sexta-feira, outubro 22, 2021

Socca com recheio de abobrinha e feta e a minha pesquisa no Instagram


Socca com recheio de abobrinha e feta


Dias atrás fiz uma pesquisa no Instagram para saber o que desanima as pessoas quando elas decidem preparar uma receita nova: recebi uma infinidade de respostas, mas notei que as opções abaixo foram as que mais apareceram:

- ingredientes difíceis de encontrar e/ou caros;

- utensílios específicos para determinadas receitas

- receitas que pedem batedeira ou liquidificador

- ingredientes que serão usados naquela receita apenas

- receitas com etapas de descanso

- receitas que sujam muita louça

- receitas com medidas imprecisas

Ah, houve também gente que reclamasse de receita que leva buttermilk, o que eu sinceramente não entendo, já que buttermilk caseiro é apenas leite com suco de limão ou vinagre – facílimo de fazer e com ingredientes que todo mundo tem em casa.

Devo dizer que concordo com quase tudo na lista, entretanto levando em conta que o Brasil é um país continental ingredientes difíceis de encontrar é algo um pouco vago: há coisas que são difíceis de encontrar em uma região e mais fáceis em outras. Eu não vejo problema em usar batedeira, aliás, acho que facilita demais a vida da gente, mas confesso que morro de preguiça de usar liquidificador – inclusive, com exceção do bolo de cenoura, bolos feitos no liquidificador não me agradam, não gosto da textura. Houve gente que reclamou de medidas em gramas, o que eu achei um tanto bizarro, já que medir os ingredientes de maneira precisa é o primeiro passo para ter sucesso ao reproduzirmos uma receita. E sobre as etapas de descanso... Bem, concordo que nem sempre temos tempo e/ou paciência para esperar, mas sendo assim fica impossível fazer pão ou pizza, por exemplo.

Também li um comentário sobre tipos de farinhas diferentes e por isso trago a receita de hoje:  já tive essa fase de querer fazer um milhão de receitas com ingredientes de todo o tipo, e há diversas receitas assim no blog que provam isso. Entretanto, isso faz parte do passado, e hoje em dia só compro mesmo ingredientes que sei que usarei até o fim e logo. As panquequinhas de hoje são da época em que eu provava tudo de diferente que aparecia na minha frente, e guardei a receita por tanto tempo... Mas gosto dela, é saborosa, e pode ser útil para quem não pode consumir glúten.

Socca, também chamada de "farinata" (mas não a do Doria, pelo amor de deus!) é um tipo de panqueca fininha feita de farinha de grão-de-bico comum na Itália e em alguns lugares da França. A minha versão é recheada com abobrinha e feta, mas já usei esse recheio delicioso em panquecas tradicionais, também trocando o feta por mozarela, como o recheio desta receita.

 

Socca com recheio de abobrinha e feta

receita minha, inspirada por várias que vi na internet

 

- xícara medidora de 240ml

 

Socca:

2 xícaras (260g) de farinha de grão de bico

1 colher (chá) de sal

2 xícaras (480ml) de água

2 colheres (sopa) de azeite de oliva extra-virgem

óleo de canola, para pincelar a frigideira

 

Recheio:

1 colher (sopa) de azeite

1 cebola pequena picadinha

2 dentes de alho grandes picadinhos

2 abobrinhas (400g) em cubinhos

sal e pimenta do reino moída na hora

½ xícara (120ml) de água quente

100g de feta ralado ou esmigalhado

 

Comece pela socca: junte todos os ingredientes em uma tigela grande e misture com um batedor de arame. Passe por uma peneira, cubra e deixe descansar em temperatura ambiente por 1 hora.

Aqueça uma frigideira antiaderente de 24cm em fogo médio-alto e pincele com um pouquinho de óleo. Despeje ¼ xícara (60ml) de massa na frigideira e vá girando até cobrir todo o fundo. Cozinhe por 2-3 minutos, vire e faça o mesmo do outro lado, até dourar. Repita a operação com o restante da massa – você deverá obter 8 panquecas.

Faça o recheio: em uma panela média, aqueça o azeite em fogo médio-alto. Junte a cebola e refogue até ficar transparente. Acrescente o alho e refogue até perfumar (não deixe queimar). Junte a abobrinha, tempere com sal e pimenta e doure por 2 minutos. Acrescente a água, abaixe para fogo médio e cozinhe até a água secar e a abobrinha ficar macia, cerca de 8 minutos. Desligue o fogo, junte o feta e misture.

Recheie as panquecas com a mistura de abobrinha, enrole ou dobre ao meio e sirva.

Rend.: 4 porções

 

quinta-feira, setembro 02, 2021

Bolo-pudim de ameixa e mirtilo, inspirações e um filme

Bolo-pudim de ameixa e mirtilo


Outro dia pensava em como às vezes procuro inspiração em tantos lugares, sendo que um deles, os filmes, que sempre me inspiraram, eu andava deixando de lado, por pura impaciência e uma constante sensação de saco cheio. Saco cheio de tudo, e saco cheio de nada específico ao mesmo tempo.

Os meus filmes tão amados, que me acompanham desde a minha solitária adolescência e que me ajudaram a batizar o blog de Technicolor Kitchen, nem eles andavam me animando mais.

Um domingo decidi que iria ver um filme, qualquer um que fosse, por mais tolo que fosse. Tá, tolo também não, não vamos forçar. :) Fui ao Mubi e lá encontrei “Asas do Desejo”, que havia mais de uma década que queria ver e não encontrava em lugar nenhum. Fiquei completamente arrebatada pelo filme, pelo olhar sereno de Bruno Ganz, pelas imagens de Berlim, pelos anjos debruçados sobre pessoas em uma biblioteca. Tudo é tão bonito, tão etéreo, e ao mesmo tempo melancólico – só de lembrar fico com os olhos marejados. Não é sempre que um filme me deixa assim emocionada e pensativa por tanto tempo, e quando isso acontece só posso agradecer.

Terminei o filme, fui tomar um banho e, pensando no tinha visto, comecei a cantarolar “Stay”, do U2, no chuveiro, sem perceber. Ao final de “Asas do Desejo” eu já queria ver a continuação, “Tão Longe, Tão Perto”, e meu cérebro juntou tudo e me trouxe à memória uma canção que eu não ouvia havia outra década, mas ainda me lembrava da letra o suficiente para cantar um bom trecho.

Essas conexões feitas em nossas mentes me fascinam, me alegram, me inspiram. Foi assim que, olhando para uma ameixa dando sopa na geladeira, decidi preparar uma receita com ela, mas algo diferente, novo, mas não sabia exatamente o que. Sem perceber, me veio à cabeça uma receita que eu já tinha visto em alguns livros e revistas diferentes, chamada “Eve’s pudding”, pudim da Eva, em que pedaços de maçã são cobertos por uma massinha de bolo e levados ao forno: nunca havia provado, mas não tinha como aquilo não ser incrível. :)

Adaptei diferentes receitas, usei ameixas no lugar das maçãs e como elas não eram suficientes para encher os potinhos, completei com mirtilos que estavam no freezer – se quiser, faça só com ameixas, e tenho certeza de que completar as ameixas com morangos ficaria bom demais – aliás, só o que posso dizer a vocês é façam esta receita, pois é absurdamente deliciosa.

 

Bolo-pudim de ameixa e mirtilo

adaptado de algumas receitas de Eve’s pudding

 

- xícara medidora de 240ml

 

1 ameixa grande (cerca de 130g), sem o caroço e em cubinhos de 1cm

¼ xícara (35g) de mirtilos congelados – usar sem descongelar

1/3 xícara (46g) de farinha de trigo

1 colher (sopa) de farinha de trigo integral

1/8 colher (chá) de canela em pó

¼ colher (chá) de fermento em pó

1 pitada de sal

¼ xícara (56g) der manteiga sem sal, amolecida

¼ xícara (50g) de açúcar cristal ou refinado

1 ovo grande, temperatura ambiente

¼ colher (chá) de extrato de baunilha

 

Preaqueça o forno a 180°C. Separe dois potinhos refratários com capacidade para 200ml cada e divida as ameixas e os mirtilos entre os dois potinhos.

Em uma tigela pequena, misture com um batedor de arame as farinhas, a canela, o fermento e o sal. Reserve.

Em uma tigela média, junte a manteiga e o açúcar e bata até obter um creme claro – bati na mão mesmo, preguiça de sujar a batedeira com tão pouca massa. Junte o ovo e bata bem. Acrescente a baunilha e misture. Junte os ingredientes secos reservados e misture delicadamente com uma espátula de silicone até obter uma massa lisa.

Espalhe a massa sobre as frutas e alise a superfície, cobrindo bem. Leve ao forno por cerca de 20 minutos ou até a massa dourar bem e as frutas borbulharem.

Sirva puro, com sorvete, chantilly ou creme de leite.

Rend.: 2 porções 

quarta-feira, agosto 25, 2021

Waffles de limão e sementes de papoula e lembranças boas de viagens

English version

Waffles de limão e sementes de papoula


Em tempos de pandemia, em que viajar se tornou algo complicado (pelo menos para quem segue o distanciamento social), de vez em quando dou uma espiada nas minhas fotos de viagens passadas, geralmente às quintas-feiras, dia de #tbt nas redes sociais. Em um primeiro momento pensei “que sofrimento, pra que ficar olhando foto de viagem e passando vontade?”, mas logo em seguida percebi o tamanho do meu privilégio, de ter conseguido conhecer lugares incríveis antes disso se tornar mais difícil -  mesmo com a vacina o nosso dinheiro se tornou tão desvalorizado que viajar para fora do país voltou a ser algo para poucos, como era no passado.

Olho para as fotos, passo vontade, sim, mas também me sinto feliz por ter vivido momentos tão gostosos. Penso nos lugares incríveis que visitei, nos museus maravilhosos e lindos parques, nos restaurantes e nas comidas deliciosas que provei. Dá saudade, mas também dá alegria.

Procurando as fotos de viagem, encontrei um pastinha com fotos de receitas que fiz para o blog e que, por alguma razão específica, não publiquei: não gostei da foto, ou a receita não ficou exatamente como que eu queria, ou por causa de algum ingrediente, como no caso destes waffles.

Fiz esta receita há bastante tempo, com sementes de papoula que havia trazido de viagem, e não quis postar porque não estava conseguindo encontrar o ingrediente por aqui, e muita gente sempre me pergunta onde eu compro as sementinhas. Já encontrei, no passado, no Pão de Açúcar, e também na Bombay Temperos, mas faz muito tempo que está indisponível no site deles.

Há algumas semanas alguém que sigo no Instagram indicou a Cípria Ervas & Especiarias (pena eu não lembrar quem foi para dar os devidos créditos) dizendo que eles tinham sementes de papoula, e fui correndo comprar. Aproveitei e coloquei também no carrinho a manjerona seca deles, que ficou deliciosa salpicada sobre a pizza (não é publi, viu, gente?)

Os waffles ficam deliciosos, com um perfume incrível de limão e a crocância extra das sementinhas, mas é claro que você pode fazer sem elas – eu já fiz várias vezes, quando meu estoque acabou, e ficam ótimos do mesmo jeito. Gosto de servir com mel ou só uma chuvinha de açúcar de confeiteiro, para aqueles dias em que a gente precisa de um café da manhã ou lanchinho da tarde mais especial.

  

Waffles de limão e sementes de papoula

receita minha, adaptada desta aqui

 

- xícara medidora de 240ml

 

2 colheres (sopa) de açúcar cristal

raspas da casca de 2 limões taiti grandes

1 ¼ xícaras (175g) de farinha de trigo

2 colheres (chá) de fermento em pó

1 pitada de sal

1 colher (sopa) de sementes de papoula

1 ovo grande

¼ xícara (60ml) de azeite de oliva extra virgem

¾ xícara (180ml) de leite integral, temperatura ambiente

2 colheres (chá) de suco de limão taiti

½ colher (chá) de extrato de baunilha

 

Em uma tigela média, misture o açúcar e as raspas de limão e esfregue-os juntos com as pontas dos dedos até aromatizar o açúcar. Junte a farinha, o fermento, o sal e as sementes de papoula e misture com um batedor de arame. Reserve.

Em uma tigela pequena, misture com um batedor de arame o ovo, o azeite, o leite, a baunilha e o suco de limão. Verta os líquidos sobre os ingredientes secos e misture com uma espátula de silicone somente até incorporar – não misture demais.

Preaqueça a máquina de waffle. Cozinhe porções de massa por vez, até que cada waffle doure - siga as instruções do fabricante. Sirva com mel, melado ou com o que preferir.

Rend.: 5-6 waffles

quarta-feira, agosto 18, 2021

Bolo de iogurte, geleia de framboesa e amêndoa e mais um monte de coisas

Bolo de iogurte, geleia de framboesa e amêndoa

Depois do post escrito na força do ódio da semana passada, quero hoje escrever sobre pequenas alegrias e prazeres, e alguns deles podem até parecer tolos, mas que tem me ajudado a não ficar desgraçada da cabeça vivendo uma pandemia descontrolada em um país desgovernado e a um passo de um golpe.

Percebam que eu tentei fazer um post mais alegrinho, né? Mas sendo brasileira o máximo que a gente consegue são algumas palavras de amor antes de ficar revoltada tudo de novo.

Tempos atrás comprei uns moletons pela internet, torcendo muito para que servissem quando chegassem – não tenho o hábito de comprar roupas online porque acertar o tamanho sem provar é um desafio para mim. Os moletons serviram e nestes dias gelados em São Paulo tem sido meus melhores amigos no home office.

Comprei alguns chás de sabores diferentes e eles tem alegrado as minhas tardes – sempre tomei bastante chá, mesmo no calor (daí tomo frio), mas provar coisas diferentes acaba sendo um agrado especial em tempos de distanciamento social e vários dias em casa.

Fiz o curso “Escrever Sem Medo” da minha musa linguística, a maravilhosa Jana Viscardi, e também o curso de escrita criativa da Aline Valek (outra maravilhosa) no site da Domestika, e foram tão bons! Uma oxigenação no meu cérebro cansado da mesma rotina – a vontade de escrever voltou, o que me dá muita alegria. Meus caderninhos vão se enchendo, documentos no Word vão pipocando aqui e ali... Criatividade me movendo em dias que nem sempre dá vontade de seguir o roteiro levantar da cama, trabalhar, almoçar, malhar, tomar banho, dormir, pra começar tudo de novo no dia seguinte.

E falando em criar, bolei outra versão do agora querido também por vocês do bolo de iogurte do Epicurious: a inspiração de juntar amêndoa e framboesa veio da combinação de sabores clássica da Bakewell slice, receita que publiquei aqui há dez anos. O bolo ficou super gostoso, e achei que fotogênico também – vocês não acham? :)

 

Bolo de iogurte, geleia de framboesa e amêndoa

adaptado, novamente, do bolo de iogurte do Epicurious

 

- xícara medidora de 240ml

 

1 ½ xícaras (210g) de farinha de trigo

2 colheres (chá) de fermento em pó

¼ colher (chá) de canela em pó

¼ colher (chá) de sal

¾ xícara + 2 colheres (sopa) - 175g - de açúcar, cristal ou refinado

¾ xícara (180g) de iogurte natural integral – 1 potinho de 170g também funciona

½ xícara (120ml) de óleo vegetal – usei de canola

2 ovos grandes, temperatura ambiente

½ colher (chá) extrato de baunilha

2 colheres (chá) de Amaretto (opcional – intensifica o sabor de amêndoa)

4 colheres (sopa) de geleia de framboesa

3 colheres (sopa) de amêndoas em lâminas

 

Preaqueça o forno a 180°C. Pincele levemente com óleo uma forma de bolo inglês com capacidade para 6 xícaras de massa (1 litro e meio), forre com papel manteiga deixando sobras nos dois lados mais longos, formando “alças” que vão lhe ajudar a remover o bolo depois de assado. Pincele o papel com óleo também.

Em uma tigela média, peneire a farinha, o fermento, a canela e o sal. Reserve.

Em uma tigela grande, junte o açúcar, o iogurte, o óleo, os ovos, a baunilha e o Amaretto e misture usando um batedor de arame, até obter uma massa homogênea. Com uma espátula de silicone, incorpore os ingredientes secos – se a massa ficar muito engrumada, misture levemente com o batedor de arame, mas não bata demais para não desenvolver o glúten da farinha. Despeje a massa na forma preparada e alise a superfície.

Espalhe as colheradas de geleia sobre o bolo, com jeitinho para que não afundem demais, e então espalhe por toda a superfície da massa. Salpique as amêndoas sobre a geleia, e não se esqueça dos cantinhos.

Asse por 50-55 minutos ou até que o bolo cresça e doure (faça o teste do palito). Deixe esfriar na forma sobre uma gradinha por 15 minutos, e então remova com cuidado da forma, usando o papel como guia. Transfira para a gradinha e deixe esfriar completamente.

O bolo pode ser guardado em um recipiente hermético por até 4 dias – aqui em casa, como estava frio, 4 dias depois o bolo ainda continuava em perfeitas condições; se estiver muito quente onde você mora, guarde na geladeira depois de 1-2 dias para que não embolore. 

Rend.: 8 porções

 

quarta-feira, agosto 11, 2021

Ameixas assadas e mais uma reclamação

Ameixas assadas


Hoje volto aqui pra reclamar, mas desta vez não será do frio, prometo. :)

Ando vendo uns vídeos pelo Instagram que estão me deixando cabreira: pessoas fazendo dancinhas sobre como “era para ser apenas quinze dias”, e então elas começam a apontar para vários lados, e as caixinhas de texto aparecem com as diversas realizações que obtiveram durante a pandemia.

Seguro a vontade de jogar o celular na parede, afinal de contas quem vai ter que pagar por outro sou eu.

Entendo que a pandemia tem impacto diferente para cada um de nós, eu todos os dias agradeço ao Universo por não ter perdido ninguém que amo para esta doença maldita, mas daí a fazer vídeo com dancinha comemorando, enquanto são quase 600 mil mortos e não há vacina para todos... Realmente não entra na minha cabeça.

Não sei se o problema sou seu, mas algumas pessoas me parecem vazias demais e essa casca oca ficou mais evidente desde que a pandemia começou.

Como estou azeda hoje (de novo!) e não tinha nenhuma receita docinha para dividir com vocês, trago as ameixas assadas que faço de vez em quando, divinas para comer com iogurte, sorvete de baunilha ou para deixar o arroz doce ainda mais especial (eu e o arroz doce, vocês sabem...). :)

Corto as ameixas ao meio, retiro os caroços, transfiro as frutas para um refratário raso e polvilho com um pouco de açúcar (provo as ameixas antes de assar e ajusto a quantidade de açúcar dependendo do quanto as frutas estão maduras e doces). Uma ou duas rama de canela – se gostar, pode colocar um anis estrelado também – e uns 20-30 minutos de forno, dependendo do tamanho das frutas, virando na metade do tempo. 

Depois de esfriar, você pode guardar na geladeira, em um recipiente hermético bem fechado, por até uma semana, mas eu gosto mesmo é de comer enquanto ainda estão pelando, saindo do forno. 

quinta-feira, agosto 05, 2021

Bolo-pudim de maracujá e coco para adoçar a minha reclamação constante

Bolo-pudim de maracujá e coco


Começo o post já pedindo desculpas, mas vou novamente reclamar do frio – ando me sentindo tão travada, o corpo, as costas, deixei de me exercitar diariamente porque não aguento lavar o cabelo depois (a dor de cabeça ferrenha vem com tudo, obrigada, sinusite), o pés gelados o dia todo, não importa quantas meias eu consiga fazer caber umas sobre as outras, as mãos trincando, os dedos dormentes batendo nas teclas do computador.

Desculpem, desculpem, desculpem: tô de mau humor, acho que já deu pra perceber. O frio excessivo me deixa chata.

Hoje mais cedo enviei uma newsletter com receitas de sopa (não assina a minha cartinha ainda? Clica aqui!) e tô dando graças ao Universo por ter uma porção de sopa de legumes na geladeira: vou aquecer e colocar macarrãozinho miúdo, jantar já no jeito.

Mas nem só de sopas a gente vive, né? Vez em quando, um docinho vai tão bem... Se for quentinho, então, é perfeito – como o bolo-pudim de maracujá e coco que trago hoje. Fiz apenas meia receita, pois dois potinhos são mais do que suficientes aqui em casa (eu comi um e meio sozinha em um dia de teto-baixo, confesso), mas posto abaixo a receita toda, que rende 4 potinhos.

 

Bolo-pudim de maracujá e coco

adaptados de uma receita do Waitrose – se você entende inglês, o site é uma ótima fonte de receitas


- xícara medidora de 240ml

 

¼ xícara (35g) de farinha de trigo

¼ colher (chá) de fermento em pó

¼ xícara (25g) de coco ralado seco, sem adição de açúcar

1 pitada de sal

2 ovos grandes, temperatura ambiente, claras e gemas separadas

¼ xícara (56g) de manteiga sem sal, amolecida

¼ xícara + 2 colheres (sopa) - 75g - de açúcar cristal ou refinado

200ml de leite integral, temperatura ambiente

½ xícara (120ml) de polpa de maracujá passada pela peneira

 

Preaqueça o forno a 180°C e pincele levemente com manteiga 4 potinhos refratários com capacidade para 1 xícara (240ml) cada. Coloque uma leiteira ou panela com água para ferver – vamos usá-la para fazer um banho-maria.

Em uma tigelinha, misture bem com um batedor de arame a farinha, o fermento, o coco e o sal. Reserve.

Bata as claras na batedeira em velocidade alta até que fiquem em neve, com picos firmes. Reserve.

Em outra tigela (ou na mesma das claras, se você preferir transferi-las para outra tigela, como eu fiz), bata a manteiga e o açúcar até obter um creme claro – raspe as laterais da tigela algumas vezes durante todo o preparo da receita. Junte as gemas, uma a uma, batendo bem a cada adição. Com a batedeira em velocidade baixa, adicione os ingredientes secos em três adições, alternando com o leite, em duas adições, e misture apenas até uma massa se formar. Adicione a polpa de maracujá e misture em velocidade baixa até incorporar. Desligue a batedeira e junte 1/3 das claras à massa e misture bem. Em seguida, junte o restante das claras e desta vez misture delicadamente, de baixo para cima, para que a massa fique bem leve e aerada.

Divida a massa igualmente entre os potinhos preparado e alise a superfície. Transfira os potinhos para uma assadeira funda e despeje água na assadeira até que ela chegue à metade da altura dos potinhos. Leve ao forno por cerca de 15 minutos ou até que o topo esteja firme, como um bolo (a calda estará por baixo). Sirva imediatamente.

Rend.: 4 porções

terça-feira, julho 20, 2021

Brownies triplos com farinha integral e o cansaço estampado na cara

Brownies triplos com farinha integral


Tenho me sentido muito cansada de algumas semanas para cá, e a exaustão está estampada em meu rosto – levanto da cama, me olho no espelho e penso: “hoje não vai ter maquiagem que dê jeito nestes olhos fundos”.

Viver no Brasil atualmente drena as minhas energias, me deixa deprimida, rouba o meu sono no meio da madrugada. Há vezes em que custo acreditar que chegamos a este ponto, me pergunto que fundo de poço é esse que tem alçapão, gente? Como é possível termos esta fama de povo acolhedor e simpático pelo mundo, sendo que muitos (muitos) de nós são esses seres podres por dentro, cheios de preconceitos e desprezo pela vida alheia – o perfeito reflexo daquela desgraça que ocupa o Palácio do Planalto.

Desculpem-me pelo texto amargo – sinto uma raiva e uma revolta tão grandes, sentimentos ruins que até pouco tempo da minha vida eu não sabia que pudessem ser tão fortes e tão destruidores. Sinto tristeza por ter tanto ódio dentro de mim.

Por mais que eu geralmente tenha uma alimentação regrada no dia-a-dia e tente (atenção para o verbo tentar) não me recompensar com comida tenho minhas recaídas, e tempos atrás resolvi fazer uns brownies, pois estava me sentindo muito pra baixo: chamemos de injeção de ânimo em forma de chocolate. 

Usei um pouco de farinha integral, juntei pedacinhos de chocolate ao leite e branco à massa e fiz uma receita menor, para que os brownies não ficassem tão altos ao serem assados em uma forma quadrada de 20cm.

Os brownies ficaram deliciosos, com um sabor intenso de chocolate e uma textura úmida, do jeito que gosto. Por isso, fotografei os brownies e divido com vocês hoje a receita – talvez vocês também estejam precisando de uma injeção de ânimo...

 

Brownies triplos com farinha integral

receita minha

 

- xícara medidora de 240ml

 

100g de chocolate amargo picadinho – usei um com 70% de cacau

½ xícara (113g) de manteiga sem sal

½ xícara (100g) de açúcar cristal ou refinado

3 colheres (sopa) de açúcar mascavo claro – aperte-o na colher na hora de medir

1 colher (chá) de extrato de baunilha

2 ovos grandes, temperatura ambiente

1/3 xícara (46g) de farinha de trigo comum

3 colheres (sopa) – 30g – de farinha de trigo integral

¼ colher (chá) de sal

50g de chocolate ao leite picado

50g de chocolate branco picado

 

Preaqueça o forno a 180°C. Unte levemente com manteiga uma forma de metal quadrada de 20cm, forre-a com papel alumínio deixando sobras em dois lados opostos e unte o papel também.

Em uma tigela refratária grande, junte o chocolate amargo e a manteiga e leve ao banho-maria (em fogo baixo, sem deixar o fundo da tigela tocar a água) até que os ingredientes derretam. Retire do fogo, acrescente os açúcares e a baunilha e misture bem com um batedor de arame. Deixe esfriar, e então junte os ovos, um a um, e misture bem com o batedor.

Adicione a farinha de trigo, a farinha integral e o sal e incorpore-os usando uma espátula de silicone, misturando até obter uma massa homogênea. Incorpore o chocolate ao leite e o chocolate branco. Espalhe na forma preparada e alise a superfície.

Asse por 18-20 minutos ou até que um palito inserido no centro do brownie saia com migalhas úmidas. Deixe esfriar completamente na forma sobre uma gradinha.

Corte em quadradinhos para servir.

Rend.: 16 unidades

terça-feira, julho 13, 2021

Espaguete com molho de limão siciliano - comida na mesa em pouquíssimo tempo

Macarrão com molho de limão siciliano


Dias atrás eu perguntei para vocês no Instagram a sua receita favorita com limão – coloquei uma foto de limões sicilianos, mas na verdade penso que pode ser qualquer limão. Antes de comprar o pacotão de limão siciliano em promoção, eu andava usando limão cravo com bastante frequência e com resultados deliciosos. 

Muitos de vocês são como eu, apaixonados e apaixonadas por esta fruta azedinha maravilhosa, e amamos bolos, tortas, barrinhas – só de pensar nestas barrinhas, por exemplo, eu fico com água na boca! Teve bastante gente também que falou macarrão com limão e sim, como é gostoso! Além de facílimo e rápido de fazer.

Já publiquei uma receita de macarrão com molho de limão siciliano há séculos no blog, mas resolvi dividir com vocês a forma como tenho feito de uns tempos pra cá: alterei um pouco a receita, pois acho que fica mais saboroso juntar o macarrão ao molho na frigideira e deixar que se misturem um pouquinho ainda no fogo.

Prático demais, suja pouca louça e o que mais demora na receita é esperar a água ferver – depois do bolo de aniversário do blog, foi a receita em que mais usei os meus limões da promoção. :)

 

Espaguete com molho de limão siciliano

receita minha, adaptada de várias versões que existem por aí

 

200g de espaguete, ou a massa da sua preferência

1 colher (sopa) de azeite de oliva extra virgem

1 colher (sopa) – 14g – de manteiga sem sal

raspas da casca de 1 limão siciliano grande

1 colher (sopa) de suco de limão siciliano

2 colheres (sopa) de folhas de salsinha, bem picadinhas – pique, depois meça

sal e pimenta do reino moída na hora

¼ xícara de parmesão ralado bem fininho – com pecorino também fica uma delícia

 

Para servir:

parmesão ralado


Em uma panela grande, aqueça água até ferver. Acrescente sal. Quando ferver, adicione o macarrão e cozinhe pelo tempo indicado na embalagem – enquanto a água ferve e o macarrão cozinha, prepare o molho.

Em uma frigideira antiaderente grande, junte o azeite, a manteiga, as raspas e o suco de limão e a salsinha. Tempere com sal e pimenta do reino e então leve ao fogo médio-alto, mexendo até que a manteiga derreta e os ingredientes estejam bem misturados.

Escorra o macarrão, reservando ¼ xícara (60ml) da água do cozimento. Transfira o macarrão escorrido para a panela com o molho, polvilhe com o parmesão e misture bem, cozinhando por 1 minuto – se o molho estiver seco demais, junte a água reservada, aos poucos. Sirva imediatamente polvilhado com queijo ralado.

Rend.: 2 porções

domingo, julho 04, 2021

Bolo de iogurte, pistache e limão siciliano para um blog debutante

English version

Bolo de iogurte, pistache e limão siciliano

Já faz alguns meses que andava pensando no que faria para comemorar o aniversário do TK – não é todo dia que um blog debuta! Quinze anos são uma trajetória e tanto!

Queria fazer um bolo de camadas, pois há séculos não faço nada parecido. Mas, ao mesmo tempo, não queria desperdício, e um bolo desses, só pra duas pessoas, sendo que uma delas não é chegada a doces não seria uma ideia tão boa.

Continuei pensando, e o tempo foi passando. “Ah, vou acabar não fazendo nada, até mesmo por falta de tempo”.

Semana passada eu estava no mercado e dei de cara com limões sicilianos com um preço muito bom: estavam bonitos, bem amarelinhos – separei alguns e coloquei no carrinho. Havia meses que não trazia limões sicilianos para casa, pois estavam caros demais. Continuei com as compras, lista na mão.

Em direção à geladeira para pegar iogurte e manteiga, passei pelo corredor dos ingredientes naturebas – de longe, uma etiqueta vermelha chamou a minha atenção. Na prateleira de farinhas diferentonas – de grão-de-bico, de amêndoa, de teff – a caixinha de farinha de pistache estava baratinha, pois estava a data de vencimento estava próxima. Eu sempre ficava de olho naquela farinha, mas era muito cara e eu me negava a comprar.

“Só pode ser um sinal”, pensei. Dois ingredientes que amo, por um preço decente, na semana anterior ao aniversário do blog. “Vou fazer um bolo simples, porém delicioso, para comemorar os quinze anos do TK”.

Saiu este bolo de limão siciliano e pistache, que ficou com um sabor maravilhoso e uma textura incrível – lembrou demais marzipã, apesar de não ser de amêndoa. Bem úmido, macio, saboroso, foi devorado nas poucas tardes geladas que tivemos ultimamente em São Paulo: João com seu espresso, eu com meu chá de hortelã.

Com este bolo simples de fazer, mas com sabores muito especiais para mim, comemoro quinze anos de receitas, posts, desabafos, histórias de família. Coisas engraçadas, tristezas, lambadas da vida que dividi com vocês.

Muito obrigada pela companhia tão querida por tanto tempo – saibam que trago comigo com carinho os comentários, e-mails, fotos nas redes sociais, mensagens, respostas à minha newsletter. <3

Bolo de iogurte, pistache e limão siciliano

 

Bolo de iogurte, pistache e limão siciliano

um nadinha adaptado do Epicurious, de novo!

 

 - xícara medidora de 240ml

 

Bolo:

1 ¼ xícaras (175g) de farinha de trigo

½ xícara (50g) de farinha de pistache – use a farinha de oleaginosa que preferir

2 colheres (chá) de fermento em pó

¼ colher (chá) de sal

1 xícara (200g) de açúcar, cristal ou refinado

raspas da casca de 2 limões sicilianos

¾ xícara (180g) de iogurte natural integral – 1 potinho de 170g também funciona

½ xícara (120ml) de óleo vegetal – usei de canola

2 ovos grandes, temperatura ambiente

1 colher (sopa) de Cointreau – opcional

½ colher (chá) extrato de baunilha

 

Para polvilhar:

1 colher (sopa) de açúcar cristal ou demerara - aqui, o refinado não funciona, pois é muito fininho. Se não tiver os outros açúcares em casa, pule esta etapa da receita


Preaqueça o forno a 180°C. Pincele levemente com óleo uma forma de bolo inglês de 22x11cm, com capacidade para 6 xícaras de massa (1 litro e meio), forre com papel manteiga deixando sobras nos dois lados mais longos, formando “alças” que vão lhe ajudar a remover o bolo depois de assado. Pincele o papel com óleo também.

Em uma tigela média, peneire juntos a farinha de trigo, a farinha de pistache, o fermento e o sal – se a farinha de pistache estiver empedrada (a minha estava um pouco), passe pela peneira apertando com uma espátula de silicone. Reserve.

Em uma tigela grande, junte o açúcar e as raspas de limão siciliano e esfregue com as pontas dos dedos até o açúcar aromatizar. Junte o iogurte, o óleo, os ovos, o suco de limão, Cointreau e a baunilha e misture usando um batedor de arame, até obter uma massa homogênea. Com uma espátula de silicone, incorpore os ingredientes secos – se a massa ficar muito engrumada, misture levemente com o batedor de arame, mas não bata demais para não desenvolver o glúten da farinha.

Despeje a massa na forma preparada e alise a superfície. Salpique o açúcar de maneira uniforme sobre o topo da massa.  

Asse por 50-55 minutos ou até que o bolo cresça e doure (faça o teste do palito). Deixe esfriar na forma sobre uma gradinha por 15 minutos, e então remova com cuidado da forma, usando o papel como guia. Transfira para a gradinha e deixe esfriar completamente.

O bolo pode ser guardado em um recipiente hermético por até 4 dias.

Rend.: 8-10 fatias

quinta-feira, junho 24, 2021

Torta tipo escondidinho de carne, abobrinha e batata

Torta tipo escondidinho de carne, abobrinha e batata


O inverno chegou chegando aqui em São Paulo: dias frios (mesmo quando o sol aparece), manhãs e noites geladas. O vento cortante parece entrar por cada frestinha do apartamento, mesmo com todas as janelas fechadas. Ligo o forno para assar um bolo e dá vontade de ficar por lá mesmo, em pé, na frente do fogão, enquanto sinto os pés trincando mesmo usando meias grossas, esticadas até o meio das canelas.

Meia com chinelo, aquele clássico da elegância invernal, uma das vantagens do home office. :D

Arrumo o cabelo, faço uma maquiagem simples, coloco um brinco legal e me sinto bonita para fazer as reuniões por vídeo, enquanto penso “ainda bem que ninguém me vê da cintura pra baixo”. :D

Estes são os dias para sopas, quase que diárias, e quando as preparo faço logo um panelão para render vários jantares (quem quiser receitas de sopinhas gostosas, é só clicar aqui).

Tenho sempre um pouco de pão no freezer, uma passada pela frigideira ou forno e pronto, pãozinho no jeito pra tchutchar na sopa quentinha.

Além das sopas, uma receita que fiz dias desses e que combinou super bem com o frio foi esta torta, uma espécie de escondidinho em que a cobertura não é feita de purê e sim de batatas em fatias finíssimas: já tinha visto várias versões desta receita em blogs, revistas e livros, mas nunca havia provado.

Improvisei o recheio, pois só tinha 100g de carne moída em casa. Fiz render com abobrinha e cebola, deixando o recheio úmido para que não ressecasse no forno. Ficou uma delícia! Tão simples, tão bom e tão bonito na mesa.

Espero que vocês também gostem – e quem é vegetariano pode trocar a carne por mais abobrinha, ou por berinjela, por exemplo.

 

Torta tipo escondidinho de carne, abobrinha e batata

receita minha, inspirada por dezenas de outras

 

Recheio:

1 colher (sopa) de azeite de oliva

100g de carne moída – gosto de patinho

sal e pimenta do reino moída na hora

½ cebola média, bem picadinha

1 abobrinha grande (300g), em cubinhos de aproximadamente 1,5 cm

1 folha de louro

1 dente de alho grande, em picadinho

2 colheres (chá) de molho inglês

1 colher (sopa) de vinho branco seco

3 colheres (chá) de farinha de trigo

¼ xícara (60ml) de água quente

 

Cobertura:

1 batata média (180g)

1 colher (sopa) de azeite de oliva + um fiozinho extra para regar

sal e pimenta do reino moída na hora

 

Preaqueça o forno a 200°C e pincele com azeite um refratário raso com capacidade para 1 litro – o da foto tem 20cm de diâmetro e 3,5cm de altura.

Comece pelo recheio: aqueça o azeite em uma frigideira antiaderente grande em fogo alto. Junte a carne e doure bem. Tempere com sal e pimenta do reino.

Acrescente a cebola, a abobrinha e o louro, refogue por alguns minutos até os legumes ficarem macios, mexendo algumas vezes. Acrescente o alho e refogue por 1 minuto apenas ou até perfumar – não deixe queimar para que não fique amargo.

Junte o molho inglês e o vinho, cozinhe por 1 minuto, e então polvilhe com a farinha de trigo. Misture bem e cozinhe por mais 1 minuto – importante para que cozinhar a farinha. Acrescente a água, misture bem e assim que o caldo começar a espessar desligue o fogo – o recheio precisa ficar molhadinho mesmo, para que não resseque durante o tempo de forno. Prove o tempero e ajuste com sal e pimenta.

Corte a batata usando uma mandolina para obter fatias bem finas. Transfira para uma tigela pequena, regue com o azeite e tempere com sal e pimenta. Misture bem usando as mãos, para que todas as fatias fiquem bem untadas.

Espalhe o recheio de maneira uniforme no refratário preparado, descartando a folha de louro. Arrume as fatias de batata sobre o recheio, sem sobrepor demais, para que elas possam dourar. Regue com um fio de azeite e leve ao forno por 40 minutos – no dia da foto eu estava atrasada e acabei não conseguindo dourar a cobertura tanto quanto gostaria.

Sirva em seguida.

Rend.: 2 porções