quinta-feira, maio 28, 2020

Sopa de ervilha com abóbora, erros e acertos

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Sopa de abóbora e ervilha / Pea and Japanese pumpkin soup

Vocês enjoam da própria comida?

Ainda não enjoei da minha – e não é só por causa da quarentena, eu já levava o meu almoço para o trabalho antes da pandemia –, mas confesso que há dias em que eu como e penso: “poderia estar melhor”, ou “isso não combinou com aquilo”.

Quem se identificou levanta a mão.

Cozinhar se virando com o que temos à mão pode render boas surpresas, como o risoto de cenoura e couve que postei outro dia, mas também pode “dar ruim”, como diz o Pingo, como no dia em que fiz arroz, feijão, cenoura e abóbora refogadas juntas (para render, porque eu só tinha um nadinha de cada) e salada de rabanete: achei que a salada destoou do resto, talvez por estar muito frio, ou porque estava muito ardido... Abóbora fica muito mais gostosa assada do que cozida, mas o forno estava ocupado com pão, então ela foi para a panela com a cenoura. Não ficou ruim, mas faltou um brilho, sei lá. Arquivei aquele almoço na pastinha “tentei, mas não consegui”. :D

Mas vamos falar de coisa boa? Teve também a sopa que fiz com um resto da abóbora, 1 batata que já estava mais pra lá do que pra cá, e ervilha congelada. Ficou deliciosa e com uma cor vibrante – quase um creme de abacate fluorescente. :D
Como tanto a abóbora quanto a ervilha são adocicados, a acidez do limão e o salgadinho do bacon são um contraponto perfeito.

Sopa de ervilha com abóbora
receita minha

- xícara medidora de 240ml

2 fatias de bacon picadas
½ colher (sopa) de azeite de oliva
½ cebola grande, bem picadinha
2 dentes de alho grandes, bem picadinhos
2 colheres (sopa) de vinho branco seco
1 batata media (150g), descascada e em cubos
200g de abóbora japonesa em cubos de 2cm – cerca de 1 2/3 xícaras depois de já descascada e picada
sal e pimenta do reino moída na hora
3 ½ xícaras (840ml) de água fervente
1 folha de louro
2 ½ xícaras (325g) de ervilhas congeladas, direto do freezer
suco de ½ limão taiti, para servir

Aqueça uma panela grande em fogo médio-alto. Junte o bacon e frite-o em sua própria gordura, mexendo algumas vezes, até ficar crocante. Usando uma escumadeira, retire do bacon da panela e reserve. Junte o azeite à gordura na panela e então acrescente a cebola, mexendo algumas vezes até que comece a dourar. Junte o alho e refogue por 1 minuto apenas – não deixe queimar para não amargar.
Acrescente o vinho e raspe os queimadinhos do fundo panela com uma colher de pau ou espátula de silicone, até o vinho evaporar. Acrescente a batata e a abóbora, tempere com sal e pimenta e misture. Junte a água e a folha de louro e assim que começar a ferver, baixe o fogo e cozinhe em fogo baixo por 15-17 minutos ou até que os legumes estejam bem macios. Junte as ervilhas e cozinhe por 5 minutos. Retire do fogo, descarte a folha de louro e bata a sopa com um mixer ou no liquidificador, se usar o liquidificador, tome muito cuidado para não se queimar: remova a tampinha menor e então cubra a tampa maior com um pano de prato seco dobrado – desta forma o vapor tem por onde sair e a mistura não espirrará em você.
Junte o suco de limão e sirva a sopa com o bacon reservado por cima.

Rend.: 4 porções como entrada ou 2 como prato principal


terça-feira, maio 26, 2020

Bolinhos de espinafre e queijo

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Bolinhos de espinafre e queijo

Quem me acompanha lá no Instagram já viu alguns dos meus pratos de almoço: geralmente é comida simples de preparar, para poder encaixar na hora do almoço do trabalho. O feijão eu já deixo no jeito, cozinho bastante e congelo. O arroz faço duas vezes por semana, geralmente, então na hora de comer é só assar legumes, temperar ou refogar algumas folhas (já deixo tudo lavado e descorongado na geladeira), colocar almôndegas no forno ou fazer uma omelete. Jogo rápido.

Mas nos dias em que tenho um pouco mais de tempo, ou quando me organizo para preparar algo na noite anterior, gosto de fazer receitas mais demoradas ou coisas novas para provar. Foi o caso deste bolinhos deliciosos: eu tinha um tanto de espinafre na geladeira e queria algo diferente para usá-lo: se fosse um dia mais corrido, eu simplesmente teria refogado as folhas com alho e uma pitada de noz-moscada e teria ficado muito gostoso; mas em um dia de mais tempo, recorri às minhas fontes de sempre na Internet (Donna Hay, Jamie Oliver, Gourmet Traveller, revistas Delicious inglesa e australiana, Panelinha) e foi no Guardian que encontrei uma receita interessante. Adaptei ligeiramente e os bolinhos foram sucesso até com o João, que honestamente não é fã de bolinhos.

Tenho certeza de que os bolinhos ficariam ótimos assados, mas como eu já estava com o forno ocupado passei-os rapidamente pela frigideira antiaderente com um pouquinho de azeite. Faça como preferir, mas se resolver assar, forre a assadeira com papel alumínio e pincele com azeite, pois a quantidade de queijo nos bolinhos pode fazer com que grudem na assadeira.

Pena que a receita rendeu tão pouquinho – devoramos tudo no almoço e não sobrou nada para contar história. :D

Aproveito para lembrar que na próxima sexta enviarei a newsletter do TK e quem quiser receber a minha cartinha é só clicar aqui para se inscrever. x

Bolinhos de espinafre e queijo
adaptados da receita do Hugh Fearnley-Whittingstal que encontrei no Guardian

- xícara medidora de 240ml

Bolinhos:
4 xícaras (260g) de espinafre fresco, sem os talos, folhas lavadas – meça depois de retirar os talos e aperte as folhas na xícara na hora de medir
1 ½ colheres (sopa) de azeite de oliva
½ cebola média, bem picadinha
1 dente de alho grande, bem picadinho
½ xícara de mozarela ralada grosseiramente – rale, depois meça
2 colheres (sopa) de parmesão ralado fininho
1 colher (sopa) de requeijão ou cream cheese
2 colheres (sopa) de farinha de rosca
¼ colher (chá) noz-moscada ralada na hora
1 ovo, levemente batido com um garfo – o ovo que usei era pequeno, tinha 50g; compro orgânicos e o tamanho varia bastante
sal e pimenta do reino moída na hora

Para fritar os bolinhos:
2 colheres (sopa) de farinha de rosca
1 colher (sopa) de azeite de oliva

Em uma frigideira antiaderente grande, cozinhe o espinafre – sem acrescentar nada mesmo à panela – em duas etapas, mexendo até que as folhas murchem. Transfira para uma peneira. Quando estiver morno o suficiente para ser manuseado, aperte bem as folhas com as mãos, o máximo que conseguir, para retirar todo o excesso de água. Pique bem e deixe esfriar completamente.

Usando a mesma frigideira, aqueça o azeite em fogo médio-alto. Junte a cebola e refogue, mexendo algumas vezes, por 3-4 minutos ou até que fique macia e transparente. Junte o alho e refogue por mais 1 minuto – não deixe o alho queimar para não amargar a receita. Retire do fogo e deixe esfriar completamente.

Transfira o espinafre, a mistura de cebola e alho, os queijos, o requeijão ou cream cheese, a farinha de rosca e a noz-moscada para uma tigela média. Junte o ovo, tempere com sal e pimenta e misture até obter uma massinha. Com as palmas das mãos úmidas, modele bolinhas com a massa, usando 1 ½ colheres (sopa) por bolinha. Transfira para um prato e leve à geladeira por 30 minutos.

Antes de fritar o bolinhos, passe-os pela farinha de rosca, delicadamente. Aqueça o azeite na mesma frigideira usada antes em fogo médio-alto e frite os bolinhos, virando algumas vezes para que dourem por igual – faça isso com cuidado, pois são bem macios. Sirva imediatamente.

Rend.: 10-11 bolinhos

sexta-feira, maio 22, 2020

Frango oriental com cenoura e escarola e saudades de ir ao cinema

Frango oriental com cenoura e escarola

Quem acompanha as minhas receitas, seja aqui no blog ou pelo Instagram, já percebeu que não faço muitas receitas orientais: não é por não gostar, é apenas por falta de hábito, mesmo.

Para tentar remediar isso, dei um pulo na Liberdade antes da pandemia e comprei molho de soja da marca Daimaru (não contém glutamato monossódico, dica da minha nutricionista), mirin e óleo de gergelim torrado. Também comprei aqueles arrozinhos caramelados viciantes e acabei com todos eles em uma sessão de cinema: saindo da Liberdade, peguei o metrô e fui direto para o Reserva Cultural – que saudade de ir ao cinema, gente, ainda mais ao Reserva, que não tem gente babaca falando nem adolescente cretino dando risada durante o filme todo. Amo aquele cinema. <3

O meu freezer tem sido um bom aliado durante a pandemia, e ao descongelar os filés de frango planejando o almoço pensei em fazer o meu milanesa de forno, que fica tão gostoso. Só que mudei a rota no meio do caminho e resolvi colocar minhas compras na Liberdade para jogo: usei duas receitas da Rita Lobo como base, uma de carne e outra de frango, e o almoço ficou simplesmente delicioso – como eu já tinha arroz pronto do dia anterior, a refeição ficou pronta em um piscar de olhos.

Frango oriental com cenoura e escarola
receita minha, usando duas receitas da Rita Lobo como base

Marinada:
½ colher (sopa) de amido de milho
1 colher (sopa) de molho de soja (shoyu)
200g de filé de peito de frango, em cubos de aproximadamente 2cm

Restante da receita:
1 ½ colheres (sopa) de óleo, uso dividido
½ cebola grande, em meias-luas não muito finas
1 cenoura pequena (100g), descascada e passada no mandolim
1 dente de alho grande, bem picadinho
5 folhas de escarola (70g no total), em fatias médias
2 colheres (sopa) de shoyu
1 colher (sopa) de mirin
½ colher (chá) de óleo de gergelim torrado
3 colheres (sopa) de castanhas de caju torradas, picadas – meça, depois pique

Marinada: em uma tigela média, junte o amido de milho e o shoyu e misture bem. Junte o frango e envolva bem os pedaços na marinada. Deixe em temperatura ambiente por 15 minutos.

Aqueça uma wok ou uma frigideira antiaderente grande em fogo alto. Junte o óleo. Quando estiver bem quente, acrescente o frango e deixe selar, mexendo uma vez apenas para virar os pedacinhos. Com uma espátula de silicone ou colher de pau, empurre os pedacinhos de frango para as extremidades da panela e, no centro, refogue a cebola por 1 minuto, mexendo algumas vezes. Junte a cenoura e refogue por mais 2 minutos, mexendo algumas vezes.
Abra novamente um espaço no centro da panela e nele despeje o óleo restante. Coloque o alho neste óleo e refogue por 1 minuto – não deixe o alho queimar para não amargar a receita. Misture bem todos os ingredientes na panela e acrescente a escarola. Regue tudo com o shoyu e o mirin e misture bem. Refogue por mais 1 minuto e certifique-se de que o frango esteja cozido por dentro. Desligue o fogo, incorpore o óleo de gergelim e a castanha de caju e sirva imediatamente.

Rend.: 2 porções

terça-feira, maio 19, 2020

Risoto de cenoura e couve com rabanetes assados, ou "risoto do que havia no gavetão de legumes"

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Risoto de cenoura e couve com rabanetes assados

Sábado de manhã, aquela preguiça uber-blaster pós-faxina, eu só queria mesmo saber de tomar um banho, abrir um vinho e ficar no sofá. Mas a gente precisa comer, né? E depois da faxina geralmente ficamos bem famintos. Só que a minha criatividade culinarística tinha ido dar um rolê por aí e nem sinal de querer voltar: inspiração zero. Poderia ter feito hambúrguer, mas não tinha descongelado a carne moída. Não queria comer macarrão. Abri a geladeira e saí catando o que havia na minha frente: cenoura, alho-poró, rabanete. Ah, tem umas folhas de couve aqui também, já lavadas e descorongadas. Então vou jogar tudo em um risoto e pronto.

É risoto de cenoura e couve com rabanetes assados, mas poderia muito bem se chamar “risoto do que havia no gavetão de legumes”. :)

Como não havia caldo de legumes pronto, usei alho-poró e cebola no refogado para dar mais sabor ao risoto e fervi uma folha de louro na água que usei como caldo. Deu muito certo! O risoto ficou delicioso, gente, modéstia à parte. No final das contas, o rabanete destoou um pouco: eu queria dar uma textura a mais para o prato, mas funcionou muito bem sem ele. De qualquer forma, deixo aqui a receita, caso vocês queiram servir o rabanete assado em outra refeição.

Risoto de cenoura e couve com rabanetes assados
receita minha

- xícara medidora de 240ml

Rabanetes assados:
5 rabanetes pequenos (100g no total), cortados ao meio no sentido do comprimento; se forem maiorzinhos, corte em 3 ou 4 partes
2 colheres (chá) de azeite de oliva
sal e pimenta do reino moída na hora

Risoto:
3 xícaras (720ml) de água fervente
1 folha de louro
3 colheres (sopa) de manteiga sem sal
½ colher (sopa) de azeite
1 alho-poró pequeno e fininho, só a parte mais clara, em rodelas fininhas
½ cebola pequenina, picadinha
¾ xícara (165g) de arroz arbóreo ou carnaroli
¼ xícara (60ml) de vinho branco seco
sal e pimenta do reino moída na hora
2 cenouras pequeninhas (160g no total – pesadas ainda com a casca e os topos), raladas grosseiramente
2 folhas de couve sem o talo central, rasgadas em pedaços pequenos
¼ xícara (35g) de parmesão ralado grosseiramente

Preaqueça o forno a 200°C. Forre uma assadeira pequena e grande e rasa com papel alumínio. Transfira os rabanetes para o papel, regue com o azeite e tempere com o sal e a pimenta. Misture com as mãos, espalhe na assadeira deixando alguns centímetros entre os pedaços de rabanete e leve ao forno for meia hora, virando os rabanetes do meio do tempo de cozimento. Retire do forno e reserve.

Enquanto isso, faça o risoto: junte a água e a folha de louro em uma panelinha e coloque para ferver. Aqueça uma panela média em fogo médio-alto. Junte metade da manteiga e o azeite e quando aquecer adicione o alho-poró e a cebola, refogando até que fiquem macios, 3-4 minutos. Junte o arroz e refogue por 2-3 minutos, mexendo, até que todos os grãos fiquem cobertos de gordura. Junte o vinho e refogue até que evapore. Tempere com um pouco de sal e pimenta. Acrescente a cenoura e misture bem. Acrescente 1 concha da água com louro quente por vez e vá mexendo até que o caldo quase seque. Acrescente outra concha da água com louro e mexa novamente até que ele quase seque – repita o processo até que o arroz fique al dente, o que vai levar cerca de 20 minutos. Incorpore a couve, e então adicione a manteiga restante e o parmesão, misturando bem. Prove, acerte o sal e a pimenta se necessário, tampe a panela e aguarde 5 minutos. Transfira o risoto para os pratos de servir e arrume o rabanete sobre o arroz, no centro do prato. Sirva imediatamente.

Rend.: 2 porções generosas, ou 3 mais levinhas

quinta-feira, maio 14, 2020

Crumble de maçã com fubá e laranja e meus hábitos alimentares durante a quarentena

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Crumble de maçã com fubá e laranja / Apple crumble with corn flour and orange

Não sei vocês, mas nesta quarentena meus hábitos alimentares tem variado bastante: café da manhã com pão integral caseiro integral e fruta, seguido de almoço também caseiro, o combo do sucesso arroz + feijão acompanhado de vegetais, às vezes carne ou frango (geralmente uma vez por semana, duas no máximo). Chega no jantar... minha força de vontade geralmente se esvai.

Há dias em que faço sopa, há dias em que faço salada caprichada com leguminosas e ovo cozido, mas também há dias em que só quero saber de comer comida que me abraça por dentro: é quando caio na pizza (caseira, porque o medo de ir buscar a pizza na portaria do prédio é maior do que a vontade de comê-la), no pão com tábua de frios e vinho. Se vem avocado na cesta orgânica o jantar é guacamole. E sem contar tudo isso, a vontade de comer doce anda ENORME: algo que acontecia antes somente na TPM se tornou quase que diário.

Nas poucas vezes em que fui ao mercado sempre trouxe chocolate, mas o estoque às vezes acaba em um piscar de olhos. E em um desses momentos de desespero por um docinho eu usei uma maçã que estava rolando na geladeira havia semanas para fazer um crumble, minha sobremesa favorita. Para deixar a receita mais interessante troquei a farinha de trigo da cobertura por fubá e perfumei tudo com raspas de laranja: ficou muito gostoso!

Divido a receita com vocês e espero que gostem tanto quanto eu – tenho certeza de que esta cobertura ficaria deliciosa também com outras frutas, como banana ou pera: use o que tiver em casa.

Crumble de maçã com fubá e laranja
receita minha

- xícara medidora de 240ml

Cobertura:
2 colheres (sopa) de açúcar demerara – este dá mais crocância, mas pode ser substituído por cristal ou refinado
raspas da casca de 1 laranja pequena
½ xícara (70g) de fubá
1/8 colher (chá) de fermento em pó
1 pitada de sal
2 ½ colheres (sopa) – 35g – de manteiga sem sal, gelada e em cubinhos
¼ xícara (22g) de aveia em flocos ou flocos grossos – usei a última

Recheio:
2 maçãs verdes (tipo Granny Smith) médias
2 colheres (sopa) de açúcar
¼ colher (chá) de canela em pó

Preaqueça o forno a 180°C. Separe 2 potinhos refratários com capacidade para 1 xícara (240ml) cada.

Cobertura: em uma tigela média, junte o açúcar e as raspas de laranja e esfregue com as pontas dos dedos até o açúcar ficar aromatizado. Junte o fubá, o fermento em pó e o sal e misture. Acrescente a manteiga e misture com as pontas dos dedos até obter uma farofa grossa. Com um garfo, incorpore a aveia. Leve ao freezer enquanto prepara as maçãs: descasque as maçãs e remova os miolos e as sementes. Corte em cubos pequenos e coloque em uma tigela média, junte o açúcar e a canela e misture bem. Divida entre os refratários, cubra com a farofinha e leve ao forno por cerca de 30 minutos ou até que a farofinha doure bem. Sirva quentinho.

A cobertura pode ser congelada por até 1 mês em um saquinho bem fechado – quando tiver vontade de comer crumble, é só preparar as frutas (quaisquer que você queira) e jogar a cobertura por cima. O tempo de forno aumenta em alguns minutos.

Rend.: 2 porções

terça-feira, maio 12, 2020

Sopa de lentilha vermelha com chips de couve

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Sopa de lentilha vermelha com chips de couve / Red lentil soup with kale chips

Como muitos de vocês, tenho cozinhado bem mais desde que a quarentena começou, e não é fácil preparar almoço e jantar todos os dias tentando variar o cardápio e, ao mesmo tempo, usando o que se tem à mão – eu já me sinto como o Bill Murray em “Feitiço do Tempo”, se a comida também for sempre a mesma... Não quero nem pensar nisso. :D

Estava dando uma olhada em receitas que marquei séculos atrás e encontrei esta sopa na Gourmet Traveller, uma das minhas fontes favoritas. Decidi adaptar a receita e também torná-la uma refeição vegana. Não tinha caldo de legumes no freezer e nem uma mísera cenourinha na geladeira para fazer caldo, então além das especiarias também adicionei uma folha de louro e extrato de tomate para reforçar o sabor da sopa. E falando em especiarias, é cozinha de quarentena: use as que vocês tiverem em casa, foi o que fiz.

Para deixar a refeição vegana servi a sopa com chips de couve, o que funcionou lindamente – fiquem à vontade para fazer como a GT sugere e servir a sopa com iogurte. Da próxima vez em que eu for jantar a sopinha (congelei metade para outro dia), vou servir com um ovo pochê – já estou com água na boca. :D

Sopa de lentilha vermelha com chips de couve
sopa adaptada daqui, chips adaptados de várias receitas que vi pela Internet

- xícara medidora de 240ml

Sopa:
1 colher (sopa) de azeite de oliva
1 cebola pequena, bem picadinha
1/3 xícara de talos de salsão, bem picadinhos – pique, depois meça; eu usei congelado, direto na panela
2 dentes de alho grandes, bem picadinhos
1 colher (chá) de sementes de mostarda amarela
½ colher (chá) de cominho em pó
¼ colher (chá) de páprica defumada
1 pitada de pimenta calabresa
1 colher (chá) de extrato de tomate
5 ½ xícaras (1.320ml) de água fervente
1 1/3 xícaras (285g) de lentilhas vermelhas secas
1 folha de louro
sal e pimenta do reino moída na hora
1 limão grande, raspas da casca raladas bem fininhas e o suco

Chips de couve:
5 folhas grandes de couve, sem os talos
1 ½ colheres (chá) azeite de oliva
sal e pimenta do reino moída na hora

Preaqueça o forno a 180°C.
Enquanto o forno aquece, faça a sopa: em uma panela grande, aqueça o azeite em fogo médio-alto. Junte a cebola e refogue, mexendo algumas vezes, até ficar transparente. Acrescente o salsão e refogue por mais 2 minutos. Junte o alho e refogue por 1 minuto apenas – não deixe o alho queimar para não amargar a receita. Acrescente as especiarias, a pimenta calabresa e o extrato de tomate e refogue por 1-2 minutos – é importante cozinhar bem o extrato de tomate para não deixar um sabor de tomate cru na receita. Acrescente a água e quando começar a ferver, junte as lentilhas e a folha de louro. Tempere com sal e pimenta. Abaixe o fogo e deixe cozinhar, mexendo algumas vezes, por 14-16 minutos ou até que as lentilhas estejam maias e comecem a desmanchar.

Enquanto a sopa cozinha, prepare os chips: rasgue as folhas de couve em pedaços menores e transfira para uma assadeira antiaderente. Regue com o azeite, tempere com sal e pimenta e misture com as mãos para besuntar bem a couve. Espalhe a couve pela assadeira e leve ao forno por cerca de 15 minutos. Deixe esfriar completamente antes de servir para que os chips fiquem bem crocantes.

Se você for consumir a sopa na mesma hora, retire a folha de louro, acrescente as raspas e o suco de limão e então processe a sopa com um mixer ou bata no liquidificador – se usar o liquidificador, tome muito cuidado para não se queimar: remova a tampinha menor e então cubra a tampa maior com um pano de prato seco dobrado – desta forma o vapor tem por onde sair e a mistura não espirrará em você.
Caso deseje congelar a sopa, não acrescente o limão – deixe para fazer isso na hora de servir.

Rend.: 4-5 porções

sexta-feira, maio 08, 2020

Almôndegas com quinoa e alho-poró

Almôndegas com quinoa e alho-poró

Sei que ao pensar em almôndegas muita gente já logo associa a molho de tomate, espaguete... Eu adoro almôndegas no molho, com macarrão, é uma refeição deliciosa! Mas aqui em casa a gente quase sempre come almôndega com arroz e feijão + vegetais: acho uma combinação gostosa e prática, já que as almôndegas podem ir do freezer direto ao forno.

Naqueles dias em que a criatividade é zero – e isso tem acontecido com frequência comigo nesta quarentena, não sei com vocês – separo algum legume ou verdura e já tenho o almoço no jeito, porque arroz e feijão sempre há na geladeira ou no freezer. Aliás, ter me libertado da necessidade (auto-imposta) de comer arroz feito na hora foi das melhores coisas que fiz! Tinha essa bobagem de “ai, imagina comer arroz de ontem!” – isso veio de criação e acabei trazendo comigo na vida adulta. Hoje eu como arroz de ontem, de antes de ontem, arroz que estava congelado, sem o menor problema. Quanto tempo perdido nessa vida! :D

As minhas almôndegas preferidas, as de guerra que faço sempre, estão neste link: são deliciosas e uma receita para guardar no caderninho. Mas para variar um pouco as coisas e quando não estou morta de preguiça (sou sincera com vocês!), de vez em quando faço as almôndegas que lhes trago hoje – são igualmente gostosas e ainda ganham estrelinha dourada por causa da adição de quinoa.

Almôndegas com quinoa e alho-poró
receita minha

- xícara medidora de 240ml

Para a quinoa:
1 xícara (240ml) de água fria
¼ xícara (45g) de quinoa em grãos
1 folha de louro
sal

Para o restante da receita:
1 ½ colheres (sopa) de manteiga
1 alho-poró, somente a parte mais clara, em meias-luas finas
1 dente de alho grande, picadinho
450g de carne bovina moída – gosto de patinho
1 ovo
1 punhado de salsinha picada
raspas da casca de 1 limão taiti
½ colher (chá) de sal
pimenta do reino moída na hora

Comece cozinhando a quinoa: aqueça a água em uma panela pequena. Quando começar a ferver, junte a quinoa e o louro, 1 pitada de sal e cozinhe, mexendo algumas vezes, até que a quinoa esteja macia, cerca de 15 minutos. Enquanto isso, aqueça a manteiga em uma frigideira pequena em fogo médio até que derreta e comece a espumar. Acrescente o alho-poró e refogue, mexendo às vezes, por 3-4 minutos, até amaciar. Junte o alho e refogue por 1 minuto – não deixe queimar para não amargar a receita. Retire do fogo e deixe esfriar completamente.

Retire a quinoa do fogo, escorra e passe por água fria, escorrendo bem. Descarte o louro. Deixe a quinoa esfriar completamente.

Preaqueça o forno a 200°C. Forre uma assadeira grande e rasa com papel alumínio e pincele levemente com azeite.
Quando a quinoa e a mistura de alho-poró e alho estiverem frios, transfira-os para uma tigela grande e acrescente todos os outros ingredientes, incluindo a manteiga que sobrou do refogado. Misture bem com as mãos até incorporar bem os ingredientes. Separe porções de 1 ½ colheres (sopa) da mistura e enrole, formando bolinhas (palmas das mãos úmidas facilitam o trabalho). Transfira para a assadeira preparada deixando um espaço entre as almôndegas. Asse por 15 minutos, vire-as, e então asse por mais 10-15 minutos, dependendo de como você gosta. Sirva imediatamente.

Se não for consumir na hora, arrume as bolinhas na assadeira forrada com papel alumínio, mas não precisa pincelar com azeite. Leve ao freezer até que fiquem bem durinhas, cerca de 3 horas, e depois transfira para saquinhos plásticos. Podem ser congeladas por até 2 meses – quando for consumir, pode levar as almôndegas diretamente ao forno, ainda congeladas, em uma assadeira forrada com papel alumínio e pincelada com azeite, aumentando em alguns minutos o tempo de forno.

Rend: cerca de 22 unidades


terça-feira, maio 05, 2020

Bolo mármore de iogurte para trazer uma novidade

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Bolo mármore de iogurte

Quem me segue nas redes sociais talvez já esteja sabendo que novidade é essa (e para estas pessoas nem é tão novidade assim): criei uma newsletter para o blog e ficaria muito feliz de enviá-la a vocês!

Serão sugestões de receitas e dicas para tentar deixar os seus dias mais saborosos, práticos e saudáveis. Pode parecer algo simples e talvez até mesmo tolo no momento em que vivemos, mas para quem até pouco tempo atrás não sentia mais alegria alguma ligada à cozinha e chorava só de pensar em comida é um grande passo.

Fiz um bolo simples e gostoso para comemorar a notícia que lhes trago – quem quiser assinar a newsletter, é só se inscrever clicando neste link . E quem quiser deixar o café da tarde mais gostoso, deixo aqui a receita do bolo – ele fica úmido, macio e super saboroso.

Bolo mármore de iogurte

Bolo mármore de iogurte
um nadinha adaptado do Epicurious

- xícara medidora de 240ml

1 ½ xícaras (210g) de farinha de trigo
2 colheres (chá) de fermento em pó
¼ colher (chá) de sal
1 xícara (200g) de açúcar, cristal ou refinado
¾ xícara (180g) de iogurte natural integral – usei de ovelha, por causa da lactose
½ xícara (120ml) de óleo vegetal – usei de canola
2 ovos grandes, temperatura ambiente
1 colher (chá) extrato de baunilha
2 colheres (sopa) de cacau em pó, sem adição de açúcar

Preaqueça o forno a 180°C. Pincele levemente com óleo uma forma de bolo inglês com capacidade para 6 xícaras de massa (1 litro e meio), forre com papel manteiga deixando sobras nos dois lados mais longos, formando “alças” que vão lhe ajudar a remover o bolo depois de assado. Pincele o papel com óleo também.
Em uma tigela média, peneire a farinha, o fermento e o sal. Reserve.
Em uma tigela grande, misture com um batedor de arame o açúcar, o iogurte, o óleo, os ovos e a baunilha até obter uma massa homogênea. Com uma espátula de silicone, incorpore os ingredientes secos reservados – se a massa ficar muito engrumada, misture levemente com o batedor de arame, mas não bata demais para não desenvolver o glúten da farinha.
Despeje metade da massa em outra tigela e a esta metade junte o cacau, misturando bem. Despeje colheradas de massa na forma preparada, intercalando as cores. Com uma espátula ou faca sem ponta, misture levemente as massas para obter um efeito mármore bem bonito.
Asse por 50-55 minutos ou até que o bolo cresça e doure (faça o teste do palito). Deixe esfriar na forma sobre uma gradinha por 15 minutos, e então remova com cuidado da forma, usando o papel como guia. Transfira para a gradinha e deixe esfriar completamente.

O bolo pode ser guardado em um recipiente hermético por até 3 dias.

Rend.: 8 porções


terça-feira, abril 28, 2020

Macarrão com brócolis e meu momento #classemédiasofre

Macarrão com brócolis

Como vocês estão, queridos?

Aqui continuamos em casa, isolamento quase que total, só saindo mesmo para o supermercado, pouquíssimas vezes (a cada dez dias, se minha memória não me prega peças) - tenho trabalhado de casa, mas mesmo tendo uma rotina até que normal de segunda à sexta às vezes me perco nos dias. Semana passada, com o feriado na terça, meu cérebro fez um bololô e na quinta eu já nem lembrava que dia era.

O fato de não poder ir ao supermercado tanto quanto gostaria e também a falta de produtos tem ditado o ritmo das comidas aqui em casa: havia anos só usava farinha de trigo orgânica em minhas receitas, tive que ceder e comprar farinha comum, de marcas de que não gosto, porque eram as únicas que pude encontrar – se João e eu ficarmos sem pizza o mau humor vai reinar aqui em casa, sem contar que ele viciou no pão sem sova do Jim Lahey e tenho feito toda semana (alô, Marcinha, minha querida!). :) Houve um dia em que precisei do delivery de um supermercado e percebi o quanto sou chata, pois os legumes e frutas que vieram eu jamais teria escolhido para comprar. Encontrei uma cesta orgânica que entrega aqui em São Caetano, está ajudando bastante e assim precisamos sair ainda menos.

Desculpem as frivolidades, mas é tanta notícia ruim, tanta merda acontecendo neste país que eu precisava desopilar um pouco e compartilhar com vocês o meu momento #classemédiasofre, dar uma reclamadinha básica – quando eu falo essas coisas para o João ele só ri. :D

Em uma das duas compras do delivery pedi brócolis, estava aguada para comer e não encontrava nem congelado, nem na cesta orgânica. Os brócolis vieram já indo pro amarelo (subi no elevador xingando muito, haha), então tive que consumir logo. Fiz um leva assada, que postei no Instagram e ficou deliciosa – recomendo muito! – e o resto virou macarrão. Eu vejo tanta gente, incluindo a Rica Wolf, comentando que o cheiro do brócolis cozinhando é ruim e tal, mas confesso que não ligo – para mim, não é um problema, pois eu simplesmente amo brócolis de tudo quanto é jeito. Só não deixei um restinho dos floretes para colocar na pizza porque ia amarelar totalmente antes disso.

Macarrão com brócolis
receita minha

- xícara medidora de 240ml

3 colheres (sopa) de azeite de oliva
½ cebola grande, picadinha
2 dentes de alho grandes, bem picadinhos
4 tomates maduros, sem pele e sem as sementes, em cubos
sal e pimenta do reino moída na hora
3 raminhos de tomilho fresco, só as folhas, ou a erva que você quiser/tiver em casa
1 maço de brócolis, só os floretes – eu gosto do ramoso, mas quem preferir o ninja pode substituir
400g de macarrão – use a massa curta da sua preferência; com orecchiette fica muito gostoso também
2 colheres (chá) de vinagre balsâmico – também fica gostoso com molho inglês
¼ xícara de parmesão ou pecorino, passados pelo ralador fininho ou triturados no processador (rale, depois meça)

Em uma panela grande, aqueça água até ferver. Acrescente sal.

Enquanto a água ferve, aqueça o azeite em uma frigideira ou panela grande em fogo médio-alto. Junte a cebola e refogue, mexendo às vezes, até murchar. Junte o alho a refogue por 1 minuto – não deixe o alho queimar para não amargar a receita.
Acrescente os tomates, tempere com sal e pimenta, e junte as folhinhas do tomilho (ou da erva que quiser). Refogue, mexendo algumas vezes, até que os tomates comecem a desmanchar e formar um molho, cerca de 5 minutos – se a mistura de tomates estiver sequinha demais, junte 1 ou 2 colheres (sopa) da água do cozimento do macarrão.

Enquanto isso, cozinhe os brócolis na água por 2 minutos – escorra os floretes, transfira para a tábua e corte grosseiramente com a faca. Ao retirar os brócolis da água, coloque o macarrão para cozinhar pelo tempo indicado na embalagem.

Transfira os brócolis picados para o molho (depois dos 5 minutos necessários para ele encorpar). Acrescente o vinagre balsâmico e cheque o tempero. Reserve ½ xícara da água do cozimento e então escorra o macarrão. Incorpore ao molho. Acrescente o queijo ralado, misturando bem – ele deve deixar o molho mais cremoso. Se estiver muito sequinho, junte um pouco da água do cozimento reservada, misturando sempre. Sirva imediatamente polvilhado com mais parmesão ou pecorino.

Rend.: 4 porções

quarta-feira, abril 15, 2020

Ensopadinho de grão-de-bico e couve e vontade de cozinhar

Ensopadinho de grão-de-bico e couve

Tenho lido nas redes sociais que as pessoas estão cozinhando mais em casa, por causa da pandemia. Aqui isso sempre foi comum, mas eu lhes contei tempos atrás que andava meio desanimada com a cozinha, fazendo comida só mesmo porque tinha que comer. Tive (e ainda tenho) muitos altos e baixos por causa da depressão. Melhorei com o tratamento, é verdade, mas a melhora veio gradualmente, e houve dias em que eu ficava angustiada só de ter que pensar em comida – sentia fome, fome física de o estômago roncar, mas não tinha vontade de colocar comida na boca. Só queria chorar nestas horas.

Não sinto falta daqueles tempos e espero que eles não voltem.

Atualmente tenho sentido vontade tanto de cozinhar quanto de comer: na maioria das vezes, comer direito. Tenho meus pecaditos, claro, e na TPM quero comer toneladas de doces, mas acabo me contentando com um chocolatinho mesmo, ou os alfajores que ganho sempre que alguém do trabalho vai para a Argentina. Vontade de fazer doces eu não sinto mais, é muito raro – eu me lembro de finais de semana em que fazia bolo, pão doce, cookies, tudo ao mesmo tempo. Sinto cansaço só de pensar. Além disso, quem me fazia companhia na hora de assar bolos está em casa, e eu morrendo de saudade dele. Ontem fiz um bolo de banana, mas só porque não queria mesmo que as bananas fossem para o lixo – estavam passadas demais para fazer smoothies. A comida do dia-a-dia, entretanto, continua me animando e a vontade de consumir alimentos bons para minha saúde, também.

Para quem estava sem ideia do que escrever este texto ficou longo até demais. :) O ensopadinho de hoje, delicioso e pronto em poucos minutos, divido com vocês com alegria: recebi a receita por e-mail ontem à noite, na newsletter enviada pela Holly e pela Natalie, e quando lembrei que tinha couve e molho de tomate pronto na geladeira (restinho da berinjela à parmegiana que fiz no final de semana e que já havia sido usado no meu ovo no purgatório) nem precisei pensar duas vezes – só não fiz logo para o jantar porque já tinha sopa fumegando no fogão.

Ensopadinho de grão-de-bico e couve
um nadinha adaptado deste blog ótimo (a receita chegou ontem no meu e-mail, na newsletter)

- xícara medidora de 240ml

1 lata (300g) de grão-de-bico, drenado e enxaguado com água corrente
1 ½ colheres (sopa) de azeite de oliva
1/4 uma de cebola, picadinha
2 dentes de alho, bem picadinhos
1 xícara de molho de tomate pronto – usei caseiro
1 xícara de água
sal e pimenta do reino moída na hora
2 colheres (chá) de páprica defumada
1 punhado de couve, sem os talos, em fatias finas – use a gosto; eu usei mais ou menos 5 folhas grandes

Em uma panela média, aqueça o azeite em fogo médio. Adicione a cebola e refogue por 2 minutos, até ficar transparente. Junte o grão-de-bico e refogue por mais 2 minutos – cuidado, porque quando esquentam demais os grãos começam a pular feito pipoca! :)
Acrescente o alho e páprica e refogue por 1 minuto – não deixe o alho queimar, ou a receita fica amarga.
Acrescente o molho de tomate, a água, tempere com sal e pimenta do reino. Abaixo o fogo e cozinhe por 10-12 minutos, até que o molho fique espesso – mexa algumas vezes para que não grude no fundo da panela. Junte a couve e misture até que ela murche levemente. Sirva.

Rend.: 3-4 porções, dependendo do apetite