terça-feira, janeiro 18, 2022

Os filmes da TV a cabo


Oi, pessoal, como vocês estão?

Apesar de não estar cozinhando quase nada, hoje senti vontade de escrever aqui no blog, mas o assunto não tem nada a ver com comida, não tem receita – hoje escrevo sobre filmes.

A inspiração para este post veio de um vídeo, um trechinho de uma entrevista do Stephen Fry no programa do Graham Norton – adoro ambos. Olhando para Stephen e toda a sua grandiosidade, tanto em tamanho mesmo quanto em talento, lembrei dele como Oscar Wilde no filme “Wilde”, que vi séculos atrás – além disso, sempre lembro do vídeo que ele gravou implorando que o brasileiros não votasse no Saco de Bosta antes das eleições de2018, o que me faz adorá-lo ainda mais. Esse filme ótimo, que nunca mais encontrei para rever, me fez pensar no quanto a TV a cabo mudou de meados dos anos 90 para cá. Meu pai colocou TV a cabo em casa em 94, se não me engano, e na época chegava uma revista com toda a programação do mês – era um calhamaço, pois além das grades de canais e do que passaria em cada um deles, no final da revista havia uma espécie de índice com os filmes, incluindo título, título original, diretor, elenco, ano de lançamento, e sinopse. Eu agarrava a revista no dia em que ela chegava, levava correndo para o meu quarto e, com uma caneta marca-texto, saía amarelando tudo quando era página, para depois me programar e assistir ao máximo de filmes que pudesse.

Durante aqueles primeiros anos, vi filmes que não existiam nas locadoras – ou eram difíceis de encontrar, pequenas obras-primas, me apaixonei por diretores, atores e atrizes, fui construindo minha lista de favoritos. Filmes incríveis que hoje são mais difíceis de achar do que na época. E eles passavam o tempo todo, ou pelo menos 1 ou 2 vezes por mês, diferentemente de hoje em dia em que são sempre os mesmos filmes, to-da se-ma-na, isso quando não é o mesmo passando em dois canais diferentes.

Naquela época vi na TV a cabo filmes como “Wilde”, de que falei no começo do post, alguns outros dos quais já tinha ouvido falar ou lido a respeito nas revistas “Set” que eu lia na biblioteca, como “O Cozinheiro, o Ladrão, sua Mulher e o Amante”, “Perdas e Danos”, “O Amante”, “Taxi Driver”, “Traídos pelo Desejo”, e outros que eu nem sabia que existiam, como “Absolute Beginners”, “Anjos e Insetos”, “Coração Selvagem”, “Um Sonho Sem Limites”, “Jamón, Jamón”, “Colcha de Retalhos”.

Até o Telecine Cult, que costuma ser um alívio para quem não gosta de filme de super-herói ou não suporta Adam Sandler, anda tão repetitivo: geralmente está passando “Flashdance”, ou “De Volta para o Futuro”. Desânimo.

Saudades de zapear a TV e ver as bizarrices do David Cronenberg em “Gêmeos: Mórbida Semelhança” ou “Mistérios e Paixões”. Imagina ir trocando de canal e dar de cara com as loucuras de Peter Greenaway, ver filmes de começo de carreira de Paul Thomas Anderson, Richard Linklater ou Cameron Crowe, descobrir que Ben Stiller já dirigiu filme bacana e que Kathryn Bigelow é fodona há tempos, muito antes de ganhar o Oscar.

Vocês também tem filmes queridos do passado que não encontra mais em lugar nenhum para rever? Me conta? xx

8 comentários:

Tina Lopes disse...

É uma tragédia: você lembra de um filme incrível, aí vê que está num streaming - bem o que vc ainda não paga. Isso, com sorte. Há filmes que foram para um limbo e sabe-se lá se voltam um dia. Filmes com o Dustin Hoffmann, principamente. Filmes franceses doidos dos anos 80-90; todos estes que vc citou. Aí alguém aparece e diz que está no Stremio ou tem torrent e eu já fico pra morrer porque não entendi o Stremio e não ouso torrent desde que queimei um HD com vírus. Um minuto de silêncio pelos grandes filmes sem super heróis.

weepingwillow88 disse...

são muitos, mas lembro de ter visto "gallipoli" (peter weir), "a insustentável leveza do ser", "como água para chocolate" ♥

Roberta disse...

Menina, não lembrava dessa revista!! Adorei relembrar esse tempo. A programação era infinitamente melhor. Tínhamos muito mais opções e as propagandas eram apenas do próprio canal.

Barbara disse...

E os filmes clássicos? Queria rever Casablanca, Felini... Não consigo achar!

Barbara disse...

e os filmes clássicos? Queria rever Casablanca, Felini... Não acho em lugar nenhum

Elisa disse...

Nossa, me veio uma nostalgia muito grande quando vc descreve a revista mensal da TV por assinatura chegando em casa... era exatamente assim! Como as coisas mudam e a gnt nem se dá conta.

Rita disse...

Pat, querida, 2022 está sendo meu ano do cinema. Comecei lendo um pequeno "guia" com uma breve história do cinema que tá sendo pra mim o que os catálogos da tv a cabo foram pra você. Além da paixão propriamente dita, tenho o imenso prazer de apresentar os favoritos aos meus filhos adolescentes. Meu filho me apresentou ao stremio e mantenho a assinatura de algumas plataformas. Tenho visto muita coisa dos anos 20, 30 e 40 ultimamente, além de outros mais recentes, dos anos 80 e 90. Recentemente mostrei ao Arthur Psicose, Os intocáveis e Drácula (esse último a Amanda viu junto). Tenho descoberto pérolas como His girl Friday, com Cary Grant, e revisto amores como Casablanca e O grande ditador. Suas postagens no Instagram estão na minha mira, claro. Mas que saudades dos corredores das locadoras nos fins de tarde da sexta-feira!:-D

Unknown disse...

Saudades das locadoras, lojas videolocadoras...tá tudo muito doido.

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