terça-feira, novembro 09, 2010

Tortinhas de ruibarbo

English version

Rhubarb tarts / Tortinhas de ruibarbo

A minha querida amiga Rita escreveu outro dia sobre “inveja boa” – isso existe? Quero dizer, dá pra associar inveja a um sentimento positivo, mesmo que seja para demonstrar admiração por alguém/algo?

Um exemplo: neste tempão todo de blog “invejei” meus queridos amigos da Europa e dos EUA por terem acesso a um montão de ruibarbo; agora encontrei ruibarbo em São Paulo (obrigada, Ana!) e pude prová-lo – delícia!

Outro exemplo, não-relacionado a comida: eu “invejo” os argentinos por seus filmes maravilhosos, infinitamente superiores aos nossos – e eles têm Darín, também. ♥

O que vocês acham? Posso chamar esse sentimento de “inveja boa”? Sugestões? :D

rhubarb tarts8

Tortinhas de ruibarbo
do Good to the Grain

- xícara medidora de 240ml

Compota de ruibarbo:
900g de talos de ruibarbo (comprados aqui)
1 ¼ xícaras (218g) de açúcar mascavo escuro – aperte-o na xícara na hora de medir

Massa:
1 xícara (135g) de fubá
1 xícara (140g) de farinha de trigo
½ xícara (82g) de polenta fina
¼ xícara + 2 colheres (sopa) - 74g - de açúcar refinado
½ colher (chá) de sal
½ xícara (113g) de manteiga sem sal, gelada, em pedacinhos de pouco mais de 1cm
¼ xícara (60ml) + 2 colheres (sopa) de creme de leite fresco
2 gemas

Comece preparando a compota: lave os talinhos de ruibarbo e corte as pontinhas. A menos que os talos sejam bem fininhos, corte-os ao meio no sentido do comprimento. Em seguida, corte os talos na diagonal, em fatias de pouco menos de 2cm. Você vai conseguir aproximadamente 6 xícaras de ruibarbo; reserve 2 xícaras e coloque as outras 4 numa panela grande, de fundo grosso (com capacidade para cerca de 4 litros).
Acrescente o açúcar mascavo à panela, dê uma boa misturada nos ingredientes, tampe e leve ao fogo médio-baixo (é importante começar com uma temperatura mais baixa para que o ruibarbo solte líquido). Cozinhe por cerca de 15 minutos, tampado, até a mistura ficar com jeitão de molho de tomate. Retire a tampa e aumente para o fogo médio. Cozinhe por mais 15-17 minutos, misturando sempre, até o ruibarbo se desmanchar e deixar um rastro no fundo da panela quando você mexer (como se fosse brigadeiro).
Junte o ruibarbo reservado à panela e misture bem. Imediatamente retire do fogo e despeje num refratário e deixe esfriar completamente.
A compota pode ser guardada na geladeira por até 1 semana.

Agora, a massa: peneire os ingredientes na tigela grande da batedeira e despeje de volta à tigela o que sobrar na peneira. Junte a manteiga e, usando o batedor em formato de pá, comece a bater em velocidade baixa, até “quebrar” a manteiga. Aumente para a velocidade média e continue batendo até a mistura parecer uma farofa grossa. Junte o creme de leite e as gemas e misture só até incorporar – a massa vai parecer farelenta, mas quando pressionada entre os dedos ela vai formar uma massa homogênea.
Molde as tortinhas: divida a massa em 10 porções iguais. Enfarinhe bem de leve a sua superfície, pegue um dos pedacinhos de massa e, usando a parte inferior da palma das mãos, vá apertando e abrindo até formar um círculo de aproximadamente 13cm de diâmetro.
Coloque ¼ xícara de compota de ruibarbo no centro do círculo e então comece a dobrar as laterais em direção ao recheio, criando bordas como se fossem babadinhos. Com cuidado e o auxílio de uma espátula de metal, retire a tortinha montada da superfície de trabalho e coloque numa assadeira. Proceda da mesma forma com a massa e o recheio restantes. Leve as tortinhas ao freezer até que firmem bem, pelo menos 1 hora.
Pré-aqueça o forno a 190°C e forre duas assadeiras de beiradas baixas com papel manteiga. Arrume as tortinhas sobre as assadeiras preparadas e leve ao forno por cerca de 35 minutos ou até que dourem e o recheio borbulhe e engrosse.
As tortinhas podem ser servidas mornas ou em temperatura ambiente; também podem ser guardadas por até 2 dias se bem embrulhadas em filme plástico.

Rend.: 10 unidades – fiz 1/3 da receita acima, consegui 3 tortinhas e ainda sobrou ¼ xícara de recheio

26 comentários:

Rita disse...

Oi, querida.

Olha, lá no Estrada uma leitora sugeriu o termo "alegria alheia" que eu achei ótimo! Que tal? Acho que expressa bem o sentimento de desejarmos algo bom que alguém tem, sem o peso de qualquer conotação ruim. Né? Eu gostei. E gostei bem de ver meu nome/blog mencionado aqui no seu cantinho tão especial. :-** E, pra variar, fotos delicinhas - montes e montes de alegria alheia por suas fotos. ;-)

Beijo, linda.
Rita

Carla disse...

Bom...eu fiquei com "inveja" dessas tortinhas maravilhosas. Adoro ruibarbo e é tão raro encontrar...
Beijinhos

Filipa disse...

O que é que o ruibardo têm? T~em esse aspecto lindo, tem! Acho que eu estou a sofrer dessa tal "inveja branca" ou "alegria alheia"! Não vou descansar enquanto não encontrar o tal do ruibardo por aqui...primeiro a Ana, agora você? Só pode ser mesmo uma delícia! Um beijinho :)

Kk Peixoto disse...

Olá!!!

Sou apaixonada pelo seu blog! Mesmo não sendo muito fã de doces!!!

Vejo pelo meu reader (feed), mas ultimamente as lindas fotos não acompanham o post. Só aparecem os títulos! Poxa!!! Poderia ver o que acontece?

Obriada!

marmita disse...

Olá,

Uma delicia, adorei a imagem e a receita! devem ter ficado super saborosos.

beijos

Ana Valéria disse...

olá!
não acredito na inveja boa... mas tenho mil desejos da coisa alheia! ararararar!
lindas fotos por aqui sempre!
beijos

Gabi disse...

Sobre a 'inveja boa', eu sempre comento, qdo alguém conta algo legal, que eu tb desejo para mim: "Eu também quero!"

Se desejar algo que o outro tem é inveja, então eu a tenho.
E pensando bastante, não recordo de nenhuma vez que eu quisesse algo e para isso, a outra pessoa deixasse de ter.

Eu não quero que o outro deixe de ter, apenas quero ter também.

Muitas vezes não desejo para mim essa mesma coisa ou situação, mas quando acontece para alguém que desejava/ansiava por isso e é bom para essa pessoa, fico feliz por elas.

Mas se desejo algo, quero aquela alegria para mim tb :)


E vou procurar o tal do ruibarbo no Santa Luzia!

Jacqueline disse...

Lembro-me bem do programa do Jamie Oliver com o tal do ruibarbo que me deixou com água no boca. E aqui estão eles, em forma de lindas tortinhas!:)
Aqui em Curitiba o tal é bem carinho, mas me dou ao luxo de comprar de vez em quando!

Ju Guedes disse...

hum, posso dizer que fiquei com inveja boa dessas tortinhas! mas se bem que andei vendo ruibarbo no mercado municipal de curitiba, acho que vou transformar a inveja em comidinha no fim de semana :)

tatiane disse...

Há tempos ensaio uma visita ao Santa Luzia, antes o cacau, agora o ruibarbo...
Sobre inveja boa, sempre achei que acontece quando alguém tem algo que eu gostaria de ter, mas não sofro por isso, admiro aquilo e sigo em frente.
A polenta fina da massa é aquela do tipo Milharina? Sempre fico na dúvida...
beijão, querida!

Quitutes da Juju disse...

Que fantastico, Patricia! Ainda não tive a sorte de encontrar ruibarbo por ai... Uma pena, pois ja provei e adoro! Bjs

http://quitutesdajuju.blogspot.com

Tatiana disse...

Que curiosidade sobre esse ruibarbo. Sempre vejo em receitas, mas não imagino como seja.
Sabe, tem um livro do Zuenir Ventura sobre a inveja, o "Mal Secreto", em que ele conceitua e distingue ciúme, cobiça e inveja. Quando a gente lê, nao consegue mais falar em "inveja boa". Talvez em "cobiça boa". Eu costumo dizer que é admiração. Tanta que dá até vontade de ter ou fazer igual. É o que eu tenho com seu blog e suas receitas! São referência: a gente primeiro vê se tem aqui e, se tiver, confia de cara!

Leleca disse...

Eu tava falando de ruibarbo pro marido no final de semana justamente por causa do post da Ana no La Cucinetta. A questão é: como achar ruibarbo, gente? São tantas as receitas que eu sou super curiosa pra provar. As tortinhas tão muito lindas! Chega a dar água na boca (e eu nem sei que gosto têm)...

Sabrina disse...

Eu também fico pensando se o termo não é um tanto controverso pq a "inveja" está ligada, necessariamente, a algo ruim... Acho que depende do que se está falando, mas nos seus exemplos é cabível pq obviamente você não quer que elas fiquem sem ruibarbo, tampouco sem bons filmes, você só queria ter também, e ai a carga de "pecado" se esvai...

Repeti a receita da geléia de morangos com os ruibarbos e ficou bem gostosa! As tortinhas ficaram incríveis!!!

Ah, acabei de te mandar o e-mail com as fotos. Bjs

ameixa seca disse...

Conheci esse termo de inveja boa ou inveja branca na blogosfera :) Não sei se é inveja mas eu também adoraria provar ruibardo e aqui não tem :)

Rachel disse...

Estou com a Ameixinha, também conheci a expressão inveja boa aqui na blogosfera, o ruibarbo está na minha lista desde que vi a Nigella preparar uma receita com eles.
Quem sabe, quando for à São Paulo, procuro por eles no Santa Luzia, pois essa tortinha me deu água na boca!
Bjuss!!!

Fernanda Frias disse...

Eu também uso esse termo "inveja boa". mas nem todo mundo aceita numa boa. mas eu encaro isso como uma coisa que a pessoa tem, e você também gostaria de ter, mas sempre com energias positivas, sem desejar o mal e nem que a pessoa perca o que tem.
resumindo: fiquei com "invejinha boa" dessa torta, aqui em brasília não acho ruibarbo ;/delicie-se por mim!

Levi Pereira disse...

santa inveja (amééém)!!! kkkkkkkkkkk
Paty fiz seus friands de cereja, (supiro), são realamente viciantes, né??? Quero fazer maaaaaaaaaais...
abraçooo

Quéroul disse...

eu queria era um Darín pra mim, isso sim (muito rimei... inveja minha poesia??? aloka).

e eu acho que os filmes argentinos - aos menos os que vi - são deveras bons, mas os brasileiros não estão tããão atrás assim não.

agora, ruibarbo eu não faço ideia de que gosto teria, mas acho que não invejo quem sabe, sabia?
=***

Jonas Marquezini disse...

Sim sim Levi são... hahahahaha!
Sempre tive (e acho que vou continuar tendo por um bom tempo) vontade de provar ruibarbo...hunf
Quando quando QUANDO???
Invaja boa pode simmmm!!!
Bjos

Maria Regina disse...

Completamente entendo esse lance de ''inveja boa''...
PODE SIM...
=D

Liv disse...

Olá! Também moro em São Paulo e gostaria de saber onde você encontrou ruibarbo!
Adoro seu blog :) é uma inspiração para criar pratos novos

Jean Y. disse...

Opa, opa... meio sumido.
meu notebook teve um probleminha, infelizmente.

Realmente, ouço muito falar nesses tais ruibarbos! A primeira vez, foi quando li O Pequeno Príncipe.
Parece extremamente delícioso, ainda mais com as tuas fotos, Pat! :)

Falando em fotos, gostei muito daquela do bolo de açúcar mascavo, logo baixo, em que tirou de cima! Ficou simplesmente perfeito!
Espero eu em breve conseguir a minha semi-profissional!

beijão!

Patricia Scarpin disse...

Rita, querida, eu gostei de "alegria alheia" - vou adotar!
Tudo isso vindo de vc tem um gostinho mais especial.
xx

Carla, é difícil mesmo, né?
Obrigada, um beijo!

Filipa, e tem um gostinho azedinho ótimo tb! :D
Ah, é ruibarBo, tá?
Beijo!

Kk Peixoto, obrigada! Eu mudei o feed.

Marmita, obrigada! As tortinhas ficaram ótimas, sim.
Beijo!

Ana Valéria, obrigada!
Beijo!

Gabi, espero que vc encontre e goste!
E vc tem razão - a gente gostar de coisas alheias não quer dizer que desejamos o mal a quem as possui.
Obrigada, um beijo!

Jacque, eu vi esses programas dele, realmente, viu? Delícia. :D
Que bom que vc encontra aí tb!
Obrigada, um beijo!

Ju, que bom que vc encontrou aí! :D
Espero que goste da receita!

Tati, eu piro quando vou lá, tanta coisa boa. :D
Eu usei polenta italiana, bem fininha, mas se a milharina estiver muito grossa uns segundinhos no processador resolvem.
Beijo, querida!

juju, é azedinho, né? Delícia!
Beijo e obrigada!

Tatiana, admiração é uma ótima palavra. :D
E que bom que vc gosta daqui - obrigada, um beijo!

Leleca, lá no Sta. Luzia vc via achar! Eu tenho uma lista enooooorme de receitas com ruibarbo pra provar... :D
Ah, o gosto é azedinho.
Beijo, querida!

Sá, eu gostei de "alegria alheia", como a Rita falou. :D
Ai, delícia aquela geléia, né, flor?
Beijão e obrigada!

Ameixa, eu achei que aí tivesse ruibarbo. :(

Rachel, obrigada pela visita!
Beijo!

Fernanda, pode deixar! E obrigada pela visita!
Beijo!

Levi, hahahaha!
Amei saber dos friands - querido, aquela receita é ótima mesmo, é do Bill Granger!
Beijo!

Quéroul, hahaha, par ou ímpar por Darín? :D
Com exceção dos dois "Tropas", eu não consigo curtir cinema nacional... Ah, esqueci de "Abril Despedaçado", que amo.
Ruibarbo é azedinho - acho que por isso me apaixonei de cara. :D
Beijo, querida!

Jonas, haha, vcs dois em sintonia nos friands! Aquela receita é ótima mesmo, do Bill Granger (amo tudo dele).
Beijo e obrigada!

Maria, obrigada! :D
xx

Liv, está na receita o link de onde comprei.
Obrigada pela visita!

Jean, querido, que bom vê-lo novamente!
Espero que o notebook fique bom logo. :D
Ah, obrigada pelos elogios, vc exagera! :D
Beijão!

Danny Mou disse...

Nunca experimentei ruibarbo; só conheço de nome.

Estão rolando no meu Blog Bye Bye Gordura, 2 Concursos de Culinária (Mococa e Tirolez) e os prêmios são deliciosos. Deixo aqui um convite para vc participar!!!

Beijos, Danny
http://byebyegordura.com.br

Priscila Beneducci disse...

É incrivel vc acha
ate Ruibarbo em Sampa

incrivel....

Aqui em BH hunca vi,
estou aqui no seu blog faz um tempao, como sempre babando....

boa semana

priscila Beneducci

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