quinta-feira, julho 23, 2020

Bolo formigueiro de banana e algo diferente aqui em casa

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Bolo formigueiro de banana

Vivemos tempos insanos – e, no Brasil, por mais motivos do que apenas a pandemia – e muita coisa está diferente. Entretanto, hoje falarei de algo pequeno, porém importante para mim: João descobriu a alegria que é comer uma fatia de bolo no meio da tarde, entre o almoço e o jantar. Meu marido, que nunca ligou para doces e nunca provava as minhas receitas, hoje em dia me pede para fazer um bolo ou assar biscoitos para que ele faça a sua pausa da tarde, acompanhada de uma xícara de café.

Pode parecer tolice, mas para mim foi uma surpresa muito agradável, e um afago nestes meses todos trancada em casa.

Portanto aqui em casa ando fazendo bolos uma vez por semana, ou às vezes faço biscoitos, e ele me pede, com aqueles olhos do Gato de Botas do Shrek, se pode comer uma fatia com o seu espresso. Não só pode, como enche o meu coração de alegria quando faz isso.

Um dos bolos que fiz dias desses foi o de banana que lhes trago hoje: precisei adaptar a receita, porque só tinha uma única banana madurinha em casa, e assei em uma forma de bolo inglês pequenina. Ficou úmido, macio e perfumou a casa toda quando estava no forno.

Bolo formigueiro de banana

Bolo formigueiro de banana
adaptado desta receita

- xícara medidora de 240ml

1 banana grande (150g – pesada ainda com a casca) bem madura
2 ovos, temperatura ambiente
65g de açúcar mascavo claro
100ml de óleo vegetal de sabor neutro – usei canola
1 colher (chá) de extrato de baunilha
185g de farinha de trigo
1 ¾ colheres (chá) de fermento em pó
½ colher (chá) de canela em pó
1 pitada de sal
3 colheres (sopa) de chocolate granulado

Preaqueça o forno a 180°C. Unte com óleo uma forma de bolo inglês de 22x10cm, com capacidade para 4 ½ xícaras de massa. Forre com papel manteiga, deixando sobras nos lados mais longos da forma, formando alças, e unte o papel também.

Em uma tigela média, amasse bem a banana com um garfo. Junte os ovos, o açúcar, o óleo e a baunilha e misture bem com um batedor de arame.
Acrescente a farinha, o fermento, a canela e o sal e misture com uma espátula para incorporar – não bata demais para não deixar o bolo duro. Incorpore o chocolate granulado. Despeje na forma preparada, alise a superfície e leve ao forno por aproximadamente 40 minutos, ou até que o bolo cresça e doure (faça o teste do palito).

Deixe esfriar na forma, sobre uma gradinha, por 20 minutos, e então desenforme, usando as alças de papel, e transfira para a gradinha. Deixe esfriar completamente.

Rend.: 6-7 fatias

sexta-feira, julho 17, 2020

Stir-fry de carne com cenoura e alho-poró e o freezer como aliado

Stir fry de carne com cenoura e alho-poró

Que o freezer tem sido um aliado importante nestes tempos nem preciso dizer: ele permite que as idas ao supermercado sejam bem espaçadas. Em uma das vezes em que fui ao mercado, trouxe carne em tirinhas para congelar e fazer um picadinho qualquer hora dessas – esta é a receita que uso e fica realmente deliciosa, recomendo muito a quem ainda não provou.

Mas o tempo foi passando, eu fui preparando outras refeições mais centradas em vegetais e meio que esqueci da carninha no freezer. Ao procurar o salsão congelado para fazer sopa, vi a carne no fundo do freezer e na hora já transferi para a geladeira para descongelar. Estava firme no propósito de fazer o picadinho, mas de repente senti vontade de fazer algo mais para o lado oriental, para comer com arroz – tão bom!

Uma passada de olhos por algumas receitas na internet e o almoço estava decidido: stir-fry com a carne, cenoura e alho-poró. Uma comida tão simples, que preparei em um piscar de olhos, e que ficou uma delícia.
Baby beef já é uma carne macia, mas a marinada a deixa melhor ainda, portanto não pule esta etapa.

Stir-fry de carne com cenoura e alho-poró
receita minha, marinada desta receita da Gourmet Traveller

- xícara medidora de 240ml

Carne e marinada:
400g de baby beef em tiras finas
2 ½ colheres (sopa) de shoyu
2 colheres (chá) de óleo de gergelim torrado
1 ¼ colheres (chá) de açúcar cristal ou refinado
1 ¼ colheres (chá) de amido de milho

Restante da receita:
3 cenouras pequenas ou 2 médias (total de 250g)
1 alho-poró grande ou 2 pequenos, somente a parte clara
2 ½ colheres (sopa) de óleo de canola
2 dentes de alho, bem picadinhos
1 ½ colheres (sopa) de shoyu
1 ½ colheres (chá) de óleo de gergelim torrado
1/3 xícara de castanhas de caju torradas – usei inteiras para deixar a foto mais bonita; se desejar, pique grosseiramente antes de usar

Em uma tigela média, misture o shoyu, o óleo de gergelim, o açúcar e o amido. Junte a carne e misture bem para cobrir todos os pedacinhos com a marinada. Reserve em temperatura ambiente por 15 minutos. Enquanto isso, descasque as cenouras e passe pela mandolina ou corte com a faca em fatias bem fininhas. Corte o alho-poró em fatias finas.

Aqueça uma wok ou uma frigideira antiaderente grande em fogo alto. Junte metade do óleo de canola. Quando estiver bem quente, acrescente a carne sem a marinada (reserve para depois) e deixe selar, mexendo uma vez para virar os pedacinhos – para esta quantidade de carne tive que fazer a selagem em duas etapas, portanto dividi o uso do óleo entre elas. Transfira a carne e qualquer suco que tenha se formado na wok para um prato.
Volte a panela ao fogo alto e junte o restante do óleo de canola. Quando estiver bem quente, acrescente a cenoura e refogue, mexendo algumas vezes, por 2 minutos. Junte o alho-poró e refogue por mais 2 minutos. Abra um espaço no centro da panela e junte o alho. Refogue por 1 minuto – não deixe queimar para não amargar a receita – e então misture-os aos outros vegetais. Volte a carne para a panela, acrescente a marinada reservada e misture tudo muito bem. Regue com o shoyu e o óleo de gergelim, misture bem e cozinhe por 1 minuto. Desligue o fogo, misture as castanhas e sirva imediatamente.

Rend.: 4 porções

sexta-feira, julho 10, 2020

Frango ensopado à moda indiana (butter chicken) e uma mudança de ideia

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Frango ensopado à moda indiana / Butter chicken

Uma vez, há muitos anos, conversando com uma amiga, contava para ela sobre as frescurites gastronômicas do João – na época eram várias, pois a conversa foi antes da viagem dele para a China. Ela me disse que eu deveria fazer as comidas que ele não come e servir mesmo assim, e ele deveria comer e pronto – era como ela fazia na casa dela. Expliquei que não faria isso de jeito nenhum, pois quando eu era pequena e vivia com meu pai e a mulher dele, ela deixava comidas prontas na geladeira por muitos dias, até a comida chegar a feder, e eu e meu irmão tínhamos que comer mesmo assim.

Eu jamais seria capaz de forçar alguém a comer algo que não quer. Eu jamais faria a alguém o que havia sido feito comigo.

João sempre odiou frango ensopado, ou “frango molhado”, como ele diz. Como eu estava doida pra fazer a receita de hoje, pois nunca havia preparado butter chicken, falei que assaria almôndegas para ele no almoço. Quando ele sentiu o cheiro do franguinho, mudou de ideia e me disse que provaria. Não só ele provou, como eu já fiz a receita mais duas vezes depois daquela, a pedido dele. Ele ficou surpreso com a maciez do frango, com o sabor e também com a textura do molho, pois não era aguado como ele imaginara: era cremoso, espesso. O poder do iogurte e das especiarias... :)

Frango ensopado à moda indiana (Butter chicken)
um tiquinho adaptado da revista Good Food

- xícara medidora de 240ml

Para marinar o frango:
½ xícara (130g) de iogurte natural integral – em uma das vezes meu iogurte era pouco, completei com buttermilk caseiro (leite + suco de limão)
suco de ½ limão taiti
1 colher (chá) de cominho em pó
1 colher (chá) de páprica doce
¼ colher (chá) de pimenta caiena em pó
sal e pimenta do reino moída na hora
350g de peito de frango, sem pele e sem osso, em pedaços de aproximadamente 3cm

Para o curry:
1 colher (sopa) de óleo vegetal – usei canola
½ cebola grande, picadinha
2 dentes de alho, amassados e picadinhos
1 colher (sopa) de gengibre fresco ralado – rale, depois meça
2 colheres (chá) de garam masala*
2 colheres (sopa) de extrato de tomate
1 xícara (240ml) de água fervente
1 folha de louro
2 colheres (sopa) de folhas de coentro, picadas – meça, depois pique
2 colheres (sopa) de amêndoas em lascas, tostadas

Em uma tigela media, misture o iogurte, o suco de limão, as especiarias, o sal e a pimenta. Junte o frango e misture bem para cobrir todos os pedacinhos com a marinada. Cubra e leve à geladeira por 1 hora, ou de um dia para o outro – das duas vezes em que fiz a receita, marinei o frango por 3 horas.

Aqueça o óleo em uma panela média, em fogo médio-alto. Junte a cebola, o alho e o gengibre e refogue, mexendo algumas vezes, por 5-6 minutos ou até os ingredientes amaciarem. Acrescente as especiarias e o extrato de tomate, refogue por mais 2 minutos, e então acrescente a água, o louro e o frango, junto com a marinada. Misture bem e cozinhe em fogo baixo por 15-20 minutos, mexendo de vez em quando para não grudar no fundo da panela, até o frango estiver cozido e o molho estiver encorpado e cremoso. Junte o coentro e misture.
Sirva em seguida salpicado com as amêndoas.

* em vez de garam masala, usei uma mistura de especiarias chamada “vindaloo” que contém canela, cardamomo, sementes de coentro, cominho, cravo, cúrcuma, feno-grego, gengibre em pó, sementes de mostarda amarela, pimenta do reino e pimenta calabresa. Se quiser seguir a receita original, use 1 colher (chá) de garam masala + 1 colher (chá) de feno-grego em pó

Rend.: 2 porções

terça-feira, julho 07, 2020

Torta de liquidificador com sardinha e legumes para uma viagem no tempo

Torta de liquidificador com sardinha e legumes

Dias atrás andávamos meio nostálgicos aqui em casa, e João lembrou da torta de sardinha que sua mãe preparava quando ele era pequeno. Minha mãe também fazia muito aquelas tortas de liquidificador em que quase qualquer coisa pode ser usada como recheio: eu levava os quadradinhos na lancheira para a escola, meu pai os levava na marmita para o trabalho.

Quando o João me mediu para fazer a tal torta, pensando em sua mãe (ela faleceu em 2011), corri para a cozinha para ter certeza de que havia uma lata de sardinha na despensa: quando a encontrei no fundo do armário o almoço do sábado estava decidido. Uma saladinha de verdes para acompanhar e a comida alimentou o corpo e a alma.

Esta receita é super versátil e você pode usar atum, frango desfiado... Ou só vegetais cozidos para uma versão vegetariana. Colocar palmito fica uma delícia também. Na receita de hoje, achei que os tomates deixaram a torta um pouco úmida demais para o meu gosto, portanto, da próxima vez, trocarei por outro vegetal.

Uma dica: não façam como eu e esperem a torta esfriar alguns minutos antes de cortar, para que ela fique mais firme. Aqui a fome estava gigante e a pressa maior ainda. :D

Torta de liquidificador com sardinha e legumes
adaptada de uma torta de palmito da Claudia Cozinha

- xícara medidora de 240ml

Recheio:
1 cenoura média (140g), descascada e em cubinhos de pouco mais de 0,5cm
1 ½ colheres (sopa) de azeite
½ cebola média picadinha
2 tomates maduros, sem as sementes, em cubinhos
sal e pimenta do reino moída na hora
3 colheres (sopa) de azeitona verde picada – pique, depois meça
2 colheres (sopa) de folhas de salsinha picada – pique, depois meça
1/3 xícara de ervilhas congeladas, descongeladas – para fazer isso rapidamente, passe por água quente e escorra bem
1 lata de sardinha (125g) – escorra, retire a espinha central dos peixinhos e desmanche-os em lascas pequenas

Massa:
2 ovos, temperatura ambiente
3 colheres (sopa) de azeite
1 xícara (240ml) de leite
2/3 xícara (93g) de farinha de trigo
3 colheres (sopa) de amido de milho
2 ½ colheres (chá) de fermento em pó
¼ colher (chá) de sal
1 pitada de pimenta do reino moída na hora
1 xícara (75g) de parmesão passado no ralador grosso – rale, depois meça

Para polvilhar:
1 ½ colheres (sopa) de parmesão ralado

Comece pelo recheio: coloque a cenoura em uma panelinha, cubra com água fria, tempere com 1 pitada de sal e leve ao fogo alto. Quando começar a ferver, cozinhe por 12 minutos. Escorra bem e reserve.
Enquanto isso, em uma frigideira média, aqueça o azeite e refogue a cebola, mexendo algumas vezes, até murchar. Junte o tomate, tempere com sal e pimenta e refogue por 5 minutos, mexendo algumas vezes, até o tomate começar a desmanchar. Desligue o fogo e deixe esfriar.

Massa: preaqueça o forno a 180°C. Unte com óleo uma forma quadrada de 20cm – não use forma com fundo removível, pois a massa é bem líquida e pode vazar.
Junte os ovos, o azeite e o leite no liquidificador e bata bem. Acrescente a farinha, o amido de milho, o fermento, o sal e a pimenta e bata novamente. Junte o parmesão e bata uma última vez – a massa é bem líquida mesmo.

Espalhe metade da massa na forma preparada. Vá distribuindo os recheios sobre a massa, um a um, espalhando de maneira uniforme. Cubra com a massa restante. Polvilhe com o parmesão e asse por 35-40 minutos ou até dourar. Deixe esfriar por cinco minutos e corte em quadrados.

Rend.: 16 quadradinhos

sábado, julho 04, 2020

Bolo de iogurte, limão e semente de papoula e 14 anos de TK!

Bolo de iogurte, limão e semente de papoula

Hoje é um dia especial: meu blog completa 14 anos! É muito tempo, gente! Quando comecei a escrever aqui jamais pensei que duraria tanto, e muito menos que haveria tanta gente me seguindo, fazendo as receitas... É uma alegria enorme receber os comentários, mensagens e fotos de vocês me contando das receitas – fico com o coração quentinho!

Para comemorar, fiz um bolinho bem simples, porém delicioso, novamente a receita da Epicurious que já fiz mármore e com laranja, desta vez adaptada com limão taiti e sementes de papoula. Antes que me perguntem, vocês encontram as sementes no site da Bombay Temperos (não é publi), mas se vocês não tiverem em casa façam o bolo mesmo sem as sementes: ele fica macio e delicioso, perfumado de limão.

Que venham mais muitos anos de TK! Obrigada por me fazerem companhia por todo esse tempo, me inundando de carinho. <3


Bolo de iogurte, limão e semente de papoula
um nadinha adaptado do Epicurious, de novo!

- xícara medidora de 240ml

1 ½ xícaras (210g) de farinha de trigo
2 colheres (chá) de fermento em pó
¼ colher (chá) de sal
1 xícara (200g) de açúcar, cristal ou refinado
raspas da casca de 2 limões taitis pequenos
¾ xícara (180g) de iogurte natural integral – usei de ovelha, por causa da lactose
½ xícara (120ml) de óleo vegetal – usei de canola
2 ovos grandes, temperatura ambiente
1 colher (chá) extrato de baunilha
1 colher (sopa) de sementes de papoula

Preaqueça o forno a 180°C. Pincele levemente com óleo uma forma de bolo inglês com capacidade para 6 xícaras de massa (1 litro e meio), forre com papel manteiga deixando sobras nos dois lados mais longos, formando “alças” que vão lhe ajudar a remover o bolo depois de assado. Pincele o papel com óleo também.
Em uma tigela média, peneire a farinha, o fermento e o sal. Reserve.

Em uma tigela grande, junte o açúcar e as raspas de limão e esfregue com as pontas dos dedos até o açúcar ficar aromatizado. Acrescente o iogurte, o óleo, os ovos e a baunilha misture usando um batedor de arame, até obter uma massa homogênea. Com uma espátula de silicone, incorpore os ingredientes secos – se a massa ficar muito engrumada, misture levemente com o batedor de arame, mas não bata demais para não desenvolver o glúten da farinha. Acrescente as sementes de papoula e misture.

Despeje a massa na forma preparada e alise a superfície.
Asse por 50-55 minutos ou até que o bolo cresça e doure (faça o teste do palito). Deixe esfriar na forma sobre uma gradinha por 15 minutos, e então remova com cuidado da forma, usando o papel como guia. Transfira para a gradinha e deixe esfriar completamente.

O bolo pode ser guardado em um recipiente hermético por até 3 dias.

Rend.: 8 porções

quinta-feira, julho 02, 2020

Cookies com pedaços de chocolate e aveia

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Cookies com pedaços de chocolate e aveia / Chocolate chip cookies with oats

Fiz estes cookies semana passada depois de séculos sem fazer biscoitos e a inspiração foi bem simples: enquanto procurava uma lata de grão-de-bico no armário para fazer sopa, dei de cara com o vidro de aveia e lembrei de que fazia séculos que não assava biscoitos. Fuçando um pouco mais entre pacotes, vidros e latas encontrei um chocolate amargo orgânico delicioso que comprei no Instituto Chão há alguns meses, antes da quarentena – saudades de ir até lá aos sábados comprar vegetais e frutas, levando o Pingo comigo e ensiná-lo a escolher legumes, vê-lo pegar abobrinhas e tomates com suas mãos fofinhas e colocar dentro do saco, mas não sem antes me perguntar: “estes aqui estão bons, Dedé?”. Saudade de apertar o meu Pequeno e fazer macarrão à bolonhesa para ele.

São cookies simples, mas o amarguinho do chocolate realmente faz a diferença no sabor, contrastando com a massa docinha. A receita não leva tanta aveia quanto outras aqui do blog, mas ainda assim me sinto virtuosa aproveitando meu biscoito, pensando que há coisas boas nele, nutrientes da aveia e do chocolate. Em tempos de isolamento, quando bate aquela tristeza, tenho tentado pensar positivo, mesmo que seja nas pequenas coisas.

Cookies com pedaços de chocolate e aveia
um tiquinho adaptados da Donna Hay

- xícara medidora de 240ml

1 ½ xícaras (210g) de farinha de trigo
½ xícara (44g) de aveia em flocos
½ colher (chá) de fermento em pó
¼ colher (chá) de sal
¼ colher (chá) de canela em pó
2/3 xícara (150g) de manteiga sem sal, amolecida
½ xícara (100g) de açúcar cristal – use o refinado se não tiver cristal em casa
2/3 xícara (116g) de açúcar mascavo claro – aperte-o na xícara na hora de medir
1 ovo grande, temperatura ambiente
2 colheres (chá) de extrato de baunilha
200g de chocolate meio amargo ou amargo, picado – usei um com 70% de cacau; se preferir, use gotas de chocolate

Preaqueça o forno a 180°C. Forre duas formas grandes e rasas com papel manteiga.
Em uma tigela média, misture com um batedor de arame a farinha, aveia, o fermento, a canela e o sal. Reserve.
Na tigela da batedeira, junte a manteiga, os açúcares e a baunilha e bata até obter um creme claro – raspe as laterais da tigela com uma espátula de silicone durante todo o preparo da receita. Acrescente o ovo e bata bem. Junte os ingredientes secos e misture em velocidade baixa somente até obter uma massa. Com uma espátula de silicone, incorpore o chocolate.

Faça bolinhas usando 2 colheres (sopa) niveladas de massa por biscoito e coloque-as nas assadeiras preparadas deixando 5cm de distância entre elas. Asse por aproximadamente 14 minutos ou até que os biscoitos dourem nas extremidades. Deixe esfriar nas assadeiras por 5 minutos e então deslize o papel com os biscoitos para uma gradinha e deixe esfriar completamente.

Rend.: cerca de 28 cookies

segunda-feira, junho 29, 2020

Panquecas de espinafre com recheio de abobrinha e queijo e dica para congelar crepes

Panquecas de espinafre com recheio de abobrinha e queijo

Quem me segue no Instagram tem notado que ando muito exibida: depois de anos usando a plataforma, comecei a postar stories conversando com os seguidores. Eu sempre morri de vergonha de fazer isso, mas depois das duas lives incríveis que fiz com a Raquel me soltei mais e estou gostando bastante de comentar sobre comidas e filmes com vocês. As respostas são ótimas! :D

Semana passada pedi aos seguidores sugestões do que preparar com o maço de espinafre que viera na cesta orgânica. Recebi muitas ideias bacanas e acabei fazendo panquecas de espinafre com ricota, mas não as que lhes trago hoje: estas fiz tempos atrás, com um outro maço de espinafre recebido há algumas semanas. A massa leva espinafre e fica com uma cor linda – adaptei uma receita do Jamie Oliver – e o recheio é invenção minha. Antes da pandemia eu fazia muito a receita de crepes de centeio da Heidi Swanson e recheava com este refogado de abobrinha + cubos de feta para levar de marmita. O recheio de hoje é mais acessível, leva mozarela e parmesão e fica igualmente gostoso.

Eu fiz metade para um almoço e congelei a outra metade. Sempre congelo panquecas da seguinte forma: faço rolinhos (mesmo que não estejam recheadas), arrumo em uma assadeira forrada com papel alumínio e levo ao freezer. Quando estão durinhas, transfiro para um saquinho. Panquecas congeladas assim já salvaram a minha marmita várias vezes... :)

Panquecas de espinafre com recheio de abobrinha e queijo

Para o meu gosto, estas panquecas nem precisavam de molho, mas como o João adora panqueca com molho de tomate foi assim que servi. Para quem quiser fazer o molho, a receita está aqui.

Panquecas de espinafre com recheio de abobrinha e queijo
receita adaptada do Jamie Oliver (panqueca) e minha (recheio)

- xícara medidora de 240ml

Massa:
1 xícara (65g) de folhas de espinafre fresco – aperte na xícara na hora de medir
300ml de leite integral, temperatura ambiente – usei água + leite em pó
½ colher (chá) de sal
1 pitada de pimenta do reino moída na hora
1 ovo, temperatura ambiente
1 ¼ xícaras (175g) de farinha de trigo
1 colher (chá) de fermento em pó

Recheio:
1 colher (sopa) de azeite de oliva
1 dente de alho grande, bem picadinho – usei 1 imenso
1 abobrinha grande (350g), sem as pontas e em cubinhos de 1cm
sal e pimenta do reino moída na hora
½ colher (chá) de molho inglês
1 colher (chá) de orégano seco
3 colheres (sopa) de azeitona verde picadinha – pique, depois meça
1 xícara (70g) de mozarela passada no ralador grosso – rale, depois meça
3 colheres (sopa) de parmesão ralado fininho
Comece pela massa da panqueca: no liquidificador, junte o leite, o sal, a pimenta, o ovo e o espinafre e bata até obter uma mistura homogênea. Junte a farinha e o fermento e bata novamente até misturar – talvez você precise ajudar o liquidificador com uma espátula, empurrando a farinha que ficar grudada nas laterais do copo. Faça isso sempre com o liquidificador desligado e com cuidado. Quando a massa estiver homogênea, deixe descansando em temperatura ambiente por 30 minutos – enquanto isso, faça o recheio.

Recheio: em uma frigideira antiaderente grande, aqueça o azeite em fogo médio e junte o alho. Refogue por 1 minuto apenas – não deixe o alho queimar, ou vai ficar amargo. Acrescente a abobrinha, aumente para o fogo alto, e tempere com sal, pimenta do reino e o molho inglês. Refogue, mexendo às vezes, até que comece a dourar. Junte o orégano e a azeitona e misture bem. Refogue até dourar, aproximadamente 5 minutos no total, desligue o fogo e deixe esfriar completamente. Quando esfriar, junte a mozarela e o parmesão e misture bem.

Faça as panquecas: aqueça uma frigideira antiaderente em fogo médio. Derrame porções da massa no centro da frigideira e gire para que a massa cubra todo o fundo. Deixe cozinhar por alguns segundos, vire e cozinhe do outro lado por mais alguns segundos. Transfira para um prato e prossiga com o restante da massa – a minha frigideira tem 20cm de diâmetro e com ela a receita rende 16 panquecas.

Coloque porções do recheio - aproximadamente 2 colheres (sopa) – na ponta de cada panquequinha e enrole de maneira firme, formando um canudo. Transfira para um refratário. Cubra com o molho e leve ao forno por 20 minutos. Sirva imediatamente.

Rend.: 16 panquecas, usando uma frigideira de 20cm de diâmetro. O recheio desta receita é suficiente para as 16 panquecas.



terça-feira, junho 23, 2020

Macarrão com molho de tomate cereja e azeitona para dias de pressa

Macarrão com molho de tomate cereja e azeitona

Levanta a mão quem recorre ao bom e velho macarrãozinho em momentos de pressa/aperto! 0/

Aqui em casa macarrão já nos salvou várias vezes. Eu me lembro de quando era mais jovem e tinha dois empregos (trabalhava em escritório no horário comercial e dava aula à noite e aos sábados) e ao chegar em casa, depois das 10 da noite, cozinhava macarrão cabelo de anjo (3 minutos) e passava na manteiga com salsinha picada (direto do congelador) – impossível contar quantas vezes esse foi o meu jantar!

O macarrão que lhes trago hoje é inspirado no macarrão com molho de tomate rústico da Rita Lobo: adaptei a receita usando tomate cereja em vez de italiano, acrescentando vinho e azeitona preta, inspiração do também delicioso macarrão à putanesca – gosto da receita da Nigella.

Em tempos pré-pandemia já adicionei cubos de feta a esta receita e fica incrível – só que colocava separado no meu prato, porque o floquinho de neve do meu marido não gosta de queijo fedido. :D

Macarrão com molho de tomate cereja e azeitona
receita minha, inspirada neste macarrão da Rita Lobo

- xícara medidora de 240ml

200g de macarrão curto da sua preferência – eu gosto de usar orecchiette, porque são como piscininhas de molho, mas com parafuso e penne fica ótimo também
1 colher (sopa) de azeite de oliva
1 ¼ xícaras (200g) de tomates cereja cortados ao meio – quanto mais maduros, melhor
sal e pimenta do reino moída na hora
1 dente de alho, amassado/socado no pilão até virar purê*
10 azeitonas pretas grandes, sem os caroços, rasgadas em pedaços – se as suas forem pequeninas, use um pouco mais
¼ xícara (60ml) de vinho branco seco
1 punhado de folhas de manjericão fresco – na quarentena tenho feito sem mesmo, como na foto

Em uma panela grande, aqueça água até ferver. Acrescente sal. Quando ferver, adicione o macarrão e cozinhe pelo tempo indicado na embalagem.

Enquanto o macarrão cozinha, prepare o molho: em uma frigideira antiaderente grande, ou panela rasa, junte o azeite e os tomates e leve ao fogo médio-alto, mexendo algumas vezes, até que os tomates comecem a soltar seu suco e amolecer. Tempere com sal e pimenta e vá refogando, apertando os tomatinhos com as costas de uma colher de pau, para que eles desmanchem e formem o molho. Quando os tomates estiverem já desmanchando, junte o alho e refogue por 1 minutos apenas – não deixe o alho queimar ou vai amargar a receita.
Acrescente as azeitonas, seguidas do vinho, abaixo fogo para médio e cozinhe, mexendo algumas vezes, até o vinho começar a reduzir – neste momento o molho vai encorpar. Junte o manjericão – neste momento, caso ainda falte muito para o macarrão terminar de cozinhar, desligue o fogo para não ressecar o molho.

Escorra o macarrão, reservando ¼ xícara (60ml) da água do cozimento. Transfira o macarrão escorrido para a panela com o molho e cozinhe por 1 minuto, misturando bem – se o molho estiver seco demais, junte a água reservada, aos poucos. Sirva imediatamente.

Rend.: 2 porções

quinta-feira, junho 18, 2020

Bolo formigueiro de laranja e iogurte para comemorar um GRANDE DIA!

Bolo formigueiro de laranja e iogurte

Fiz este bolinho delicioso semana passada e não planejava postar a receita aqui no blog tão cedo, já que é uma versão do bolo mármore que publiquei semanas atrás, mas como hoje é um GRANDE DIA divido com vocês um bolo formigueiro de LARANJA e iogurte macio, fofinho, delicioso e perfumado.

FORA BOLSONARO!

Bolo formigueiro de laranja e iogurte
um nadinha adaptado do Epicurious

- xícara medidora de 240ml

1 ½ xícaras (210g) de farinha de trigo
2 colheres (chá) de fermento em pó
¼ colher (chá) de sal
1 xícara (200g) de açúcar, cristal ou refinado
raspas da casca de 1 laranja grande
¾ xícara (180g) de iogurte natural integral – usei de ovelha, por causa da lactose
½ xícara (120ml) de óleo vegetal – usei de canola
2 ovos grandes, temperatura ambiente
1 colher (chá) extrato de baunilha
3 colheres (sopa) de chocolate granulado

Preaqueça o forno a 180°C. Pincele levemente com óleo uma forma de bolo inglês com capacidade para 6 xícaras de massa (1 litro e meio), forre com papel manteiga deixando sobras nos dois lados mais longos, formando “alças” que vão lhe ajudar a remover o bolo depois de assado. Pincele o papel com óleo também.
Em uma tigela média, peneire a farinha, o fermento e o sal. Reserve.

Em uma tigela grande, junte o açúcar e as raspas de laranja e esfregue com as pontas dos dedos até o açúcar ficar aromatizado. Acrescente o iogurte, o óleo, os ovos e a baunilha misture usando um batedor de arame, até obter uma massa homogênea. Com uma espátula de silicone, incorpore os ingredientes secos, deixando 1 colher (sopa) reservada (para envolver o granulado) – se a massa ficar muito engrumada, misture levemente com o batedor de arame, mas não bata demais para não desenvolver o glúten da farinha. Acrescente o granulado aos ingredientes secos reservados, misture bem para envolvê-los, e então junte tudo à massa e misture.

Despeje a massa na forma preparada e alise a superfície.
Asse por 50-55 minutos ou até que o bolo cresça e doure (faça o teste do palito). Deixe esfriar na forma sobre uma gradinha por 15 minutos, e então remova com cuidado da forma, usando o papel como guia. Transfira para a gradinha e deixe esfriar completamente.

O bolo pode ser guardado em um recipiente hermético por até 3 dias.

Rend.: 8 porções

segunda-feira, junho 15, 2020

Crumble salgado de batata-doce e minhas frescurites gastronômicas

Crumble salgado de batata-doce

Já lhes contei algumas vezes sobre como o João é chato para comer, e que melhorou muito conforme os anos foram passando (especialmente depois daquela bendita viagem à China), mas hoje vou escrever sobre as minhas frescurites gastronômicas: eu gosto de pensar que como de quase tudo, e acho até que é verdade, mas confesso que se eu puder, evito algumas coisas aqui e ali.

Lembro de quando eu assistia a “Top Chef” e achava o máximo a Gail e a Padma comendo as coisas mais diversas, e ao mesmo tempo pensava “nem a pau eu comeria esse tal de amêijoa-gigante, deus me livre” – joguem no Google e me contem o que acham. :D

Tive, por muitos anos, essa ideia de que já que eu tinha um blog de comida deveria que comer de tudo, gostar de tudo. Graças ao Universo a gente envelhece, amadurece e aprende que ninguém é obrigado a gostar de tudo: não precisa curtir moela e tá tudo bem.

O que eu fico possessa é com o meu irmão, por exemplo, que diz não gostar de uma infinidade de alimentos sem jamais ter sequer provado – como você vai dizer que não gosta se não sabe nem que gosto tem? A pessoa nunca colocou uma folha de alface na boca e diz que não gosta. :S

Estou lhes contando tudo isso hoje para confessar que batata-doce não é mesmo a minha praia: já fiz de vários jeitos, tentando deixar a danada mais interessante, mas não adianta: acho doce demais, não consigo gostar. Aqui em casa a minha última tentativa foi o crumble que lhes trago hoje e ó, não vai rolar mesmo: tentei gostar, mas não deu, fico devendo. Se você, entretanto, não é como eu e adora batata-doce, se joga neste crumble que vai ser sucesso.

Fiz de dois modos diferentes (na receita os detalhes) e gostei mais da versão vegetariana, trocando o bacon por parmesão. E peço que usem farelo de pão em vez de farinha de rosca – a diferença na textura e no sabor é ENORME.

Crumble salgado de batata-doce
receita minha

2 batatas-doces pequenas (250g no total), descascadas e em cubos de 1,5cm
sal e pimenta do reino moída na hora
2 fatias de bacon, em tirinhas de 2cm OU 2 colheres (sopa) de parmesão ralado fininho para uma versão vegetariana da receita
¾ xícara de farelo de pão* (pão velho moído grosseiramente)
1 ½ colheres (chá) de orégano seco
1 colher (sopa) de azeite de oliva extra virgem

Preaqueça o forno a 200°C. Unte com azeite um refratário de 20cm de diâmetro.
Coloque os cubos de batata-doce em uma panela pequena e cubra com água fria. Leve ao fogo alto e, quando começar a ferver, conte 5 minutos. Escorra bem e transfira para o refratário untado. Tempere com sal e pimenta do reino e reserve.
Enquanto isso, doure o bacon em uma frigideira antiaderente por alguns minutos até que fique crocante. Transfira para um prato forrado com papel toalha e deixe esfriar (descarte o excesso de gordura que ficar na panela).
Em uma tigela pequena, coloque o farelo de pão. Tempere com sal e pimenta (pouco sal, por causa do bacon ou do queijo) e junte o orégano. Acrescente o azeite aos poucos, misturando bem até obter uma farofa úmida – se ficar sequinha demais, junte um fio de azeite a mais e vá misturando. Se fizer a versão vegetariana da receita, junte o parmesão e misture. Se fizer a versão com bacon, junte os pedacinhos de bacon e misture. Espalhe a farofinha sobre os cubos de batata e leve ao forno por 12-15 minutos ou até dourar bem. Sirva em seguida.

* no crumble da foto usei farinha de rosca e, apesar de caseira, é muito fininha para esta receita. Quando refiz o crumble na versão com queijo e usei o farelo de pão ficou muito melhor

Rend.; 2-3 porções, dependendo do quanto vocês gostam de batata-doce. :D