sexta-feira, fevereiro 23, 2024

Crumble de nectarina com cobertura de manteiga queimada e tomilho (na air fryer), a Internet e gente dodói da cabeça


Crumble de nectarina com cobertura de manteiga queimada e tomilho (na airfryer)

Já expressei aqui no blog e também nas redes sociais o meu amor pela Internet: sou fã, uso muito e para fazer várias coisas diferentes - a felicidade imensa que é não ter que ir mais a uma agência de banco, por exemplo... Não fosse a Internet, eu não teria o blog e não teria conhecido um montão de gente que, como eu, adora cozinhar. Não teria encontrado nesse mundão as minhas amigas maravilhosas Valentina e Tania, por exemplo, que moram em outros países. A lista é imensa, mesmo.

 

Só que a Internet também tem um lado ruim e isso se deve, na maioria dos casos, às pessoas que não sabem usá-la para o bem. Nós sabemos o que o país passou e ainda passa por conta das fake news, gente imbecil disseminando absurdos como a mamadeira de piroca e o chip dentro da vacina.

 

Dias atrás postei minha opinião no Twitter sobre maquiagens nacionais, pois eu adoraria não ter que pagar caro em produtos importados caso os nossos fossem tão bons quanto. Isso tomou proporções completamente absurdas e pessoas que nunca vi na vida me ofenderam e me chamaram dos mais diversos palavrões. Gente completamente fora da casinha surtando para defender uma marca ou a outra – e ainda por cima fazendo publi de graça. Pessoas que têm 500 mil seguidores e não produzem conteúdo algum, apenas são famosas por falar mal dos outros. Até o Grupo Boticário, que eu achava ser sério, surfou na onda do hate em cima de mim para se promover – se eu antes não usava a marca porque achava os cheiros enjoativamente doces, nunca mais gasto um centavo do meu dinheiro com eles.

 

Recebi um montão de mensagens de apoio e de carinho e agradeço todas elas: gente querida que ficou preocupada comigo, se eu estava bem. Muito obrigada mesmo, de coração: eu estou bem, sim. Já passei por cada uma nessa vida, não vai ser tuiteiro tosco que vai me derrubar. Um monte de gente que nem coragem de colocar a própria foto no perfil tem. Eles passarão... Eu passarinho!

 

Como eu continuo achando a Internet um lugar muito incrível, resolvi escrever esse pequeno desabafo aqui no blog, mas não apareceria aqui com as mãos abanando, né? 😊 Trouxe um crumble, a minha sobremesa amada, feito com umas nectarinas que pareciam pedras e estavam super azedas: para incrementar, usei manteiga queimada (beurre noisette) na farofinha e juntei umas folhinhas de tomilho fresco: ficou uma delícia! Não dá pra sentir o sabor do tomilho em si, e sim um toque de “algo a mais” na cobertura: talvez eu aumente a quantidade de tomilho da próxima vez.

 

Ah, e como está um calor horroroso nos últimos dias fiz o crumble na air fryer e deu super certo! Na receita vou deixar instruções para quem quiser fazer no forno também.

 

Se vocês testarem, me contem o que acharam, por favor?

 

Um beijo enorme e bom final de semana!

 

Crumble de nectarina com cobertura de manteiga queimada e tomilho (na air fryer)

receita minha

 

- xícara medidora de 240ml

 

Cobertura:

3 colheres (sopa) – 42g – de manteiga sem sal, picada

½ xícara + 1 ½ colheres (sopa) – total de 85g – de farinha de trigo comum

2 colheres (sopa) de açúcar demerara ou cristal

1/8 colher (chá) de fermento em pó

1 pitada de sal

folhas frescas de 2 raminhos de tomilho – ou use a gosto

 

Recheio:

4 nectarinas grandes (aproximadamente 450g no total)

1 ½ colheres (sopa) de açúcar

1 colher (chá) de suco de limão – siciliano, taiti, cravo, o que você quiser

 

Comece preparando a manteiga queimada: coloque a manteiga em uma panelinha e leve ao fogo médio – evite usar panela antiaderente escura, pois assim você não conseguirá controlar a cor da manteiga. Cozinhe a manteiga, girando a panela algumas vezes, até que fique com um tom marrom claro/dourado e o cheiro fique amendoado – vigie de pertinho, pois a manteiga pode queimar rapidamente. Transfira para um potinho refratário e deixe esfriar completamente.

 

Preaqueça o forno a 180°C. Separe 2 potinhos refratários com capacidade para 1 xícara (240ml) cada – eu preferi usar três com capacidade para 150ml cada.

 

Cobertura: em um tigela pequena junte a farinha de trigo, o açúcar, o fermento, o sal e o tomilho e misture com um garfo. Acrescente a manteiga e misture com um garfo até obter uma farofa grossa. Leve a mistura ao freezer por 5 minutos enquanto você prepara o recheio – se for usar a air fryer, preaqueça a 180°C por 5 minutos.

 

Corte as nectarinas ao meio e remova os caroços. Em seguida, corte-as em cubos de cerca de 1cm. Junte o açúcar e o suco de limão e misture. Divida as frutas entre os potinhos. Aqui, se for usar a air fryer, leve as frutas, ainda sem a cobertura, para assar por 7 minutos. Se for usar o forno, cubra as frutas com a farofinha. Leve ao forno por cerca de 30 minutos ou até que a cobertura fique bem dourada.

 

Retire a gaveta da air fryer e, com cuidado para não se queimar, espalhe a cobertura sobre as frutas. Volte à air fryer por 12-13 minutos ou até que a cobertura doure bem.

 

Sirva puro, com creme de leite, chantilly ou sorvete.

 

Rend.: 2 porções

sexta-feira, fevereiro 16, 2024

Estrogonofe de grão-de-bico para satisfazer a minha própria vontade


Estrogonofe de grão-de-bico


Eu nunca fui atlética, e no meu e-book de histórias e receitas conto que mal conseguia segurar um bola de basquete quando era criança. Cresci tentando gostar de atividade física, o que nunca foi fácil, até começar a fazer musculação anos atrás: finalmente algo que me dava prazer e seria bom para a minha saúde. Eu ouvia as pessoas reclamando de fazer várias vezes o mesmo movimento e era exatamente disso que eu gostava na musculação: metódica desde que nasci, fazer as séries direitinho e me concentrar nas repetições me deixava feliz.

 

Houve muitas idas e vindas, e há pouco mais de um ano venho treinando bonitinho (tô até falando “treinar”, vejam só) com o auxílio de um personal que se tornou um amigo querido - a gente treina juntos e conversa sobre uns 500 assuntos diferentes. E por mais que eu odeie admitir, os exercícios me dão uma energia avassaladora: subo da academia às 07:00 da manhã (faço no meu prédio) e, depois de tomar um banho, sou capaz de fazer 59 coisas antes mesmo da hora do almoço. Fico realmente agitada, mas em um bom sentido.

 

Estava lendo a linda newsletter da Lena Mattar que chegou hoje e ela escreveu sobre como era escolher o que iria comer no jantar antes de ter filhos, e que muitas vezes pensava durante o dia no que faria, planejava, escolhia uma receita, comprava os ingredientes e, com uma tacinha de vinho ao lado, ia cozinhar – agora, com uma filhinha pequena, as coisas mudaram. Fui lendo o que a Lena escrevera e, cheia de energia e totalmente endorfinada, resolvi que cozinharia algo novo: algo que eu realmente estivesse com vontade de comer. Fazia tempo que queria fazer um estrogonofe de grão-de-bico e corri dar uma olhada no armário e na geladeira. Tinha tudo em casa menos o creme de leite, mas resolvi que substituiria por creme de ricota, como eu faço às vezes com maionese, dica da minha nutri maravilhosa Gabi Jourdain.

 

Gente, desculpem a total falta de modéstia, mas a comidinha feita a jato com ingredientes tão simples (usei grão-de-bico de caixinha) ficou INCRÍVEL! Assim mesmo, em caps lock: comi um pratão e fiquei super saciada. Ia até postar uma outra receita aqui hoje, mas esse estrogonofe furou a fila: eu não via a hora de dividir com vocês. E quem quiser um estrogonofe vegano, é só omitir o molho inglês e usar uma alternativa vegetal ao creme de leite.

 

Estrogonofe de grão-de-bico

receita minha

 

- xícara medidora de 240ml

 

2 colheres (sopa) de azeite

½ cebola grande, bem picadinha

2 dentes de alho grandes, bem picadinhos

2 caixinhas de grão-de-bico (380g cada) – escorra o grão-de-bico, passe por água corrente e escorra novamente

2 folhas de louro

sal e pimenta do reino moída na hora

½ colher (chá) de páprica doce – opcional, dá pra fazer sem, eu tinha aqui então resolvi usar

2 colheres (sopa) de extrato de tomate

½ colher (chá) de molho inglês

1 colher (sopa) de conhaque

1/3 xícara (80ml) de caldo de legumes (se não tiver, use água)

2/3 xícara (160ml) de água

1 punhado de folhas de salsinha, bem picadinhas

2 ½ colheres (sopa) de creme de ricota

 

Aqueça o azeite em uma frigideira grande em fogo médio. Junte a cebola e refogue, mexendo algumas vezes, até que comece a dourar. Junte o alho e refogue por 1 minuto apenas: não deixa queimar ou vai amargar a receita. Acrescente o grão-de-bico e o louro, tempere com sal, pimenta do reino e a páprica (se for usar) e misture bem, refogando por 2-3 minutos.

 

Acrescente o extrato de tomate e o molho inglês, misturando bem para incorporar. Junte o conhaque – longe do fogo, para não se queimar – e misture bem. Acrescente o caldo e a água, misturando bem, e deixe cozinhar em fogo médio, destampado, por 4-5 minutos. Junte a salsinha, misture e desligue o fogo. Adicione o creme de ricota e misture.

 

Sirva em seguida.

 

Rend.: 4 porções 

segunda-feira, janeiro 15, 2024

Barrinhas de maçã e mirtilo e resoluções de Ano Novo


Barrinhas de maçã e mirtilo


Queridas e queridos, feliz Ano Novo! Espero que 2024 seja maravilhoso para vocês e as suas famílias.

 

É comum na época de festas de final de ano que as pessoas façam planos para o ano que vai começar, listas de resoluções... No começo de 2023 fiz uma lista de resoluções pequena, para que não se tornasse impossível (receita para frustração), e entre elas consegui terminar de escrever o meu livro e publicá-lo (link aqui para quem quiser comprar, é um e-book em formato PDF), me exercitei com mais frequência (algo ainda a ser melhorado em 2024, mas o pontapé inicial foi dado) e tentei me olhar com mais amor e ser mais gentil comigo mesma (esta resolução é um trabalho de formiguinha e contínuo, portanto está na lista de 2024 também).

 

Vocês me surpreenderam com a recepção calorosa ao livro e posso dizer, sem dúvida, que foi um dos momentos mais importantes não só de 2023, como da minha vida toda – foi uma avalanche de carinho, me senti abraçada a cada livro vendido, a cada comentário afetuoso sobre ele, a cada repost nas redes sociais: foi e continua sendo lindo. A menina que, aos 6-7 anos de idade dizia para a mãe que seria escritora quando crescesse, realizou o sonho e agradeço demais quem comprou o meu livrinho – muito, muito obrigada. <3

 

A listinha de 2024 também é enxuta (como diz uma amiga minha, “a expectativa é a mãe da merda”), com metas reais e que possam ser cumpridas ao longo de um ano. Uma delas é manter o TK vivo: sei que blogs hoje não são páreo para competir com as redes sociais como Twitter e Instagram (sem falar no TikTok, que não sei nem usar), mas esse cantinho aqui é tão especial para mim, me trouxe tantas alegrias, não quero jamais abandoná-lo (mesmo que só eu o leia). 😊 Por isso, a minha resolução de 2024 referente ao blog é postar uma receita nova pelo menos uma vez por mês, e começo com estas barrinhas deliciosas que fiz outro dia: tinha visto uma receita com mirtilos que me inspirou a prepará-las, mas quando pesei os mirtilos congelados no meu freezer não deu quase nada... Olhei para a fruteira e as maçãs bonitas que eu tinha comprado aquela semana praticamente sorriram pra mim: elas entraram na dança e formaram um par perfeito com os mirtilos.

 

Barrinhas de maçã e mirtilo

receita minha

 

- xícara medidora de 240 ml

 

Base e cobertura:

2 xícaras (280g) de farinha de trigo comum

1/3 xícara (46g) de fubá mimoso (aquele bem fininho) – ele dá um sabor mais interessante à massa e também uma cor mais bonita

¼ colher (chá) de canela em pó

¼ colher (chá) de sal

1/3 xícara + 1 colher (sopa) – total de 78g – de açúcar cristal ou refinado

¾ xícara (170g) de manteiga sem sal, derretida e em temperatura ambiente

 

Recheio:

2 maçãs Gala médias (250g no total)

1 xícara (150g) de mirtilos, frescos ou congelados (não descongele antes de usar)

¼ xícara (50g) de açúcar cristal ou refinado

1 colher (chá) de amido de milho

1 pitada de sal

½ colher (sopa) de suco de limão (taiti, siciliano ou cravo, todos funcionam super bem)

 

Pré-aqueça o forno a 180°C. Unte com um pouquinho de manteiga uma forma quadrada de 20cm, forre-a com papel alumínio deixando um pouquinho para fora da forma, formando “alças” de mais ou menos 5cm. Unte o papel com manteiga, mas não as “alças”. Reserve.

 

Em uma tigela média misture com um batedor de arame a farinha, o fubá, a canela, o sal e o açúcar. Junte a manteiga e vá misturando com um garfo, até obter uma farofa grossa. Transfira cerca de 2/3 dessa farofa para a forma preparada, espalhe de maneira uniforme e vá pressionando por todo o fundo, formando a base das barrinhas. Leve a forma e o tigela com o restante da farofinha para o freezer por 10 minutos.

 

Enquanto isso, prepare as frutas: remova o miolos e as sementes das maçãs e corte-as em cubinhos de aproximadamente 1cm. Transfira para uma tigela média, acrescente os mirtilos, o açúcar, o amido de milho, o sal e o suco de limão e misture bem. Reserve.

 

Retire a base das barrinhas do freezer e espalhe as frutas por cima, de maneira uniforme (não esqueça dos cantinhos!). Agora, retire a farofinha do freezer e vá espalhando por cima das frutas, também de maneira uniforme: eu gosto de apertar porções da farofinha com uma das mãos para formar grumos de tamanhos diferentes e deixar as barrinhas bem rústicas e crocantes.

 

Leve ao forno por 35-40 minutos ou até que a superfície doure. Retire do forno e deixe esfriar completamente sobre uma gradinha antes de desenformar e cortar.

 

Rend.: 16 unidades

sexta-feira, agosto 25, 2023

Bolo de iogurte, fubá, limão siciliano e chocolate branco e uma reflexão que começou no Twitter


Bolo de iogurte, fubá, limão siciliano e chocolate branco


Dias atrás, postei uma foto minha no Twitter e uma conversa muito importante começou com outras mulheres lá – a foto é essa aqui: 



Eu, então com 15 anos, já fazia dietas malucas, ficava dias sem comer direito. Ia para a escola de estômago vazio, comia uma banana lá pelas 10 da manhã, e depois almoçava só um prato de rúcula com tomate. À noite, tomava chá e comia 2-3 torradas, às vezes acompanhadas de um Polenguinho. Nessa época eu também preparava gelatina dietética para “poder comer um docinho”, afinal de contas eu me achava gorda. Isso mesmo, GORDA. Olho para a foto agora, os bracinhos finos, e sinto uma tristeza imensa por ter crescido com a autoestima toda cagada de tanto escutar comentários maldosos de parentes, de tanto comprar Capricho aos 15-16 anos e Boa Forma dos 18 em diante achando que ter barriga chapada era sinônimo de ser bonita. Cresci me achando gorda, feia, desengonçada, odiando meu cabelo, que alisei durante 16 anos, tanto com química quanto no braço mesmo, fazendo escova sozinha em casa. Só pra ajudar, ainda tive atraso no crescimento (o médico achava que por conta do trauma de ter perdido minha mãe tão cedo), menstruei aos 15, só fui ter peito aos 18 – me achava um nada.

 

Daí é aquela coisa: se não sou bonita, não mereço ser amada. Haja terapia na vida adulta pra lidar com isso.

 

Ao compartilhar a foto e comentar sobre isso no Twitter, recebi vários comentários que contavam a mesma história, meninas perfeitamente saudáveis e que cresceram se achando gordas, e eu fiquei ali, vendo aquele monte de mulher maravilhosa, gente que eu admiro muito, dividindo comigo suas histórias, tão parecidas com a minha. Mulheres incríveis que tiveram sua autoestima destruída, que cresceram cheias de traumas e complexos, e que hoje lutam para superar isso e também para proporcionar uma experiência diferente para suas filhas, sobrinhas, para que elas saibam que sim, são amadas e merecem tudo de melhor na vida, independentemente de sua aparência física.  

 

Lembrando aqui das inúmeras vezes que fiz bolos e doces em casa na adolescência, pois amava cozinhar, mas nem provava por medo de engordar. Fazia tudo bem gostoso, arrumava a mesa, e comia a gelatina diet enquanto os outros provavam meus bolos, pavês, tortas. O que me conforta, um pouco que seja, é saber que a base vem forte e que muitas meninas farão sim bolos gostosos e os saborearão felizes, sem traumas, sem complexos – sugiro que comecem com mais essa variação do bolo de iogurte do Epicurious, aquele que eu já fiz de tudo quanto foi jeito, e desta vez adicionei fubá, limão siciliano e pedacinhos de chocolate branco.

 

Um beijo enorme para todas vocês que enriquecem os meus dias com conversas e reflexões importantes – muito obrigada. <3

 

Bolo de iogurte, fubá, limão siciliano e chocolate branco

mais uma vez, adaptado do maravilhoso bolo de iogurte do Epicurious

 

- xícara medidora de 240ml

 

1 xícara (140g) de farinha de trigo

½ xícara (70g) de fubá mimoso (aquele bem fininho)

2 colheres (chá) de fermento em pó

¼ colher (chá) de sal

¾ xícara + 2 colheres (sopa) - total de 174g - de açúcar, cristal ou refinado

raspas da casca de 2 limões sicilianos

¾ xícara (180g) de iogurte natural integral

½ xícara (120ml) de óleo vegetal de sabor neutro – usei de canola

2 ovos grandes, temperatura ambiente

3 colheres (sopa) de suco de limão siciliano

100g de chocolate branco picadinho

 

Preaqueça o forno a 180°C. Pincele levemente com óleo uma forma de bolo inglês com capacidade para 6 xícaras de massa (1 litro e meio), forre com papel manteiga deixando sobras nos dois lados mais longos, formando “alças” que vão lhe ajudar a remover o bolo depois de assado. Pincele o papel com óleo também.

Em uma tigela média, peneire a farinha, o fubá, o fermento e o sal. Reserve.

 

Em uma tigela grande, junte o açúcar e as raspas de limão e esfregue com as pontas dos dedos até o açúcar ficar aromatizado. Acrescente o iogurte, o óleo, os ovos e o suco de limão e misture usando um batedor de arame, até obter uma massa homogênea. Com uma espátula de silicone, incorpore os ingredientes secos, deixando 1 colher (sopa) reservada (para envolver o chocolate) – se a massa ficar muito engrumada, misture levemente com o batedor de arame, mas não bata demais para não desenvolver o glúten da farinha. Acrescente os pedacinhos de chocolate aos ingredientes secos reservados, misture bem para envolvê-los, e então junte tudo à massa e misture.

 

Despeje a massa na forma preparada e alise a superfície.

Asse por 50-55 minutos ou até que o bolo cresça e doure (faça o teste do palito). Deixe esfriar na forma sobre uma gradinha por 15 minutos, e então remova com cuidado da forma, usando o papel como guia. Transfira para a gradinha e deixe esfriar completamente.

 

O bolo pode ser guardado em um recipiente hermético por 3-4 dias.

 

Rend.: 8 porções

sexta-feira, agosto 11, 2023

Cookies com chocolate, pecãs e corn flakes


Cookies com chocolate, pecãs e corn flakes


Domingo estava folheando umas revistas de receita e me deu uma vontade imensa de fazer cookies: fazia séculos que não preparava (os brownies do post passado saíram depois de mais de um ano sem fazer um docinho sequer). Dei de cara com uns cookies que levavam chocolate e Sucrilhos e na hora lembrei dos cookies famosíssimos da Christina Tosi que levam esses ingredientes.

Coincidência (ou o Universo conspirando, sei lá), dias antes eu tinha comprado corn flakes – aqueles sem açúcar, pois os Sucrilhos eu acho doces demais – para comer com iogurte. Olhei para o vidro no armário e resolvi testar os tais cookies, mas em vez da receita da revista, fiz outra, que já postei aqui, mudando alguns ingredientes e adicionando pecãs, que combinaram super bem com o chocolate e o salgadinho dos corn flakes.

Já que eu estava falando de uma receita inspirada na da Christina, pensei na minha amada Nova York e quis fazer cookies gorduchos, no estilo dos da Levain Bakery – para isso, foi só fazer bolinhas da massa e deixar na geladeira por 2 horas antes de assar, assim a manteiga derrete mais devagar no forno e os cookies não espalham tanto.

Acho que o bichinho "fazedor" de receita me picou novamente – espero continuar fazendo coisas bem gostosas para compartilhar com vocês por aqui. <3

 

Cookies com chocolate, pecãs e corn flakes

receita minha, inspirada pelos cookies da Christina Tosi

 

- xícara medidora de 240ml

 

1 2/3 xícaras (233g) de farinha de trigo

½ colher (chá) de bicarbonato de sódio

¼ colher (chá) de canela em pó

½ colher (chá) de sal

½ xícara (113g) de manteiga sem sal, derretida e fria

¼ xícara (50g) de açúcar cristal

¾ xícara (131g) de açúcar mascavo claro – aperte-o na xícara na hora de medir

2 ovos grandes, temperatura ambiente

2 colheres (chá) de extrato de baunilha

150g de chocolate amargo, picado grosseiramente ou em gotas

1 xícara (110g) de pecãs inteiras, tostadas e picadas grosseiramente depois de frias

1 xícara (60g) de corn flakes, sem açúcar

Em uma tigela pequena, misture com um batedor de arame a farinha de trigo, o bicarbonato, a canela e o sal. Reserve.

Na tigela da batedeira, junte a manteiga e os açúcares e bata até obter um creme claro – raspe as laterais da tigela ocasionalmente durante todo o preparo da receita. Junte os ovos, um a um, batendo bem a cada adição. Junte a baunilha. Desligue a batedeira, junte os ingredientes secos de uma vez, e então ligue na velocidade mínima, misturando até que quase não haja traços de farinha. Desligue novamente, junte o chocolate, as pecãs e misture com uma espátula de silicone. Junte o corn flakes e misture delicadamente, para evitar que se quebrem demais. Se o dia estiver quente demais e a massa ficar molinha, leve à geladeira por 30 minutos.

Faça bolinhas usando 2 colheres (sopa) niveladas de massa por biscoito e arrume em uma assadeira – como as bolinhas serão refrigeradas antes de assar, você pode colocar uma pertinho da outra. Leve à geladeira por 2 horas – se preferir, congele as bolinhas de massa e depois transfira para um saco plástico bem fechado. Duram até 2 meses no freezer. Não precisa descongelar antes de assar, apenas aumente o tempo total de forno em 1-2 minutos.

Preaqueça o forno a 180°C. Forre duas assadeiras rasas e grandes com papel manteiga.

Arrume as bolinhas nas assadeiras preparadas, deixando 5cm entre uma e outra – se desejar, grude pedacinhos de chocolate, pecã e corn flakes no topo de cada bolinha antes de assar. Asse por 12-14 minutos ou até que os biscoitos dourem bem nas extremidades. Deixe esfriar nas assadeiras sobre uma gradinha por 5 minutos, e então deslize o papel com os biscoitos para a gradinha e deixe esfriar completamente.

Guarde os biscoitos em um recipiente hermético em temperatura ambiente por até 3 dias.

Rend.: 25 unidades


terça-feira, agosto 01, 2023

Brownies de manteiga queimada com doce de leite e uma comemoração atrasada de dezessete anos


Brownies de manteiga queimada com doce de leite


Da última vez em que atualizei o blog e postei aquele macarrão com sardinha e abobrinha delicioso percebi que tenho um total de 1.572 posts publicados aqui (sem contar o de hoje): fiquei meio “uau” por um momento, afinal de contas é coisa pra caramba e, em seguida, lembrei que há talvez, no máximo, uns 10 posts aqui sem receita. Ao longo destes dezessete anos, completados no último dia 04 de julho, compartilhei com vocês mais de 1.500 receitas diferentes, doces e salgadas. É coisa pra caramba mesmo.

 

Foram bolos, cookies, muffins, pães, sopas, várias versões de macarrão (eu amo), barrinhas de tudo quanto é jeito. Receitas com frutas, com chocolate, receitas com carne e vegetarianas (algumas até mesmo veganas), algumas prontas em 20 minutos, outras que levam horas até chegarem à mesa. Receitas boas para almoços de domingo, outras práticas para o jantar do dia a dia, coisinhas gostosas para o café da manhã ou da tarde. Tem de tudo um pouco neste blog, para agradar a todos os gostos.

 

Por muitos anos preparei um bolo bonito para comemorar o aniversário do Technicolor Kitchen, mas a vida tá bem corrida e, infelizmente, não deu tempo. Chego agora, quase um mês atrasada, com uns brownies muito gostosos que inventei, combinando o sabor amendoado da manteiga queimada com o docinho do doce de leite: sem falsa modéstia, ficaram excelentes e acho que são uma boa ideia para comemorar a existência do bloguinho, afinal de contas, continuo aqui, mesmo depois de o Instagram e o TikTok terem tomado conta (neste último sequer tenho conta, nunca tive vontade de entrar pra ver) e os blogs terem meio que se perdido no meio do caminho. Quem gostou dos brownies com doce de leite que postei aqui nos primórdios vai pirar com a receita de hoje: são muito mais gostosos.

 

Fico feliz sabendo que ainda tem gente que passa por aqui, procura uma receita gostosa para fazer, me manda mensagem nas redes sociais. Tem muffin do TK nas lancheiras da criançada por aí, sopinhas no jantar de vocês, bolos nos aniversários – é uma alegria imensa acompanhar. Além disso, também já andei recebendo algumas fotos das receitas do meu e-book (à venda aqui neste link) sendo preparadas por vocês: deixo aqui um obrigada enorme, um beijo e um brownie.

 

Brownies de manteiga queimada com doce de leite

receita minha

 

- xícara medidora de 240ml

 

2/3 xícara (150g) de manteiga sem sal, picada

150g de chocolate meio amargo, picadinho

1 xícara (200g) de açúcar cristal/granulado

¼ xícara (44g) de açúcar mascavo claro – aperte-o na xícara na hora de medir

2 colheres (chá) de extrato de baunilha

3 ovos do tipo grande

½ xícara (70g) de farinha de trigo

2 colheres (sopa) – 20g – de cacau em pó, sem adição de açúcar

½ colher (chá) de sal

5 colheres (sopa) – 125g – de doce de leite

 

Preaqueça o forno a 180°C. Unte levemente com manteiga uma forma de metal quadrada de 20cm, forre-a com papel alumínio deixando sobras em dois lados opostos e unte o papel também.

 

Comece preparando a manteiga queimada: coloque a manteiga em uma panelinha e leve ao fogo médio – evite usar panela antiaderente escura, pois você não conseguirá controlar a cor da manteiga. Cozinhe a manteiga, misturando com um fouet, raspando as laterais da panela, até que a manteiga fique com um tom marrom claro/dourado e o cheiro fique amendoado – vigie de pertinho, pois a manteiga pode queimar rapidamente. Transfira para uma tigela refratária grande (se deixar na panela a manteiga continuará cozinhando), raspando todos os sólidos que estiverem na panela. Junte o chocolate e deixe de lado um pouquinho para que ele derreta no calor residual da manteiga.

 

Acrescente os açúcares à mistura de manteiga e chocolate e bata bem com o fouet. Junte a baunilha e bata bem. Acrescente os ovos, um a um, batendo bem a cada adição – a massa vai começar a ficar mais firme. Junte a farinha, o cacau e o sal e misture bem, mas sem bater demais – mexa somente até os ingredientes secos sumirem na massa. Despeje na forma preparada e alise a superfície. Espalhe pequenas porções do doce de leite sobre a massa e, em seguida, misture levemente com uma faca sem ponta ou o cabo de uma colher, para dar um efeito marmorizado.

 

Leve ao forno por 25-30 minutos ou até que um palito inserido no centro do brownie saia úmido, mas não com massa ainda muito líquida – o topo do brownie tem que estar opaco. Deixe esfriar completamente na forma sobre uma gradinha.

 

Corte em quadradinhos para servir – como esse brownie é bem úmido e a massa é permeada com doce de leite, deixar um pouquinho na geladeira ou alguns minutos no freezer ajuda na hora de cortar.

 

Rend.: 16 unidades

sexta-feira, julho 14, 2023

Macarrão com abobrinha, sardinha e limão siciliano, desespero por doce e comida da infância


Macarrão com abobrinha, sardinha e limão siciliano

Dias desses, em um dos dias da TPM, abri o armário da cozinha em busca de um docinho (quem nunca, né) e, enquanto procurava desesperadamente por um chocolate vi uma lata de sardinha perdida em um canto: sardinha é algo que não tem sobrado aqui em casa, porque uso muito nos lanchinhos que preparo como jantar durante a semana, e jurava que não havia mais nenhuma lata sobrando – tanto que tinha feito pão com ovo mexido para jantar. Deixei a lata mais à vista, peguei uma bananinha (não tinha chocolate, fuén), e fui para o sofá ver seriado.

 

Pouco tempo depois, voltei à lata de sardinha, desta vez com uma ideia na cabeça: estava doida de vontade de comer macarrão com sardinha, esse clássico da infância, pois sardinha em lata era presença constante nas cestas de mantimentos que meu pai, metalúrgico, trazia para casa na época. Minha mãe fazia muitas tortas de liquidificador com sardinha, como esta (há uma versão deliciosa vegetariana no meu livro), fazia patê e também macarrão. Só que eu não queria comer nada com molho de tomate: queria algo mais leve, com mais frescor, Também não queria só a sardinha – tinha que ter mais alguma coisa misturada nela.

 

Foi assim que nasceu esse macarrão: abobrinha e limão siciliano acompanham os peixinhos, e tudo é temperado com uma boa quantidade de alho (que eu amo), com um pouquinho de molho inglês (dá um sabor defumado delicioso, mas se não tiverem em casa, não tem problema) e um punhado de salsinha – vocês me perdoem pela falta de modéstia, mas esse espaguete ficou tão, mas tão bom que eu não via a hora de dividir a receita com vocês.  

 

Macarrão com abobrinha, sardinha e limão siciliano

receita minha


 - xícara medidora de 240ml


200g de espaguete ou a massa longa da sua preferência

1 ½ colheres (sopa) de azeite de oliva

3 dentes de alho grande, ralados

1 abobrinha pequena (200g), sem as pontas e em cubinhos de 1cm

1 folha de louro

sal e pimenta do reino moída na hora

1 colher (chá) de molho inglês

1 lata de sardinhas em óleo (125g), drenadas e as espinhas centrais removidas

2 colheres (sopa) de vinho branco seco

2 colheres (sopa) de folhas de salsinha picadas – meça, depois pique

raspas da casca de 1 limão siciliano

suco de ½ limão siciliano

 

Cozinhe o espaguete em uma panela grande de água salgada por 8-10 minutos ou até ficar al dente (siga as instruções da embalagem).

 

Enquanto isso, faça o molho: em uma frigideira antiaderente grande, aqueça o azeite em fogo médio e junte o alho. Refogue por 1 minuto apenas – não deixe o alho queimar, ou vai ficar amargo. Acrescente a abobrinha e o louro, aumente para o fogo alto, e tempere com sal, pimenta do reino e o molho inglês. Refogue, mexendo às vezes, até que comece a dourar, 5-6 minutos. Junte a sardinha, misture bem e vá quebrando os pedacinhos com a espátula/colher de pau. Acrescente o vinho, misture bem, e quando começar a secar acrescente a salsinha, as raspas da casca de limão e o suco. Acrescente 2 colheres (sopa) da água do cozimento do macarrão e misture bem – caso falte ainda muito tempo para o macarrão terminar de cozinhar, desligue o fogo, senão deixe em fogo bem baixinho, cuidando para que não seque.

 

Escorra o macarrão e reserve um pouco da água do cozimento. Junte o espaguete ao molho, aumente o fogo da frigideira para o máximo e misture bem o macarrão ao molho para incorporar – se estiver muito seco, use um pouquinho da água do cozimento reservada.

 

Retire a folha de louro e sirva imediatamente. 


Rend.: 2 porções generosas


quarta-feira, junho 14, 2023

Sopa de batata, espinafre e ervilha e uma tonelada de carinho que virou energia e ânimo


Sopa de batata, espinafre e ervilha


Olha eu voltando com outra sopa de batata, quase um ano depois. :)

 

Tempos atrás escrevi no Instagram que andava sem pique para cozinhar: fui juntando a falta de tempo por causa da volta ao presencial, a rotina do dia a dia, entre outras coisas, e o desânimo veio (e a preguiça também). E muitas e muitos de vocês estavam e estão na mesma: sem muita energia para lidar com as panelas.

 

Só que a gente precisa se alimentar direito, ainda mais agora que estou tentando manter uma rotina boa de exercícios físicos: um dia desci cedinho na academia sem ter comido muito bem no dia anterior e no final do treino quase apaguei – passei uma vergonha danada. :)

 

A técnica que tenho usado é fazer tanto pratos rápidos com ingredientes básicos, como esse macarrãozinho com limão siciliano (e que já fiz com o taiti também) ou esse com tomatinhos cereja (e que já fiz com extrato de tomate, porque não tinha tomates frescos em casa), ou então fazer logo um montão de alguma receita que dure bem na geladeira ou congele bem, como picadinho, frango oriental, molho à bolonhesa – e agora que esfriou em São Paulo, as sopas: elas congelam bem e é uma alegria imensa chegar em casa, cansada e com o nariz gelado, sabendo que tem um tapué de sopa no freezer. :)

 

A sopa de hoje foi preparada por causa do frio danado que chegou a SP esta semana, mas não só: os comentários de vocês no tal post do Instagram que menciono no segundo parágrafo, o lançamento do meu e-book no dia 02 de junho e a onda intensa de carinho que recebi desde então me deram uma energia que havia muito tempo eu não sentia. Tudo o que vocês têm escrito sobre o blog e o e-book nos últimos dias me fez um bem tão imenso que eu não via a hora de preparar uma receitinha nova para postar aqui no blog – andava tão abandonado e isso me dava tristeza. Também quero voltar a escrever a newsletter, mesmo que seja apenas uma vez por mês – aproveitando, o Mailchimp tá querendo me cobrar 55 janjas por mês porque tenho mais de 500 pessoas cadastradas para receber a cartinha, por isso migrei para o Substack: puxei a base de dados de um para o outro, mas deixo aqui o link para quem quiser se inscrever para receber a newsletter do TK. Lá também estão as cartinhas já enviadas, quase todas, para quem quiser ler. O Blogger tá bugado, dando erro no código html e não estou conseguindo colocar o link correto na aba da newsletter no topo da página. 

 

Esta sopa é simples, parecida com outras que já fiz e que também estão aqui no blog, mas tem um saborzinho diferente: está temperada com alegria. <3

 

Sopa de batata, espinafre e ervilha

receita minha

 

- xícara medidora de 240ml

 

3 colheres (sopa) de azeite de oliva

2 cebolas médias (300g no total), descascadas e picadinhas

4 dentes de alho grandes, amassados e bem picadinhos

1 cenoura grande (150g), descascada e em cubinhos de 1cm

4 batatas médias (800g no total), descascadas e em cubinhos de 1,5/2cm

sal e pimenta do reino moída na hora

1 colher (sopa) de molho inglês

2 xícaras (480ml) de caldo de legumes (quente ou em temperatura ambiente)

1 litro de água fervente

2 folhas de louro

6 porções (montinhos) de espinafre congelado (200g no total), direto do freezer

1 ¼ xícaras (160g) de ervilha congelada, direto do freezer

 

Aqueça o azeite em uma panela grande e alta em fogo médio. Junte a cebola e refogue, mexendo de vez em quando para não queimar, até amaciar bem e dourar. Junte o alho e refogue por 1 minuto apenas – não deixe queimar, para não amargar.

Acrescente a cenoura e refogue por uns 2 minutos, mexendo algumas vezes. Acrescente as batatas, tempere com sal e pimenta do reino, junte o molho inglês, o caldo e a água e misture bem. Junte as folhas de louro e deixe cozinhar por cerca de 30 minutos em fogo médio-baixo, mexendo de vez em quando, até a cenoura amaciar.

 

Desligue o fogo, remova as folhas de louro e então bata a sopa com um mixer até obter um creme rústico, ainda com alguns pedaços de batata e cenoura inteiros se quiser – se for usar o liquidificador, remova a tampinha menor e então cubra a tampa maior com um pano de prato seco dobrado, desta forma o vapor tem por onde sair e a mistura não espirrará em você. Eu confesso que uso o mixer por pura preguiça de lavar o copo do liquidificador.

 

Acrescente o espinafre e a ervilha e vá mexendo para que eles descongelem e aqueçam dentro da sopa. Acerte o sal e sirva em seguida.

 

Rend.: 6 porções 

sexta-feira, junho 02, 2023

Um e-book lançado e um sonho realizado

Capa livro TK

Demorou, minhas queridas e meus queridos. Demorou muito, mas finalmente o meu livrinho está solto nesse mundão e já está sendo lido por muitos de vocês! <3 


Um projeto que começou na pandemia, quando eu ainda fazia o distanciamento social, e cozinhava todos os dias, tentando manter a esperança de que sairíamos todos daquela situação o mais rapidamente possível. Trabalhei uns dois anos no preparo das receitas, nas fotos e escrevendo os textos, e depois fiquei meses com os arquivos guardados, me sentindo sem energia pra terminar – e faltava tão pouco...


Tempos atrás levei uma bronquinha de amor de uma amiga muito querida e resolvi parar de empurrar tudo com a barriga: sentei na frente do computador e fui finalizando o que faltava. Numerei as páginas, escolhi a capa (tinha umas 3 opções prontas), terminei o índice.


Solicitei ISBN, criei conta na Hotmart e daí foi um pulo: hoje, dia 02 de junho de 2023, vai ter para sempre um sabor especial para mim (trocadilho proposital). 😊


Muito, muito obrigada por me acompanharem por aqui e pelas redes sociais por todos esses anos. Cliquem aqui se vocês quiserem ter o meu e-book em mãos – são 60 receitas, sendo 50 delas inéditas. O livro está cheio de fotos que eu caprichei bastante para produzir.


Torcendo para que vocês gostem do livrinho que fiz com muito amor e carinho. Obrigada e um grande beijo.

quinta-feira, agosto 25, 2022

Sopa de abobrinha e batata assadas - receita para preguiçosos (eu mesma) - POST ATUALIZADO


Sopa de abobrinha e batata assadas


Ando em um ritmo de trabalho tão insano nas últimas semanas que nem acreditei quando tive um tempinho pra fazer uma receita nova: os finais de semana tem sido de uma preguiça gigante, tão grande quanto o meu volume de trabalho. Tenho me dedicado também à finalização do ebook (tá quase pronto para enviar às minhas leitoras beta, não vejo a hora), mas a coluna de uma mulher de 43 anos sedentária há vários meses não colabora muito, né? Tem horas que fico descadeirada e, mesmo com vontade de editar mais fotos e escrever mais um pouquinho, preciso dar aquela deitadinha básica com os pés pra cima, logo depois de tomar um Dorflex.

(Enquanto escrevo isso, penso na promessa que fiz a mim mesma de voltar a me exercitar o quanto antes).

Portanto, post curtinho hoje acompanhado de uma receita MUITO preguiçosa: uma sopa que resolvi fazer quando abri o gavetão de legumes e separei duas abobrinhas para refogar para o almoço. Lembrei das batatas na bancada e, como estava frio demais, ligar o forno ia deixar o apartamento mais quentinho: joguei tudo em uma assadeira, reguei com azeite, temperei e assei. Depois foi só bater com o mixer e pronto.

Eu dificilmente descasco batatas quando asso, mas se você quiser uma sopa menos rústica e de sabor mais suave, descasque as suas. Usei manteiga na sopa para dar sabor e ajudar na textura, mas se quiser uma sopa vegana omita a manteiga e dobre a quantidade de azeite.

UPDATE: queridas e queridos, esqueci de avisar: o Feedburner foi desativado, e por isso precisei alterar o serviço de envio de novos posts do blog. Estou usando o Follow.it, portanto vocês receberão os emails enviados por eles. Obrigada à querida leitora Liana Siag por me escrever a respeito disso! 


Sopa de abobrinha e batata assadas

receita minha

 

- xícara medidora de 240ml

 

Legumes assados:

2 abobrinhas médias (520g no total) – sempre prefiro as de casca mais escura e menores, pois são menos aguadas

2 batatas grandes (400g no total)

1 cebola pequena (150g), descascada

3 dentes de alho

3 colheres (sopa) de azeite de oliva

sal e pimenta do reino moída na hora

 

Para finalizar a sopa:

1 ½ xícaras (360ml) de caldo de legumes

1 ½ xícaras (360ml) de água fervente

2 colheres (sopa) – 28g – de manteiga sem sal

1 colher (sopa) de azeite de oliva extra-virgem

 

Preaqueça o forno a 200°C. Forre uma assadeira grande e rasa com papel alumínio deixando sobrar um pouquinho dos lados, para que depois fique fácil mover os legumes.

Remova as pontas das abobrinhas e então corte-as em fatias de aproximadamente 1,5cm de espessura. Corte as batatas em pedaços de 1,5cm também – se quiser, descasque, eu mantive a casca. Corte a cebola em pedaços médios. Transfira os vegetais para a assadeira, junte os dentes de alho (ainda na casca) e regue com o azeite, envolvendo-os bem. Tempere com sal e pimenta do reino, misture bem, e leve ao forno por 45-50 minutos, ou até que os legumes estejam bem macios – importante assar bem as batatas para que não fiquem “encruadas”. Retire do forno com cuidado para não se queimar.

Transfira os legumes para uma panela alta, retirando a casca dos dentes de alho. Junte o caldo de legumes, a água, a manteiga e o azeite extra-virgem e leve ao fogo para aquecer. Quando ferver, desligue e bata com um mixer até obter um creme rústico – se desejar, use o liquidificador: eu confesso que uso o mixer por pura preguiça de lavar o copo do liquidificador. 😊 Verifique se precisa ajustar o sal e a pimenta, e então sirva – junte mais caldo e/ou água se desejar uma sopa menos espessa.

Rend.: 4 porções – aqui o João comeu 3, socorro :D