segunda-feira, outubro 23, 2006

Sem receita desta vez

Esse video me fez querer escrever algo além de receita.

É claro que muitas de nós já sabemos que essas mulheres todas são photoshopadas até a medula, blá, blá, blá, mas ver assim é outra coisa.
Penso muito em todos os milhões de complexos que tive na adolescência e nas guerras que ainda travo comigo, mas o meu maior medo é pela minha irmãzinha. Ela tem 13 anos e é linda, linda, linda, tem um jeito que é só dela, uma mente danada e veloz. E quero que ela se sinta assim, linda, que saiba o valor imenso que tem. Não quero que ela veja uma foto numa revista e pense que não é nem 10% daquilo - e que só será "alguém" se for daquele jeito, se seguir aquele padrão.

Vejo as Nicoles Ritchies e Kates Bosworths da vida e me pergunto se o pai ou a mãe ou alguém da família não vê o que está acontecendo. Sinceramente, acho grotesco.

Creio que quase todas nós gostaríamos de mudar algo em nossa aparência, melhorar uma coisinha ou outra. Eu queria ter a voz da Annie Lennox (e 5kg a menos).
E se é para admirar alguma "famosa", fico com a Kate Winslet - além de bonita, é extremamente talentosa.

Esqueletos ambulantes?? Não, muito obrigada.

12 comentários:

Marcia da Paz disse...

Oi Paty, concordo com vc acho horrivel isso tb, não consigo entender o q passa pela cabeça dessas garotas, sou completamente contra essa estoria de cir. plastica, acho q todos tem sua estrela própria, basta "achar o plug" e acender para brilhar. O interessante é instruir as criançadas para não cair nesse modismo que não serve pra nada ,apenas pra acabar com a auto estima de qq ser humano. bjs

Karen disse...

Eu sei como é complicado, cresci com tantos complexos... Fiz uma dieta brava no começo da adolescência, mas acho que precisava mesmo, pesava mais com 9 anos do que peso hoje! Entretanto, fiquei com esse temor de voltar a engordar de quem já foi gordinho. Também evitei usar blusas mais decotadas por causa de uma cicatriz abaixo do pescoço, mas estou melhorando. Pena que levou tanto tempo!

Fezoca disse...

Patricia, acho que precisa ter uma certa maturidade pra conseguir entender que o mundo eh feito de pessoas diferentes e imperfeitas. Na minha adolescencia eu sofri porque era magrelissima e alta. Ouvia cada coisa, que hoje eu teria a resposta certa pra detonar, mas na epoca eu nao tinha. Ficava me achando uma freak. Bom, ainda me acho uma freak, mas agora nao acho isso tao ruim. Acho que aprendi a aceitar o que eu tenho de diferente, qualidades e defeitos. Sei que nunca vou ser confundida com a heroina da novela. Nem com uma top model de passarela. E tbm nunca vou parecer aquela tia ou avozinha de anuncio de margarina. Engrosso o bloco das mulheres normais, ou anormais, dependendo do ponto de vista de quem olha! :-) Super beijo!

Eliana Scaramal disse...

Patricia, eu sempre lutei com a balança e tive bulimia em estágio grave, parei de mestruar e colocava sangue pela boca o tempo todo, quase perdi todos os meus dentes e passei por uma fase terrivel, fiz um sério tratamento e hoje faço apenas acompanhamento com psiquiatra, com 15 anos eu fiz plástica nos ceios pra diminuir, fiz lipo nas coxas, fiz plástica na orelha, pode imaginar a nóia que vivia??!! Depois que meu filho nasceu eu engodei muito e nesse ano eu fiz redução de estômago mais agora faço uma dieta correta, e me aceito, só fiz a cirurgia porque precisava mesmo, eu quero que meu filho seja feliz, por isso ensino todos os dias a ele que se aceitar é o melhor caminho ele é pequenininho e fica muito nervoso porque os coleguinhas chamam ele de tampinha na escola, as vezes chego lá pra buscá-lo e ele está chorando. Isso que a mídia impoem é realmente muito complicado.

Eliana Scaramal disse...

Só contei a minha história aqui porque sei que por aqui passam muitas pessoas e que muitas delas tem filhos e talvez isso seja de alguma ajuda.

Patricia Scarpin disse...

Marcinha, que bom vc ter voltado aqui? Como está a sua mãe? Minha avó sempre fica falando dela! :D
Concordo contigo, é uma idéia fixa com o corpo, nariz, peitos, bunda... Ninguém pensa nos outros aspectos.

Karen, querida, tb tive uma infância/adolescência complicadas, e para piorar não tinha a minha mãe comigo e sim uma madrasta que só me botava para baixo e me fazia sentir-me inferior o tempo todo. Sei como vc se sente. Acho que é uma vitória vc aceitar que a cicatriz é parte de você e que conta um pedaço da sua história.

Fer, eu tinha apelidos como Gnomo (pq era muito baixinha e miúda) e Gasparzinho (por ser mais branca que um papel, e ainda por cima cheia de sardas). Pra piorar, era CDF pra caramba, então quase não tinha amigos na escola. Sofria com isso, tb me achava uma freak. Hoje vejo que faz parte da minha personalidade. Sou diferente, que bom!
Todas nós temos nosso valor e isso é o que torna a vida charmosa como deve ser, não é, amiga?

Eliana, te agradeço por dividir conosco a sua história. Creio, sim, que pode ser um alerta para outras pessoas.
Você é uma vencedora e um exemplo.
Maravilhoso vc pensar no seu filho antes de tudo. Tente fazê-lo ver que ele ser pequenino traz uma porção de coisas boas junto (eu, por exemplo, por ser pequenina, era o xodó das professoras, risos)
Ser pequeno é uma faceta dele, faça-o ver que ele tem muitas outras.
Parabéns por tudo o que vc conseguiu.

Meninas, obrigada pelos comentários, beijos a todas!!

Silvia Arruda disse...

Graças a Deus não precisamos do nosso corpo para sermos felizes e amadas.
Todas que aqui estão são talentosas, com suas ocupações diárias (seja no trabalho, ou só em casa ou nos dois locais) e mulheres vencedoras. Por isso, tenho certeza que não precisamos fazer parte desta ditadura da beleza.
Eu nunca tive muitos problemas com meu peso, mas é claro que hoje, com trintão, já não tenho o mesmo corpo de qdo tinha 20 anos...
O que é importa é ser feliz.

Cinara disse...

Eu brinco com meu marido que queria ser a Carolina Ferraz, só para ouvir dele: "Que horror! Ela é magra demais, Deus me livre!" :o) Sei que ele exagera para me agradar, mas é ótimo saber que sou amada mesmo com meus quilinhos a mais... O importante é a gente ser feliz do jeitinho que a gente é.

valentina disse...

Pat, as vezes fico pensando em como dever ser dificil ter filha hoje em dia.Com todas as pressoes que se tem para se ser assim,assado,em que um molde ja esta pre-organizado para as meninas. Nao sei o segredo. A pressao social e imensa. Espero que tua irmazinha sobreviva a esta loucara, que nao e nada saudavel. Estou 100% com voce no que dizes.Bjs

Akemi disse...

A beleza do corpo o tempo leva, já da alma e do coração é eterna! Frase batida, mas hoje mais do que nunca acredito nisso. De patinha horrorosa, hoje consigo me encarar no espelho e me aceito como sou. Estou viva, com todos os meus sentidos funcionando, andando, trabalhando, cozinhando... isso é o que importa!

lara disse...

Eu acho que as mulheres enlouqueceram e nunca vão ser felizes se continuarem na paranóia do corpo perfeito. Eu sempre fui 'rechonchée' e acredito que depois de anos aprendi a ser feliz assim. Claro, me cuido para não aumentar de peso e ter problemas de saúde, mas obsessão não dá (e olha que estou longe do padrão IMC...). Kisses!

Patricia Scarpin disse...

Silvia,

O que importa é ter saúde. Parece chavão, mas é verdade. E a gente pode se amar e ser amada sendo do jeito que somos. Viva a diferença!

Cinara, ri do teu comentário. Meu marido é que diz que "quem gosta de osso é cachorro!" :D

Val, fico impressionada como as pessoas são vulneráveis aos modismos. Parecem ser robôs sendo programados diariamente, um horror.

Akemi, tb nunca fui popular na escola (a não ser com os professores). E depois de adulta revi algumas pessoas que eram o crème de la crème da época e isso não lhes trouxe nada de mais do que o resto de nós. Algumas, pelo contrário, estão em situações ruins. Acho que pensaram que por serem bonitas/gostosas teriam tudo de mão beijada na vida. Ledo engano.
Tb fui patinho feio, amiga, e pra piorar meu desenvolvimento foi muito lento, então era um peixe fora d'água. mesmo.

Lara, hoje vejo que magreza/beleza não são passaportes pra felicidade. Pena ter demorado tanto pra perceber. Somos muito mais que aparência, muito mais que a "casca".

Beijos a todas pelos comentários!

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