o fogo e deixe esfriar.

Massa: preaqueça o forno a 180°C. Unte com óleo uma forma quadrada de 20cm – não use forma com fundo removível, pois a massa é bem líquida e pode vazar.
Junte os ovos, o azeite e o leite no liquidificador e bata bem. Acrescente a farinha, o amido de milho, o fermento, o sal e a pimenta e bata novamente. Junte o parmesão e bata uma última vez – a massa é bem líquida mesmo.

Espalhe metade da massa na forma preparada. Vá distribuindo os recheios sobre a massa, um a um, espalhando de maneira uniforme. Cubra com a massa restante. Polvilhe com o parmesão e asse por 35-40 minutos ou até dourar. Deixe esfriar por cinco minutos e corte em quadrados.

Rend.: 16 quadradinhos

Saturday, July 04, 2020

Bolo de iogurte, limão e semente de papoula e 14 anos de TK!

Bolo de iogurte, limão e semente de papoula

Hoje é um dia especial: meu blog completa 14 anos! É muito tempo, gente! Quando comecei a escrever aqui jamais pensei que duraria tanto, e muito menos que haveria tanta gente me seguindo, fazendo as receitas... É uma alegria enorme receber os comentários, mensagens e fotos de vocês me contando das receitas – fico com o coração quentinho!

Para comemorar, fiz um bolinho bem simples, porém delicioso, novamente a receita da Epicurious que já fiz mármore e com laranja, desta vez adaptada com limão taiti e sementes de papoula. Antes que me perguntem, vocês encontram as sementes no site da Bombay Temperos (não é publi), mas se vocês não tiverem em casa façam o bolo mesmo sem as sementes: ele fica macio e delicioso, perfumado de limão.

Que venham mais muitos anos de TK! Obrigada por me fazerem companhia por todo esse tempo, me inundando de carinho. <3


Bolo de iogurte, limão e semente de papoula
um nadinha adaptado do Epicurious, de novo!

- xícara medidora de 240ml

1 ½ xícaras (210g) de farinha de trigo
2 colheres (chá) de fermento em pó
¼ colher (chá) de sal
1 xícara (200g) de açúcar, cristal ou refinado
raspas da casca de 2 limões taitis pequenos
¾ xícara (180g) de iogurte natural integral – usei de ovelha, por causa da lactose
½ xícara (120ml) de óleo vegetal – usei de canola
2 ovos grandes, temperatura ambiente
1 colher (chá) extrato de baunilha
1 colher (sopa) de sementes de papoula

Preaqueça o forno a 180°C. Pincele levemente com óleo uma forma de bolo inglês com capacidade para 6 xícaras de massa (1 litro e meio), forre com papel manteiga deixando sobras nos dois lados mais longos, formando “alças” que vão lhe ajudar a remover o bolo depois de assado. Pincele o papel com óleo também.
Em uma tigela média, peneire a farinha, o fermento e o sal. Reserve.

Em uma tigela grande, junte o açúcar e as raspas de limão e esfregue com as pontas dos dedos até o açúcar ficar aromatizado. Acrescente o iogurte, o óleo, os ovos e a baunilha misture usando um batedor de arame, até obter uma massa homogênea. Com uma espátula de silicone, incorpore os ingredientes secos – se a massa ficar muito engrumada, misture levemente com o batedor de arame, mas não bata demais para não desenvolver o glúten da farinha. Acrescente as sementes de papoula e misture.

Despeje a massa na forma preparada e alise a superfície.
Asse por 50-55 minutos ou até que o bolo cresça e doure (faça o teste do palito). Deixe esfriar na forma sobre uma gradinha por 15 minutos, e então remova com cuidado da forma, usando o papel como guia. Transfira para a gradinha e deixe esfriar completamente.

O bolo pode ser guardado em um recipiente hermético por até 3 dias.

Rend.: 8 porções

Thursday, July 02, 2020

Cookies com pedaços de chocolate e aveia

English version

Cookies com pedaços de chocolate e aveia / Chocolate chip cookies with oats

Fiz estes cookies semana passada depois de séculos sem fazer biscoitos e a inspiração foi bem simples: enquanto procurava uma lata de grão-de-bico no armário para fazer sopa, dei de cara com o vidro de aveia e lembrei de que fazia séculos que não assava biscoitos. Fuçando um pouco mais entre pacotes, vidros e latas encontrei um chocolate amargo orgânico delicioso que comprei no Instituto Chão há alguns meses, antes da quarentena – saudades de ir até lá aos sábados comprar vegetais e frutas, levando o Pingo comigo e ensiná-lo a escolher legumes, vê-lo pegar abobrinhas e tomates com suas mãos fofinhas e colocar dentro do saco, mas não sem antes me perguntar: “estes aqui estão bons, Dedé?”. Saudade de apertar o meu Pequeno e fazer macarrão à bolonhesa para ele.

São cookies simples, mas o amarguinho do chocolate realmente faz a diferença no sabor, contrastando com a massa docinha. A receita não leva tanta aveia quanto outras aqui do blog, mas ainda assim me sinto virtuosa aproveitando meu biscoito, pensando que há coisas boas nele, nutrientes da aveia e do chocolate. Em tempos de isolamento, quando bate aquela tristeza, tenho tentado pensar positivo, mesmo que seja nas pequenas coisas.

Cookies com pedaços de chocolate e aveia
um tiquinho adaptados da Donna Hay

- xícara medidora de 240ml

1 ½ xícaras (210g) de farinha de trigo
½ xícara (44g) de aveia em flocos
½ colher (chá) de fermento em pó
¼ colher (chá) de sal
¼ colher (chá) de canela em pó
2/3 xícara (150g) de manteiga sem sal, amolecida
½ xícara (100g) de açúcar cristal – use o refinado se não tiver cristal em casa
2/3 xícara (116g) de açúcar mascavo claro – aperte-o na xícara na hora de medir
1 ovo grande, temperatura ambiente
2 colheres (chá) de extrato de baunilha
200g de chocolate meio amargo ou amargo, picado – usei um com 70% de cacau; se preferir, use gotas de chocolate

Preaqueça o forno a 180°C. Forre duas formas grandes e rasas com papel manteiga.
Em uma tigela média, misture com um batedor de arame a farinha, aveia, o fermento, a canela e o sal. Reserve.
Na tigela da batedeira, junte a manteiga, os açúcares e a baunilha e bata até obter um creme claro – raspe as laterais da tigela com uma espátula de silicone durante todo o preparo da receita. Acrescente o ovo e bata bem. Junte os ingredientes secos e misture em velocidade baixa somente até obter uma massa. Com uma espátula de silicone, incorpore o chocolate.

Faça bolinhas usando 2 colheres (sopa) niveladas de massa por biscoito e coloque-as nas assadeiras preparadas deixando 5cm de distância entre elas. Asse por aproximadamente 14 minutos ou até que os biscoitos dourem nas extremidades. Deixe esfriar nas assadeiras por 5 minutos e então deslize o papel com os biscoitos para uma gradinha e deixe esfriar completamente.

Rend.: cerca de 28 cookies

Monday, June 29, 2020

Panquecas de espinafre com recheio de abobrinha e queijo e dica para congelar crepes

Panquecas de espinafre com recheio de abobrinha e queijo

Quem me segue no Instagram tem notado que ando muito exibida: depois de anos usando a plataforma, comecei a postar stories conversando com os seguidores. Eu sempre morri de vergonha de fazer isso, mas depois das duas lives incríveis que fiz com a Raquel me soltei mais e estou gostando bastante de comentar sobre comidas e filmes com vocês. As respostas são ótimas! :D

Semana passada pedi aos seguidores sugestões do que preparar com o maço de espinafre que viera na cesta orgânica. Recebi muitas ideias bacanas e acabei fazendo panquecas de espinafre com ricota, mas não as que lhes trago hoje: estas fiz tempos atrás, com um outro maço de espinafre recebido há algumas semanas. A massa leva espinafre e fica com uma cor linda – adaptei uma receita do Jamie Oliver – e o recheio é invenção minha. Antes da pandemia eu fazia muito a receita de crepes de centeio da Heidi Swanson e recheava com este refogado de abobrinha + cubos de feta para levar de marmita. O recheio de hoje é mais acessível, leva mozarela e parmesão e fica igualmente gostoso.

Eu fiz metade para um almoço e congelei a outra metade. Sempre congelo panquecas da seguinte forma: faço rolinhos (mesmo que não estejam recheadas), arrumo em uma assadeira forrada com papel alumínio e levo ao freezer. Quando estão durinhas, transfiro para um saquinho. Panquecas congeladas assim já salvaram a minha marmita várias vezes... :)

Panquecas de espinafre com recheio de abobrinha e queijo

Para o meu gosto, estas panquecas nem precisavam de molho, mas como o João adora panqueca com molho de tomate foi assim que servi. Para quem quiser fazer o molho, a receita está aqui.

Panquecas de espinafre com recheio de abobrinha e queijo
receita adaptada do Jamie Oliver (panqueca) e minha (recheio)

- xícara medidora de 240ml

Massa:
1 xícara (65g) de folhas de espinafre fresco – aperte na xícara na hora de medir
300ml de leite integral, temperatura ambiente – usei água + leite em pó
½ colher (chá) de sal
1 pitada de pimenta do reino moída na hora
1 ovo, temperatura ambiente
1 ¼ xícaras (175g) de farinha de trigo
1 colher (chá) de fermento em pó

Recheio:
1 colher (sopa) de azeite de oliva
1 dente de alho grande, bem picadinho – usei 1 imenso
1 abobrinha grande (350g), sem as pontas e em cubinhos de 1cm
sal e pimenta do reino moída na hora
½ colher (chá) de molho inglês
1 colher (chá) de orégano seco
3 colheres (sopa) de azeitona verde picadinha – pique, depois meça
1 xícara (70g) de mozarela passada no ralador grosso – rale, depois meça
3 colheres (sopa) de parmesão ralado fininho
Comece pela massa da panqueca: no liquidificador, junte o leite, o sal, a pimenta, o ovo e o espinafre e bata até obter uma mistura homogênea. Junte a farinha e o fermento e bata novamente até misturar – talvez você precise ajudar o liquidificador com uma espátula, empurrando a farinha que ficar grudada nas laterais do copo. Faça isso sempre com o liquidificador desligado e com cuidado. Quando a massa estiver homogênea, deixe descansando em temperatura ambiente por 30 minutos – enquanto isso, faça o recheio.

Recheio: em uma frigideira antiaderente grande, aqueça o azeite em fogo médio e junte o alho. Refogue por 1 minuto apenas – não deixe o alho queimar, ou vai ficar amargo. Acrescente a abobrinha, aumente para o fogo alto, e tempere com sal, pimenta do reino e o molho inglês. Refogue, mexendo às vezes, até que comece a dourar. Junte o orégano e a azeitona e misture bem. Refogue até dourar, aproximadamente 5 minutos no total, desligue o fogo e deixe esfriar completamente. Quando esfriar, junte a mozarela e o parmesão e misture bem.

Faça as panquecas: aqueça uma frigideira antiaderente em fogo médio. Derrame porções da massa no centro da frigideira e gire para que a massa cubra todo o fundo. Deixe cozinhar por alguns segundos, vire e cozinhe do outro lado por mais alguns segundos. Transfira para um prato e prossiga com o restante da massa – a minha frigideira tem 20cm de diâmetro e com ela a receita rende 16 panquecas.

Coloque porções do recheio - aproximadamente 2 colheres (sopa) – na ponta de cada panquequinha e enrole de maneira firme, formando um canudo. Transfira para um refratário. Cubra com o molho e leve ao forno por 20 minutos. Sirva imediatamente.

Rend.: 16 panquecas, usando uma frigideira de 20cm de diâmetro. O recheio desta receita é suficiente para as 16 panquecas.



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