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Wednesday, November 27, 2019

Sopa de cenoura, grão-de-bico e tahine com foto, sim, senhor

Sopa de cenoura, grão-de-bico e tahine

Tem horas em que a dinâmica de refeições aqui em casa é engraçada: eu cozinho algo novo, o João logo pergunta se eu vou fotografar para colocar no blog. Às vezes digo que não, porque não ficou tão bom assim (acontece, né? Pelo menos é raro), ou porque estou com preguiça de montar o circo todo. Se digo que sim, ele já vai no quarto da bagunça - carinhosamente apelidado assim por causa da, digamos, bagunça, mas o Pingo já andou falando pra todo mundo que o quarto é dele, então vamos ter que rever isso aí logo – e pega a minha tabuinha de fotografar e coloca na mesinha de centro, abre bem as cortinas, separa o tripé para mim... É marido & assistente de produção & cobaia. :D

Esta sopa, por exemplo, ficou uma delícia: leve, saborosa, e congela bem. Fiz em um domingo para jantar durante a semana. Estava com uma preguiça mortal de fazer foto, então falei pro João que não precisava pegar o arsenal. Só que, depois que almoçamos, fui guardar a sopa na geladeira, roubei uma colherada e... Estava gostosa demais para não dividir com vocês. “Amor, pega as tralhas aí que vai rolar foto, sim!”. :D

Pois bem, receitinha boa, fácil e vegana, cheia de sabor. Espero que vocês gostem e também a tenham no freezer para noites de preguiça – estou indo agora aquecê-la para o meu jantar. x

Sopa de cenoura, grão-de-bico e tahine
inspirada pela sopa de cenoura da Deb

- xícara medidora de 240ml

1 ½ colheres (sopa) de azeite de oliva
½ cebola grande em cubinhos
1/3 xícara de salsão em cubinhos – pique, depois meça
4 cenouras (500g), descascadas e em cubinhos – quanto menor você cortar a cenoura, menos tempo de cozimento será necessário para a sopa como um todo
1 dente de alho grande, picadinho
¼ colher (chá) de cominho em pó
¾ colher (chá) de sementes de mostarda amarela
1 litro de água fervente
1 folha de louro
1 folha de salsão – se não tiver, sem problema, use 2 de louro
4 raminhos de tomilho
sal e pimenta do reino moída na hora
1 lata (300g, 200g drenada) de grão-de-bico
2 colheres (sopa) de tahine
suco de limão taiti ou siciliano, para servir

Aqueça o azeite em uma panela média ao fogo médio-alto. Junte a cebola, o salsão e a cenoura e refogue, mexendo às vezes, por cerca de 10 minutos ou até que amaciem. Junte o alho e refogue por 1 minuto – não deixe o alho queimar ou a receita vai amargar.
Acrescente o cominho e as sementes de mostarda e misture bem. Adicione a água, a folha de louro e a folha de salsão, o tomilho, tempere com sal e pimenta do reino e, assim que ferver, abaixe o fogo e cozinhe, mexendo de vez em quando, por cerca de 25 minutos ou até a cenoura ficar bem macia. Junte o grão-de-bico, cozinhe por mais 5 minutos para aquecer.

Desligue o fogo, retire as folhas de louro e salsão, o tomilho, e então bata a sopa com um mixer até que fique cremosa – se preferir bater no liquidificador tome muito cuidado para não se queimar: remova a tampinha menor e então cubra a tampa com um pano de prato seco dobrado – desta forma o vapor tem por onde sair e a mistura não espirrará em você. Misture o tahine.

Na hora de servir, regue com um pouco de suco de limão espremido na hora – faz toda a diferença!

Rend.: 4 porções como entradinha, ou 3 mais generosas

Friday, November 01, 2019

Curry de berinjela, grão-de-bico e espinafre

Curry de berinjela, grão-de-bico e espinafre

Nem preciso lhes dizer o quanto gosto de tirar foto de comida, mas confesso que alguns pratos são chatinhos de fotografar: sorvete, por exemplo, derrete rápido demais (pensem no sufoco que é fotografar sorvete em pleno janeiro), suflê murcha em um instante. Há, também, o caso das comidas feias, e o curry entra nesta categoria. O que lhes trago hoje ficou uma delícia, foi besta de fazer de tão fácil, usei tudo o que estava na geladeira (a receita em que me baseei, por exemplo, usava espinafre fresco e tomate pelado), mas ficou tão, mas tão feinho o coitado.

Daí fui no truque de caprichar no tecido e na louça para deixar a foto interessante e desviar a atenção da comida desprovida de beleza - mais ou menos quando a gente tá com cara de cansada e/ou em um bad hair day e capricha no batom vermelho para mudar o foco. #quemnunca :D

Curry de berinjela, grão-de-bico e espinafre
adaptado desta receita

- xícara medidora de 240ml

1 colher (sopa) de azeite
½ cebola grande, picadinha
1 berinjela grande (200g) em cubos pequenos
sal e pimenta do reino moída na hora
1 dente de alho grande, picadinho
½ colher (chá) de sementes de mostarda amarela
½ colher (chá) de cominho em pó
¼ colher (chá) de cúrcuma em pó
1 lata (300g) de grão-de-bico
2 tomates maduros, sem as sementes e em cubinhos
1 xícara (240ml) de água fervente
150g de espinafre congelado
1 punhado de coentro fresco picado

Em uma panela média, aqueça o azeite em fogo médio-alto. Junte a cebola e refogue, mexendo de vez em quando, até que fique transparente. Junte a berinjela e refogue, mexendo algumas vezes, até que doure e murche ligeiramente. Acrescente o alho e refogue por 1 minuto – não deixe queimar ou vai amargar a receita. Junte as especiarias, refogue por 1 minuto e junte o grão-de-bico e o tomate. Cozinhe, mexendo às vezes, por 5 minutos ou até o tomate começar a desmanchar.

Acrescente a água, misture bem, e então junte o espinafre. Tempere com sal e pimenta do reino e cozinhe tampado por 15 minutos, mexendo de vez em quando para que o espinafre descongele e se misture à receita.

Acerte o tempero, misture o coentro e sirva.

Rend.: 2-3 porções generosas – eu comi no almoço com arroz, levei de marmita para o trabalho no dia seguinte e congelei o restante em 2 porções para outras refeições

Wednesday, October 23, 2019

Frittata de arroz integral alla Norma - ou não

Fritatta de arroz integral alla Norma

Já lhes contei que nem sempre me sinto inspirada cozinhar, às vezes por pura falta de vontade mesmo, outras vezes por querer preparar algo diferente e não ter ideia de por onde começar. Semana passada, por exemplo, eu queria algo gostoso para o almoço em um dia de folga e, ao mesmo tempo, não sabia exatamente o quê.

Ao dar uma espiada no meu e-mail pessoal, havia uma newsletter da Bon Appétit com uma receita de frittata de arroz – exatamente o que eu precisava para dar um fim digno ao arroz integral que sobrara de outro dia. Ao abrir o gavetão de legumes da geladeira para pegar a cebola dei de cara com algumas berinjelas, e como tinha feta na prateleira minha frittata estava completa. Minha receita não leva tomates e troquei a ricota defumada por feta, mas acho que ninguém vai me processar por chamar a minha frittata de alla Norma mesmo assim – pelo menos eu acho que não... :D

Frittata de arroz integral alla Norma
adaptação minha da frittata de arroz da Bon Appétit

- xícara medidora de 240ml

1 ½ colheres (sopa) de azeite de oliva, uso dividido
1 berinjela pequena (150g), em pedaços médios
½ cebola média, em meias-luas
sal e pimenta do reino moída na hora
1 xícara (110g) de arroz cozido integral – se preferir, use arroz branco
3 ovos grandes, temperatura ambiente
1 colher (sopa) de folhas de orégano fresco
35g de queijo feta, ralado ou esmigalhado

Preaqueça o forno a 180°C.

Em uma frigideira antiaderente de 20 ou 22cm de diâmetro e que possa ir ao forno, aqueça 1 colher (sopa) do azeite em fogo médio-alto. Junte a berinjela e doure por todos os lados, cerca de 5 minutos. Empurre a berinjela para as extremidades da frigideira, coloque o azeite restante no centro da panela e junte a cebola. Vá refogando e mexendo algumas vezes, por mais 3-4 minutos, até a cebola começar a ficar translúcida. Tempere com sal e pimenta do reino. Espalhe os ingredientes de maneira uniforme no fundo da panela e cubra tudo com o arroz – depois disso, você não mexerá mais nos ingredientes. Cozinhe desta forma por 3-4 minutos para dourar o arroz – enquanto isso, em uma tigela grande, bata os ovos até combinar bem as gemas com as claras. Tempere com sal e pimenta do reino, misture bem e espalhe sobre o arroz – vai parecer que o ovo não é suficiente para cobrir toda a panela, mas não se preocupe, vai dar certo. 

Salpique as folhinhas de orégano sobre o arroz e sem seguida cubra com o queijo. Desligue o fogo e leve a frittata ao forno for 10 minutos. Sirva imediatamente.

Rend.: seriam 2 porções servidas com salada, mas preciso contar a vocês que comi ¾ da danada sozinha no almoço. :S


Thursday, September 12, 2019

Salada de tomate, pepino, queijo e avocado para verão em pleno começo de setembro


Salada de tomate, pepino, queijo e avocado

Obrigada pelas dicas de sites com receitas vegetarianas – sempre sei que posso contar com vocês e que responderão com carinho as minhas perguntas!

Ainda não consegui ver todas as sugestões, e talvez porque logo na primeira já fiquei decepcionada – ao xeretar o blog Papa Capim, deparei com a autora chamando comida de “secreção”. Fiquei tão enojada, desanimei na hora e não pretendo voltar mais lá: não há receita boa que me faça achar normal esse tipo de coisa. Tenho para mim que é por esse tipo de comentário que tanta gente tem birra do veganismo.

Acabei também comprando dois livros, edições para o Kindle mesmo, porque lá em casa está faltando espaço para livro, e no final de semana vou dar uma espiada nos vídeos dos meninos do Bosh no Youtube.

Hoje tem foto, mas nem tem receita, porque esta salada é algo que faço sempre em casa e no olho mesmo: junto tomate cereja, pepino, feta ou queijo minas frescal em quadradinhos (se uso o último tomo um comprimido de lactase antes de comer), avocado, salsinha fresca e pedacinhos de pão sírio torrado no forno. Jogo por cima um molhinho bem básico feito com azeite, suco de limão, mostarda de Dijon, sal e pimenta. Tem sido uma refeição perfeita para os dias loucos de verão que andam aparecendo ainda no inverno.

Thursday, August 08, 2019

Palitos de polenta com espinafre e gorgonzola


Palitos de polenta e espinafre com gorgonzola

Ter me tornado intolerante à lactose anos atrás foi uma paulada: eu amo queijo, de tudo quanto é tipo, aliás, de acordo com o João quanto mais fedido o queijo, mais eu gosto. :D

Quando bolava receitas para o livro geralmente havia algum queijo envolvido nelas, porque tudo fica mais gostoso com queijo, né, meus amores? Gorgonzola é um dos meus favoritos, então sempre que dava eu já ia logo botando o danado pra jogo, deixando tudo mais fedido, opa, quero dizer, gostoso. :D Teve risoto, torta, grissini e barquinha de abobrinha, tudo “perfumado” de gorgonzola. E teve também estes palitos de polenta, adaptados nos que postei há anos e que sempre repetia em casa.

Que a minha musa Donna Hay me perdoe, mas os meus palitos de polenta ficaram mais gostosos do que os dela. ;)

Aproveito para lembrá-los de que ainda tenho livros ótimos à venda – se estiver interessado, clique aqui.

Palitos de polenta com espinafre e gorgonzola

- xícara medidora de 240ml

3 xícaras (720ml) de caldo de legumes
1 xícara (175g) de polenta instantânea
75g de gorgonzola, esmigalhado ou ralado grosseiramente
1 xícara (75g) de folhas de espinafre fresco – aperte beeeem na xícara na hora de medir
2 colheres (sopa) de manteiga sem sal
sal e pimenta do reino moída na hora
óleo de canola, para pincelar

Unte com o óleo uma forma quadrada de 20cm. Reserve.
Coloque o caldo em uma panela grande e leve ao fogo médio até começar a ferver. Aos poucos, junte a polenta, mexendo sempre por 2-3 minutos. Retire do fogo e junte o gorgonzola, o espinafre, a manteiga, o sal e a pimenta e misture para incorporar. Espalhe a mistura na forma preparada e aperte para moldar a polenta. Leve à geladeira até firmar, cerca de 1 hora.

Pré-aqueça o forno a 200°C. Forre uma assadeira grande, de beiradas baixas, com papel alumínio e pincele-o levemente com óleo.
Retire a polenta da forma e corte em palitos grossos. Arrume-os na forma preparada, deixando 1cm de distância entre eles. Asse por 20 minutos, vire-os com cuidado e asse por mais 20 minutos ou até que dourem e fiquem crocantes por fora.
Sirva imediatamente

Rend: 4-5 porções

Thursday, July 11, 2019

Espaguete com molho de berinjela e escarola


Espaguete com molho de berinjela e escarola

Cresci em uma casa em que se comiam vegetais todos os dias, em todas as refeições: minha mãe sempre fez questão disso e minha avó, depois dela, também. Acostumada com variedade desde pequena nunca achei estranho o picante da rúcula ou o amargo do almeirão – são sabores com os quais sempre convivi e de gosto muito.

A receita de hoje é inspirada na pasta alla Norma, que até já postei aqui, entretanto sai a ricota e entra a escarola para dar um toque diferente ao macarrão - nem todo mundo gosta de escarola, mas eu adoro. Também não resisto a receitas com berinjela e sempre quero usar o ingrediente das mais variadas formas, e qualquer coisa mistura a macarrão é sucesso quase certo.

Espaguete com molho de berinjela e escarola
receita minha

3 colheres (sopa) de azeite de oliva extra virgem
2 berinjelas pequenas (400g no total), em cubos de 2cm
½ cebola grande, picadinha
2 dentes de alho grandes, picadinhos
1 colher (sopa) de extrato de tomate
¼ xícara (60ml) de vinho tinto seco
1 garrafa de passata (690g)
½ xícara (120ml) de água
sal e pimenta do reino moída na hora
1 colher (sopa) de açúcar
2 folhas de louro
1 pé de escarola, só as folhas (100g no total depois de limpo), rasgadas com as mãos
1 punhado de folhas de manjericão fresco
400g de espaguete
parmesão ou pecorino ralados, para servir

Comece pelo molho: aqueça metade do azeite em uma panela grande. Doure os cubos de berinjela no azeite até murcharem levemente (se a sua panela não for grande o suficiente, trabalhe em etapas). Transfira um prato. Acrescente o restante do azeite à panela e refogue a cebola até que ela fique transparente, cerca de 5 minutos, mexendo de vez em quando. Junte o alho e refogue somente até perfumar, 1 minuto – não deixe o alho queimar ou vai amargar a receita. Acrescente o extrato de tomate e cozinhe por 2 minutos, misturando bem. Junte o vinho e cozinhe por mais 1 minuto. Junte a passata e a água, tempere com sal e pimenta, junte o açúcar, as berinjelas e o louro e misture bem. Deixe cozinhar em fogo brando por 30-40 minutos, mexendo de vez em quando para não grudar no fundo da panela. Ao final, acrescente a escarola e o manjericão, misture bem para murchá-los e retire do fogo.

No final do tempo de cozimento do molho, cozinhe o macarrão em bastante água salgada até que fique al dente. Escorra. Incorpore ao molho, misturando bem. Sirva imediatamente polvilhado com parmesão ou pecorino.

Rend.: 4-5 porções

Wednesday, June 19, 2019

Galette de abobrinha, cebola e queijo com massa de azeite

Galette de abobrinha, cebola e queijo com massa de azeite

Falei para vocês outro dia de como fiquei feliz com a foto da galette de maçã e coco, lembram? Pra ser sincera, galettes são tão bonitas que eu adoro fotografá-las – e comê-las também. :D A de aspargos com massa de fubá é o meu xodó: tão linda e tão deliciosa.

A de hoje é salgada e a inspiração para ela foi a abobrinha amarela que encontrei em uma feira muito tempo atrás e que rendeu também este macarrão delicioso. Como a combinação abobrinha + cebola roxa funcionou deliciosamente no macarrão, repeti a dose na galette, dando uma incrementada com queijo Canastra, ingrediente que adoro.

Eu lhes contei que diminuí o consumo de lácteos, mas de vez em quando eu me permito e me esbaldo, apesar de depois ficar parecendo a grávida de Taubaté, mesmo tomando lactase. :D

A massa de azeite é uma delícia e eu recomendo vocês usarem a receita mesmo com outros recheios – aposto que vão gostar.

Galette de abobrinha, cebola e queijo com massa de azeite
receita minha

Massa:
1 ½ xícaras (210g) de farinha de trigo
½ xícara (70g) de farinha de trigo integral
½ colher (chá) de sal
2 colheres (sopa) de parmesão ralado fininho
1 ovo grande
1/3 xícara (80ml) de azeite de oliva extra virgem
¼ xícara (60ml) de água gelada

Recheio:
1 ½ colheres (sopa) de manteiga sem sal
½ colher (sopa) de azeite de oliva extra virgem
2 cebolas roxas médias, cortadas em meias-luas
½ colher (chá) de sal
pimenta do reino moída na hora
½ colher (sopa) de açúcar mascavo – aperte-o na colher na hora de medir
1/3 xícara (75g) de cream cheese, temperatura ambiente
¾ xícara de queijo Canastra ralado no ralador grosso (60g), uso dividido – rale, depois meça
3 colheres (sopa) de salsinha picada
1 abobrinha grande (400g), em fatias de 3mm de espessura – eu usei a amarela para a torta da foto porque é linda, mas já fiz a receita com a comum e fica muito boa também

Para pincelar:
1 ovo, batido com 1 colher (chá) de água fria

Em uma tigela grande, misture com um batedor de arame as farinhas, o sal e o parmesão. Em uma tigelinha, misture bem com um garfo o ovo, o azeite e a água gelada. Despeje sobre os ingredientes secos e misture até que uma massa comece a se formar. Faça uma bola com a massa, achate até formar um disco e embrulhe em filme plástico. Leve à geladeira por 1 hora.

Enquanto isso, prepare o recheio: em uma frigideira antiaderente grande, aqueça a manteiga e o azeite (o azeite vai impedir que a manteiga queime). Baixe o fogo para o mínimo, junte as cebolas, tempere com o sal e a pimenta, junte o açúcar e vá refogando, mexendo algumas vezes, até que a cebola fique caramelizada. Transfira para uma tigela ou prato e deixe esfriar completamente. Em uma tigela, misture o cream cheese com ½ xícara (40g) do queijo Canastra. Tempere com sal e pimenta, junte a salsinha e misture. Reserve fora da geladeira – se o cream cheese estiver gelado fica difícil espalhar de maneira uniforme.

Pré-aqueça o forno a 200°C. Transfira o disco de massa para um pedaço grande de papel manteiga. Cubra com outro pedaço de papel e vá abrindo a massa com um rolo, até obter um oval de aproximadamente 40x30cm. Espalhe a mistura de cream cheese sobre a massa, deixando uma borda de cerca de 4cm. Espalhe as cebolas já frias sobre o cream cheese e então arrume as fatias de abobrinha sobre as cebolas de uma maneira bem bonita. Com cuidado, vá dobrando a massa da beirada sobre parte do recheio. Pincele a massa com o ovo batido, salpique as abobrinhas com um pouquinho de pimenta do reino, em seguida salpique o queijo restante sobre toda a torta. Leve ao forno por 35-40 minutos ou até que doure bem. Sirva quente ou morna.

Rend.: 4 porções, servidas com salada ou como entradinha


Saturday, May 04, 2019

Risoto de abóbora assada, espinafre e manjerona para uma amiga


Risoto de abóbora assada, espinafre e manjerona

Quem acompanha o blog percebe que há uma grande quantidade de louças, talheres e paninhos nesta casa: eu realmente não sei mais onde vou enfiar tanta coisa. :D Quem me lê também sabe que fiquei muito tempo de teto baixo, quando nada referente à cozinha me interessava. E neste período não comprei nada novo. O

Outro dia, ao sair para almoçar com uma amiga, demos uma voltinha pela Tok&Stok, pois ela precisava de capas de almofada. Fui xeretar as louças e vi estas tigelinhas, tão lindas, e logo já fui imaginando o que serviria nelas – só como um exercício, não pensava em comprá-las. Comentei com a Vi: “nossa, um prato de arroz, como risoto ou arroz doce, ficaria incrível nesta louça”. Ela responde: “compra logo, estão em promoção. Quero ver uma foto bem bonita depois”.

Minha amiga tem segurado a minha mão nos últimos meses, que tem sido barra, e é tão incrível comigo que resolvi seguir o seu conselho: trouxe as tigelinhas para casa e fiz um risoto bem delicioso.

Espero que minha amiga goste da receita e da foto, pois fiz pensando nela. <3


Risoto de abóbora assada, espinafre e manjerona

receita minha

Abóbora assada:

300g de abóbora japonesa (cabotiá)
1 colher (sopa) de azeite
sal e pimenta do reino moída na hora

Risoto:

2 colheres (sopa) de azeite
½ cebola, picadinha
¾ xícara (165g) de arroz arbóreo ou carnaroli
¼ xícara (60ml) de vinho branco seco
3 xícaras (720ml) de caldo de legumes caseiro
70g de espinafre congelado, já descongelado
sal e pimenta do reino moída na hora
2 colheres (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) de parmesão ralado bem fininho
1 colher (sopa) de folhas de manjerona fresca

Preaqueça o forno a 200°C. Forre uma assadeira grande e rasa com papel alumínio e pincele-o levemente com azeite – se usar assadeira antiaderente não precisa forrar com papel.
Coloque os pedaços de abóbora em uma tigela, regue com o azeite, tempere com sal e pimenta e misture bem para envolver todos os pedacinhos. Espalhe os cubos de abóbora sobre o papel e leve ao forno por 25-30 minutos, virando os cubinhos na metade do tempo – asse até que estejam dourados. Reserve.

Comece o risoto: aqueça uma panela média em fogo médio-alto. Junte o azeite e quando aquecer adicione a cebola, refogando até que fique transparente. Junte o arroz e refogue por 2-3 minutos, mexendo, até que todos os grãos fiquem cobertos de azeite. Junte o vinho e refogue até que evapore. Acrescente 1 concha de caldo quente e vá mexendo até que o caldo quase seque. Acrescente outra concha de caldo e vá mexendo novamente até que ele quase seque – vá repetindo o processo até que o arroz fique al dente, o que vai levar cerca de 20 minutos (talvez você não use todo o caldo). Na metade do processo acima, junte o espinafre e ¾ dos cubos de abóbora. Tempere com sal e pimenta, mas cuidado com o sal, pois a abóbora já está temperada.

Acrescente o parmesão, a manteiga e a manjerona e misture. Prove e acerte o sal se necessário, tampe a panela e aguarde 2 minutos. Transfira o risoto para os pratos de servir e salpique com a abóbora restante. Sirva imediatamente.

Rend.: 2 porções

Monday, November 12, 2018

Conchinhas recheadas com berinjela e ricota, dormindo sentada e descobertas da madrugada


Conchinhas recheadas com berinjela e ricota

De uns anos para cá eu geralmente durmo sentada no sofá se insisto em assistir a algum programa depois das dez da noite – simplesmente não tenho mais energia para ficar vendo TV até tarde. Lembro dos meus anos de adolescente em que ficava assistindo a clipes na MTV ou filmes até a madrugada, e foi assim que descobri “More than Words” antes de virar hit chiclete nas rádios do Brasil (babava litros no cabelão do Nuno Bettencourt). Foi em uma noite insone que vi pela primeira vez o clipe do Kansas, “Dust in the Wind”, com o tiozão esquisito tocando violino, e em outra noite em claro que conheci a mistura de Drácula, Fantasma da Ópera e Fera do Meat Loaf (aliás, adoro o clipe até hoje e a música está em uma das playlists do meu Spotify). :)

As minhas descobertas videoclípticas nada tem a ver com a receita de hoje, mas como eu lembrei tanto disso estes dias resolvi escrever sobre isso. Uma das coisas mais legais do blog é “conversar” com vocês. Quem aí dorme sentada no sofá toca aqui – e quem gosta de berinjela também: high five. :)

Lembrando que ainda tenho livros ótimos à venda, lista aqui.

Conchinhas recheadas com berinjela e ricota
receita minha, uma variação desta receita aqui

- xícara medidora de 240ml

Molho de tomate:
1 colher (sopa) de azeite de oliva
½ cebola grande bem picadinha
2 dentes de alho grandes, amassados e picadinhos
1 vidro de passata (680g)
½ colher (sopa) de açúcar
sal e pimenta do reino moída na hora
1 punhado de manjericão fresco

Macarrão e recheio:
36 unidades de macarrão concha (6cm)*
1 ½ colheres (sopa) de azeite de oliva
½ cebola grande bem picadinha
2 dentes de alho grandes, amassados e picadinhos
1 berinjela grande (300g), em cubos pequenos
2 tomates bem maduros, sem as sementes, passados pelo processador até virarem um purê espesso
sal e pimenta do reino moída na hora
1 pitada de noz-moscada ralada na hora
2 colheres (sopa) de manjericão fresco picado - pique, depois meça
1 xícara de ricota – usei caseira
¼ xícara de queijo parmesão ralado bem fininho – rale, depois meça

Prepare o molho: em uma panela média, aqueça o azeite em fogo médio-alto. Junte as cebolas e refogue até que estejam transparentes. Junte o alho e refogue por mais 1-2 minutos – não deixe queimar para não amargar o molho. Acrescente os tomates e o açúcar. Encha ¼ do vidro com água, tampe a garrafa e agite para remover todos os restinhos de tomate e junte à panela. Tempere com sal e pimenta e cozinhe, mexendo ocasionalmente, por cerca de 15 minutos ou até que o molho fique mais espesso. Junte o manjericão, misture, tampe e retire do fogo.

Cozinhe o macarrão em água fervente com sal até que fique al dente. Escorra e deixe esfriar. Pré-aqueça o forno a 200°C.

Recheio: em uma panela grande, aqueça o azeite em fogo médio-alto. Junte a cebola e refogue, mexendo algumas vezes, até ficar transparente. Junte o alho e refogue por cerca de 1 minuto ou até perfumar – novamente, não deixe queimar para não amargar o recheio. Junte a berinjela e refogue, mexendo algumas vezes, até dourar e ficar macia. Acrescente os tomates, tempere com sal, pimenta e noz-moscada e cozinhe, mexendo de vez em quando, até que quase todo o líquido da panela evapore. Junte o manjericão e retire do fogo. Deixe esfriar por 5 minutos e então incorpore a ricota e o parmesão.

Espalhe o molho em uma tigela refratária grande. Com o auxílio de uma colher, recheie generosamente as conchinhas de macarrão com o recheio de berinjela. Arrume as conchinhas sobre o molho, pressionando-as levemente para que fiquem mergulhadas nele. Leve ao forno até que borbulhe, cerca de 30 minutos. Sirva em seguida.

* algumas conchinhas podem quebrar ao serem cozidas na água, por isso é uma boa ideia cozinhar algumas a mais

Rend.: 4-5 porções

Tuesday, September 25, 2018

Salada de lentilha, feta e tomate cereja e o que eu associo a certos alimentos


Salada de lentilha, feta e tomate cereja

Não sei vocês, mas há momentos em que eu associo certos alimentos a determinados momentos da minha vida e isso faz com que eu queira comê-los sempre ou evitá-los a todo custo.

Arroz doce, por exemplo: antes do problema com a lactose eu fazia sempre, pois é algo que me lembra minha mãe. Quando a saudade batia forte demais daquele jeito que o coração não aguenta eu fazia arroz doce e comia quente, com uma chuvinha de canela.

Nem só de boas associações se fazem as minhas lembranças: dias atrás eu comprei feta pela primeira vez em mais de um ano. Depois de uma crise forte de enxaqueca em que fui parar no hospital, fiquei séculos sem querer nem olhar para este queijo que é um dos meus favoritos. Havia comido uma salada com feta na noite anterior à crise e mesmo sabendo que o coitado do queijo nada havia tido a ver com o modo como fiquei não conseguia mais sentir vontade de comer nada com ele. Demorou, mas passou, e uma das receitas em que mais gosto de usá-lo é nesta salada: lentilhas são um alimento tão maravilhoso que deveríamos consumir com mais frequência, não somente para dar sorte na noite de Réveillon.

Leitores maravilhosos já esvaziaram uma boa parte da minha estante, mas ainda tenho livros ótimos à venda: a lista está aqui para quem quiser dar uma espiada.

Salada de lentilha, feta e tomate cereja
receita minha

- xícara medidora de 240ml

1 xícara (200g) de lentilha seca
½ cebola
1 dente de alho descascado e cortado ao meio
1 folha de louro
3 colheres (sopa) de azeite extra-virgem
1 colher (sopa) de vinagre de vinho tinto
1 colher (chá) de cominho em pó
sal e pimenta do reino moída na hora
3 cebolinhas, somente a parte clara, em fatias finas
¼ xícara de folhas de coentro – aperte-as na xícara na hora de medir
¼ xícara de folhas de salsinha – aperte-as na xícara na hora de medir
1 xícara de tomates cereja
50g de queijo feta esmigalhado ou picadinho – pode ser substituído por outro tipo de queijo da sua preferência

Lave bem a lentilha e coloque-a em uma panela de fundo grosso média com a cebola, o alho e o louro. Junte 1 litro de água fria e leve ao fogo médio-alto, mexendo ocasionalmente, até começar a ferver. Cozinhe por cerca de 15 minutos, mexendo algumas vezes, ou até as lentilhas ficarem macias, mas sem desmanchar.

Enquanto isso, misture em uma tigela grande o azeite, o vinagre, o cominho, o sal, a pimenta e as cebolinhas. Escorra a lentilha e descarte a cebola, o alho e o louro. Transfira a lentilha para a tigela com o molho e misture para incorporar. Pique o coentro e a salsinha, corte os tomates ao meio no sentido do comprimento e junte-os à lentilha. Acrescente o feta e misture. Sirva morna ou fria – esta salada fica bem saborosa depois de uma noite na geladeira.

Rend.: 6 porções

Monday, August 27, 2018

Sopa de couve-flor com curry


Sopa de couve-flor com curry

Algo que sempre me traz boas lembranças das minhas viagens são as comidas: sinto saudade de determinados pratos e vinhos dos lugares por onde passei.

Em 2016 estive em Buenos Aires e tomei uma sopa de couve-flor com curry em um restaurante chamado Restó: deliciosa, foi servida em uma xícara e vinha com um lagostim boiando nela (era um jantar com vários tempos e as porções eram pequenas). Quando voltei de lá ainda estava naquele ritmo frenético de testar receitas para o livro e foi assim que a sopa que lhes trago hoje surgiu. Ficou mais cremosa do que a do Restó e não coloquei o lagostim – confesso que de lá era mais gostosa, mas ainda assim a minha versão me trouxe boas recordações. :)

Sopa de couve-flor com curry
receita minha

1 colher (sopa) de manteiga sem sal
½ colher (sopa) de azeite extra virgem
1 alho-poró grande, só a parte mais clara, em rodelas
1 dente de alho grande, picadinho
1 batata grande, descascada e em cubos pequenos
1 cenoura, descascada e em cubos pequenos
1 couve-flor de aproximadamente 500g, cortadas em floretes pequenos (para que cozinhem mais rapidamente)
500ml de caldo de legumes caseiro, fervente
300ml de água fervente
1 folha de louro
1 colher (chá) de curry em pó
½ colher (chá) de cominho em pó
sal e pimenta do reino moída na hora

Em uma panela grande, derreta a manteiga em fogo médio-alto. Junte o azeite. Em seguida, junte o alho-poró e refogue, mexendo ocasionalmente, até murchar. Junte o alho e refogue por apenas por 1 minuto – não deixe o alho queimar, ou a receita vai amargar. Junte a batata, a cenoura e refogue por 3-4 minutos, mexendo ocasionalmente. Acrescente a couve-flor, o caldo, a água, o louro e as especiarias. Tempere com sal e pimenta do reino, misture bem e assim que começar a ferver abaixe o fogo e cozinhe por cerca de 20 minutos ou até que os legumes estejam macios.
Retire o louro da sopa e bata com um mixer ou no liquidificador até ficar lisa (se usar o liquidificador, tome muito cuidado para não se queimar: remova a tampinha menor e então cubra a tampa com um pano de prato seco dobrado – desta forma o vapor tem por onde sair e a mistura não espirrará em você).
Sirva imediatamente.

Rend.: 3-4 porções (ou 2 porções generosas)


Tuesday, July 24, 2018

Crumble de tomate cereja e alho poró, um trailer e coisas estranhas


Crumble de tomate cereja e alho poró

Muito tempo atrás começaram as notícias sobre o filme contando a história do Queen e fiquei imediatamente interessada. Quando li que Rami Malek seria Freddie achei a escolha meio duvidosa: aqueles olhos enormes não combinariam com o papel.

Meses depois foi divulgada uma foto dos bastidores do filme e nela Rami estava usando uma dentadura horrenda – parecia uma imagem tirada de um episódio de “Os Trapalhões”: odiei, peguei bode do filme ali mesmo.

Pois agora que dois trailers foram divulgados farei aqui um mea culpa: estou louca pra ver o filme! Ah, os poderes de um trailer bem montado... :) Rami me parece à vontade como Freddie e fiquei até com remorso de ter esculachado sua escolha para o papel.

Lição aprendida: nem sempre o que parece estranho em um primeiro momento é ruim. :)

Pensando na lição acima, trago-lhes hoje um crumble salgado: dos crumbles doces vocês já sabem que eu sou fã, mas o salgado, apesar de estranho, também é delicioso e pode ser um ótimo acompanhamento para carnes, frango ou peixe (eu particularmente acho o crumble levinho demais para ser servido como prato principal).

Crumble de tomate cereja e alho poró
receita minha

Cobertura crumble:
½ xícara (45g) de aveia em flocos
2 colheres (sopa) – 20g – de farinha de trigo
3 colheres (sopa) de parmesão ralado fininho – rale, depois meça
2/3 xícara (100g) de quinoa já cozida e fria – cozinhe, escorra bem, e então meça
2 ½ colheres (sopa) de azeite de oliva extra virgem
sal e pimenta do reino moída na hora

Recheio:
100g de tomates cereja cortados ao meio no sentido do comprimento
1 alho poró grande, somente a parte clara, em rodelas finas
3 galhinhos de tomilho fresco, somente as folhas
sal e pimenta do reino moída na hora

Preaqueça o forno a 180°C. Separe 4 potinhos refratários rasos com capacidade para 1 xícara (240ml) cada, ou um refratário grande e raso com capacidade para 1 litro.

Em uma tigela média junte todos os ingredientes da cobertura, misturando com um garfo até obter uma farofa grossa – se a mistura estiver sequinha, junte um pouquinho mais de azeite. Reserve enquanto você prepara os legumes.

Em uma tigela média misture os tomates, o alho poró e o tomilho. Tempere com sal e pimenta do reino. Divida a mistura entre os potinhos refratários e cubra-os com a farofinha. Leve ao forno por 25-30 minutos ou até que a cobertura fique bem dourada. Sirva em seguida.

Rend.: 4 porções

Monday, July 02, 2018

Gozleme de brócolis, feta e pinoli e inspiração vinda da TV


Gozleme de brócolis, feta e pinoli

Obrigada a todos que me escreveram sobre os livros – fiquei muito feliz com os e-mails de vocês! Vou enviar os preços a todos e espero que os Correios não deixem os fretes muito salgados... :)

Falando em salgado, por muitos anos eu preferi fazer receitas doces – especialmente de baking – a receitas salgadas: sou, sim, uma formiga confessa. Entretanto, de uns tempos para cá, depois que comecei a testar as receitas do livro, me peguei apaixonada por receitas salgadas: mal podia esperar para preparar uma sopa ou um macarrão diferentes.

Assim como o maravilhoso Ottolenghi me apresentou à pide, novamente fui inspirada pelos programas de comida da TV e descobri o gozleme – se minha memória não me falha, foi com o Ainsley Harriott e seu delicioso “Temperos pelo Mundo” (canal Discovery World). A massa é uma delícia e dá para variar os recheios infinitamente – o céu é o limite, ou como diz a Rita Lobo, “você é uma pessoa livre”. :D

Faço esses brócolis refogados com Marsala com frequência e achei que ficariam gostosos no gozleme – o salgadinho do feta e o crocante do pinoli tornam o recheio extremamente saboroso.

Gozleme de brócolis, feta e pinoli
receita minha, massa inspirada em várias receitas que vi online

- xícara medidora de 240ml

Massa:
1 colher (chá) de fermento biológico seco
½ colher (chá) de açúcar
¾ xícara (180ml) de água morna
1 colher (chá) de azeite de oliva extra virgem
2 xícaras (280g) de farinha de trigo comum
1 colher (sopa) de iogurte natural integral
1 colher (chá) de sal

Recheio:
1 colher (sopa) de azeite
1 dente de alho, picadinho
200g de floretes de brócolis
sal e pimenta do reino moída na hora
1 colher (sopa) de Marsala ou outro vinho fortificado – o Marsala dá um sabor caramelizado delicioso ao recheio, porém é opcional e pode ser omitido ou substituído por vinho branco seco
100g de queijo feta, picado ou esmigalhado
1 ½ colheres (sopa) de pinoli – pode ser substituído por nozes picadas

Na tigela da batedeira planetária, ou em uma tigela grande caso vá sovar a massa com as mãos, junte o fermento biológico, o açúcar e a água. Misture com um garfo e reserve por cerca de 5 minutos ou até que a mistura espume. Acrescente o azeite, a farinha, o iogurte e o sal. Bata com o batedor em formato de gancho em velocidade média por 6-8 minutos ou até obter uma massa lisa e homogênea – se sovar na mão, 10-12 minutos. Transfira a massa para uma tigela grande pincelada com azeite, cubra com filme plástico e deixe crescer em um lugar livre de correntes de ar até que a massa dobre de volume, cerca de 1 hora e meia – em dias muito frios eu ligo o forno e deixo a cozinha mais morninha para que a massa cresça bem.

Enquanto isso, prepare o recheio: em uma frigideira antiaderente grande aqueça o azeite em fogo médio-alto. Junte o alho e refogue por apenas 1 minuto, até perfumar. Acrescente os floretes de brócolis e misture, refogando por todos os lados, num total de 3 minutos. Tempere com sal e pimenta do reino (cuidado com o sal, pois o feta é salgado), acrescente o Marsala e cozinhe por mais 1 minuto ou até o vinho secar. Retire do fogo, deixe esfriar e misture o feta e o pinoli.

Divida a massa em 4 partes iguais. Em uma superfície levemente enfarinhada, abra cada pedaço de massa com um rolo até obter um círculo de 22-25cm de diâmetro. Coloque ¼ do recheio em um dos lados do círculo e depois dobre a outra metade sobre o recheio, fechando bem as laterais para que o recheio não escape (mais ou menos como fazemos com pastel).

Aqueça uma frigideira antiaderente grande em fogo alto. Pincele um dos lados do gozleme com azeite e coloque na frigideira com o lado pincelado para baixo, grelhando por 2-3 minutos ou até que doure e fique com queimadinhos saborosos. Antes de virar, pincele com azeite o lado que ainda não foi grelhado e vire. Grelhe do outro lado por mais 2-3 minutos. Repita o processo com os gozlemes restantes. Sirva em seguida.

Rend.: 4 unidades

Friday, June 15, 2018

Sopa de cenoura e alho-poró assados com pesto de rúcula


Sopa de cenoura e alho-poró assados com pesto de rúcula

Ando numa vibe de sopas ultimamente, mesmo nos dias não tão frios assim. Além de serem deliciosas, gosto da praticidade e da rapidez das sopas, e quase sempre faço um pouco a mais para congelar.

Ontem mesmo fiz a sopa de lentilha e espinafre da Rita Lobo para o jantar: quentinha, deliciosa, nutritiva, ficou pronta em pouquíssimo tempo na panela de pressão e eu ainda roubei no jogo e usei espinafre congelado. O problema foi que a receita diz servir 4 porções, mas eu e o João demos conta da panela inteira sozinhos. :)

A de cenoura que lhes trago hoje é deliciosa, mais gostosa do que a outra sopa de cenoura que postei no blog há anos e que muita gente já fez e adorou. O pesto de rúcula neste caso foi propositalmente feito sem alho para que não fique indigesto.

Sopa de cenoura e alho-poró assados com pesto de rúcula
receita minha

Sopa:
1,2 kg de cenouras (cerca de 6 médias), descascadas e cortadas em pedaços grandes – se forem orgânicas, nem precisa descascar
4 dentes de alho inteiros
2 alhos-porós grandes, cortados em rodelas largas
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
sal e pimenta do reino moída na hora
1,5 litro de caldo de legumes caseiro

Pesto:
1 xícara de folhas de rúcula – aperte-as na xícara na hora de medir
2 colheres (sopa) de queijo parmesão – se quiser fazer pesto vegano, substitua o queijo por levedura nutricional
2 colheres (sopa) de pinoli – podem ser substituídos por castanha de caju ou nozes
1/3 xícara (80ml) de azeite de oliva extra virgem
sal e pimenta do reino moída na hora

Comece pela sopa: preaqueça o forno a 200°C. Forre uma assadeira grande e rasa com papel alumínio.
Coloque as cenouras, os dentes de alho e os alhos-porós em uma tigela grande, regue com o azeite, tempere com sal e pimenta e misture bem. Transfira para a assadeira preparada e arrume-os de forma a fazer uma única camada de legumes. Leve ao forno por 50-60 minutos ou até que as cenouras estejam macias e levemente caramelizadas.

Retire os dentes de alho da casca e transfira-os para um liquidificador junto com as cenouras e os alhos-porós. Acrescente o caldo de legumes e bata até obter uma mistura cremosa – faça isso em duas etapas para que a mistura não vaze do copo do liquidificador. Se preferir uma sopa mais lisa, passe por uma peneira, e se a sopa ficar espessa demais para o seu gosto acrescente um pouco de água. Transfira para uma panela, aqueça, cheque o sal e sirva com o pesto por cima de cada porção.

Agora, o pesto: junte as folhas de rúcula, o parmesão, o pinoli/as nozes e o azeite no processador de alimentos e bata até obter uma pasta. Tempere com sal e pimenta e pulse novamente. Sirva sobre a sopa.

Rend.: 4-5 porções

Wednesday, June 06, 2018

Sopa de legumes e sensação de aconchego, com e sem comida


Sopa de legumes

Uma vez, há muitos anos, uma amiga me disse que não contava seus problemas para ninguém, pois não queria que se metessem ou dessem palpites na vida dela. Por muitos anos segui essa mesma linha, acreditando que seria a melhor coisa a fazer, até que o Universo me enviou um pepino gigante – foi quando desabafei com uma amiga muito especial e no final das contas ela me ajudou imensamente, de uma forma tão generosa que eu me sinto em eterna dívida. Naquela ocasião senti o quanto era querida e o quanto as pessoas que nos cercam são essenciais em nossas vidas. Hoje tenho certeza de que compartilhar meus momentos tanto ruins quanto bons com algumas pessoas me traz somente benefícios.

Escrevo isso hoje porque havia um ano em que estava lutando contra a alopecia e não dividia isso com ninguém além do meu marido. Sofri sozinha, dentro da minha cabeça, várias vezes. Chorei muito também. A cada tufo de cabelo que caía, a cada banho, a cada tentativa de tratamento que não dava certo. Quando deixei de fazer disso um segredo, recentemente, recebi muito apoio e carinho. Gente preocupada comigo de uma maneira genuína. Um montão de afeto. Foi incrível, me senti muito acolhida. Aquele quentinho no coração.

E já que falei de sensação de aconchego, para mim sopas são perfeitas para isso: sempre me sinto abraçada por dentro quando tomo uma sopinha. A de hoje é de legumes, uma versão um tiquinho diferente da sopa de legumes que mais faço na vida, e igualmente deliciosa.

Sopa de legumes
receita minha

- xícara medidora de 240ml

2 colheres (sopa) de manteiga sem sal
1 alho-poró grande, cortado ao meio no sentido do comprimento para facilitar a lavagem, e então em meias-luas finas
2 dentes de alho grandes picadinhos
¾ xícara de tomates cerejas, cortados ao meio - meça, depois corte
1 batata grande, descascada e em cubinhos
1 cenoura grande, descascada e em cubinhos
1 punhado (120g) de vagens – remova as pontinhas e corte em rodelas
2 xícaras (480ml) de caldo de legumes caseiro quente
1 ½ xícaras (360ml) de água quente
2 folhas de louro fresco
4 raminhos de tomilho fresco
sal e pimenta do reino moída na hora
1 xícara (130g) de ervilhas congeladas – não precisa descongelar antes de usar

Aqueça a manteiga em uma panela grande em fogo alto até derreter – se estiver usando panela de inox de fundo triplo, use fogo médio. Junte o alho-poró e refogue, mexendo ocasionalmente, até murchar levemente. Acrescente o alho e refogue por 1 minuto, até perfumar. Junte os tomates cereja, refogue por 1 minuto, e então acrescente a batata, a cenoura e as vagens e refogue por 2 minutos.

Acrescente o caldo e a água, as ervas e tempere com sal e pimenta do reino. Quando levantar fervura, abaixe o fogo e deixe cozinhar por 10 minutos. Acrescente as ervilhas e cozinhe por mais 2 minutos – verifique se os legumes estão macios: se for necessário, deixe a sopa no fogo mais alguns minutinhos.
Retire as folhas de louro e os cabinhos de tomilho, cheque o tempero e sirva.

Rend.: 4 porções

Tuesday, May 08, 2018

Berinjelas recheadas com tomate, queijo e pangrattato

Berinjelas recheadas com tomate, queijo e pangrattato

Eu acho curioso e interessante o quanto o nosso apetite muda (ou não) desde a infância até a fase adulta. Li uma vez uma entrevista com o Ricky Gervais em que ele dizia que havia passado 45 anos da vida sem comer nada além de bife e que quando resolveu provar os outros alimentos se achou um otário por ter perdido tanto tempo – acho que é bem por aí, mesmo. Eu ainda sonho que o mesmo aconteça um dia ao meu irmão. :)

Confesso que quando criança berinjela não era dos meus legumes favoritos, mas isso mudou radicalmente: adoro tudo com ela. Tenho feito as almôndegas veganas da Laura com frequência (uso 1 berinjela e 1 abobrinha pequenas para a receita), berinjela à milanesa, babaganoush... Recheada também é sucesso e a receita que lhes trago hoje é vegetariana e deliciosa.

Berinjelas recheadas com tomate, queijo e pangrattato
receita minha

- xícara medidora de 240ml

Barquinhas:
2 berinjelas grandes
1 colher (sopa) de azeite de oliva, para refogar e também para pincelar as berinjelas
sal e pimenta do reino moída na hora
1 colher (sopa) de manteiga sem sal
1 alho poró, cortado ao meio no sentido do comprimento para facilitar a lavagem, e em seguida cortado em meias-luas
1 dente de alho grande, picadinho
3 tomates italianos maduros, sem as sementes e em cubinhos
1 colher (sopa) de extrato de tomate
1 punhado de folhas de manjerona fresca
85g de mozarela ralada grosseiramente
3 colheres (sopa) de pecorino ou parmesão ralado fininho

Pangrattato:
1 colher (sopa) de azeite de oliva
1 xícara (60g) de farelo de pão*
sal e pimenta do reino moída na hora
1 punhado de salsinha fresca picadinha

Preaqueça o forno a 180°C. Forre uma assadeira grande e rasa com papel alumínio e pincele-o com azeite.

Corte as berinjelas ao meio no sentido do comprimento. Com uma colher, remova a polpa, deixando aproximadamente 0,5cm de borda – não retire polpa em excesso para não deixar a barquinha fina demais ou ela não suportará o peso do recheio. Pincele as barquinhas com azeite, tempere com sal e pimenta e leve ao forno por 20 minutos. Pique a polpa em cubinhos.

Enquanto isso, prepare o recheio: em uma frigideira grande, aqueça a manteiga e 1 fio de azeite. Quando a manteiga derreter, junte o alho poró e refogue, mexendo ocasionalmente, até amaciar. Acrescente o alho e refogue até perfumar, cerca de 1 minuto – não deixe o alho queimar para não amargar a receita. Junte a polpa da berinjela, tempere com sal e pimenta e refogue por 5 minutos, mexendo de vez em quando. Acrescente os tomates picados, o extrato de tomate, a manjerona e cozinhe por mais 5 minutos, mexendo vez ou outra. Desligue o fogo, acrescente a mozarela e o pecorino/parmesão. Divida o recheio entre as barquinhas que foram assadas.

Para finalizar, faça o pangrattato: em uma frigideira antiaderente pequena, aqueça o azeite em fogo médio. Junte o alho e refogue por 1 minuto. Junte o farelo de pão e refogue, mexendo, por 1-2 minutos ou até dourar. Retire do fogo, junte e salsinha, tempere com sal e pimenta e espalhe sobre as barquinhas. Leve ao forno por mais 15 minutos. Sirva imediatamente.

*farelo de pão: pão amanhecido ou levemente tostado no forno passado pelo processador até obter uma farofa grossa. Não use farinha de rosca: ela é fina demais e vai ressecar a textura da receita.

Rend.: 4 porções

Thursday, April 19, 2018

Bolinhos de quinoa, cenoura e mozarela

English version

Quinoa, carrot and mozzarella fritters / Bolinhos de quinoa, cenoura e mozarela

Demorei para embarcar no bonde da quinoa e na verdade não sei bem o porquê. Depois que experimentei, passei a fazer bolinhos e panquequinhas com o ingrediente com certa frequência: com uma saladinha viram um almoço ou jantar leve e gostoso.

Aqui juntei quinoa a outras delícias como cenoura, mozarela e azeitonas – o salgadinho delas combina muita bem com o adocicado suave da cenoura e da mozarela, mas para quem gosta de sabores fortes (eu adoro) dá pra trocar a mozarela por um queijo de sabor mais intenso.

Bolinhos de quinoa, cenoura e mozarela
receita minha

1 cenoura pequena ralada grosseiramente
150g de quinoa cozida e fria
2 colheres (sopa) de parmesão ralado fininho
1 cebolinha picadinha
2 colheres (sopa) de salsinha picadinha
1 colher (sopa) de folhas de tomilho fresco
2 colheres (sopa) de azeitonas verdes picadinhas – pique, depois meça
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
60g de mozarela picadinha
2 ovos
sal e pimenta do reino moída na hora
óleo de canola, para fritar

Coloque a cenoura em um pano de prato limpo e seco e esprema para retirar o excesso de líquido. Transfira a cenoura para uma tigela, misture a quinoa, o parmesão, a cebolinha, a salsinha, o tomilho, a cenoura, as azeitonas, a farinha, a mozarela e os ovos. Tempere com sal e pimenta e misture bem.

Aqueça um fio de óleo em uma frigideira antiaderente em fogo médio. Despeje porções de 2 colheres (sopa) na frigideira, formando panquequinhas. Frite por 2-3 minutos de cada lado ou até dourar.

Sirva imediatamente.

Rend.: cerca de 10 bolinhos

Tuesday, February 06, 2018

Tagine de legumes e um pouco de planejamento na cozinha

English version

Vegetable tagine / Tagine de legumes

Há vezes em que o ritmo no trabalho fica tão intenso (como semana passada, por exemplo) e o que tenho feito nestas épocas é deixar refeições prontas ou quase prontas na geladeira ou no freezer – faz uma diferença enorme. Planejamento é mesmo tudo.

Almôndegas, molho de tomate, pesto (que agora faço vegano e fica delicioso), ensopados de carne: estes tem sido os meus aliados ultimamente. Agora posso incluir outro prato na lista: esta tagine de legumes. É deliciosa e congela super bem – é só não adicionar o coentro fresco e deixar para incorporá-lo à tagine só na hora de servir. Já fiz a receita algumas vezes e acrescentei azeitonas verdes em rodelas – fica ainda mais gostosa, com um toque salgadinho interessante. Eu não tinha azeitona na geladeira no dia da foto, mas quem gosta delas como eu precisa considerar a minha sugestão.

Tagine de legumes
receita minha, inspirada por diversas que vi na Internet

- xícara medidora de 240ml

1 ½ colheres (sopa) de azeite de oliva
½ pimentão amarelo, picadinho
½ cebola grande, picadinha
3 dentes de alho amassados e picadinhos
1 ½ colheres (chá) de cominho em pó
1 colher (chá) de cúrcuma em pó
½ colher (chá) de páprica picante – use a doce se não gostar de comida apimentada
1 colher (chá) de pimenta síria
¼ xícara de vinho branco seco
1 cenoura média, descascada e cortadas em moedas de ½cm (as da foto estão muito grossas, demoraram mais para cozinhar)
1 batata doce (cerca de 250g), descascada e cortada em cubos de 2cm
200g de abóbora menina ou pescoço, descascada e cortada em cubos de 2cm
1 lata (400g) de tomates pelados picados
2 xícaras de água fervente + um pouquinho extra se for necessário
2 folhas de louro
1 berinjela pequena (cerca de 250g) cortada em cubos de 3 cm
sal e pimenta do reino moída na hora
1 xícara de ervilhas frescas congeladas (não precisa descongelar antes de usar)
1 punhado de folhas de coentro fresco

Aqueça o azeite em uma panela grande ou frigideira funda em fogo alto. Junte o pimentão e a cebola e refogue, mexendo de vez em quando, até a cebola ficar transparente. Junte o alho e refogue por 1 minuto – não deixe o alho queimar para não amargar a tagine. Acrescente as especiarias e refogue por 1 minuto. Junte o vinho e raspe os queimadinhos do fundo da panela com uma colher de pau ou espátula de silicone – eles dão mais sabor à comida. Acrescente a cenoura, a batata doce e a abóbora e cozinhe, mexendo algumas vezes, por 5 minutos. Junte o tomate pelado e quebre os pedaços com as contas da colher. Junte a água, o louro, a berinjela, tempere com sal e pimenta do reino e cozinhe, parcialmente tampado, por 30-35 minutos ou até que os legumes estejam macios – dê uma olhadinha de vez em quando e se o molho estiver secando junte mais água. Junte as ervilhas, cubra, retire do fogo e aguarde 5 minutos. Misture o coentro e sirva.

Rend.: 4-5 porções

Tuesday, November 14, 2017

Tarte tatin de cebola roxa com massa de centeio

English version

Red onion tarte tatin with rye pastry / Tarte tatin de cebola roxa com massa de centeio

Nunca fui muito de fazer tortas (uma olhadela no índice de receitas do blog prova isso), apesar de adorá-las: acho que o problema mesmo é arrumar tempo para prepará-las. Duas coisas que tem me ajudado com isso são preparar a massa em um dia e montar e assar a torta em outro, e também ter sempre uma porção de massa no freezer – nada como já ter a base pronta quando encontramos legumes e frutas bonitos na feira: meio caminho andado para o almoço, jantar ou sobremesa.

Esta massa é deliciosa e leve, parecida com a massa de fubá que postei tempos atrás. As cebolas não só deixam a torta linda, como também saborosa: o tempo na chama do fogão e depois no forno transformam o sabor ácido em algo adocicado e suave.

Tarte tatin de cebola roxa com massa de centeio
receita minha

- xícara medidora de 240ml

Massa:
¾ xícara (105g) de farinha de trigo
3 colheres (sopa) – 30g – de farinha de centeio fina
¼ colher (chá) de sal
¼ xícara (56g) de manteiga sem sal, gelada e em cubinhos
3 colheres (sopa) de creme azedo (sour cream) gelado*
1 colher (sopa) de água gelada

Recheio:
2 cebolas roxas (aproximadamente 250g)
2 colheres (sopa) de manteiga sem sal
1 fio de azeite de oliva
5 galhinhos de tomilho
½ colher (sopa) de açúcar demerara
2 colheres (chá) de vinagre balsâmico
2 colheres (chá) de vinho tinto seco
sal e pimenta do reino moída na hora

Comece pela massa: no processador de alimentos, junte a farinha de trigo, a farinha de centeio e o sal. Pulse algumas vezes para misturar bem os ingredientes secos. Junte a manteiga e pulse algumas vezes até obter uma farofa grossa. Em uma tigelinha, misture o creme azedo e a água. Aos poucos, junte estes ingredientes ao processador e vá pulsando algumas vezes até que uma massa comece a se formar. Retire do processador e forme um disco com a massa – trabalhe rapidamente para manter a massa fria. Embrulhe em filme plástico e leve à geladeira por 1 hora.

Quando faltarem 20 minutos para terminar o tempo de descanso da massa, preaqueça o forno a 180°C e comece a preparar as cebolas: descasque as cebolas e corte-as ao meio. Em seguida, fatie em meias-luas de 1cm – se cortar em fatias muito finas elas derreterão antes de a torta ficar pronta. Reserve.
Aqueça uma frigideira de 22cm de diâmetro em fogo médio – para esta receita você precisa de uma frigideira que possa ir ao forno. Derreta a manteiga com o fio de azeite e junte os galhinhos de tomilho – desta forma eles ficarão no topo da torta quando você desenformar. Retire a frigideira do fogo por alguns minutos e então arrume as meias-luas de cebola por toda ao fundo, com jeitinho, para que a torta fique bem bonita – deixe-as bem juntinhas, pois elas diminuirão levemente ao cozinhar. Volte ao fogo e então cozinhe por 10 minutos, dando leve sacudidas na frigideira de vez em quando, mas sem mexer demais para que as fatias de cebola não saiam do lugar. Salpique com o açúcar demerara, regue com o balsâmico e o vinho tinto, tempere com sal e pimenta, cozinhe por mais 1 minuto e desligue o fogo. Reserve.

Red onion tarte tatin with rye pastry / Tarte tatin de cebola roxa com massa de centeio

Coloque o disco de massa entre duas folhas de papel manteiga e abra usando o rolo até obter um círculo de aproximadamente 24cm – novamente, trabalhe de maneira rápida para manter a massa gelada, assim ela não vai grudar no papel. Se a massa começar a grudar, polvilhe-a com um pouquinho de farinha de trigo, porém evite o excesso para que a massa não resseque. Com o auxílio do rolo, transfira a massa para a frigideira e cubra as cebolas, e rapidamente arrume o excesso de massa para dentro da frigideira, usando o cabo de um garfo ou colher para não se queimar. Faça um furinho no centro da massa para que o vapor possa sair e leve ao forno por 30-35 minutos ou até que a massa doure bem.

Retire do forno e, com jeitinho, solte a massa das laterais da frigideira usando uma faquinha sem ponta ou o cabo de uma colher ou garfo. Coloque um prato sobre a frigideira e vire – cuidado para não se queimar. Se algum pedacinho de cebola ficar grudado na frigideira, não se preocupe: retire e arrume sobre a torta.
Sirva com salada verde.

* creme azedo (sour cream) caseiro: para preparar 1 xícara de creme azedo, misture 1 xícara (240ml) de creme de leite fresco com 2-3 colheres (chá) de suco de limão ou limão siciliano em uma tigela. Vá mexendo até que comece a engrossar. Cubra com filme plástico e deixe em temperatura ambiente por 1 hora ou até que engrosse um pouco mais (geralmente faço o meu na noite anterior e deixo sobre a pia – com exceção de noites extremamente quentes – coberto com filme plástico; na manhã seguinte o creme fica bem espesso – leve à geladeira para ficar mais espesso ainda)

Rend.: 4 porções

Wednesday, September 13, 2017

Galette de aspargo e gorgonzola com massa de fubá e dias criativos

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Asparagus and gorgonzola galette with corn flour pastry / Galette de aspargo e gorgonzola com massa de fubá

Eu poderia começar diversos posts com “quando ainda estava trabalhando no projeto do livro”, pois durante aquele período exercitei a minha criatividade quase que diariamente. Tudo o que eu via era fonte de inspiração e um pulo no mercado ou na feira se tornava uma ideia, que se tornava uma receita, que virava um montão de testes na minha cozinha. Muitas vezes eu e o João almoçamos os testes e quem nos visitava provava os bolos e biscoitos nos quais eu andava trabalhando – todo mundo virou cobaia. :)

Um dia estava no mercado quando vi um maço lindo de aspargos: eu os trouxe para casa pensando em fazer uma frittata, mas acabei mudando os planos e decidi fazer uma galette – amo galettes, são o meu tipo favorito de torta: são fáceis de fazer (nada de pré-assar a massa com feijões secos!) e sempre ficam lindíssimas.

Fiz esta galette para o almoço três vezes – eu ia mesmo repetir a receita para testá-la como fazia com todas as outras, entretanto ficou tão saborosa que fazê-la novamente foi mais um prazer do que uma tarefa.

Galette de aspargo e gorgonzola com massa de fubá
receita minha

- xícara medidora de 240ml

Massa:
1 xícara + 1 colher (sopa) - 150g - de farinha de trigo
¼ xícara (35g) de fubá
¼ colher (chá) de sal
100g de manteiga sem sal, gelada e em cubinhos
¼ xícara (60ml) de creme azedo (sour cream)*, bem gelado
2 colheres (sopa) de água gelada

Recheio:
100g de ricota fresca – uso sempre caseira
50g de gorgonzola, ralado grosseiramente ou esmigalhado
1 colher (sopa) de creme azedo
sal e pimenta do reino moída na hora
200g de aspargos frescos, já com as pontas duras removidas

Para pincelar:
1 gema batida com 1 colher (chá) de creme azedo

Comece preparando a massa: no processador de alimentos, pulse a farinha, o fubá e o sal até misturar bem. Junte a manteiga e pulse algumas vezes até a mistura pareça farofa grossa. Em uma tigelinha misture bem o creme azedo com a água e com o processador ligado vá juntando a mistura aos poucos, somente até que uma massa se forme. Forme uma bola com a massa, embrulhe em filme plástico e leve à geladeira por 1 hora.

Coloque a massa no centro de um pedaço grande de papel manteiga, cubra com outro pedaço grande de papel e abra a massa com um rolo até obter um retângulo de aproximadamente 20x35cm – se necessário, enfarinhe levemente a massa para que o papel não grude, mas não exagere para que a massa não fique seca e dura.
Deslize o papel com a massa para uma assadeira grande e rasa e remova o papel de cima.
Em uma tigela pequena, misture bem a ricota, o gorgonzola e o creme azedo até obter uma pasta. Tempere com sal e pimenta (cuidado com o sal, pois o gorgonzola pode ser salgadinho). Espalhe a pasta na massa deixando uma borda de 2,5cm sem recheio. Arrume os aspargos sobre o recheio, pressionando levemente para firmá-los na pastinha de queijo.
Com cuidado, vá dobrando a massa da beirada sobre parte do recheio. Leve a galette montada ao freezer por 15 minutos – enquanto isso, preaqueça o forno a 200°C.
Pincele a massa com o ovo batido com creme azedo e asse por 30- 40 minutos ou até que a massa fique dourada. Sirva a galette morna.

* creme azedo (sour cream) caseiro: para preparar 1 xícara de creme azedo, misture 1 xícara (240ml) de creme de leite fresco com 2-3 colheres (chá) de suco de limão ou limão siciliano em uma tigela. Vá mexendo até que comece a engrossar. Cubra com filme plástico e deixe em temperatura ambiente por 1 hora ou até que engrosse um pouco mais (geralmente faço o meu na noite anterior e deixo sobre a pia – com exceção de noites extremamente quentes – coberto com filme plástico; na manhã seguinte o creme fica bem espesso – leve à geladeira para ficar mais espesso ainda)

Rend.: 4 porções servidas com uma salada verde

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