quarta-feira, setembro 04, 2019

Cookies de centeio, amêndoa e limão siciliano, outro obrigada e mais uma pergunta


Cookies de centeio, amêndoa e limão siciliano

Obrigada pelo carinho que vocês me enviaram ao lerem o post sobre a minha avó: senti cada abraço, cada cafuné daqui. Vocês são incríveis. <3


Ultimamente ando alugando vocês demais, não? :) Pois hoje de novo: já comentei aqui no blog e também no Instagram que aqui em casa consumimos pouca carne vermelha (uma vez por semana e olhe lá, às vezes nem isso) e quase nada de frango – a única carne de porco que compro é bacon, e também raramente. Nossas refeições são muitas vezes são veganas sem querer mesmo, porque amo vegetais. Sempre sinto vontade de prepará-los de maneiras mais interessantes e aqui vai a minha pergunta para quem sente o mesmo: onde vocês buscam inspiração? Tem blogs ou sites de receita vegetarianos e veganos bacanas para me indicar? Ganhei de uma amiga querida o livro “O que tem na geladeira?” da Rita Lobo, mas o que busco mesmo é usar vegetais em receitas boas, não somente outras formas de prepará-los individualmente: isso eu já faço e prepará-los assados é imbatível (também confesso que o bode que peguei da Rita me impede de aproveitar o livro como deveria).

Eu não lhes pediria um favor sem oferecer um agradinho em troca, né? :D Trago cookies deliciosos e que combinam demais com um café ou chá quentinho neste dia gelado em São Paulo. Dá para trocar a farinha de amêndoa por de caju ou amendoim, por exemplo, e criar novos sabores igualmente saborosos.

Cookies de centeio, amêndoa e limão siciliano
adaptados dos cookies integrais deste livro

- xícara medidora de 240ml

¾ xícara (150g) de açúcar cristal
raspas da casca de 2 limões sicilianos
1/3 xícara (75g) de cream cheese, temperatura ambiente
½ xícara + 1 colher (sopa) – 127g – de manteiga sem sal, temperatura ambiente
1 colher (chá) de extrato de baunilha
1 colher (chá) de Amaretto – uso sempre para substituir extrato de amêndoa; use se quiser/tiver em casa
2 gemas, temperatura ambiente
165g de farinha de trigo
50g de farinha de centeio fina – eu compro aqui
50g de farinha de amêndoa
1 colher (chá) de fermento em pó
1 pitada de sal
½ colher (chá) de noz-moscada ralada na hora

Preaqueça o forno a 180°C e forre duas assadeiras grandes e rasas com papel manteiga. Em uma tigela média, misture com um batedor de arame as farinhas de trigo, de centeio, de amêndoa, o fermento, o sal e a noz-moscada. Reserve.

Na tigela da batedeira, junte o açúcar cristal e as raspas de limão e esfregue com as pontas dos dedos até o açúcar ficar aromatizado. Junte a manteiga e bata até obter um creme claro – raspe as laterais da tigela ocasionalmente durante todo o preparo da receita.
Junte as gemas e bata para incorporar. Adicione a baunilha e o Amaretto e bata. Desligue a batedeira, acrescente a mistura de ingredientes secos de uma vez e misture em velocidade baixa somente até incorporar e uma massa se formar.

Faça bolinhas usando 2 colheres (sopa) niveladas de massa por biscoito e coloque-as nas assadeiras preparadas deixando 5cm de distância entre elas. Asse por 12-14 minutos ou até que os biscoitos dourem bem nas extremidades. Deixe esfriar nas assadeiras por 5 minutos e então deslize o papel com os biscoitos para uma gradinha e deixe esfriar completamente.

Rend.: cerca de 22 unidades

segunda-feira, setembro 02, 2019

Um post para minha avó


Um post para a minha avó

A primeira receita que fiz na vida me foi ensinada pela minha tia-avó Angélica, quem lê o blog sabe e alguns de vocês já provaram o bolo de fubá da tia. Minha tia-avó e minha avó foram as minhas primeiras professoras na cozinha, mas confesso que minha avó e eu nunca tivemos um relacionamento muito calmo, e por isso eu sempre recorri muito mais à tia Angélica, que era infinitamente menos brava.

A vó Iza começou a cuidar da gente quando minha mãe foi diagnosticada com câncer: eu tinha 3 anos e meu irmão tinha 6 meses de idade. Ela continuou com a gente depois que a minha mãe faleceu e ficou até o meu pai cagar, ops, casar de novo. Eu e a vó brigávamos quase todos os dias, ela me chamando de “boca dura” e me pondo de castigo – nunca bateu, isso quem fazia era meu pai –, eu retrucando a torto e a direito. Um dos castigos era lavar louça, vejam só, o outro era ir à feira com ela às sextas comprar os legumes e frutas para a semana – quem diria que no futuro eu me tornaria turista de supermercado, não é mesmo? Mas quando eu respondia demais ia para o quarto escuro, logo. :D

Passei muitos anos da minha vida chateada com a minha avó, pois para mim foi sempre clara a sua preferência por meu irmão (até escrevi sobre isso aqui no blog tempos atrás). Eu achava que era por ele ser mais novo, mas quando meu sobrinho nasceu tive uma epifania: o amor que eu tinha por ele era muito maior do que eu imaginava que sentiria quando soube que meu irmão seria pai: ao ver a primeira foto do meu pequeno, ainda pelo Facebook, eu o amei ali, naquele momento – me senti inundada por um sentimento imensamente maior do que qualquer coisa que havia sentido antes. Conforme o tempo foi passando e fui ajudando minha cunhada e meu irmão a cuidarem do pequeno – eu estava desempregada quando ele nasceu e a família da minha cunhada não mora em São Paulo – fui entendendo que o que minha avó tinha pelo meu irmão não era amor de avó, e sim de mãe, por ter cuidado dele quando minha mãe não pôde. E foi assim, sentindo esse amor imenso dentro do peito, que fui compreendendo minha avó e a perdoando por todos aqueles anos. Fui deixando todo aquele amargor para trás e encarando tudo de uma forma totalmente diferente.

Mas por que estou lhes contando tudo isso hoje? Porque minha avó está com Alzheimer e ela não se lembra mais de mim, ela não se lembra de quase ninguém. Ela pede para falar comigo e quando me vê não acredita que sou eu e briga dizendo que a Patricia tem que estar na escola, pois é dia de aula. Meu irmão está arrasado, pois ela também não se lembra dele. É uma tristeza muito grande. Eu queria tanto poder abraçá-la e dizer-lhe o quanto eu a entendo agora, e que não tenho mais mágoa do amor dela pelo João Paulo, e que sou grata por tudo o que ela fez, mas não adianta mais. A minha epifania veio tarde demais. Sinto uma dor enorme por ter perdido a oportunidade de lhe dizer todas estas coisas, e por isso as escrevo aqui, para que fique gravado de alguma forma. Vó, eu respondi e briguei com você, quebrei várias louças de pirraça, amassei vários mamões e derrubei muitas sacolas de compras, pois eu queria ser a preferida, viu? Era só isso. Deixo aqui o meu amor por você com uma foto de um dos pratos que você me ensinou a fazer, o seu feijão delicioso, que a gente chamava feijãozinho do dia-a-dia, mas que era sempre incrementado com bacon, paio, e às vezes, costelinha. Quando a fase “chato para comer” do Pingo passar eu vou preparar este feijão para ele e contar que foi a bisa que me ensinou. Te amo, vó. Obrigada por tudo.

quarta-feira, agosto 28, 2019

Bolo de iogurte, limão siciliano e alecrim e o meu obrigada


Bolo de iogurte, limão siciliano e alecrim

Obrigada a todas as leitoras incríveis que comentaram no meu último post, me mandaram e-mails e mensagens no Instagram: adorei saber um pouquinho da rotina culinária de vocês e amei as sugestões e ideias. Não me sinto mais tão solitária nesta busca de equilíbrio entre um trabalho que demanda demais, falta de tempo e vontade de comer comida boa. Obrigada por me compartilhar comigo um pedacinho da vida de vocês: fico feliz demais e agradecida com esta troca maravilhosa que temos por causa do blog. <3


O bolo de hoje é receita antiga, esquecida no caderninho. Dei de cara com as fotos no pen drive enquanto procurava uma receita para postar e me lembrei que adorei o resultado: macio, perfumado, saboroso. Confesso que não sou uma fã ferrenha de alecrim, acho o sabor um pouco potente demais, e minha erva favorita é mesmo o tomilho, que uso em tudo, inclusive neste bolo que é um dos meus favoritos da vida, receita do Nigel Slater, mas no bolo de hoje o alecrim combinou muito bem com sabor do limão siciliano. Recomendo para quem gosta de sair um pouco do óbvio e provar novas combinações de sabores.

Bolo de iogurte, limão siciliano e alecrim
um nadinha adaptado do lindo blog da Bree

- xícara medidora de 240ml

Bolo:
1 ½ xícaras (210g) de farinha de trigo
2 colheres (chá) de fermento em pó
¼ colher (chá) de sal
1 xícara (200g) de açúcar cristal ou refinado
raspas da casca de 2 limões sicilianos pequenos, o 1 grandão
¾ xícara (170g) de manteiga sem sal, temperatura ambiente
3 ovos, temperatura ambiente
2 colheres (sopa) de suco de limão siciliano
1 colher (chá) de extrato de baunilha
½ xícara de iogurte natural integral
½ colher (sopa) de folhas de alecrim fresco picadinhas – pique, depois meça

Glacê:
¾ xícara (105g) de açúcar de confeiteiro peneirado – meça, depois peneire
1-2 colheres (sopa) de suco de limão siciliano
1 galhinho de alecrim fresco, para decorar - opcional

Preaqueça o forno a 180C. Unte com manteiga uma forma de bolo inglês com capacidade para 6 xícaras de massa, forre-a com papel manteiga deixando sobras em dois lados opostos, para facilitar na hora de desenformar o bolo. Unte o papel também.
Em uma tigela média misture com um batedor de arame a farinha, o fermento e o sal. Reserve.

Na tigela da batedeira, junte o açúcar e as raspas de limão e esfregue com as pontas dos dedos até o açúcar ficar aromatizado. Junte a manteiga e então bata em velocidade média-alta por 3-4 minutos ou até a mistura ficar clara e fofa – raspe as laterais da tigela com uma espátula de silicone algumas vezes durante todo o preparo da receita. Acrescente os ovos, um a um, batendo bem a cada adição. Junte o suco de limão, a baunilha e o alecrim e bata para incorporar.
Com a batedeira em velocidade baixa, junte os ingredientes secos em três adições, alternando com o iogurte em duas adições. Bata somente até incorporar – não bata demais para não desenvolver o glúten da farinha ou o bolo ficará duro e seco. Despeje a massa na forma preparada e alise a superfície. Leve ao forno por cerca de 45 minutos ou até que cresça e doure (faça o teste do palito). Deixe esfriar na forma por 15 minutos e então desenforme, usando as alças de papel, e transfira para uma gradinha. Deixe esfriar completamente.

Enquanto isso, faça o glacê: misture o açúcar e o suco de limão em uma tigelinha, acrescentando o suco aos poucos até obter a textura do glacê desejada. Espalhe sobre o bolo já completamente fio. Decore com o raminho de alecrim se desejar.

Rend.: 8-10 fatias

quarta-feira, agosto 21, 2019

Barrinhas de maçã e geleia e algumas perguntas para vocês


Barrinhas de maçã e geleia de framboesa

Hoje trago uma receita deliciosa, perfeita para um lanche da tarde caprichado ou para adoçar um momento do dia: adoro maçãs e quando não como tudo de uma vez faço as barrinhas. Também dá para fazer com pera no lugar da maçã e geleia de damasco no lugar da de framboesa – fica bom demais!

Mas além das barrinhas tenho perguntas para vocês: vocês cozinham todos os dias? Ou compram comida pronta vez ou outra? Se cozinham, começam do zero todo dia ou já tem algo no freezer/geladeira preparado no final de semana para adiantar? Quando eu trabalhava em um emprego em que saía no meu horário todos os dias eu tinha pique para cozinhar o jantar todos os dias, começando do zero. Infelizmente esta não é mais a minha realidade e muitas vezes chego super tarde em casa, esgotada, e a falta de energia é maior do que a fome. Há dias em que tenho algo já no jeito na geladeira ou no freezer, mas nem sempre.

Tenho pensado muito nisso, pois como contei para vocês tempos atrás melhorar a minha alimentação é um dos meus projetos atuais. Portanto, adoraria ouvir as experiências de vocês, conselhos e dicas, e agradeço desde agora. xx

Barrinhas de maçã e geleia
receita minha

Recheio:
1 colher (sopa) – 14g – de manteiga sem sal
1 rama de canela pequena
2 maçãs médias, descascadas e em cubinhos de 1cm
3 colheres (sopa) de açúcar cristal ou refinado

Base/cobertura:
1 ½ xícaras (210g) de farinha de trigo
1 pitada de sal
¼ xícara + 2 colheres (sopa) – 75g – de açúcar cristal ou refinado
180g de manteiga sem sal, gelada e em cubinhos
1 colher (chá) de extrato de baunilha
1/3 xícara de geleia de frutas – usei framboesa, mas use a que você preferir
¼ xícara (30g) de amêndoas em lâminas

Em uma frigideira grande em fogo médio, aqueça a manteiga e a canela até a manteiga derreter. Junte as maçãs e o açúcar e cozinhe, mexendo algumas vezes, por 5-7 minutos ou até que as maçãs fiquem ligeiramente macias e o líquido da panela seque. Desligue e deixe esfriar completamente.

Preaqueça o forno a 180°C e coloque uma assadeira rasa para aquecer dentro do forno. Forre uma forma quadrada de 20cm com papel alumínio, deixando sobrar em lados opostos, e unte o papel com manteiga. No processador de alimentos, pulse a farinha, o sal e o açúcar para misturar bem. Junte a manteiga e a baunilha e pulse somente até obter uma farofa grossa – não processe demais. Transfira 2/3 da mistura para a forma preparada e aperte no fundo, formando a base das barrinhas. Espalhe a geleia sobre a base, arrume as maçãs por cima da geleia. Junte as amêndoas à farofinha restante e então salpique a mistura sobre as maçãs, espalhando de maneira uniforme. Leve ao forno por 25-30 minutos ou até a cobertura dourar bem - coloque a forma dentro da assadeira que já estava aquecendo no forno, assim a base das barrinhas ficará bem assada e dourada. Deixe esfriar completamente na forma sobre uma gradinha. Corte em quadradinhos para servir.

Rend.: 16 unidades

quinta-feira, agosto 08, 2019

Palitos de polenta com espinafre e gorgonzola


Palitos de polenta e espinafre com gorgonzola

Ter me tornado intolerante à lactose anos atrás foi uma paulada: eu amo queijo, de tudo quanto é tipo, aliás, de acordo com o João quanto mais fedido o queijo, mais eu gosto. :D

Quando bolava receitas para o livro geralmente havia algum queijo envolvido nelas, porque tudo fica mais gostoso com queijo, né, meus amores? Gorgonzola é um dos meus favoritos, então sempre que dava eu já ia logo botando o danado pra jogo, deixando tudo mais fedido, opa, quero dizer, gostoso. :D Teve risoto, torta, grissini e barquinha de abobrinha, tudo “perfumado” de gorgonzola. E teve também estes palitos de polenta, adaptados nos que postei há anos e que sempre repetia em casa.

Que a minha musa Donna Hay me perdoe, mas os meus palitos de polenta ficaram mais gostosos do que os dela. ;)

Aproveito para lembrá-los de que ainda tenho livros ótimos à venda – se estiver interessado, clique aqui.

Palitos de polenta com espinafre e gorgonzola

- xícara medidora de 240ml

3 xícaras (720ml) de caldo de legumes
1 xícara (175g) de polenta instantânea
75g de gorgonzola, esmigalhado ou ralado grosseiramente
1 xícara (75g) de folhas de espinafre fresco – aperte beeeem na xícara na hora de medir
2 colheres (sopa) de manteiga sem sal
sal e pimenta do reino moída na hora
óleo de canola, para pincelar

Unte com o óleo uma forma quadrada de 20cm. Reserve.
Coloque o caldo em uma panela grande e leve ao fogo médio até começar a ferver. Aos poucos, junte a polenta, mexendo sempre por 2-3 minutos. Retire do fogo e junte o gorgonzola, o espinafre, a manteiga, o sal e a pimenta e misture para incorporar. Espalhe a mistura na forma preparada e aperte para moldar a polenta. Leve à geladeira até firmar, cerca de 1 hora.

Pré-aqueça o forno a 200°C. Forre uma assadeira grande, de beiradas baixas, com papel alumínio e pincele-o levemente com óleo.
Retire a polenta da forma e corte em palitos grossos. Arrume-os na forma preparada, deixando 1cm de distância entre eles. Asse por 20 minutos, vire-os com cuidado e asse por mais 20 minutos ou até que dourem e fiquem crocantes por fora.
Sirva imediatamente

Rend: 4-5 porções

quinta-feira, julho 11, 2019

Espaguete com molho de berinjela e escarola


Espaguete com molho de berinjela e escarola

Cresci em uma casa em que se comiam vegetais todos os dias, em todas as refeições: minha mãe sempre fez questão disso e minha avó, depois dela, também. Acostumada com variedade desde pequena nunca achei estranho o picante da rúcula ou o amargo do almeirão – são sabores com os quais sempre convivi e de gosto muito.

A receita de hoje é inspirada na pasta alla Norma, que até já postei aqui, entretanto sai a ricota e entra a escarola para dar um toque diferente ao macarrão - nem todo mundo gosta de escarola, mas eu adoro. Também não resisto a receitas com berinjela e sempre quero usar o ingrediente das mais variadas formas, e qualquer coisa mistura a macarrão é sucesso quase certo.

Espaguete com molho de berinjela e escarola
receita minha

3 colheres (sopa) de azeite de oliva extra virgem
2 berinjelas pequenas (400g no total), em cubos de 2cm
½ cebola grande, picadinha
2 dentes de alho grandes, picadinhos
1 colher (sopa) de extrato de tomate
¼ xícara (60ml) de vinho tinto seco
1 garrafa de passata (690g)
½ xícara (120ml) de água
sal e pimenta do reino moída na hora
1 colher (sopa) de açúcar
2 folhas de louro
1 pé de escarola, só as folhas (100g no total depois de limpo), rasgadas com as mãos
1 punhado de folhas de manjericão fresco
400g de espaguete
parmesão ou pecorino ralados, para servir

Comece pelo molho: aqueça metade do azeite em uma panela grande. Doure os cubos de berinjela no azeite até murcharem levemente (se a sua panela não for grande o suficiente, trabalhe em etapas). Transfira um prato. Acrescente o restante do azeite à panela e refogue a cebola até que ela fique transparente, cerca de 5 minutos, mexendo de vez em quando. Junte o alho e refogue somente até perfumar, 1 minuto – não deixe o alho queimar ou vai amargar a receita. Acrescente o extrato de tomate e cozinhe por 2 minutos, misturando bem. Junte o vinho e cozinhe por mais 1 minuto. Junte a passata e a água, tempere com sal e pimenta, junte o açúcar, as berinjelas e o louro e misture bem. Deixe cozinhar em fogo brando por 30-40 minutos, mexendo de vez em quando para não grudar no fundo da panela. Ao final, acrescente a escarola e o manjericão, misture bem para murchá-los e retire do fogo.

No final do tempo de cozimento do molho, cozinhe o macarrão em bastante água salgada até que fique al dente. Escorra. Incorpore ao molho, misturando bem. Sirva imediatamente polvilhado com parmesão ou pecorino.

Rend.: 4-5 porções

quarta-feira, junho 26, 2019

Bolo de doce de leite


Bolo de doce de leite

Quando estive em Buenos Aires, em setembro de 2016, trouxe alguns vidros de doce de leite de lá – impossível resistir, não?  Poucas semanas depois, minha ex-chefe, tão querida, que voltou para a Suíça no final de 2017, me trouxe mais doce de leite de Buenos Aires. Minha despensa era praticamente o paraíso. :D

Com tanto doce de leite gostoso em casa resolvi fazer esta receita da Delicious Australia e aproveitar para fotografar o bolo no prato lindo da minha querida Cris (cliquem aqui para conhecer o trabalho maravilhoso dela).

O bolo fica super úmido e delicioso. A receita original tem uma calda, mas sinceramente o bolo já é doce o suficiente e só precisa de uma chuvinha de açúcar de confeiteiro para deixá-lo mais bonito.

Bolo de doce de leite

Bolo de doce de leite
um nadinha adaptado da sempre ótima Delicious Australia

- xícara medidora de 240ml

185g de manteiga sem sal, em temperatura ambiente
¾ xícara (130g) de açúcar mascavo claro – aperte-o na xícara na hora de medir
¾ xícara de doce de leite
1 colher (chá) de extrato de baunilha
3 ovos grandes, temperatura ambiente
2 ¼ xícaras (315g) de farinha de trigo
1 ½ colheres (chá) de fermento em pó
¼ colher (chá) de bicarbonato de sódio
¼ colher (chá) de canela em pó
¾ xícara (180ml) de buttermilk*, temperatura ambiente

Preaqueça o forno a 180°C e unte com manteiga e enfarinhe uma forma de furo central com capacidade para 10 xícaras de massa.
Em uma tigela grande, peneire juntos a farinha de trigo, o fermento, o bicarbonato, a canela e o sal. Reserve.
Na batedeira, bata a manteiga e o açúcar em velocidade média-alta até obter um creme claro – raspe as laterais da tigela com uma espátula de silicone algumas vezes durante todo o preparo do bolo.
Junte o doce de leite e a baunilha, batendo bem. Em seguida, junte os ovos, um a um, batendo bem a cada adição.

Com a batedeira em velocidade baixa, acrescente os ingredientes secos reservados em três adições, alternando com o buttermilk em duas adições (comece e termine com os ingredientes secos). Misture bem com a espátula para que a massa fique homogênea. Despeje na forma preparada e alise a superfície. Leve ao forno por 45-50 minutos ou até que o bolo cresça e doure (faça o teste do palito). Transfira a forma para uma gradinha e deixe esfriar por 20 minutos. Em seguida, desenforme com cuidado na gradinha e deixe esfriar completamente. Se desejar, polvilhe com açúcar de confeiteiro antes de servir.

*para fazer 1 xícara de buttermilk em casa: coloque 1 colher (sopa) de suco de limão em uma xícara medidora de 240ml, complete com leite integral em temperatura ambiente e aguarde 10 minutos para sorar; use a quantidade pedida na receita

Rend.: 8-10 porções

quarta-feira, junho 19, 2019

Galette de abobrinha, cebola e queijo com massa de azeite

Galette de abobrinha, cebola e queijo com massa de azeite

Falei para vocês outro dia de como fiquei feliz com a foto da galette de maçã e coco, lembram? Pra ser sincera, galettes são tão bonitas que eu adoro fotografá-las – e comê-las também. :D A de aspargos com massa de fubá é o meu xodó: tão linda e tão deliciosa.

A de hoje é salgada e a inspiração para ela foi a abobrinha amarela que encontrei em uma feira muito tempo atrás e que rendeu também este macarrão delicioso. Como a combinação abobrinha + cebola roxa funcionou deliciosamente no macarrão, repeti a dose na galette, dando uma incrementada com queijo Canastra, ingrediente que adoro.

Eu lhes contei que diminuí o consumo de lácteos, mas de vez em quando eu me permito e me esbaldo, apesar de depois ficar parecendo a grávida de Taubaté, mesmo tomando lactase. :D

A massa de azeite é uma delícia e eu recomendo vocês usarem a receita mesmo com outros recheios – aposto que vão gostar.

Galette de abobrinha, cebola e queijo com massa de azeite
receita minha

Massa:
1 ½ xícaras (210g) de farinha de trigo
½ xícara (70g) de farinha de trigo integral
½ colher (chá) de sal
2 colheres (sopa) de parmesão ralado fininho
1 ovo grande
1/3 xícara (80ml) de azeite de oliva extra virgem
¼ xícara (60ml) de água gelada

Recheio:
1 ½ colheres (sopa) de manteiga sem sal
½ colher (sopa) de azeite de oliva extra virgem
2 cebolas roxas médias, cortadas em meias-luas
½ colher (chá) de sal
pimenta do reino moída na hora
½ colher (sopa) de açúcar mascavo – aperte-o na colher na hora de medir
1/3 xícara (75g) de cream cheese, temperatura ambiente
¾ xícara de queijo Canastra ralado no ralador grosso (60g), uso dividido – rale, depois meça
3 colheres (sopa) de salsinha picada
1 abobrinha grande (400g), em fatias de 3mm de espessura – eu usei a amarela para a torta da foto porque é linda, mas já fiz a receita com a comum e fica muito boa também

Para pincelar:
1 ovo, batido com 1 colher (chá) de água fria

Em uma tigela grande, misture com um batedor de arame as farinhas, o sal e o parmesão. Em uma tigelinha, misture bem com um garfo o ovo, o azeite e a água gelada. Despeje sobre os ingredientes secos e misture até que uma massa comece a se formar. Faça uma bola com a massa, achate até formar um disco e embrulhe em filme plástico. Leve à geladeira por 1 hora.

Enquanto isso, prepare o recheio: em uma frigideira antiaderente grande, aqueça a manteiga e o azeite (o azeite vai impedir que a manteiga queime). Baixe o fogo para o mínimo, junte as cebolas, tempere com o sal e a pimenta, junte o açúcar e vá refogando, mexendo algumas vezes, até que a cebola fique caramelizada. Transfira para uma tigela ou prato e deixe esfriar completamente. Em uma tigela, misture o cream cheese com ½ xícara (40g) do queijo Canastra. Tempere com sal e pimenta, junte a salsinha e misture. Reserve fora da geladeira – se o cream cheese estiver gelado fica difícil espalhar de maneira uniforme.

Pré-aqueça o forno a 200°C. Transfira o disco de massa para um pedaço grande de papel manteiga. Cubra com outro pedaço de papel e vá abrindo a massa com um rolo, até obter um oval de aproximadamente 40x30cm. Espalhe a mistura de cream cheese sobre a massa, deixando uma borda de cerca de 4cm. Espalhe as cebolas já frias sobre o cream cheese e então arrume as fatias de abobrinha sobre as cebolas de uma maneira bem bonita. Com cuidado, vá dobrando a massa da beirada sobre parte do recheio. Pincele a massa com o ovo batido, salpique as abobrinhas com um pouquinho de pimenta do reino, em seguida salpique o queijo restante sobre toda a torta. Leve ao forno por 35-40 minutos ou até que doure bem. Sirva quente ou morna.

Rend.: 4 porções, servidas com salada ou como entradinha


terça-feira, junho 18, 2019

Almôndegas veganas de berinjela, abobrinha e grão de bico


Almôndegas veganas de berinjela, abobrinha e grão de bico

Quem visita o blog sabe que não sou vegana, mas há dias em que faço refeições sem nada de origem animal e a comida fica muito gostosa. Depois do problema da intolerância à lactose diminuí muito os lácteos e algumas variações veganas me salvam a vida, como o leite e a ricota de castanhas, o iogurte de leite de coco... São meus aliados.

Faço estas almôndegas quase que mensalmente há mais de um ano: são deliciosas e duram um bom tempo no freezer. Há dias em que as levo de marmita para o trabalho acompanhadas de arroz integral e salada e fico saciada a tarde toda. Também ficam ótimas com molho de tomate para acompanhar macarrão. A receita é da Laura Wright e há outras várias receitas boas no blog dela – recomendo a leitura para quem entende inglês.

Almôndegas veganas de berinjela, abobrinha e grão de bico

Almôndegas veganas de berinjela, abobrinha e grão de bico
levemente adaptadas do lindo The First Mess

1 colher (sopa) + 1 colher (chá) de azeite de oliva
1 berinjela grande (350g), em cubos de 1,5cm
1 abobrinha grande (400g), em cubos de 1,5cm
1 dente de alho grande, picadinho
1 lata de grão de bico, escorrida (peso drenado: 200g)
2 colheres (sopa) de tahine
3 colheres (sopa) de folhas de salsinha picadas – pique, depois meça
¼ xícara de salsinha picada
raspas da casca de 1 limão taiti
2 colheres (chá) de suco de limão taiti
1 xícara de farelo de pão (não use farinha de rosca comprada pronta, ela resseca a receita)
½ xícara de aveia em flocos grossos
2 colheres (chá) de sumac
sal e pimenta do reino moída na hora

Para empanar as almôndegas:
1 ½ xícaras de farelo de pão

Aqueça 1 colher (sopa) do azeite em uma frigideira antiaderente grande em fogo médio – eu uso a wok, pois assim não sai voando legume pelo fogão quando preciso mexer o refogado; caso não tenha uma frigideira grande o suficiente, prepare os legumes em etapas. Junte a berinjela e a abobrinha e refogue por uns 10 minutos, mexendo algumas vezes para não queimar, até que elas estejam macias. Empurre os legumes para as beiradas da frigideira, regue o centro da panela com o azeite restante e nele refogue o alho por 1 minuto, ou até perfumar. Misture o alho com os legumes na panela, retire do fogo e deixe esfriar. Transfira para o processador de alimentos e junte todos os outros ingredientes. Processe até obter uma mistura macia, mas não muito mole – se precisar, junte um pouquinho mais de farelo de pão. Leve a mistura à geladeira por 30-40 minutos para firmar – assim ficará mais fácil modelar as bolinhas. Com as palmas das mãos levemente úmidas, forme bolinhas com a massa (ela é molinha mesmo, mas dá para moldar) usando 2 colheres (sopa) de massa por almôndega.

Se for consumir na hora, passe as almôndegas pelo farelo de pão extra e então as transfira para uma assadeira forrada com papel alumínio pincelado com azeite. Leve ao forno a 200°C por 30 minutos, virando as almôndegas com cuidado na metade do cozimento. Se preferir, congele em aberto (sem passar pelo farelo de pão) e depois transfira para saquinhos. As almôndegas duram até 3 meses no freezer.

Rend.: cerca de 28 unidades

terça-feira, junho 04, 2019

Muffins de coco e maçã


Muffins de maçã e coco

Quando estava produzindo receitas para o livro uma das minhas favoritas, tanto no resultado quanto na foto, foi a galette de maçã e coco: ficou linda, deliciosa e eu consegui dar um ar outonal à foto, como eu queria.

Nem sempre fazer fotos para o blog é uma diversão, pois há dias em que nada parece funcionar: a luz não está boa, minha criatividade é ZERO para criar a foto, nenhum paninho, louça ou copinho me agrada. Mas a tal galette foi uma delícia de fotografar e também de comer. :D

Pensando naquela combinação de sabores, maçã e coco, criei estes muffins: fofinhos, com uma camadinha crocante de coco por fora e molhadinhos por dentro por causa da maçã ralada. Novamente, maçã e coco ficaram tão bons juntos que tempos depois fiz este bolo invertido, igualmente delicioso. Recomendo que vocês provem logo as três receitas. :D

Muffins de coco e maçã
receita minha

2 xícaras (280g) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 colher (chá) de canela em pó
1 pitada de sal
2/3 xícara (66g) de coco em flocos, sem adição de açúcar
½ xícara (113g) de manteiga sem sal, derretida e fria
½ xícara (100g) de açúcar demerara
2 ovos grandes, temperatura ambiente
200ml de leite integral, temperatura ambiente
1 colher (chá) de extrato de baunilha
2 maçãs grande (cerca de 200g cada), descascadas e passadas pelo ralador grosso
¼ xícara (25g) de coco em flocos, sem adição de açúcar, para polvilhar sobre os muffins

Preaqueça o forno a 200°C. Forre uma forma de muffins com 12 cavidades com forminhas de papel.

Em uma tigela grande, peneire a farinha de trigo, o fermento, o bicarbonato, a canela e o sal. Incorpore o coco e reserve. Em uma tigela média, junte a manteiga, o açúcar, os ovos, o leite e a baunilha e misture com um garfo. Incorpore a maçã. Despeje sobre os ingredientes secos e misture levemente com o garfo até incorporar, mas sem misturar demais – massa de muffin é empelotada mesmo, se mexer demais os muffins ficarão duros. Divida a massa entre as forminhas e polvilhe o topo de cada muffin com um pouquinho do coco restante, apertando levemente com a mão para que ele grude na massa. Asse por 20-25 minutos ou até que os muffins cresçam e dourem (faça o teste do palito). Deixe esfriar na forma por 5 minutos e então remova os muffins com cuidado, transferindo para uma gradinha. Sirva mornos ou em temperatura ambiente.

Rend.: 12 unidades

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