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domingo, fevereiro 23, 2025

Bolo de iogurte - versão Floresta Negra


Bolo de iogurte - versão Floresta Negra


Nesse calor insuportável em que estamos vivendo, assar alguma coisa se tornou uma tarefa ingrata: só de pensar em ligar o forno já me dá um calorão danado, mas depois de várias semanas sem ter coragem de fazer isso, estava sentindo falta demais de ver cookies esfriando na gradinha, ou de ver um bolinho na bancada, pronto para acompanhar um chá gelado.

Acabei sucumbindo e criei mais uma versão deliciosa para o bom e velho bolinho de iogurte do Epicurious: quem está aqui comigo há tempos já conhece bem a receita e já viu todos os sabores que inventei para ela. Olhando de quando é a primeira versão, o bolo mármore, era maio de 2020 e estávamos em lockdown. De lá pra cá tanta coisa aconteceu, o mundo mudou e mudou de novo, e muitos de vocês continuam por aqui, me lendo, fazendo as receitas do blog, me acompanhando pelas redes sociais ou pela minha newsletter

Essa receita é confiável e nunca me deixou na mão, assim como vocês.<3 

Muito obrigada pela companhia e espero que gostem desta versão Floresta Negra: bolo de chocolate macio e saboroso, pontilhado de cerejas (usei as congeladas, disponíveis o ano todo por um preço mais camarada) e chocolate branco. Eu achei o bolo delicioso, e nem sou tão chocólatra assim. :)

Se quiser ver todas as minhas versões para o bolo de iogurte, clique aqui.




Bolo de iogurte – versão Floresta Negra
mais uma saborosa adaptação do excelente bolo de iogurte do Epicurious

- xícara medidora de 240ml

Bolo: 

1 ¼ xícaras (175g) de farinha de trigo
1/3 xícara (30g) de cacau em pó alcalino, sem adição de açúcar
¼ xícara (25g) de farinha de amêndoa ou de castanha de caju
2 colheres (chá) de fermento em pó
¼ colher (chá) de noz moscada ralada na hora
½ colher (chá) de sal
¾ xícara + 2 colheres (sopa) - 175g - de açúcar, cristal ou refinado
¾ xícara (180g) de iogurte natural integral – 1 potinho de 170g também funciona
½ xícara (120ml) de óleo vegetal de sabor neutro, como canola, soja, milho
2 ovos grandes, temperatura ambiente
2 colheres (chá) extrato de baunilha
1 xícara (140g) de cerejas congeladas, cortadas ao meio - não precisa descongelar antes de usar
100g de chocolate branco em gotas - picadinho também funciona

Preaqueça o forno a 180°C. Pincele levemente com óleo uma forma de bolo inglês com capacidade para 6 xícaras de massa (1 litro e meio), forre com papel manteiga deixando sobras nos dois lados mais longos, formando “alças” que vão lhe ajudar a remover o bolo depois de assado. Pincele o papel com óleo também.

Em uma tigela média, misture bem com um batedor de arame a farinha de trigo, o cacau em pó, a farinha de amêndoa, o fermento, e o sal. Reserve.

Em uma tigela grande, junte o açúcar, o iogurte, o óleo, os ovos, e a baunilha e misture usando um batedor de arame, até obter uma massa homogênea. Com uma espátula de silicone, incorpore os ingredientes secos deixando 1 colher (sopa) reservada para envolver as cerejas e o chocolate branco – se a massa ficar muito engrumada, misture levemente com o batedor de arame, mas não bata demais para não desenvolver o glúten da farinha. 

Incorpore as cerejas e o chocolate branco com o restinho dos ingredientes secos, e então junte tudo à massa do bolo e misture delicadamente. Despeje a massa na forma preparada e alise a superfície. Se desejar, decore o topo do bolo com algumas gotinhas de chocolate branco e algumas metades de cereja (opcional).

Asse por cerca de 60 minutos ou até que o bolo cresça e firme (faça o teste do palito – a cor de chocolate não ajuda a saber se o bolo está pronto ou não). Deixe esfriar na forma sobre uma gradinha (como esta) por 15 minutos, e então remova com cuidado da forma, usando o papel como guia. Transfira de volta para a gradinha e deixe esfriar completamente.

O bolo pode ser guardado em um recipiente hermético por até 3 dias: se estiver muito quente onde você mora, guarde na geladeira depois de 1-2 dias para que não embolore.

Rend.: 8-10 porções



terça-feira, dezembro 17, 2024

Potinhos de banana e doce de leite: no forno ou na Air Fryer

English version

Potinhos de banana e doce de leite


O ano está chegando ao fim, todo mundo em uma correria danada, tentando entregar todas as demandas, quem tem filho já no ritmo de  inventar distração para eles, pois estão de férias... 

É, gente, tá puxado, né? Estamos cansados, a prisão do Coisa Ruim não acontece nunca, todo mundo doido pra tomar um porre e fazer um Carnaval fora de época... Portanto, vamos tocando. 

Quero deixar aqui um agradecimento enorme a todo mundo que me leu aqui no blog, que me acompanhou nas redes sociais, que comprou o meu livro (e também deixou avaliação lá no site da Hotmart) <3, que fez minhas receitas... O meu obrigada, de coração, e que em 2025 continuemos cozinhando juntos, falando de filmes e seriados (ando devendo nessa parte, eu sei), dando risadas e passando nervoso juntos. Que o novo ano que se inicia seja generoso conosco.

Para encerrar, deixo aqui uma receita facílima de fazer, deliciosa, com poucos ingredientes e que funciona bem tanto no forno quanto na Air Fryer: já preparei estes potinhos diversas vezes nos últimos meses e, finalmente, venci a preguiça de fazer uma foto para poder compartilhar com vocês a receita. Na Air Fryer, além de assarem mais rapidamente, os potinhos ficam com o topo bem mais dourado, como os da foto.

Um beijo e obrigada por tanto. <3


Potinhos de banana e doce de leite

receita minha

 

- xícara medidora de 240ml

 

¼ xícara (35g) de farinha de trigo

1/3 xícara (33g) de farinha de castanha de caju ou de amêndoa

¼ colher (chá) de canela em pó

½ colher (chá) de fermento em pó

1 pitada de sal

1 banana grande (100g ainda com a casca), bem madura

1 ovo grande, temperatura ambiente

3 colheres (sopa) de óleo vegetal de sabor neutro: soja, canola, milho

2 colheres (sopa) de açúcar cristal ou refinado

1 colher (chá) de extrato de baunilha

4 colheres (sopa) de doce de leite cremoso

 

Preaqueça o forno a 200°C ou a Air Fryer a 180°C. Pincele com óleo 4 potinhos refratários com capacidade para 1 xícara (240ml) cada.

Em uma tigela pequena, misture bem com um batedor de arame a farinha de trigo, a farinha de castanha de caju, a canela, o fermento e o sal. Reserve.

Em uma tigela média, amasse bem a banana com um garfo, junte o açúcar, o óleo, o ovo e a baunilha e misture bem. Acrescente os ingredientes secos e misture até obter uma massa de bolo – não misture demais, para não deixar a massa dura depois de assada.

Coloque uma colherada de massa em cada potinho. Em seguida, coloque 1 colher (sopa) de doce de leite no meio da massa em cada potinho. Cubra o recheio com o restante da massa, distribuindo igualmente.

Forno: transfira os potinhos para uma assadeira rasa e asse por cerca de 15 minutos ou até dourar bem (faça o teste do palito).

Air Fryer: transfira os potinhos para a Air Fryer, com cuidado para não se queimar, e asse por 8-10 minutos ou até dourar bem (faça o teste do palito).

Sirva mornos, e se desejar acompanhe com sorvete, chantilly ou iogurte natural.

 

Rend.: 4 porções

quarta-feira, dezembro 04, 2024

Bolo banoffee - mais uma variação do bolo de iogurte do Epicurious

Bolo banoffee

Outro dia, depois de postar uma das minhas versões do bolo do Epicurious nas redes sociais, fiquei com a receita na cabeça por um bom tempo: tão prática de fazer e tão deliciosa, pensei que deveria tentar ao menos criar mais uma versão para esse bolinho tão querido.

Eu já tinha preparado uma versão com banana (que ficou muito boa), mas e se eu fosse um pouco além e fizesse um bolo banoffee? Pronto – ideia na cabeça, comprei os ingredientes e, no final do dia, um bolo delicioso estava esfriando na minha bancada.

Ficou lindo, todo pontilhado com pedaços de chocolate, perfumadíssimo por conta da banana e do toque de canela e, conforme fui fatiando, as porções de doce de leite escondidas pela massa iam aparecendo: sem qualquer modéstia, preciso dizer que este bolo é perfeito! 😊

Reconheço que é um bolo um pouco mais doce do que as versões anteriores e talvez sirva melhor como sobremesa do que para o café da manhã ou da tarde: de qualquer maneira, espero que vocês façam a receita e me contem depois. xx

 


Bolo banoffee

mais uma versão minha para o excelente bolo de iogurte do Epicurious


- xícara medidora de 240ml


3 bananas médias (aproximadamente 100g cada)

1 ½ xícaras (210g) de farinha de trigo

2 colheres (chá) de fermento em pó

½ colher (chá) de canela em pó

½ colher (chá) de sal

¾ xícara + 2 colheres (sopa) - 175g - de açúcar, cristal ou refinado

¾ xícara (180g) de iogurte natural integral – 1 potinho de 170g também funciona

½ xícara (120ml) de óleo vegetal de sabor neutro, como canola, milho, soja

2 ovos grandes, temperatura ambiente

2 colheres (chá) extrato de baunilha

70g de chocolate amargo ou meio amargo, picado grosseiramente ou em gotas

100g de doce de leite cremoso

 

Preaqueça o forno a 180°C. Pincele levemente com óleo uma forma de bolo inglês com capacidade para 6 xícaras de massa (1 litro e meio), forre com papel manteiga deixando sobras nos dois lados mais longos, formando “alças” que vão lhe ajudar a remover o bolo depois de assado. Pincele o papel com óleo também.

Corte uma das bananas ao meio no sentido do comprimento e reserve. Corte as outras 2 bananas em cubinhos de aproximadamente 1cm. Reserve.

Em uma tigela média, peneire a farinha, o fermento, a canela e o sal. Reserve.

Em uma tigela grande, junte o açúcar, o iogurte, o óleo, os ovos e a baunilha e misture usando um batedor de arame, até obter uma massa homogênea. Com uma espátula de silicone, incorpore os ingredientes secos deixando 1 colher (sopa) reservada (para envolver o chocolate picado) – se a massa ficar muito engrumada, misture levemente com o batedor de arame, mas não bata demais para não desenvolver o glúten da farinha. Incorpore os cubinhos de banana e o chocolate com o restinho dos ingredientes secos e misture delicadamente. Despeje 1/3 da massa na forma preparada e alise a superfície. Espalhe metade do doce de leite, em pequenas porções, sobre a massa. Cubra com mais 1/3 da massa e repita o processo com o doce de leite restante. Despeje o restante da massa na forma e alise a superfície. Arrume as metades de banana reservados sobre massa e afunde-os levemente nela.

Asse por 50-55 minutos ou até que o bolo cresça e doure (faça o teste do palito). Deixe esfriar na forma sobre uma gradinha por 15 minutos, e então remova com cuidado da forma, usando o papel como guia. Transfira para a gradinha e deixe esfriar completamente.

O bolo pode ser guardado em um recipiente hermético por até 3 dias; se estiver muito quente onde você mora, guarde na geladeira depois de 1-2 dias para que não embolore.

 

Rend.: 8-10 porções

quinta-feira, outubro 31, 2024

Bolo quente de ameixa - fácil de fazer e delicioso

English version

Bolo quente de ameixa / My plum "cobbler"


Queridas e queridos, tudo bem com vocês?

Faz tempo que não apareço aqui pelo blog, aquela boa e velha questão de falta de tempo: nem sempre a gente pode priorizar o que nos faz felizes, né?

Muitos e muitos domingos atrás eu estava de bobeira no sofá, vendo qualquer coisa na TV, enquanto o João tirava um cochilo pós-almoço. Bateu aquela vontade de comer um docinho, procurei no armário e até cheguei a pegar um pedaço de chocolate, mas não era bem aquilo que eu queria: a minha vontade era mais específica, algo quentinho, que me abraçasse por dentro.

Geralmente quando quero algo assim faço um crumble, mas neste dia pensei uma versão mais prática de um cobbler: frutas, uma massinha de bolo por cima e forno –  modéstia à parte, ficou muito bom! Por isso, compartilho a receita com vocês – espero que gostem tanto quanto eu.

Aproveito para dizer que ando sem tempo de fazer receitas novas e postar aqui, mas continuo mandando a newsletter cheia de receitas deliciosas: é só clicar aqui para ler as edições passadas e/ou se inscrever para receber as edições futuras. xx

 

Bolo quente de ameixa

receita minha


- xícara medidora de 240ml


Recheio e massa:

2 ameixas médias (tota de 170g)

¼ xícara (35g) de farinha de trigo

1/3 de xícara (33g) de farinha de amêndoa

½ colher (chá) de fermento em pó

1/8 colher (chá) de canela em pó

1 pitada de sal

¼ xícara (50g) de açúcar cristal ou refinado

¼ xícara (65g) de iogurte natural integral

2 colheres (sopa) de óleo vegetal de sabor neutro: canola, milho, soja

1 ovo grande, temperatura ambiente

½ colher (chá) de extrato de baunilha

2 colheres (chá) de Amaretto ou Frangelico – opcional; serve para intensificar o sabor das amêndoas

 

Cobertura:

1 colher (chá) de açúcar cristal ou refinado

2 colheres (sopa) de amêndoas em lâminas


Preaqueça o forno a 180°C. Pincele com manteiga 1 refratário raso com capacidade para 450ml. Remova os caroços das ameixas, pique-as em cubinhos de aproximadamente 1cm e espalhe-os no refratário de maneira uniforme. Reserve.

Em uma tigela média, misture bem a farinha de trigo, a farinha de amêndoa, o fermento, a canela e o sal com um batedor de arame. Reserve. Em uma outra tigelinha, bata bem com um batedor de arame o açúcar, o iogurte, o óleo, o ovo, a baunilha e o Frangelico/Amaretto (se for usar). Despeje sobre os ingredientes secos e misture até obter uma massinha de bolo – não bata demais, ou o bolo ficará duro.

Espalhe a massinha sobre as ameixas e misture-as muito levemente com a massa. Polvilhe a massa com as amêndoas e o açúcar da cobertura, transfira o refratário para uma assadeira rasa e leve ao forno por 25-30 minutos ou até crescer e dourar bem (faça o teste do palito).

Sirva quentinho com chantilly, sorvete ou iogurte natural.

Rend.: 2 porções

quinta-feira, agosto 29, 2024

Bolo de banana com castanha de caju

English version

Bolo de banana com castanha de caju / Banana cake with cashew nuts

Quem leu a minha newsletter de ontem sabe que eu fiz um bolo delicioso no final de semana e que não via a hora de postar a receita para vocês aqui no blog: um bolo de banana com castanha de caju, úmido e delicioso, com um glacê e castanhas tostadas picadinhas por cima. Levei o bolo para o trabalho na segunda-feira e foi um sucesso absoluto: até algumas pessoas que não são muito de doces amaram e repetiram. <3 

Fazia bastante tempo que eu não fazia bolo de banana, pois toda vez que tem banana sobrando, já meio passada para comer in natura, faço uma panquequinha proteica para o lanche da tarde ou para o jantar, quando não estou a fim de comer nada à noite (dificilmente tenho fome nesse horário). A receita é bem simples, banana + ovo + farinha de aveia + whey (sem lactose, no meu caso) + canela e fermento, mas me ajuda a consumir um pouco mais de proteínas no dia. Sempre achei essa coisa de tomar whey uma bobagem, mas era ignorância minha: é um ótimo jeito de complementar a alimentação - é, gente, a fase maromba chegou mesmo, uma coisa assim meio Gracyanne Barbosa. :D

Domingo eu estava com muitas bananas aqui dando sopa, e bateu uma vontade danada de bater um bolinho... Como eu havia comprado farinha de castanha de caju e castanhas torradas e salgadas, resolvi usar os ingredientes no bolo e deu super certo: um bolo macio e saboroso, úmido e macio pela adição tanto da farinha de castanha quanto do iogurte. Receita fácil de fazer, massa preparada como massa de muffin, ou seja, não requer batedeira nem liquidificador.

O bolo rende bastante (usei uma forma retangular de 20x30cm) e quando o vi pronto achei que era um exagero – podem acreditar: não foi mesmo. 😊

 

Bolo de banana com castanha de caju

receita minha

 

- xícara medidora de 240ml

 

Bolo:

1 ½ xícaras (210g) de farinha de trigo

¾ xícara (75g) de farinha de castanha de caju

1 ¼ colheres (chá) de bicarbonato de sódio

¼ colher (chá) de canela em pó

½ colher (chá) de sal

4 bananas médias (total com a casca: 400g), bem maduras

1/3 xícara + 1 colher (sopa) – total de 78g – de açúcar cristal ou refinado

2 colheres (sopa) – 26g – de açúcar mascavo (aperte-o na colher na hora de medir)

1/3 xícara (85g) de iogurte natural integral

½ xícara (113g) de manteiga sem sal, derretida e fria

¼ xícara (60ml) de óleo vegetal de sabor neutro, como canola, milho, soja

3 ovos grandes, temperatura ambiente

1 colher (chá) de extrato de baunilha

2 colheres (chá) de Frangelico ou Amaretto – opcional; servem para realçar o sabor da castanha

 

Glacê:

1 xícara (140g) de açúcar de confeiteiro

2 ½ colheres (sopa) de leite

 

Para finalizar o bolo:

½ xícara (70g) de castanhas de caju, torradas e salgadas, picadinhas – meça, depois pique

 

Preaqueça o forno a 180ºC. Forre uma forma retangular de 20x30cm com papel alumínio e pincele-o com óleo.

Em uma tigela média, misture com um batedor de arame a farinha de trigo, a farinha de castanha, o bicarbonato, a canela e o sal. Reserve.

Em uma tigela grande, amasse as bananas com um garfo até obter um purê rústico. Junte o açúcar cristal, o mascavo, o iogurte, a manteiga, o óleo, os ovos, a baunilha e o Frangelico/Amaretto (se for usar) e misture bem com um batedor de arame até homogeneizar. Acrescente os ingredientes secos reservados e misture com o batedor ou uma espátula de silicone até obter uma massa uniforme – não bata demais, senão o bolo pode ficar duro.

Despeje a massa na forma, alise a superfície e leve ao forno por 30-35 minutos, ou até crescer e dourar (faça o teste do palito). Retire do forno, transfira para uma gradinha e deixe esfriar completamente.

Glacê: peneire o açúcar de confeiteiro em uma tigela, junte o leite aos poucos e vá misturando até obter a consistência desejada – talvez você precise de mais ou menos leite do que a receita pede. Espalhe o glacê sobre o bolo já frio de maneira uniforme. Salpique o glacê com as castanhas picadas.

Rend.: 24 pedaços 

terça-feira, abril 16, 2024

Bolo de iogurte, pera e chocolate, nostalgia e uma receita que merece a própria tag

English version

Bolo de iogurte com pera e chocolate


Semana passada postei uma foto de #tbt no meu Instagram e no meu Twitter, em que eu, pré-adolescente, estou na cozinha da minha tia-avó Angélica:

 


A cozinha onde fiz meu primeiro bolo, onde comecei a aprender a cozinhar. Tenho tantas lembranças queridas de lá, fui tão feliz naquela casa! Eu fugia pra lá aos finais de semana e feriados para escapar da realidade triste da minha casa. A tia e a filha dela, minha prima Soraia, me davam carinho, apoio, orientações... Elas ajudaram a formar o meu caráter e a me tornar a adulta que sou hoje. Fiquei tão nostálgica com a foto que me deu uma vontade danada de fazer um bolo! <3

 

De uns tempos pra cá tem sido inevitável: sempre que penso em fazer um bolo penso na receita do bolo de iogurte do Epicurious! Fácil de fazer, não preciso sujar nem a batedeira nem o liquidificador, os ingredientes são simples, e o resultado é um bolo macio, úmido e absolutamente delicioso!

 

Outro dia, ao separar os ingredientes para fazer o bolo, quis inventar mais uma versão para a receita, além das várias que já fiz e postei aqui no blog: separei umas perinhas que eu tinha comprado e não estavam tão doces para adicioná-las ao bolo. Peguei o vidrinho de noz-moscada – especiaria que eu acho que combina muito bem com pera – e coloquei sobre a bancada da pia. Enquanto preparava a forma, fiquei pensando em algo mais que poderia deixar o bolo ainda melhor, e nisso decidi picar um pouco de chocolate amargo e não deixar os pedaços tão pequeninos assim. Pronto: o bolo de pera virou um bolo de pera e chocolate.

 

Os sabores combinaram lindamente, os pedaços de chocolate derretido no meio do bolo são um presente e as perinhas no topo eu coloquei para fazer uma graça: caso você não queira, não precisa fazer este passo da receita.

 

Este bolo é tão maravilhoso e tão versátil que ele merece a sua própria tag: é só clicar para ver todas as minhas versões para esta receita tão especial.

 

Bolo de iogurte, pera e chocolate

mais uma versão minha para o excelente bolo de iogurte do Epicurious

 

- xícara medidora de 240ml

 

3 peras pequenas (220g no total)

1 ½ xícaras (210g) de farinha de trigo

2 colheres (chá) de fermento em pó

¼ colher (chá) de noz moscada ralada na hora

½ colher (chá) de sal

¾ xícara + 2 colheres (sopa) - 175g - de açúcar, cristal ou refinado

¾ xícara (180g) de iogurte natural integral – 1 potinho de 170g também funciona

½ xícara (120ml) de óleo vegetal – usei de canola

2 ovos grandes, temperatura ambiente

1 colher (chá) extrato de baunilha

100g de chocolate amargo, picado grosseiramente – gotas também funcionam

 

Preaqueça o forno a 180°C. Pincele levemente com óleo uma forma de bolo inglês com capacidade para 6 xícaras de massa (1 litro e meio), forre com papel manteiga deixando sobras nos dois lados mais longos, formando “alças” que vão lhe ajudar a remover o bolo depois de assado. Pincele o papel com óleo também.

 

Retire os miolos e as sementes das peras e corte-as em cubinhos de aproximadamente 1cm – caso queira fazer a decoração que eu fiz, corte 2 das 3 peras no sentido vertical bem rente ao miolo, deixando este intacto com o cabinho, e pique o restante de cada pera em cubinhos.

 

Em uma tigela média, peneire a farinha, o fermento, a noz moscada e o sal. Reserve.

 

Em uma tigela grande, junte o açúcar, o iogurte, o óleo, os ovos e a baunilha e misture usando um batedor de arame, até obter uma massa homogênea. Com uma espátula de silicone, incorpore os ingredientes secos deixando 1 colher (sopa) reservada (para envolver o chocolate picado) – se a massa ficar muito engrumada, misture levemente com o batedor de arame, mas não bata demais para não desenvolver o glúten da farinha. Incorpore os cubinhos de pera e o chocolate com o restinho dos ingredientes secos e misture delicadamente. Despeje a massa na forma preparada e alise a superfície. Caso tenha separado os dois miolinhos das peras, arrume-os sobre a massa e afunde-os levemente nela.

 

Asse por 50-55 minutos ou até que o bolo cresça e doure (faça o teste do palito). Deixe esfriar na forma sobre uma gradinha por 15 minutos, e então remova com cuidado da forma, usando o papel como guia. Transfira para a gradinha e deixe esfriar completamente.

 

O bolo pode ser guardado em um recipiente hermético por até 3 dias –se estiver muito quente onde você mora, guarde na geladeira depois de 1-2 dias para que não embolore.

 

Rend.: 8-10 porções

sexta-feira, fevereiro 23, 2024

Crumble de nectarina com cobertura de manteiga queimada e tomilho (na air fryer), a Internet e gente dodói da cabeça


Crumble de nectarina com cobertura de manteiga queimada e tomilho (na airfryer)

Já expressei aqui no blog e também nas redes sociais o meu amor pela Internet: sou fã, uso muito e para fazer várias coisas diferentes - a felicidade imensa que é não ter que ir mais a uma agência de banco, por exemplo... Não fosse a Internet, eu não teria o blog e não teria conhecido um montão de gente que, como eu, adora cozinhar. Não teria encontrado nesse mundão as minhas amigas maravilhosas Valentina e Tania, por exemplo, que moram em outros países. A lista é imensa, mesmo.

 

Só que a Internet também tem um lado ruim e isso se deve, na maioria dos casos, às pessoas que não sabem usá-la para o bem. Nós sabemos o que o país passou e ainda passa por conta das fake news, gente imbecil disseminando absurdos como a mamadeira de piroca e o chip dentro da vacina.

 

Dias atrás postei minha opinião no Twitter sobre maquiagens nacionais, pois eu adoraria não ter que pagar caro em produtos importados caso os nossos fossem tão bons quanto. Isso tomou proporções completamente absurdas e pessoas que nunca vi na vida me ofenderam e me chamaram dos mais diversos palavrões. Gente completamente fora da casinha surtando para defender uma marca ou a outra – e ainda por cima fazendo publi de graça. Pessoas que têm 500 mil seguidores e não produzem conteúdo algum, apenas são famosas por falar mal dos outros. Até o Grupo Boticário, que eu achava ser sério, surfou na onda do hate em cima de mim para se promover – se eu antes não usava a marca porque achava os cheiros enjoativamente doces, nunca mais gasto um centavo do meu dinheiro com eles.

 

Recebi um montão de mensagens de apoio e de carinho e agradeço todas elas: gente querida que ficou preocupada comigo, se eu estava bem. Muito obrigada mesmo, de coração: eu estou bem, sim. Já passei por cada uma nessa vida, não vai ser tuiteiro tosco que vai me derrubar. Um monte de gente que nem coragem de colocar a própria foto no perfil tem. Eles passarão... Eu passarinho!

 

Como eu continuo achando a Internet um lugar muito incrível, resolvi escrever esse pequeno desabafo aqui no blog, mas não apareceria aqui com as mãos abanando, né? 😊 Trouxe um crumble, a minha sobremesa amada, feito com umas nectarinas que pareciam pedras e estavam super azedas: para incrementar, usei manteiga queimada (beurre noisette) na farofinha e juntei umas folhinhas de tomilho fresco: ficou uma delícia! Não dá pra sentir o sabor do tomilho em si, e sim um toque de “algo a mais” na cobertura: talvez eu aumente a quantidade de tomilho da próxima vez.

 

Ah, e como está um calor horroroso nos últimos dias fiz o crumble na air fryer e deu super certo! Na receita vou deixar instruções para quem quiser fazer no forno também.

 

Se vocês testarem, me contem o que acharam, por favor?

 

Um beijo enorme e bom final de semana!

 

Crumble de nectarina com cobertura de manteiga queimada e tomilho (na air fryer)

receita minha

 

- xícara medidora de 240ml

 

Cobertura:

3 colheres (sopa) – 42g – de manteiga sem sal, picada

½ xícara + 1 ½ colheres (sopa) – total de 85g – de farinha de trigo comum

2 colheres (sopa) de açúcar demerara ou cristal

1/8 colher (chá) de fermento em pó

1 pitada de sal

folhas frescas de 2 raminhos de tomilho – ou use a gosto

 

Recheio:

4 nectarinas grandes (aproximadamente 450g no total)

1 ½ colheres (sopa) de açúcar

1 colher (chá) de suco de limão – siciliano, taiti, cravo, o que você quiser

 

Comece preparando a manteiga queimada: coloque a manteiga em uma panelinha e leve ao fogo médio – evite usar panela antiaderente escura, pois assim você não conseguirá controlar a cor da manteiga. Cozinhe a manteiga, girando a panela algumas vezes, até que fique com um tom marrom claro/dourado e o cheiro fique amendoado – vigie de pertinho, pois a manteiga pode queimar rapidamente. Transfira para um potinho refratário e deixe esfriar completamente.

 

Preaqueça o forno a 180°C. Separe 2 potinhos refratários com capacidade para 1 xícara (240ml) cada – eu preferi usar três com capacidade para 150ml cada.

 

Cobertura: em um tigela pequena junte a farinha de trigo, o açúcar, o fermento, o sal e o tomilho e misture com um garfo. Acrescente a manteiga e misture com um garfo até obter uma farofa grossa. Leve a mistura ao freezer por 5 minutos enquanto você prepara o recheio – se for usar a air fryer, preaqueça a 180°C por 5 minutos.

 

Corte as nectarinas ao meio e remova os caroços. Em seguida, corte-as em cubos de cerca de 1cm. Junte o açúcar e o suco de limão e misture. Divida as frutas entre os potinhos. Aqui, se for usar a air fryer, leve as frutas, ainda sem a cobertura, para assar por 7 minutos. Se for usar o forno, cubra as frutas com a farofinha. Leve ao forno por cerca de 30 minutos ou até que a cobertura fique bem dourada.

 

Retire a gaveta da air fryer e, com cuidado para não se queimar, espalhe a cobertura sobre as frutas. Volte à air fryer por 12-13 minutos ou até que a cobertura doure bem.

 

Sirva puro, com creme de leite, chantilly ou sorvete.

 

Rend.: 2 porções

quarta-feira, março 16, 2022

Crumble Peach Melba com um toque de fubá e apego


Peach melba crumble com um toque de fubá


Quem me segue no Instagram deve saber que sou fã da Alison Roman: as receitas parecem deliciosas e fáceis de fazer (como a berinjela que postei aqui no blog tempos atrás), ela é divertida, linda, gosta mesmo de comida e os vídeos dela são tão bacanas que, sempre que estou tendo um dia meio bunda, corro para revê-los, pois sempre me deixam mais alegrinha (é isso ou uma bebidinha, e tem dias que faço o combo, porque né, o Brasil deixa qualquer um desgraçado da cabeça).

 

Reparei nos vídeos da Alison que ela sempre, ou quase sempre, usa uma colher de pau para preparar as receitas, uma colher que parece meio velhinha (pelo vídeo tenho a impressão de que falta um pedacinho na ponta). Ela usa a colher para misturar um ensopado, um macarrão com couve-flor (que estou doida pra fazer), entre outras coisas, e além disso sempre prova as receitas usando uma colher dourada: pois bem, Alison é apegada às colherinhas dela, e eu me identifiquei demais com isso.

 

Eu me apego. Eu me apego a muitas coisas. Ou “me agarro”, como diz o meu amigo querido Fellipe.

 

Assim com a Alison Roman, também tenho minha colher de pau preferida, que uso para todas as receitas salgadas (para doces, uso espátulas de silicone que nunca uso em nada salgado). Tenho minha assadeira preferida, já toda manchada com os efeitos do tempo, e o copo favorito que uso para tudo: vinho, água com gás, um drinkinho. Tenho minha almofada favorita pra ver TV no sofá, e o um cobertorzinho pequenino que comprei há anos, no qual me enrolo sempre que esfria – quase o Lino da turma do Charlie Brown.

 

Eu me apego a comidas, também: não pode faltar macarrão nesta casa, sempre tem pão no freezer, o pote de arroz nunca está vazio. Um bolinho para tomar café da tarde, hábito que se intensificou na pandemia, e uma leva de almôndegas no freezer que podem virar almoço ou sanduba. E crumbles: mesmo em dias extremamente quentes já fui louca o suficiente para ligar o forno para fazer um crumble, para depois comer suando, mas feliz. É uma sobremesa que amo, tão caseira e simples e mesmo assim tão deliciosa, que posso fazer com uma variedade enorme de frutas, inclusive congeladas, que é fácil de preparar e leva ingredientes básicos que eu sempre tenho em casa: farinha, açúcar, manteiga.

 

A receita de hoje foi resultado de uns pêssegos lindos que o João trouxe do supermercado no começo de janeiro: alguns estavam maduros e doces e eu os devorei logo de cara. Outros estavam mais sequinhos e meio sem gosto, então foram para o forno em forma de crumble com framboesas que eu tinha no freezer, para lembrar os sabores do Peach Melba, sobremesa inventada por Auguste Escoffier.

 

Testei também usar geleia de framboesa no lugar das framboesas, pois sei que nem todo mundo encontra as frutinhas para comprar, e deu certo: não fica exatamente a mesma coisa, mas fica bom também, desde que a geleia usada não seja doce demais.

 

Vocês também se apegam?

 

Crumble Peach Melba com um toque de fubá

receita minha

 

- xícara medidora de 240ml

 

Cobertura:

¼ xícara (35g) de farinha de trigo comum

¼ xícara (35g) de farinha de fubá mimoso (bem fininho)

2 colheres (sopa) de açúcar demerara ou cristal

1/8 colher (chá) de fermento em pó

1 pitada de canela em pó

1 pitada de sal

3 colheres (sopa) – 42g – de manteiga sem sal, derretida e fria

¼ xícara (22g) de aveia em flocos grossos

 

Recheio:

6 pêssegos grandes (500g no total)

½ xícara de framboesas, frescas ou congeladas – se for usar congeladas, não descongelar antes*

 

Preaqueça o forno a 180°C. Separe 4 potinhos refratários com capacidade para 150ml cada.

 

Cobertura: em um tigela pequena junte a farinha de trigo, o fubá, o açúcar, o fermento , a canela e o sal e misture com um batedor de arame. Acrescente a manteiga e misture com um garfo até obter uma farofa grossa. Incorpore a aveia com o garfo, e então leve a mistura ao freezer por 5 minutos enquanto você prepara o recheio.

 

Corte os pêssegos ao meio e remova os caroços. Em seguida, corte-os em cubos de cerca de 1,5cm. Junte as framboesas e misture levemente – se os pêssegos estiverem muito azedos, junte um pouquinho de açúcar e misture. Divida as frutas entre os potinhos e cubra com a farofinha.

Leve ao forno por cerca de 30 minutos ou até que a cobertura fique bem dourada e a fruta borbulhe.

Sirva puro, com creme de leite, chantilly ou sorvete.

 

* se preferir usar geleia em vez das framboesas, considere cerca de 1 colher (sopa) por potinho e distribua em pequenas porções sobre os pedaços de pêssego

 

Rend.: 4 porções

quinta-feira, setembro 02, 2021

Bolo-pudim de ameixa e mirtilo, inspirações e um filme

Bolo-pudim de ameixa e mirtilo


Outro dia pensava em como às vezes procuro inspiração em tantos lugares, sendo que um deles, os filmes, que sempre me inspiraram, eu andava deixando de lado, por pura impaciência e uma constante sensação de saco cheio. Saco cheio de tudo, e saco cheio de nada específico ao mesmo tempo.

Os meus filmes tão amados, que me acompanham desde a minha solitária adolescência e que me ajudaram a batizar o blog de Technicolor Kitchen, nem eles andavam me animando mais.

Um domingo decidi que iria ver um filme, qualquer um que fosse, por mais tolo que fosse. Tá, tolo também não, não vamos forçar. :) Fui ao Mubi e lá encontrei “Asas do Desejo”, que havia mais de uma década que queria ver e não encontrava em lugar nenhum. Fiquei completamente arrebatada pelo filme, pelo olhar sereno de Bruno Ganz, pelas imagens de Berlim, pelos anjos debruçados sobre pessoas em uma biblioteca. Tudo é tão bonito, tão etéreo, e ao mesmo tempo melancólico – só de lembrar fico com os olhos marejados. Não é sempre que um filme me deixa assim emocionada e pensativa por tanto tempo, e quando isso acontece só posso agradecer.

Terminei o filme, fui tomar um banho e, pensando no tinha visto, comecei a cantarolar “Stay”, do U2, no chuveiro, sem perceber. Ao final de “Asas do Desejo” eu já queria ver a continuação, “Tão Longe, Tão Perto”, e meu cérebro juntou tudo e me trouxe à memória uma canção que eu não ouvia havia outra década, mas ainda me lembrava da letra o suficiente para cantar um bom trecho.

Essas conexões feitas em nossas mentes me fascinam, me alegram, me inspiram. Foi assim que, olhando para uma ameixa dando sopa na geladeira, decidi preparar uma receita com ela, mas algo diferente, novo, mas não sabia exatamente o que. Sem perceber, me veio à cabeça uma receita que eu já tinha visto em alguns livros e revistas diferentes, chamada “Eve’s pudding”, pudim da Eva, em que pedaços de maçã são cobertos por uma massinha de bolo e levados ao forno: nunca havia provado, mas não tinha como aquilo não ser incrível. :)

Adaptei diferentes receitas, usei ameixas no lugar das maçãs e como elas não eram suficientes para encher os potinhos, completei com mirtilos que estavam no freezer – se quiser, faça só com ameixas, e tenho certeza de que completar as ameixas com morangos ficaria bom demais – aliás, só o que posso dizer a vocês é façam esta receita, pois é absurdamente deliciosa.

 

Bolo-pudim de ameixa e mirtilo

adaptado de algumas receitas de Eve’s pudding

 

- xícara medidora de 240ml

 

1 ameixa grande (cerca de 130g), sem o caroço e em cubinhos de 1cm

¼ xícara (35g) de mirtilos congelados – usar sem descongelar

1/3 xícara (46g) de farinha de trigo

1 colher (sopa) de farinha de trigo integral

1/8 colher (chá) de canela em pó

¼ colher (chá) de fermento em pó

1 pitada de sal

¼ xícara (56g) der manteiga sem sal, amolecida

¼ xícara (50g) de açúcar cristal ou refinado

1 ovo grande, temperatura ambiente

¼ colher (chá) de extrato de baunilha

 

Preaqueça o forno a 180°C. Separe dois potinhos refratários com capacidade para 200ml cada e divida as ameixas e os mirtilos entre os dois potinhos.

Em uma tigela pequena, misture com um batedor de arame as farinhas, a canela, o fermento e o sal. Reserve.

Em uma tigela média, junte a manteiga e o açúcar e bata até obter um creme claro – bati na mão mesmo, preguiça de sujar a batedeira com tão pouca massa. Junte o ovo e bata bem. Acrescente a baunilha e misture. Junte os ingredientes secos reservados e misture delicadamente com uma espátula de silicone até obter uma massa lisa.

Espalhe a massa sobre as frutas e alise a superfície, cobrindo bem. Leve ao forno por cerca de 20 minutos ou até a massa dourar bem e as frutas borbulharem.

Sirva puro, com sorvete, chantilly ou creme de leite.

Rend.: 2 porções 

quarta-feira, agosto 25, 2021

Waffles de limão e sementes de papoula e lembranças boas de viagens

English version

Waffles de limão e sementes de papoula


Em tempos de pandemia, em que viajar se tornou algo complicado (pelo menos para quem segue o distanciamento social), de vez em quando dou uma espiada nas minhas fotos de viagens passadas, geralmente às quintas-feiras, dia de #tbt nas redes sociais. Em um primeiro momento pensei “que sofrimento, pra que ficar olhando foto de viagem e passando vontade?”, mas logo em seguida percebi o tamanho do meu privilégio, de ter conseguido conhecer lugares incríveis antes disso se tornar mais difícil -  mesmo com a vacina o nosso dinheiro se tornou tão desvalorizado que viajar para fora do país voltou a ser algo para poucos, como era no passado.

Olho para as fotos, passo vontade, sim, mas também me sinto feliz por ter vivido momentos tão gostosos. Penso nos lugares incríveis que visitei, nos museus maravilhosos e lindos parques, nos restaurantes e nas comidas deliciosas que provei. Dá saudade, mas também dá alegria.

Procurando as fotos de viagem, encontrei um pastinha com fotos de receitas que fiz para o blog e que, por alguma razão específica, não publiquei: não gostei da foto, ou a receita não ficou exatamente como que eu queria, ou por causa de algum ingrediente, como no caso destes waffles.

Fiz esta receita há bastante tempo, com sementes de papoula que havia trazido de viagem, e não quis postar porque não estava conseguindo encontrar o ingrediente por aqui, e muita gente sempre me pergunta onde eu compro as sementinhas. Já encontrei, no passado, no Pão de Açúcar, e também na Bombay Temperos, mas faz muito tempo que está indisponível no site deles.

Há algumas semanas alguém que sigo no Instagram indicou a Cípria Ervas & Especiarias (pena eu não lembrar quem foi para dar os devidos créditos) dizendo que eles tinham sementes de papoula, e fui correndo comprar. Aproveitei e coloquei também no carrinho a manjerona seca deles, que ficou deliciosa salpicada sobre a pizza (não é publi, viu, gente?)

Os waffles ficam deliciosos, com um perfume incrível de limão e a crocância extra das sementinhas, mas é claro que você pode fazer sem elas – eu já fiz várias vezes, quando meu estoque acabou, e ficam ótimos do mesmo jeito. Gosto de servir com mel ou só uma chuvinha de açúcar de confeiteiro, para aqueles dias em que a gente precisa de um café da manhã ou lanchinho da tarde mais especial.

  

Waffles de limão e sementes de papoula

receita minha, adaptada desta aqui

 

- xícara medidora de 240ml

 

2 colheres (sopa) de açúcar cristal

raspas da casca de 2 limões taiti grandes

1 ¼ xícaras (175g) de farinha de trigo

2 colheres (chá) de fermento em pó

1 pitada de sal

1 colher (sopa) de sementes de papoula

1 ovo grande

¼ xícara (60ml) de azeite de oliva extra virgem

¾ xícara (180ml) de leite integral, temperatura ambiente

2 colheres (chá) de suco de limão taiti

½ colher (chá) de extrato de baunilha

 

Em uma tigela média, misture o açúcar e as raspas de limão e esfregue-os juntos com as pontas dos dedos até aromatizar o açúcar. Junte a farinha, o fermento, o sal e as sementes de papoula e misture com um batedor de arame. Reserve.

Em uma tigela pequena, misture com um batedor de arame o ovo, o azeite, o leite, a baunilha e o suco de limão. Verta os líquidos sobre os ingredientes secos e misture com uma espátula de silicone somente até incorporar – não misture demais.

Preaqueça a máquina de waffle. Cozinhe porções de massa por vez, até que cada waffle doure - siga as instruções do fabricante. Sirva com mel, melado ou com o que preferir.

Rend.: 5-6 waffles

quarta-feira, agosto 11, 2021

Ameixas assadas e mais uma reclamação

Ameixas assadas


Hoje volto aqui pra reclamar, mas desta vez não será do frio, prometo. :)

Ando vendo uns vídeos pelo Instagram que estão me deixando cabreira: pessoas fazendo dancinhas sobre como “era para ser apenas quinze dias”, e então elas começam a apontar para vários lados, e as caixinhas de texto aparecem com as diversas realizações que obtiveram durante a pandemia.

Seguro a vontade de jogar o celular na parede, afinal de contas quem vai ter que pagar por outro sou eu.

Entendo que a pandemia tem impacto diferente para cada um de nós, eu todos os dias agradeço ao Universo por não ter perdido ninguém que amo para esta doença maldita, mas daí a fazer vídeo com dancinha comemorando, enquanto são quase 600 mil mortos e não há vacina para todos... Realmente não entra na minha cabeça.

Não sei se o problema sou seu, mas algumas pessoas me parecem vazias demais e essa casca oca ficou mais evidente desde que a pandemia começou.

Como estou azeda hoje (de novo!) e não tinha nenhuma receita docinha para dividir com vocês, trago as ameixas assadas que faço de vez em quando, divinas para comer com iogurte, sorvete de baunilha ou para deixar o arroz doce ainda mais especial (eu e o arroz doce, vocês sabem...). :)

Corto as ameixas ao meio, retiro os caroços, transfiro as frutas para um refratário raso e polvilho com um pouco de açúcar (provo as ameixas antes de assar e ajusto a quantidade de açúcar dependendo do quanto as frutas estão maduras e doces). Uma ou duas rama de canela – se gostar, pode colocar um anis estrelado também – e uns 20-30 minutos de forno, dependendo do tamanho das frutas, virando na metade do tempo. 

Depois de esfriar, você pode guardar na geladeira, em um recipiente hermético bem fechado, por até uma semana, mas eu gosto mesmo é de comer enquanto ainda estão pelando, saindo do forno. 

quinta-feira, agosto 05, 2021

Bolo-pudim de maracujá e coco para adoçar a minha reclamação constante

Bolo-pudim de maracujá e coco


Começo o post já pedindo desculpas, mas vou novamente reclamar do frio – ando me sentindo tão travada, o corpo, as costas, deixei de me exercitar diariamente porque não aguento lavar o cabelo depois (a dor de cabeça ferrenha vem com tudo, obrigada, sinusite), o pés gelados o dia todo, não importa quantas meias eu consiga fazer caber umas sobre as outras, as mãos trincando, os dedos dormentes batendo nas teclas do computador.

Desculpem, desculpem, desculpem: tô de mau humor, acho que já deu pra perceber. O frio excessivo me deixa chata.

Hoje mais cedo enviei uma newsletter com receitas de sopa (não assina a minha cartinha ainda? Clica aqui!) e tô dando graças ao Universo por ter uma porção de sopa de legumes na geladeira: vou aquecer e colocar macarrãozinho miúdo, jantar já no jeito.

Mas nem só de sopas a gente vive, né? Vez em quando, um docinho vai tão bem... Se for quentinho, então, é perfeito – como o bolo-pudim de maracujá e coco que trago hoje. Fiz apenas meia receita, pois dois potinhos são mais do que suficientes aqui em casa (eu comi um e meio sozinha em um dia de teto-baixo, confesso), mas posto abaixo a receita toda, que rende 4 potinhos.

 

Bolo-pudim de maracujá e coco

adaptados de uma receita do Waitrose – se você entende inglês, o site é uma ótima fonte de receitas


- xícara medidora de 240ml

 

¼ xícara (35g) de farinha de trigo

¼ colher (chá) de fermento em pó

¼ xícara (25g) de coco ralado seco, sem adição de açúcar

1 pitada de sal

2 ovos grandes, temperatura ambiente, claras e gemas separadas

¼ xícara (56g) de manteiga sem sal, amolecida

¼ xícara + 2 colheres (sopa) - 75g - de açúcar cristal ou refinado

200ml de leite integral, temperatura ambiente

½ xícara (120ml) de polpa de maracujá passada pela peneira

 

Preaqueça o forno a 180°C e pincele levemente com manteiga 4 potinhos refratários com capacidade para 1 xícara (240ml) cada. Coloque uma leiteira ou panela com água para ferver – vamos usá-la para fazer um banho-maria.

Em uma tigelinha, misture bem com um batedor de arame a farinha, o fermento, o coco e o sal. Reserve.

Bata as claras na batedeira em velocidade alta até que fiquem em neve, com picos firmes. Reserve.

Em outra tigela (ou na mesma das claras, se você preferir transferi-las para outra tigela, como eu fiz), bata a manteiga e o açúcar até obter um creme claro – raspe as laterais da tigela algumas vezes durante todo o preparo da receita. Junte as gemas, uma a uma, batendo bem a cada adição. Com a batedeira em velocidade baixa, adicione os ingredientes secos em três adições, alternando com o leite, em duas adições, e misture apenas até uma massa se formar. Adicione a polpa de maracujá e misture em velocidade baixa até incorporar. Desligue a batedeira e junte 1/3 das claras à massa e misture bem. Em seguida, junte o restante das claras e desta vez misture delicadamente, de baixo para cima, para que a massa fique bem leve e aerada.

Divida a massa igualmente entre os potinhos preparado e alise a superfície. Transfira os potinhos para uma assadeira funda e despeje água na assadeira até que ela chegue à metade da altura dos potinhos. Leve ao forno por cerca de 15 minutos ou até que o topo esteja firme, como um bolo (a calda estará por baixo). Sirva imediatamente.

Rend.: 4 porções

terça-feira, julho 13, 2021

Espaguete com molho de limão siciliano - comida na mesa em pouquíssimo tempo

Macarrão com molho de limão siciliano


Dias atrás eu perguntei para vocês no Instagram a sua receita favorita com limão – coloquei uma foto de limões sicilianos, mas na verdade penso que pode ser qualquer limão. Antes de comprar o pacotão de limão siciliano em promoção, eu andava usando limão cravo com bastante frequência e com resultados deliciosos. 

Muitos de vocês são como eu, apaixonados e apaixonadas por esta fruta azedinha maravilhosa, e amamos bolos, tortas, barrinhas – só de pensar nestas barrinhas, por exemplo, eu fico com água na boca! Teve bastante gente também que falou macarrão com limão e sim, como é gostoso! Além de facílimo e rápido de fazer.

Já publiquei uma receita de macarrão com molho de limão siciliano há séculos no blog, mas resolvi dividir com vocês a forma como tenho feito de uns tempos pra cá: alterei um pouco a receita, pois acho que fica mais saboroso juntar o macarrão ao molho na frigideira e deixar que se misturem um pouquinho ainda no fogo.

Prático demais, suja pouca louça e o que mais demora na receita é esperar a água ferver – depois do bolo de aniversário do blog, foi a receita em que mais usei os meus limões da promoção. :)

 

Espaguete com molho de limão siciliano

receita minha, adaptada de várias versões que existem por aí

 

200g de espaguete, ou a massa da sua preferência

1 colher (sopa) de azeite de oliva extra virgem

1 colher (sopa) – 14g – de manteiga sem sal

raspas da casca de 1 limão siciliano grande

1 colher (sopa) de suco de limão siciliano

2 colheres (sopa) de folhas de salsinha, bem picadinhas – pique, depois meça

sal e pimenta do reino moída na hora

¼ xícara de parmesão ralado bem fininho – com pecorino também fica uma delícia

 

Para servir:

parmesão ralado


Em uma panela grande, aqueça água até ferver. Acrescente sal. Quando ferver, adicione o macarrão e cozinhe pelo tempo indicado na embalagem – enquanto a água ferve e o macarrão cozinha, prepare o molho.

Em uma frigideira antiaderente grande, junte o azeite, a manteiga, as raspas e o suco de limão e a salsinha. Tempere com sal e pimenta do reino e então leve ao fogo médio-alto, mexendo até que a manteiga derreta e os ingredientes estejam bem misturados.

Escorra o macarrão, reservando ¼ xícara (60ml) da água do cozimento. Transfira o macarrão escorrido para a panela com o molho, polvilhe com o parmesão e misture bem, cozinhando por 1 minuto – se o molho estiver seco demais, junte a água reservada, aos poucos. Sirva imediatamente polvilhado com queijo ralado.

Rend.: 2 porções

domingo, julho 04, 2021

Bolo de iogurte, pistache e limão siciliano para um blog debutante

English version

Bolo de iogurte, pistache e limão siciliano

Já faz alguns meses que andava pensando no que faria para comemorar o aniversário do TK – não é todo dia que um blog debuta! Quinze anos são uma trajetória e tanto!

Queria fazer um bolo de camadas, pois há séculos não faço nada parecido. Mas, ao mesmo tempo, não queria desperdício, e um bolo desses, só pra duas pessoas, sendo que uma delas não é chegada a doces não seria uma ideia tão boa.

Continuei pensando, e o tempo foi passando. “Ah, vou acabar não fazendo nada, até mesmo por falta de tempo”.

Semana passada eu estava no mercado e dei de cara com limões sicilianos com um preço muito bom: estavam bonitos, bem amarelinhos – separei alguns e coloquei no carrinho. Havia meses que não trazia limões sicilianos para casa, pois estavam caros demais. Continuei com as compras, lista na mão.

Em direção à geladeira para pegar iogurte e manteiga, passei pelo corredor dos ingredientes naturebas – de longe, uma etiqueta vermelha chamou a minha atenção. Na prateleira de farinhas diferentonas – de grão-de-bico, de amêndoa, de teff – a caixinha de farinha de pistache estava baratinha, pois estava a data de vencimento estava próxima. Eu sempre ficava de olho naquela farinha, mas era muito cara e eu me negava a comprar.

“Só pode ser um sinal”, pensei. Dois ingredientes que amo, por um preço decente, na semana anterior ao aniversário do blog. “Vou fazer um bolo simples, porém delicioso, para comemorar os quinze anos do TK”.

Saiu este bolo de limão siciliano e pistache, que ficou com um sabor maravilhoso e uma textura incrível – lembrou demais marzipã, apesar de não ser de amêndoa. Bem úmido, macio, saboroso, foi devorado nas poucas tardes geladas que tivemos ultimamente em São Paulo: João com seu espresso, eu com meu chá de hortelã.

Com este bolo simples de fazer, mas com sabores muito especiais para mim, comemoro quinze anos de receitas, posts, desabafos, histórias de família. Coisas engraçadas, tristezas, lambadas da vida que dividi com vocês.

Muito obrigada pela companhia tão querida por tanto tempo – saibam que trago comigo com carinho os comentários, e-mails, fotos nas redes sociais, mensagens, respostas à minha newsletter. <3

Bolo de iogurte, pistache e limão siciliano

 

Bolo de iogurte, pistache e limão siciliano

um nadinha adaptado do Epicurious, de novo!

 

 - xícara medidora de 240ml

 

Bolo:

1 ¼ xícaras (175g) de farinha de trigo

½ xícara (50g) de farinha de pistache – use a farinha de oleaginosa que preferir

2 colheres (chá) de fermento em pó

¼ colher (chá) de sal

1 xícara (200g) de açúcar, cristal ou refinado

raspas da casca de 2 limões sicilianos

¾ xícara (180g) de iogurte natural integral – 1 potinho de 170g também funciona

½ xícara (120ml) de óleo vegetal – usei de canola

2 ovos grandes, temperatura ambiente

1 colher (sopa) de Cointreau – opcional

½ colher (chá) extrato de baunilha

 

Para polvilhar:

1 colher (sopa) de açúcar cristal ou demerara - aqui, o refinado não funciona, pois é muito fininho. Se não tiver os outros açúcares em casa, pule esta etapa da receita


Preaqueça o forno a 180°C. Pincele levemente com óleo uma forma de bolo inglês de 22x11cm, com capacidade para 6 xícaras de massa (1 litro e meio), forre com papel manteiga deixando sobras nos dois lados mais longos, formando “alças” que vão lhe ajudar a remover o bolo depois de assado. Pincele o papel com óleo também.

Em uma tigela média, peneire juntos a farinha de trigo, a farinha de pistache, o fermento e o sal – se a farinha de pistache estiver empedrada (a minha estava um pouco), passe pela peneira apertando com uma espátula de silicone. Reserve.

Em uma tigela grande, junte o açúcar e as raspas de limão siciliano e esfregue com as pontas dos dedos até o açúcar aromatizar. Junte o iogurte, o óleo, os ovos, o suco de limão, Cointreau e a baunilha e misture usando um batedor de arame, até obter uma massa homogênea. Com uma espátula de silicone, incorpore os ingredientes secos – se a massa ficar muito engrumada, misture levemente com o batedor de arame, mas não bata demais para não desenvolver o glúten da farinha.

Despeje a massa na forma preparada e alise a superfície. Salpique o açúcar de maneira uniforme sobre o topo da massa.  

Asse por 50-55 minutos ou até que o bolo cresça e doure (faça o teste do palito). Deixe esfriar na forma sobre uma gradinha por 15 minutos, e então remova com cuidado da forma, usando o papel como guia. Transfira para a gradinha e deixe esfriar completamente.

O bolo pode ser guardado em um recipiente hermético por até 4 dias.

Rend.: 8-10 fatias